Febre dos alfa romeo

Alguém disse que foi o Giullieta a transformar a Alfa em premium? Para mim a Alfa já é premium desde que lançaram o 159, ou melhor, desde que começaram por esse modelo a sua evolução em termos de qualidade.

O Mito dá continuidade a essa filosofia e o Giullieta também.

?!?!?!?!?!?!?!?!?!
WTF?!?!?!
:eek:

A ALFA nasceu PREMIUM. Tal como a BMW. E a MERCEDES. E... etc.

Quando muito, aquilo que poderemos estar aqui a discutir é se AINDA serão
PREMIUM. Não por terem perdido esse "estatuto", mas se por as diferenças
se estarem a esbater (para os não PREMIUM).
 
Honestamente não entendo a importância do "título" premium ou a falta dele.

A imagem que eu tenho de marcas premium inclui não só as 3 alemãs, mas também a Volvo, a Saab e mais algumas que agora me escapam.

No entanto, a percepção geral (e até a avaliação do mercado nacional) não as colocam bem nesse patamar, e confesso que também não considero que a Alfa o esteja.


A Alfa para mim é uma marca que tenta marcar uma diferença (neste caso a parte desportiva), como a Volvo marca (marcou?) uma imagem de solidez e segurança em determinado ponto da sua história.


Não me parece que o cliente BMW seja o mesmo cliente Alfa.

Não concordo muito com isto.
Por norma o cliente Alfa Romeo gosta imenso de BMW e vice versa.
 
O conceito premium não sendo totalmente pacifico, parece-me o seguinte:

Premium - BMW, Mercedes, Audi, Lexus, ...

Generalista - Ford, Renault, Opel, Vw, Peugeot, Citroen, Fiat, Mazda, Mitsubishi, Honda, Toyota, Nissan, Suzuki, Skoda, Seat, ....

Entre uma coisa e outra - Volvo, Saab, Alfa Romeo, Lancia

Abaixo de generalista ou low-cost - Dodge, Dacia, ....

Acima de Premium - Ferrari, RR, Aston Martin, Lamborghini, Porsche, Bentley, .....

Mas compreendo que nalguns casos haja dúvidas. Um Suzuki é generalista ? ou abaixo disso ? um Vw é generalista ou está no estágio intermédio ? e um lancia ?

Here we go again part2...

Tudo isso já foi discutido no tópico que indiquei.

1. O contrário de PREMIUM não é GENERALISTA.
2. A BMW, MERCEDES, etc. são GENERALISTAS ***E*** PREMIUM em
simultâneo.
3. Generalista é uma marca que não se cinge a um único segmento de
mercado / tipo de cliente.

O resto, é favor ler no outro tópico, para eu não estar aqui a repetir vezes
sem conta o que são estes conceitos de mercado.

Bottom line:
Tal como com os segmentos por dimensões/formatos (citadinos, utilitários,
familiares pequenos, médios e grandes, SUV, desportivos, etc.), não são as
pessoas que os definem por "acharem isto ou aquilo". São as marcas que
posicionam os seus produtos nesses mercados (com ou sem sucesso, isso
é independente).
Ou seja, PREMIUM é um SUB-SEGMENTO dos segmentos de mercado.
Existem familiares médios PREMIUM e não-PREMIUM, existem desportivos
PREMIUM e não-PREMIUM, etc.

Isto tem a ver com SEGMENTAÇÕES DE MERCADO, e com o posicionamento
que as marcas dão aos seus produtos. Não tem NADA, rigorosamente NADA,
a ver com as vossas opiniões ou visões (minhas incluídas).
 
A BMW nasceu premium?

Sim.

Ou seja, quando um empresário começa um negócio, define um cliente
padrão. Ou seja, a BMW nasceu para colocar produtos que concorrem
com os restantes, mas com uma oferta para um sub-segmento de mercado
mais "abonado". Ou seja, fazendo a diferença incluindo de série nas suas
ofertas algo mais que não existe na concorrência (ou que é opcional).

Imagina o PÃO.
Imagina que queres abrir um negócio de PÃO.
Tens várias opções de te posicionares no mercado.
As mais óbvias:
- Optimizar o fabrico do pão, e oferecer assim um produto idêntico à
concorrência com um preço mais competitivo.
- Oferecer um produto que se distinga da concorrência por inclusão de algo
que apenas um nicho de mercado está disposto a pagar, mas cobrando um
preço superior (usar ingredientes menos comuns, adicionar ingredientes
exóticos, etc.).

O primeiro é um produto não-PREMIUM.
O segundo é um produto PREMIUM.

