[Mercado] Fim da tendência dos construtores para "downsizing"?

ks34

New member
[h=1]Exclusive: Carmakers forced back to bigger engines in new emissions era[/h]
Tougher European car emissions tests being introduced in the wake of the Volkswagen (VOWG_p.DE) scandal are about to bring surprising consequences: bigger engines.
Carmakers that have spent a decade shrinking engine capacities to meet emissions goals are now being forced into a costly U-turn, industry sources said, as more realistic on-the-road testing exposes deep flaws in their smallest motors.
Renault (RENA.PA), General Motors (GM.N) and VW are preparing to enlarge or scrap some of their best-selling small car engines over the next three years, the people said. Other manufacturers are expected to follow, with both diesels and gasolines affected.
The reversal makes it even harder to meet carbon dioxide (CO2) targets and will challenge development budgets already stretched by a rush into electric cars and hybrids.
"The techniques we've used to reduce engine capacities will no longer allow us to meet emissions standards," said Alain Raposo, head of powertrain at the Renault-Nissan alliance.
"We're reaching the limits of downsizing," he said at the Paris auto show, which ends on Saturday. Renault, VW and GM's Opel all declined to comment on specific engine plans.
 
Em português please. [s)]

A Mercedes já chegou aos 190cv/l, ainda há muito caminho a percorrer pelas outras marcas.

Podiam era deixar os motores atmosféricos para os desportivos. :(
 
Não sei se será 100% verdade o que o artigo descreve. Vejo a VW a lançar 1.0 TSI como se fosse a ultima maravilha do mundo. E até vai trocar o 1.6 tdi por um 1.5 tdi.
Acredito mais na utilização destes motores juntamente com motores electricos para compensar o excesso de emissões.
A ver vamos...
 
Começando pelo post inicial, também já tinha pensado nas consequências da introdução dos novos testes WLTP e da publicação dos RDE(Real Drive Emissions).
O que me ocorreu inicialmente, é que poderia despoletar um interesse renovado em motores NA, e consequentemente, um aumento de cilindrada. Como se tem visto nos media, os motores NA da Mazda conseguem consumos tão bons ou melhores que os sobrealimentados da concorrência em condições reais.
As discrepâncias existentes entre os consumos oficiais e reais são muito menores em motores NA do que em motores sobrealimentados.

Sabendo das lacunas do actual teste NEDC, menores cilindradas significavam uma vantagem, dado a primazia por baixas rotações e baixa carga que este teste privilegia, e logo, uma capacidade menor, significa um consumo inferior.
Com os novos testes, essas vantagens serão atenuadas, mas também não acredito que altere muito o estado actual das coisas, até porque é necessário render o investimento.
Mas é provável, sobretudo nas gamas médias, que possamos assistir a uns quantos "bored out", já que, no mundo real, a baixa cilindrada pode prejudicar mais do ajuda na obtenção dos baixos consumos, ao ficar excessivamente dependente do turbo.

Não sei se será 100% verdade o que o artigo descreve. Vejo a VW a lançar 1.0 TSI como se fosse a ultima maravilha do mundo. E até vai trocar o 1.6 tdi por um 1.5 tdi.
Acredito mais na utilização destes motores juntamente com motores electricos para compensar o excesso de emissões.
A ver vamos...

Temos que ver caso a caso.
Motores de 1500cc serão cada vez mais comuns. A VW já apresentou 1.5 a gasolina para substituir o 1.4, e vai reduzir a cilindrada do 1.6tdi para 1.5. Já vimos manobras semelhantes em outros construtores como a Ford.
Nestes casos não tem nada a ver com estas questões.
É apenas uma adaptação aos mercados globais.
China tem uma fronteira fiscal nos 1500cc, e a Índia também o tem nos motores diesel. A Fiat, por exemplo, está a sacar um 1.5 mjet derivado do seu 1.6, adaptando-se aos regulamentos fiscais que existem no mercado indiano.

Estes mercados grandes acabam por determinar toda a estratégia no dimensionamento dos motores.

Outra consequência que vejo com os novos testes, até mais do que um provável aumento de cilindrada, será um acelerar da adopção de sistemas de 48v, que têm efeitos muito mais visíveis na poupança de combustível.
 
Em português please. [s)]

A Mercedes já chegou aos 190cv/l, ainda há muito caminho a percorrer pelas outras marcas.

Podiam era deixar os motores atmosféricos para os desportivos. :(
Quanto ao comentário da potência/litro, aconselho-te o seguinte

 
Começando pelo post inicial, também já tinha pensado nas consequências da introdução dos novos testes WLTP e da publicação dos RDE(Real Drive Emissions).
O que me ocorreu inicialmente, é que poderia despoletar um interesse renovado em motores NA, e consequentemente, um aumento de cilindrada. Como se tem visto nos media, os motores NA da Mazda conseguem consumos tão bons ou melhores que os sobrealimentados da concorrência em condições reais.
As discrepâncias existentes entre os consumos oficiais e reais são muito menores em motores NA do que em motores sobrealimentados.

Sabendo das lacunas do actual teste NEDC, menores cilindradas significavam uma vantagem, dado a primazia por baixas rotações e baixa carga que este teste privilegia, e logo, uma capacidade menor, significa um consumo inferior.
Com os novos testes, essas vantagens serão atenuadas, mas também não acredito que altere muito o estado actual das coisas, até porque é necessário render o investimento.
Mas é provável, sobretudo nas gamas médias, que possamos assistir a uns quantos "bored out", já que, no mundo real, a baixa cilindrada pode prejudicar mais do ajuda na obtenção dos baixos consumos, ao ficar excessivamente dependente do turbo.



