a Fiat também sofre de preconceito por ser italiana. Por exemplo, normalmente quem tem um carro alemão tem sempre mais tolerância ou tenta esconder os problemas, enquanto que se tiver um carro italiano, tem tendência a criticar muito mais qualquer pequeno problema. O porquê de isto acontecer não sei, mas é um fenómeno interessante.
Paga o "preço" de ser o único grande construtor Mundial Latino.
Parte está relacionado com dizer mal de nós próprios, parte de xenofobia por parte de "outros".
Depois tens fenómenos inversos, como por exemplo na Escandinávia onde os FIAT não fazem muito a filosofia deles e portanto quem os tem são mais apreciadores e coleccionadores, principalmente de modelos de topo. logo têm um certo elitismo.
Isto até à chegada do 500, que sai fora desta análise.
A Fiat sempre foi uma marca barata, com produtos simples e económicos.
Nem sempre.
Eu diria de outra forma: apesar da FIAT ter tido todo o tipo de gamas em automóveis, para não ir aos Barcos, Comboios e Aviões, a esmagadora maioria da % de vendas foi quase sempre de produtos simples e económicos mas normalmente bastante avançados, incluindo habitualmente prestações / motores muito acima da média das áreas de mercado desses veículos.
Isto apesar de modelos como o 124 e 131 não serem propriamente baratos mas serem bastante vendidos.
A questão da fiabilidade, depende das épocas.
Verdade.
No entanto o problema acho que nunca foi muito a fiabilidade.
O que vou dizer não seria só a FIAT, mas acontecia:
O maior problema foi em parte a "vigarice" e o deixa andar, que se "lixe" nas unidades defeituosas.
Eu acho que os carros que tinham erros (incluindo aqueles mesmo "limões") vinham na mesma para o mercado em vez de por vezes até serem destruídos.
Acredito que por exemplo um operário por um motivo ou outro, não executasse a sua tarefa e o carro seguia na linha sem por exemplo, alguma cera (aquela pasta dentro dos painéis), sem alguns apertos, com algumas peças partidas por erro do operador (sem correcção), etc, etc, etc.
Acredito que mesmo um amortecedor danificado, um plástico estragado eram montados na mesma.
Ora por ai se entende que no caso dos motores em si, esses vinham sempre 5 estrelas.
Depois, já no concessionário, antes da venda, a preparação incluía uma série de testes e verificações.
Cheguei a ver a folha disso, inclusivamente estanquecidade com água à pressão de vários pontos.
Talvez fossem uns 60 pontos a verificar em cada veículo.
Achais que o rapaz aprendiz (a quem calhava sempre a fava), a quem já só mandavam ver "30 dos 60" pontos, via ou até sabia ver os "30"?
Viam o que achavam mais importante e o que viam mal, até se calavam, senão ainda era para dar mais trabalho.
Depois eram tempos de garantias zero, ou 6 meses e depois 1 ano... onde a maior parte das coisas não aparece.
Aqui está uma explicação para por exemplo o modelo Uno ter sido um excelente carro para imensas pessoas, algumas unidades anos a fio sem uma simples lâmpada fundir sequer; e alguns Unos deram imensos problemas ás pessoas. Nunca nada muito caro, mas deram.