Pois, não são só os carros/marcas que são PREMIUM ou não...
QUALQUER COISA PODE SER PREMIUM (desde que seja apontada - colocada
no mercado - para o tipo de clientes disposto a pagar mais pela diferença).
 
(...)
A imagem que eu tenho de marcas premium inclui não só as 3 alemãs, mas também a Volvo, a Saab e mais algumas que agora me escapam.
(...)

Exacto.
Porque as marcas colocam os seus produtos para concorrerem nesse segmento.
O sucesso ou insucesso com o qual o fazem não retira esse posicionamento.

Quando muito, pode é questionar-se:
- A marca deveria colocar-se nesse segmento (sub-segmento)?
- Ainda faz sentido haver um sub-segmento PREMIUM nos automóveis, visto
que a concorrência não-PREMIUM já tem ofertas que incluem de série quase
tudo aquilo que fazia das outras marcas PREMIUM?
 
Pois, não são só os carros/marcas que são PREMIUM ou não...
QUALQUER COISA PODE SER PREMIUM (desde que seja apontada - colocada
no mercado - para o tipo de clientes disposto a pagar mais pela diferença).

Isto é verdade, embora seja necessário que haja um efectivo reconhecimento dessa diferença e das mais-valias dessa diferença.

A Citroen até há pouco tempo fazia as coisas de um modo bastante diferente do habitual, mas não me recordo de alguém se referir a um Xantia como um carro premium, apesar da diferenciação do sistema de suspensão, design, etc.
 
e a alfa oferece imenso.

basta ver a gama.

O que é que tem a gama?

O que é PREMIUM (ou não) são os produtos individualmente.
Imagina uma marca que só faz um único modelo. Esse modelo não pode ser
PREMIUM? Claro que pode.

Quando uma marca posiciona TODOS os seus produtos como PREMIUM, é,
logicamente, uma marca PREMIUM. Mas não é a marca que é ou deixa de
ser PREMIUM só por si. É pelo posicionamento dos seus produtos.

E é APENAS a marca que define o posicionamento dos seus produtos, não
é mais ninguém. Só a empresa é que define qual o cliente que pretende
atingir, e desenvolve um produto que se posicione nesse mercado.

O sucesso das opções tomadas pela empresa, não retiram o posicionamento
que deram ao produto.
 
Isto é verdade, embora seja necessário que haja um efectivo reconhecimento dessa diferença e das mais-valias dessa diferença.
(...)

Não, não é necessário.
Continua a ser PREMIUM (vendido nesse segmento), mesmo que não tenha
sucesso (sem reconhecimento).

Outro exemplo de PREMIUM:
http://forum.autohoje.com/off-topic/88332-private-banking.html

Podes colocar um produto bancário no segmento PREMIUM.
E isso é independente do número de pessoas que adiram ao produto (sucesso,
reconhecimento).

Por exemplo, o produto até pode ser o melhor de todos, a um preço ainda
melhor que a concorrência, e o produto pode ter um sucesso miserável
porque falhou no marketing, e as pessoas não lhe reconhecem valor porque
desconhecem o produto.

Ou seja, o reconhecimento por parte do mercado é IRRELEVANTE para o
posicionamento do produto. Esse reconhecimento é IMPORTANTE para
o SUCESSO do produto, mas não, nunca, para o seu posicionamento.
 
e já pararam para pensar que o tópico tem 15 páginas, o criador do mesmo postou uma mão cheia de vezes e deve ter desistido porque viu que isto se transformou (novamente) numa guerra??? [8b] [8b] [8b]
 
Não concordo muito com isto.
Por norma o cliente Alfa Romeo gosta imenso de BMW e vice versa.

Sim, concordo totalmente.

Mas atenção: O que compra o carro pelo que é (pelo que anda, como se comporta, sensações que transmite, etc) e não pelo simbolo que trás à frente e atrás para mostrar ao vizinho.

Mas depois há sempre os casos do pessoal que anda de transalpinos que é anti-Germanico e os que nunca se viriam ao volante de um Italiano "problemático" e que não é arma de arremesso silenciosa para o "status" tão comum por cá. Mas isto em casos mais extremos e com um pouco de falta de bom senso e saber.
 
Só pela quantidade de opiniões e de paixões tá provado que existe uma febre pela Alfa.

E ainda bem. Não sei se a Alfa é premium, nem isso me interessa, mas que é exclusiva lá isso é. Até na forma como alguns (quiça imbecis) a atacam aqui neste fórum, mesmo sem nunca se terem sentado em nenhum!

A todos (inclusive aos imbecis) obrigado por fazerem da Alfa uma marca diferente, exclusiva e apaixonante.

