Fiabilidade Vs Qualidade

Não tive oportunidade de tirar a foto, nem estive com esse carro. Porém, não está esquecido! [;)]

Este?

1993_cromaV6_1.jpg
 
Não havia uns interiores mais "Luxe"?

Sim.
E com dois mostradores de AC como falaram.

Mas a apanhar o Check Panel não encontrei outra foto.

Nos primeiros o Check Panel até era do outro lado:


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Os estofos em pele eram chamativos sim:

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É confudida muita coisa e vai tudo no mesmo saco, porque o cliente inconscientemente, quer saber qual é o simbolo do status.

Normalmente, o que acontece é o seguinte: Se alguma caracteristica de uma marca é realmente acima de media, o consumidor extrapola esse nivel para todo o resto do carro/marca...

Então, surge uma avaliação realmente distorcida das marcas, porque não é visto cada campo objetivamente. O que ajuda tambem a isto, são certas avaliações do jornalismo especializado, que faz tabelas finais, que não possuem assim tanto sentido...Uma marca pode ficar num lugar acima de outra, quando isto resulta de uma soma de varios parametros que nunca coincidem com o mesmo ponto de observação de cada consumidor. Se cada area de avaliação fosse determinada por resultados objetivos sem pontuações, e muito menos tabelas finais, o panorama seria bem diferente...

Resumindo, o parque automotor é dividido em anjos e demonios, quando na realidade não é nada disso.
 
O segredo está na simplicidade.


Discordo completamente. O segredo para a fiabilidade está na competência e engenharia. Quando algo é bem concebido tem poucas probabilidades de falhar por mais complexo que seja. A obrigação de uma empresa quando lança um produto para o mercado é garantir que as probabilidades de mal funcionamento são as mais reduzidas possível.

Um motor de avião é do mais complexo que existe e no entanto o avião é o transporte mais seguro do Mundo.

Tens o motor CFM56 que equipa grande parte dos Airbus 319/320/321 e Boieng 737, que é fabricado pela americana General Electric e a francesa SNECMA, e que tem a incrível marca de apenas uma avaria a cada 333 mil horas de funcionamento. (uma avaria de um motor não corresponde a um acidente, um avião consegue voar apenas com um motor)

Tens o Toyota Prius que é o automóvel mais complexo jamais criado dentro de um segmento médio e no entanto é também um dos mais fiáveis.

Isso do ser menos fiável devido à elevada complexidade é a desculpa da incompetência. E nesse aspecto os japoneses e hoje os coreanos estão um passo à frente, acima de tudo porque têm um respeito pelo consumidor bastante acima dos padrões ocidentais. E por essa razão as empresas japonesas e coreanas cada vez mais ganham cotas de mercado nas mais diversas áreas da industria. Nos anos 80 existiam várias marcas de electrónica europeias que hoje já não existem.
 
Eu consigo entender e compreender esta "não-sintonia" entre fiabilidade e qualidade que por vezes existe no mundo automóvel, e não só. Isto também ocorre na indústria.

O segredo, muitas vezes, está na forma simples, como algo é concebido, e não apenas na essência da sua qualidade. A forma prática e directa como se chega ao resultado final e a uma determinada funcionalidade, sem grandes rodeios. Poderá não ter tanta qualidade, mas é mais fiável que andar a inventar com mil e uma tecnologias.

Por exemplo (um muito simples para se perceber bem a ideia), há marcas que, para a alimentação directa de funções "de potência" (como por exemplo: desembaciador traseiro, luzes, aquecimento de bancos, etc.) utilizam relés – É simples, barato e prático – mas acima de tudo – é fiável! Quase que se pode chamar obsoleto, mas a verdade é que funciona. Já outras, caso de algumas alemãs, utilizam electrónica para o controlo directo destas funções (alimentação directa destes equipamentos) com relés de estado sólido, transístores, etc. É mais rápido na operação, não se ouve o "Click" o componente tem um menor consumo, mas… há sempre um tempo de vida mais limitado. E espantem-se – fica bastante mais caro produzir desta forma! Há uma marca Alemã que deu um passo atrás nesta área, e apesar de eu não concordar, a verdade é que os índices de satisfação revelam que realmente estão no caminho certo. Antes não se ouvia "Click" ao ligar os bancos aquecidos, agora ouve-se. Andou-se para trás, perdeu qualidade, mas aumentou a fiabilidade.