Temos que ver caso a caso.
Motores de 1500cc serão cada vez mais comuns. A VW já apresentou 1.5 a gasolina para substituir o 1.4, e vai reduzir a cilindrada do 1.6tdi para 1.5. Já vimos manobras semelhantes em outros construtores como a Ford.
Nestes casos não tem nada a ver com estas questões.
É apenas uma adaptação aos mercados globais.
China tem uma fronteira fiscal nos 1500cc, e a Índia também o tem nos motores diesel. A Fiat, por exemplo, está a sacar um 1.5 mjet derivado do seu 1.6, adaptando-se aos regulamentos fiscais que existem no mercado indiano.

Estes mercados grandes acabam por determinar toda a estratégia no dimensionamento dos motores.

Outra consequência que vejo com os novos testes, até mais do que um provável aumento de cilindrada, será um acelerar da adopção de sistemas de 48v, que têm efeitos muito mais visíveis na poupança de combustível.

Sim pode ser uma solução, assim como AC com bomba de calor alimentada por baterias de litio como existe por exemplo na Mercedes.
 
Começando pelo post inicial, também já tinha pensado nas consequências da introdução dos novos testes WLTP e da publicação dos RDE(Real Drive Emissions).
O que me ocorreu inicialmente, é que poderia despoletar um interesse renovado em motores NA, e consequentemente, um aumento de cilindrada. Como se tem visto nos media, os motores NA da Mazda conseguem consumos tão bons ou melhores que os sobrealimentados da concorrência em condições reais.
As discrepâncias existentes entre os consumos oficiais e reais são muito menores em motores NA do que em motores sobrealimentados.

Sabendo das lacunas do actual teste NEDC, menores cilindradas significavam uma vantagem, dado a primazia por baixas rotações e baixa carga que este teste privilegia, e logo, uma capacidade menor, significa um consumo inferior.
Com os novos testes, essas vantagens serão atenuadas, mas também não acredito que altere muito o estado actual das coisas, até porque é necessário render o investimento.
Mas é provável, sobretudo nas gamas médias, que possamos assistir a uns quantos "bored out", já que, no mundo real, a baixa cilindrada pode prejudicar mais do ajuda na obtenção dos baixos consumos, ao ficar excessivamente dependente do turbo.

(Duas respostas, não consigo abocanhar a substancia toda duma vez só [:p])

Apontava só que a Toyota tem-se deixado estar serenamente com os motores de gasolina de ciclo Atkinson para os seus híbridos, apesar dos ganidos de "não anda nada!" dos que também não iam ser clientes de qualquer maneira ...

Bom era que deixassem de dar pancada fiscal só pela cilindrada, que é estúpido e contraproducente, quando hoje há outras maneiras de avaliar os produtos. Já não estamos em 1960, como se vê noutras coisas.
 
Temos que ver caso a caso.
Motores de 1500cc serão cada vez mais comuns. A VW já apresentou 1.5 a gasolina para substituir o 1.4, e vai reduzir a cilindrada do 1.6tdi para 1.5. Já vimos manobras semelhantes em outros construtores como a Ford.
Nestes casos não tem nada a ver com estas questões.
É apenas uma adaptação aos mercados globais.
China tem uma fronteira fiscal nos 1500cc, e a Índia também o tem nos motores diesel. A Fiat, por exemplo, está a sacar um 1.5 mjet derivado do seu 1.6, adaptando-se aos regulamentos fiscais que existem no mercado indiano.

Estes mercados grandes acabam por determinar toda a estratégia no dimensionamento dos motores.

Outra consequência que vejo com os novos testes, até mais do que um provável aumento de cilindrada, será um acelerar da adopção de sistemas de 48v, que têm efeitos muito mais visíveis na poupança de combustível.

Bom dado, esse dos 1500cc.

A parte dos 48V está-me a escapar. É só pelo tradicional "alta tensão é melhor para transmissão de energia", para melhorar a eficiência e não precisar de cabos tão grossos para a mesma potência? E estamos a falar disso ligado a usar sistemas de recuperação de energia cinética (KERS), certo?
 
é pá mas que raio esta gente não se decide, agora querem recuar no downsizing, logo agora que eu tinha ali o protótipo de um motor de uma casal boss com um turbo de um scania, alimentado a querosene , aquilo a produzir 600cv e a fazer um consumo médio de meio litro aos 100km montado num camião...[:p]

ontopic:

bem com este desenrolar de noticias sobre as emissões, acho que o pessoal na industria automóvel, está a entrar em parafuso, pois querem coisas que há muito que podiam estar mais que desenvolvidas, e nunca passaram do papel ou do mero estudo, derivado a outras condicionantes porque não lhes convinha que tal acontecesse, mas isto com o tempo começou a levar uma reviravolta, e agora a Europa, não pense que é estalar os dedos e de hoje para amanhã as coisas aparecem como eles querem...

há projectos e inovações que levam anos a ser desenvolvidas e aperfeiçoadas, e não estou a ver nada a uma escala como eles pretendem em 14 anos, vai levar muito mais anos...

entretanto resta-nos ir vendo o desenrolar da situação...
 
Bom dado, esse dos 1500cc.

A parte dos 48V está-me a escapar. É só pelo tradicional "alta tensão é melhor para transmissão de energia", para melhorar a eficiência e não precisar de cabos tão grossos para a mesma potência? E estamos a falar disso ligado a usar sistemas de recuperação de energia cinética (KERS), certo?

Acho que se refere a 48 válvulas, não volts lol
 
Back
Top