Fiat Tipo 2016

Tinha bons motores, como o 2.4 JTD por exemplo, boa fiabilidade e boas performances, se em vez de se chamar JTD se chamasse TDi hoje seria um motor de culto.

Conheço quem tivesse um 159 1.9 jtd e uma vez em conversa disse, tu se queres um destes nem vale a pena pensares no 2.4, a diferença a nível de prestações não compensa o extra que vais pagar por ele, os consumos mais elevados, manutenção bem mais cara etc
 
Já aqui se falou em Audi A3 e Mercedes CLA que apesar de poderem pisar os mesmos terrenos morfológicos, estão noutra gama, pois como se disse, quando acaba o preço de uns ainda nem começou o de outros.

Agora um carro que pode ter algo em comum com o Tipo, será o Astra Sedan, que apesar de ter mais 10cm em comprimento, em DEE são quase iguais, até partilha mecânicas e mesmo em aspecto acabam por ter parecenças.

1.jpg
 
Esse não é jtdm!
Os jtdm são 16v e são horríveis de utilizar.
Abaixo das 2000rpm não existe motor


Já tiveste algum?!?? Eu tive esse motor no Alfa Romeo 147 Q2, na Fiat Croma e no Lancia Delta (ainda que o 1.9 twinturbo) e...parece-me que não sabes o que dizes.
Quanto a prestações do 2.7 Tdi, deixo-te três diferentes comparativos:

http://www.zeperfs.com/pt/duel2492-1868.htm

http://www.zeperfs.com/pt/duel1286-1868.htm

http://www.zeperfs.com/pt/duel2923-1868.htm
[:p]
 
Já aqui se falou em Audi A3 e Mercedes CLA que apesar de poderem pisar os mesmos terrenos morfológicos, estão noutra gama, pois como se disse, quando acaba o preço de uns ainda nem começou o de outros.

Agora um carro que pode ter algo em comum com o Tipo, será o Astra Sedan, que apesar de ter mais 10cm em comprimento, em DEE são quase iguais, até partilha mecânicas e mesmo em aspecto acabam por ter parecenças.

Mas o Tipo supostamente não é um Segmento B? Mesmo que com dimensões próximas de C

Assim, de repente, o Logan possui dimensões semelhantes ao Corolla.

Realmente hoje é difícil enquadrar segmentos.

Diria que o maior rival do Tipo seria o Honda City, um Sedan interessante que não está disponível em Portugal
 
Não, e aproveito para tentar explicar de forma muito simples a diferença entre as plataformas.

O Tipo usa a plataforma Small Wide LWB (long wheel base), que é uma das derivações da original plataforma para o segmento B, desenvolvida em conjunto pela FIAT e GM, designada GM FIAT Small Platform. E como o próprio nome indica é uma versão mais larga e comprida (wide / long).

O Linea, modelo que é tido como o antecessor do Tipo, já usava a variação LWB (long wheel base), portanto, superior em comprimento à original que encontrávamos no Grande Punto.

Resumindo, a variante que é usada no Tipo já o aproxima de uma plataforma com características do segmento C, e por consequência o insere nesse segmento. Alguns podem argumentar que não é um "verdadeiro" C mas isso já são peanuts..
 
Última edição:
Nos países de maior saída do Tipo, os segmentos não funcionam assim.
O Tipo é vendido como o familiar médio polivalente, de morfologia "sedan", a mais popular, como aconteceu em tempos em Portugal.
Concorre com todos os sedans de tamanho e preço próximo.

Claro que fica acima do Siena / Logan / VW Voyage / Chevy Prisma, etc.
 
Nos países de maior saída do Tipo, os segmentos não funcionam assim.
O Tipo é vendido como o familiar médio polivalente, de morfologia "sedan", a mais popular, como aconteceu em tempos em Portugal.
Concorre com todos os sedans de tamanho e preço próximo.

Claro que fica acima do Siena / Logan / VW Voyage / Chevy Prisma, etc.

Eu sei, mas quis aproveitar a ocasião para explicar, de forma simples, a diferença entre as plataformas e escrevi o que escrevi a pensar principalmente no mercado Europeu, como português e europeu é o único que me interessa. É certo que em países como a Turquia, por exemplo, onde ele é produzido, as coisas são bem diferentes.

É um carro que se vai bater principalmente pelo preço e dessa forma vai ter bastantes concorrentes, sejam B ou C.
 
