Fucile não tem sido opção regular de Villas-Boas, porque Sapunaru agarrou o lugar. Motivo para ressentimentos? Nem pensar. Aliás, foi meio caminho andado para o lateral elogiar o treinador. "Transmite-nos muita confiança e, para ele, somos todos iguais; não há diferença de estatuto entre os que estão a jogar e os que ficam de fora. Isso é muito importante", sublinhou Fucile, titular apenas com o Olhanense e o Rapid Viena. "Estamos a ganhar, e o Sapunaru tem cumprido bem com as funções. Aliás, estão todos a jogar muito bem. Vou esperar pelas oportunidades."
Ainda que Fucile até possa voltar à equipa já em Guimarães, a verdade é que não há motivos para mudar. Afinal, são 11 vitórias em 11 jogos oficiais, um saldo que, provavelmente, nem nos melhores sonhos o uruguaio terá perspectivado. "É bom ganhar sempre, ainda mais conseguir isso em 11 jogos seguidos. Em Sófia, fizemos um jogo que deu para ganhar, mas temos de melhorar coisas que não fizemos tão bem, de preferência já em Guimarães", alertou. O lateral não se alongou sobre a matéria a rever. "Em todos os jogos, é natural cometer erros, mas também fazer boas jogadas. Queremos melhorar de forma a alcançar patamares superiores e estarmos bem para quando defrontarmos equipas mais fortes."
Fucile não se mostrou obcecado com a ideia de acabar a época sem derrotas. Aliás, está consciente de que, mais dia menos dia, o FC Porto poderá ser travado. "Sabemos que ninguém é imbatível, e alguma derrota poderá acontecer. Por isso devemos desfrutar destas vitórias e continuar a crescer para que a equipa que nos queira ganhar tenha de fazer um esforço redobrado. O futebol é assim e, repito, ninguém é invencível", disse. "Querem sempre abater a equipa mais forte, que somos nós. Estamos a ganhar sempre, a fazer grandes jogos, é normal que nos queiram vencer. Temos um grande grupo e vai ser difícil baterem-nos", garantiu.