Gang do Multibanco - muito bom...

Messerschmitt

New member
Eu nem sou de fazer este tipo de tópicos... mas o nosso país vai bem; então os gajos do gang do multibanco tiveram as penas reduzidas e mesmo um posto em liberdade depois do que fizeram: alem de roubar, matar e disparar sobre a policia, os coitados ainda tem as penas reduzidas e um sai mesmo em liberdade?

O advogado do que saiu em liberdade diz "como cidadão a legislatura tem que ser revista, como advogado tenho que fazer o meu trabalho"

Muito bom.

A parte positiva é que sei se alguma vez estiver sem dinheiro posso roubar e matar que de certeza que não me acontece nada... dá um certo conforto.

http://dn.sapo.pt/2008/11/25/sociedade/condenado_homicidio_acaba_ser_libert.html
 
Só me vem isto à cabeça:

Nada de novo neste panorama, a mesma trama:
O people na rua continua todo à mama
Permanentemente em estado de alerta
À espera da altura certa, numa porta entreaberta
Ha esquemas novos em folha para serem postos em pratica
De uma forma maquinal, automatica
Nada mais natural para todos os vivos
Nativos cativos da rua para sempre esquivos
Agarrados nao tao parados por um segundo
De um lado para o outro correm meio mundo, no fundo
Ha banhadas para serem dadas (contos de fadas)
Histórias maradas para serem contadas
Comeca um estrilho por da ca aquela palha (malha, malha)
Um bacano todo fudido, nunca falha, nunca falha
Da necessidade muitos fizeram virtude
Com a esperanca de que talvez um dia tudo mude...

Refrao:
Na mesma: as putas continuam a atacar, dealer's a dealar
Junkies a comprar, putos vivos a roubar
Nao ha nada de novo, nao ha nada de anormal
E as cenas desenrolam-se de forma casual

Pretendendo, querendo, falando, mostrando uma nova actividade
Nao sei o que pensam, nao sei o que veem a nao ser a realidade
Um mundo fudido que toda a gente desfruta:
Agarrados, putos fudidos, inocentes e até mesmo filhos da ****
No meio disto tudo as prostitutas sao as lixadas:
Levam porrada, sao violadas e tem que estar caladas
Mas a vida continua e enquanto ha vida ha esperanca
Penso eu, pensamos nós que um dia havera entao a tal mudanca
Só queremos que sigam o verdadeiro rumo
Que sigam o caminho certo e nao um caminho oportuno
Porque este rumo, sim, é o futuro
E se este nao é o caminho certo, pelo menos é o mais seguro

Refrao

Ao mesmo tempo que um drogado compra o produto
Uma velhinha é assaltada por um puto
Uma prostituta é violada e largada num viaduto, tudo isto é fruto
Resultado de uma desigualdade que nos rodeia
Pela cidade a criminalidade vagueia, comeca a estender-se como uma teia
Ei-la ai: cada vez mais dificil de conter
Uns com ela a sofrer
Outros para o aumento dela contribuir, porque é dela que vao subsistir
Ladrões sempre haverao de existir, enquanto houver o que roubar...
Resta apenas saber-se o que vao roubar
Drogados sempre existirao enquanto houver dealers a traficar
Basta apenas lancar um pequeno olhar sobre o rumo dos acontecimentos para ver que as cenas tem tendencia a piorar
É um cenario dificil de alterar...

Refrao
 
Se uma prova é obtida de forma ilegal é o que acontece...

Não sou advogado, mas a fase de inquérito (investigação) não pode ser uma rebaldaria. Não se podem utilizar quaisquer métodos para obtenção de provas a qualquer custo.

Existem regras, e essas não foram cumpridas, logo uma prova que era fundamental para o processo não pôde ser considerada.

O que deve estar em discussão aqui não é a redução de penas que ser verificou no caso do "gang do multibanco", ,mas sim se se deve rever os procedimentos para obtenção de provas.

Será que os fins justificam os meios? É que o que se aplica a estes casos mais violentos também se aplica aos casos mais mundanos.