Aos que são anti-alfa, só acho que quando se é "anti" qualquer coisa é porque se tem um complexo qualquer, por isso, combatam essa "doença", dirijam-se ao stand Alfa mais proximo e comprem um! Passa logo a doença [:D][:D][:D]

Para responder ao autor: comprei Alfa porque, em primeiro lugar, sempre gostei do design da Alfa, da forma como os meus sentidos (e sentimentos) se despertavam sempre que via um. Então está bom de ver, tive que o comprar.

Se poderia ter outro coupé? Podia, mas não era a mesma coisa, nenhum dos outros (com excepção do Brera) me faria sorrir sempre que olho para ele, sempre que aprecio a forma como ele "fala" comigo. Enfim, não me vejo a conduzir um 3 coupé, ou um MB coupé, mas porque não gosto e, ao contrário de alguns (muitos) não compro carros de que não gosto mas que são chiques...[:D]
 
e já pararam para pensar que o tópico tem 15 páginas, o criador do mesmo postou uma mão cheia de vezes e deve ter desistido porque viu que isto se transformou (novamente) numa guerra??? [8b] [8b] [8b]

Vais-me desculpar, mas o criador andou ausente desde o inicio.
Deixou o tema, que nem tinha muito para discutir, e colocou cá os pés há poucas páginas atrás sem fazer nenhuma referência ao OT.

Como o autor parece não se importar, a malta continua, não vejo problema.
 
Em jeito de boa noite queria só deixar aqui um último post.

Antes de gostar de Alfas, (vamos-"me" chamar de Alfista), sou Ferrarista e antes de Ferrarista, gosto de automóveis acima de tudo.
Ao contrário do que alguns que por cá navegam muitas vezes por má fé possam pensar, não sou fanático por isto ou por aquilo.
Vivo é imenso certas coisas, neste caso com automóveis.
Como apreciador, gosto de automóveis diferentes.
Como apreciador, vibro com motores e tento de alguma forma sentir a sua garra.
Como apreciador, gosto imenso de conduzir. È das poucas coisas que me dão muito prazer na vida.
Quem pretende ter um carro com estas premissas, infelizmente hoje em dia não tem muito para onde se virar, exceptuando um bom Alfa Romeo a gasolina, isto falando de automóveis de série.
Ou isto, ou conduzir algo já mais antigo. O que é curioso é que quando se fala em antigo vêm logo os sábios dizer que são velharias.
Ainda hoje tive a experiência de uma Mazda 1500 Deluxe de 1969 e digo desde já que, além de dar um gozo fantástico de conduzir, mete num bolso automóveis actuais em vários itens, nomeadamente conforto, gadjets e "sensação de segurança".

Mudando de assunto e falando sobre a questão da BMW e da Alfa Romeo, a BMW desde há muitos anos que é mais Alfa Romeo do que a própria Alfa Romeo, IMHO.

Se pudessemos humanizar cada uma destas marcas, a Alfa Romeo em criança diria "quando for grande quero ser como a BMW" porque de facto, no mundo actual a BMW representa, mais uma vez IMHO, aquilo que a Alfa Romeo deveria ser: desportiva, irracional e tacto mecânico de topo.
Infelizmente a Alfa Romeo não é assim, mas infelizmente também não tem a sorte da BMW de ser independente e de fazer o que lhe dá na gana. O salvamento pela Fiat foi bom para a marca continuar, mas muitas qualidades e muita personalidade perdeu-se no caminho.
Ainda assim, apesar de tudo, a Alfa Romeo é, e agora parece-me a mim cada vez mais, uma marca que tenta recuperar personalidade e ser cada vez mais distinta.
Por isso é que não me choca nada que o comprador de um BMW equacione a Alfa Romeo na altura de comprar carro novo.
Estas duas marcas separam-se em preços e posicionamento de mercado, mas não se separam na filosofia.
 
Em jeito de boa noite queria só deixar aqui um último post.

Antes de gostar de Alfas, (vamos-"me" chamar de Alfista), sou Ferrarista e antes de Ferrarista, gosto de automóveis acima de tudo.
Ao contrário do que alguns que por cá navegam muitas vezes por má fé possam pensar, não sou fanático por isto ou por aquilo.
Vivo é imenso certas coisas, neste caso com automóveis.
Como apreciador, gosto de automóveis diferentes.
Como apreciador, vibro com motores e tento de alguma forma sentir a sua garra.
Como apreciador, gosto imenso de conduzir. È das poucas coisas que me dão muito prazer na vida.
Quem pretende ter um carro com estas premissas, infelizmente hoje em dia não tem muito para onde se virar, exceptuando um bom Alfa Romeo a gasolina, isto falando de automóveis de série.
Ou isto, ou conduzir algo já mais antigo. O que é curioso é que quando se fala em antigo vêm logo os sábios dizer que são velharias.
Ainda hoje tive a experiência de uma Mazda 1500 Deluxe de 1969 e digo desde já que, além de dar um gozo fantástico de conduzir, mete num bolso automóveis actuais em vários itens, nomeadamente conforto, gadjets e "sensação de segurança".

