Provavelmente pela mesma razão de sempre, falta de publicidade pq até nem são mais caros que os segm C médios e a habitab/tamanho é o mesmo.
De qq forma já assisti aqui a muitos que passaram do comum dos carros para os cross, não só por razões de estilo mas tb praticas.
Não acredito que o Aegea faça mt melhor que o Bravo pelas razões que referi.
A fábrica turca onde todas as carroçarias do Aegea serão produzidas prevêem 700 mil unidades anuais a sair das suas linhas de montagem.
O que equivale a sensivelmente 230 e tal mil unidades por carroçaria a serem distribuidas por 40 mercados (segundo o anúncio da Fiat). Não sei qual a proporção para cada carroçaria, mas acredito que o sedan e carrinha tenham primazia relativamente ao hatch, dado a natureza de alguns mercados.
O sedan será vital em mercados a leste e norte de África. O Linea liderava o mercado turco, e presumo que o Aegea tenha mais que argumentos para continuar esse reinado.
No que toca à Europa, sobretudo União Europeia, o facto de haver uma carrinha, especulo que contribuirá para uma carreira de maior sucesso (em números absolutos) que o Bravo.
Se será o suficiente para absorver 200 e tal mil unidades por carroçaria? Duvido. O mix hatch/carrinha na UE se contribuir com 100 mil un/ano acho que será muito bom.
Mesmo considerando o posicionamento do Aegea. O mercado actualmente é tendencialmente extremista. Ou é premium ou é low-cost. É, aparentemente, a única forma de actualmente fazer dinheiro na venda de carros.
Com o Aegea a ser colocado no lado mais acessível da questão, onde o projecto foi otimizado no sentido de apenas oferecer o que é necessário e simplificar ao máximo as complexidades inerentes à multitude de opções actuais que ocorrem na linha de produção, pode ser que seja a opção certa para a Fiat, e conseguir margens superiores às do Bravo.
A única coisa que o Aegea peca, a meu ver, é a excessiva banalidade das opções tomadas no campo visual. Talvez seja a melhor opção para alguns dos mercados, mas na Euroland esperaria uma abordagem mais original e até mais de acordo com a longa e distinta história da Fiat nesse campo.
Um pouco como a Citroen conseguiu com o Cactus.
Também este viu a abordagem ao mercado ser distinta, com uma galopante simplificação das opções de equipamento e amplitude da gama.
Só que o fez com uma originalidade no design e styling, que mesmo atacando na área mais acessível do mercado, não o percepcionamos como algo "pobre"
Não que o Aegea pareça mal, mas faz lembrar as gamas C-Elysee (abordagem inversa do Cactus), 301, Rapid, que pouco ou nenhum apelo possuem.