É como termos um tubo onde é necessário que deite água. E temos duas hipóteses, ou uma torneira para abrir a água, ou um sistema com electroválvula. A torneira é simples, básica, barata, com um princípio de funcionamento criado há largas décadas. Se abrirmos deita água através do tubo. No entanto, uma electroválvula permite-nos ter uma tecla, que quando pressionamos, surge água através desse tubo, como se fosse uma torneira "electrónica", a função é a mesma, mas muito mais sofisticada – no entanto o resultado final é precisamente o MESMO! Qual é que tem mais qualidade? Naturalmente é a electroválvula! Mais, esta até poderá estar equipada de forma a ter um caudalímetro, indicar o nível de fluxo, fechar automaticamente ao fim de alguns segundos, etc. etc.

Qual é mais fiável? Indubitavelmente a Torneira! Quase não há peças que avariem, a não ser que haja presença areias na água que possam danificar a cede/vedante de borracha! E na electroválvula? Bem… podem surgir imensos problemas, desde a electrónica de controlo, ao botão, que inevitavelmente um dia vai avariar por desgaste, a bobine, que não é eterna, as pequenas peças que fazem parte do componente, e que devido ao tipo de componente obrigam a que haja algum tipo de desgaste, e que reduzem drasticamente a durabilidade face à torneira.

E poderia continuar aqui a dar exemplos, até uma Bicicleta VS Motorizada, dentro de certos limites, uma Bicicleta de qualidade mediana, deverá ser mais fiável que uma Motorizada com qualidade.

Basicamente é isto que determina estas questões de nem sempre o mais qualitativo é o mais fiável. O segredo está na simplicidade. Faz-me lembrar alguns equipamentos industriais da Siemens, aquilo é incrivelmente bom, tem uma qualidade quase ridícula, com um nível parvo de rigor, tanto tanto rigor, que depois, há mais pequena coisinha que falhe, para o equipamento é logo um 31 e para, e dá erro, e cai o carmo e a trindade. E vamos a ver, e era o filtro de uma ventoinha que fazia com que ela não atingisse a velocidade devida, e isso fazia o equipamento parar todo. Um de outra marca nem sequer monitoriza isso, logo, nem falha por aí.

O texto é bonito e grande mas não me convence...

As tais premiums é que, na verdade, e de uma forma geral, andam sempre a reboque das inovações das marcas generalistas. Quer se fale em híbridos, segurança passiva, sistemas de injecção, equipamento disponibilizado, etc etc etc.
 
Sim.
E com dois mostradores de AC como falaram.

Mas a apanhar o Check Panel não encontrei outra foto.

Nos primeiros o Check Panel até era do outro lado:


111741d1358814712-fiabilidade-vs-qualidade-croma.jpg


Os estofos em pele eram chamativos sim:

pictures_fiat_croma_1991_1.jpg

Dois mostradores de temperatura?!?!? Onde?
O do lado direito mostra a temperatura, enquanto o da esquerda é U. Mostrador com traços que mostra a velocidade de ventilação.
Aliás, a primeira foto é a do restyling, onde passou a ter o mesmo comando de AC do thema e do saab 9000. E nenhum desses tinha AC bi zona.

A identificação de qual a porta aberta está lá no restyling, tinham razão.
 
Dois mostradores de temperatura?!?!? Onde?
O do lado direito mostra a temperatura, enquanto o da esquerda é U. Mostrador com traços que mostra a velocidade de ventilação.

Eu escrevi e tu citas "Dois mostradores de AC", não "Dois mostradores de temperatura" como perguntas.
 
Eu consigo entender e compreender esta "não-sintonia" entre fiabilidade e qualidade que por vezes existe no mundo automóvel, e não só. Isto também ocorre na indústria.

O segredo, muitas vezes, está na forma simples, como algo é concebido, e não apenas na essência da sua qualidade. A forma prática e directa como se chega ao resultado final e a uma determinada funcionalidade, sem grandes rodeios. Poderá não ter tanta qualidade, mas é mais fiável que andar a inventar com mil e uma tecnologias.