Ou seja, é um carro que novo custa tanto como um segmento C no mercado de usados, mas que em Portugal não vai vender porque se tem a ideia de ser segmento B, e é feio e não impressiona o vizinho e...
O pensamento do Tuga é que mais vale comprar um segmento C "martelado" do que um Segmento B+ Sedan novinho em folha.
Gosto bastante deste modelo, se estivesse comprador de carro sem duvida que seria uma das minhas primeiras opções.[;)]
 
Não, e aproveito para tentar explicar de forma muito simples a diferença entre as plataformas.

O Tipo usa a plataforma Small Wide LWB (long wheel base), que é uma das derivações da original plataforma para o segmento B, desenvolvida em conjunto pela FIAT e GM, designada GM FIAT Small Platform. E como o próprio nome indica é uma versão mais larga e comprida (wide / long).

O Linea, modelo que é tido como o antecessor do Tipo, já usava a variação LWB (long wheel base), portanto, superior em comprimento à original que encontrávamos no Grande Punto.

Resumindo, a variante que é usada no Tipo já o aproxima de uma plataforma com características do segmento C, e por consequência o insere nesse segmento. Alguns podem argumentar que não é um "verdadeiro" C mas isso já são peanuts..

A FCA usa também uma variação dessa plataforma para os seus SUVs de segmento B e está a usar essa plataforma no desenvolvimento do sucessor do Jeep Compass (SUV de segmento C da Jeep) e do 500XL. Quero ver se também vamos ter toda a gente a apelidar esses SUVs de B+...
Isso para mim da plataforma não quer dizer muito sobre o segmento em que o carro se posiciona.

O carro ser B+ ou C acaba por ser irrelevante. É uma fronteira um pouco indefinida... Quanto muito essa podia ser definida quanto ás motorizações e aí o Tipo acaba por se aproximar mais do segmento C (mas os B+'s aproximam-se todos dos C). Agora pelo preço estará posicionado abaixo dos tradicionais C de marcas generalistas como Opel, Renault e quem sabe Ford.
Se fosse um B falta-lhe o motor 1.2 Fire para ocupar esse lugar do Punto, e o 0.9 Twinair também faria perfeito sentido. Contudo, estes motores estão ausentes do Egea. Também lhe falta um diesel 2.0 mas esses motores perderam muito protagonismo no segmento por serem muito mais caros que os 1.6 e sem oferecerem grande vantagem face a estes.

Em Portugal não sei se vai vender muito porque os preconceitos em Portugal demoram muito tempo a morrer... Resta ver qual vai ser a sua qualidade.
 
A FCA usa também uma variação dessa plataforma para os seus SUVs de segmento B e está a usar essa plataforma no desenvolvimento do sucessor do Jeep Compass (SUV de segmento C da Jeep) e do 500XL. Quero ver se também vamos ter toda a gente a apelidar esses SUVs de B+...
Isso para mim da plataforma não quer dizer muito sobre o segmento em que o carro se posiciona.

O carro ser B+ ou C acaba por ser irrelevante. É uma fronteira um pouco indefinida... Quanto muito essa podia ser definida quanto ás motorizações e aí o Tipo acaba por se aproximar mais do segmento C (mas os B+'s aproximam-se todos dos C). Agora pelo preço estará posicionado abaixo dos tradicionais C de marcas generalistas como Opel, Renault e quem sabe Ford.
Se fosse um B falta-lhe o motor 1.2 Fire para ocupar esse lugar do Punto, e o 0.9 Twinair também faria perfeito sentido. Contudo, estes motores estão ausentes do Egea. Também lhe falta um diesel 2.0 mas esses motores perderam muito protagonismo no segmento por serem muito mais caros que os 1.6 e sem oferecerem grande vantagem face a estes.

Em Portugal não sei se vai vender muito porque os preconceitos em Portugal demoram muito tempo a morrer... Resta ver qual vai ser a sua qualidade.

Só para concluir a história das plataformas.
Actualmente vivemos na era das "super-plataformas". As plataformas são flexiveis o suficiente para abarcar os mais diversos segmentos.
Por exemplo, um VW Golf e Passat partilham a plataformas e uma série de módulos, e estão em segmentos diferentes.
O Jag XE recorre ao mesmo hardware do XF.
Mazda 3 e 6 também derivam da mesma base.
A plataforma MRA da Mercedes já é usada no C e no S, e será usada no futuro E, pelo que se vê as possibilidades desta nova geração de plataformas.

Apesar da Fiat ainda não ter a sua "super-plataforma", esta evolução da Small para Small Wide, irá alimentar modelos de segmento B e C. Onde depois esses modelos encaixam irá depender do posicionamento que a marca lhes quiser dar.
 
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