Mudando de assunto e falando sobre a questão da BMW e da Alfa Romeo, a BMW desde há muitos anos que é mais Alfa Romeo do que a própria Alfa Romeo, IMHO.

Se pudessemos humanizar cada uma destas marcas, a Alfa Romeo em criança diria "quando for grande quero ser como a BMW" porque de facto, no mundo actual a BMW representa, mais uma vez IMHO, aquilo que a Alfa Romeo deveria ser: desportiva, irracional e tacto mecânico de topo.
Infelizmente a Alfa Romeo não é assim, mas infelizmente também não tem a sorte da BMW de ser independente e de fazer o que lhe dá na gana. O salvamento pela Fiat foi bom para a marca continuar, mas muitas qualidades e muita personalidade perdeu-se no caminho.
Ainda assim, apesar de tudo, a Alfa Romeo é, e agora parece-me a mim cada vez mais, uma marca que tenta recuperar personalidade e ser cada vez mais distinta.
Por isso é que não me choca nada que o comprador de um BMW equacione a Alfa Romeo na altura de comprar carro novo.
Estas duas marcas separam-se em preços e posicionamento de mercado, mas não se separam na filosofia.


A bold...

Para ver se eu não fiz a interpretação errada: estás a dizer que quem partilhe do prazer de conduzir, que goste de motores, que goste de carros diferentes etc...só tem a Alfa como marca passível de proporcionar isso ?
 
o unico alfa que tive o previlegio de conduzir foi um giulietta 2.0, isto à uns 20 anos, mas ainda tenho o gostinho daquilo, ....... demais[br:)]
 
A bold...

Para ver se eu não fiz a interpretação errada: estás a dizer que quem partilhe do prazer de conduzir, que goste de motores, que goste de carros diferentes etc...só tem a Alfa como marca passível de proporcionar isso ?

Sabes qual é o teu problema?
É só pensares no mercado actual. Só pensares em carros novos.
Repetindo o que disse, quem tem aquele desejo desenfreado de ter um carro "vivo" nas mãos, um Alfa Romeo de até à meia dúzia de anos ou qualquer carro antigo (na sua maioria) tem qualquer coisa para ser explorada.

PS - para não haver enganos e porque a definição de prazer pode ser vaga, falo no prazer como acto de conduzir algo com raça, desportivo e com interacção mecânica.
 
Sabes qual é o teu problema?
É só pensares no mercado actual. Só pensares em carros novos.
Repetindo o que disse, quem tem aquele desejo desenfreado de ter um carro "vivo" nas mãos, um Alfa Romeo de até à meia dúzia de anos ou qualquer carro antigo (na sua maioria) tem qualquer coisa para ser explorada.

PS - para não haver enganos e porque a definição de prazer pode ser vaga, falo no prazer como acto de conduzir algo com raça, desportivo e com interacção mecânica.

Nesse aspecto concordo com o RuiSoad.
Há muitos outros carros para além da Alfa Romeo que proporcionavam prazer. Digo até bem melhores.
Que modelos a alfa tem/tinha por exemplo, para competir com o Delta Integrale? Ou que modelos tinha para competir com o Audi Quattro? Com o Audi RS4? Com um M3? Com um 320is? Com o Mazda RX7? Com o Supra? Com... podia preencher a página toda com exemplos. Tanto de gamas acima deste como abaixo.

Já assumi que o som do V6 Alfa não me diz muito (prefiro de longe um VR6), e o som de um impreza abafa qualquer boxer alfa romeo, e noutros campos há carros bem mais competentes como um todo.

Por isso a compra de um alfa, principalmente no passado, passava pela paixão, e pela relação preço/performance que a marca permitia.

Não venham com o 33 stradale porque é praticamente um caso isolado e muito particular. É parte da história da Alfa, retirada da competição, mas 18 unidades produzidas não chegam para fazer do carro uma referência do que é a Alfa.
 
eu acho o deltona um marco na história automovel, mas para brincar preferia de longe um giullieta ou um junior (andando mais para trás), uma coisa é um rwd de brincar outra é um 4wd, esta é a minha opinião. e mesmo o barulho do 4 cilindros twincam do alfa não tem nada a ver com o do delta, qual turbo qual quê.
 
o unico alfa que tive o previlegio de conduzir foi um giulietta 2.0, isto à uns 20 anos, mas ainda tenho o gostinho daquilo, ....... demais[br:)]


São mesmo demais... [:p]


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