Por exemplo (um muito simples para se perceber bem a ideia), há marcas que, para a alimentação directa de funções "de potência" (como por exemplo: desembaciador traseiro, luzes, aquecimento de bancos, etc.) utilizam relés – É simples, barato e prático – mas acima de tudo – é fiável! Quase que se pode chamar obsoleto, mas a verdade é que funciona. Já outras, caso de algumas alemãs, utilizam electrónica para o controlo directo destas funções (alimentação directa destes equipamentos) com relés de estado sólido, transístores, etc. É mais rápido na operação, não se ouve o "Click" o componente tem um menor consumo, mas… há sempre um tempo de vida mais limitado. E espantem-se – fica bastante mais caro produzir desta forma! Há uma marca Alemã que deu um passo atrás nesta área, e apesar de eu não concordar, a verdade é que os índices de satisfação revelam que realmente estão no caminho certo. Antes não se ouvia "Click" ao ligar os bancos aquecidos, agora ouve-se. Andou-se para trás, perdeu qualidade, mas aumentou a fiabilidade.

É como termos um tubo onde é necessário que deite água. E temos duas hipóteses, ou uma torneira para abrir a água, ou um sistema com electroválvula. A torneira é simples, básica, barata, com um princípio de funcionamento criado há largas décadas. Se abrirmos deita água através do tubo. No entanto, uma electroválvula permite-nos ter uma tecla, que quando pressionamos, surge água através desse tubo, como se fosse uma torneira "electrónica", a função é a mesma, mas muito mais sofisticada – no entanto o resultado final é precisamente o MESMO! Qual é que tem mais qualidade? Naturalmente é a electroválvula! Mais, esta até poderá estar equipada de forma a ter um caudalímetro, indicar o nível de fluxo, fechar automaticamente ao fim de alguns segundos, etc. etc.

Qual é mais fiável? Indubitavelmente a Torneira! Quase não há peças que avariem, a não ser que haja presença areias na água que possam danificar a cede/vedante de borracha! E na electroválvula? Bem… podem surgir imensos problemas, desde a electrónica de controlo, ao botão, que inevitavelmente um dia vai avariar por desgaste, a bobine, que não é eterna, as pequenas peças que fazem parte do componente, e que devido ao tipo de componente obrigam a que haja algum tipo de desgaste, e que reduzem drasticamente a durabilidade face à torneira.

E poderia continuar aqui a dar exemplos, até uma Bicicleta VS Motorizada, dentro de certos limites, uma Bicicleta de qualidade mediana, deverá ser mais fiável que uma Motorizada com qualidade.

Basicamente é isto que determina estas questões de nem sempre o mais qualitativo é o mais fiável. O segredo está na simplicidade. Faz-me lembrar alguns equipamentos industriais da Siemens, aquilo é incrivelmente bom, tem uma qualidade quase ridícula, com um nível parvo de rigor, tanto tanto rigor, que depois, há mais pequena coisinha que falhe, para o equipamento é logo um 31 e para, e dá erro, e cai o carmo e a trindade. E vamos a ver, e era o filtro de uma ventoinha que fazia com que ela não atingisse a velocidade devida, e isso fazia o equipamento parar todo. Um de outra marca nem sequer monitoriza isso, logo, nem falha por aí.


Gostei bem do post, porém, não é assim tão simples.

O problema não é utilizar relés electromecânicos, baseados em solenoides (click) face aos baseados em FET (silenciosos).

É que para usar uma FET, para o ligar á centralina, basta um fio directo, ou um fio com um transistor.

Para ligar um relé, é muito simples quando se tem o fio do botão ligado ao relé!

Mas quando vem da centralina, tem de ter um transistor e um diodo, é que vem uma parte da corrente do solenoide directamente para o fio, e passava pela o transistor até chegar á centralina, e podia danifica-la toda!
 
Mas quando vem da centralina, tem de ter um transistor e um diodo, é que vem uma parte da corrente do solenoide directamente para o fio, e passava pela o transistor até chegar á centralina, e podia danifica-la toda!

C'a grande confusão que aí vai! [:D]
 
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