Estabelecendo um paralelismo, vocês gostavam de ser alvo de acusação por, imaginemos, ter havido uma escuta ilegal, ou seja, desautorizada pelo MP?

Ou preferem que se obtenha prova a qualquer custo ?
 
Ou preferem que se obtenha prova a qualquer custo ?


Ventura.

O gajo era culpado. Alias todos eram. Se fosse o meu pai, o meu irmão ou meu amigo que esse gajo tivesse morto pa roubar uns trocos eu proprio plantava todas as provas e mais algumas necessárias para ter a certeza que essa criatura nunca mais sairia de lá.

Qual é a reacção agora da familia da pessoa ao ver a pessoa que matou o seu familiar ou amigo a sair em liberdade por lacunas da lei? A lei pelos vistos favorece o criminoso.

Este é um dos casos que se deve obter provas a qualquer custo e se não as houver que se inventem as provas pq esse gajo merece é ficar o resto da vida a apodrecer lá dentro.

Eu sei que nada vai trazer a vida do falecido de volta mas saber que a justiça foi feita já dá algum calor à alma... mas não.
 
Eu nem sou de fazer este tipo de tópicos... mas o nosso país vai bem; então os gajos do gang do multibanco tiveram as penas reduzidas e mesmo um posto em liberdade depois do que fizeram: alem de roubar, matar e disparar sobre a policia, os coitados ainda tem as penas reduzidas e um sai mesmo em liberdade?

O advogado do que saiu em liberdade diz "como cidadão a legislatura tem que ser revista, como advogado tenho que fazer o meu trabalho"

Muito bom.

A parte positiva é que sei se alguma vez estiver sem dinheiro posso roubar e matar que de certeza que não me acontece nada... dá um certo conforto.

http://dn.sapo.pt/2008/11/25/sociedade/condenado_homicidio_acaba_ser_libert.html
Basta alegar que trabalha (mesmo que não se saiba bem em quê) para ficar apenas com apresentações, afinal o "cidadão" até está integrado na sociedade [8b].
 
Ventura.

O gajo era culpado. Alias todos eram. Se fosse o meu pai, o meu irmão ou meu amigo que esse gajo tivesse morto pa roubar uns trocos eu proprio plantava todas as provas e mais algumas necessárias para ter a certeza que essa criatura nunca mais sairia de lá.

Qual é a reacção agora da familia da pessoa ao ver a pessoa que matou o seu familiar ou amigo a sair em liberdade por lacunas da lei? A lei pelos vistos favorece o criminoso.

Este é um dos casos que se deve obter provas a qualquer custo e se não as houver que se inventem as provas pq esse gajo merece é ficar o resto da vida a apodrecer lá dentro.

Eu sei que nada vai trazer a vida do falecido de volta mas saber que a justiça foi feita já dá algum calor à alma... mas não.

Eu percebo perfeitamente onde queres chegar.

Mas o problema da obtenção ilegal de provas está nos outros casos. Naqueles simples do dia a dia.

Ou se abrem excepções e à posteriori se pune quem obteve a prova de forma ilegal - mas severamente para que não se torne uma obtenção ilegal em algo corriqueiro - ou não se admitem este tipo de provas.

E, pelo pouco que sei, poucos são os países que não têm uma conduta ética forte na obtenção das mesmas.

Neste caso, o colectivo de juízes limitou-se a cumprir a lei. Podemos assumir que a lei está errada e que deve ser revista - como foi aliás proferido na sentença. O próprio juíz sabia que estava a libertar um criminoso.

Este, além de um caso de revolta, deve ser sim, e como o próprio juíz referiu, um caso de estudo de como funciona o Processo Penal.
 
Ventura.

O gajo era culpado. Alias todos eram. Se fosse o meu pai, o meu irmão ou meu amigo que esse gajo tivesse morto pa roubar uns trocos eu proprio plantava todas as provas e mais algumas necessárias para ter a certeza que essa criatura nunca mais sairia de lá.

Qual é a reacção agora da familia da pessoa ao ver a pessoa que matou o seu familiar ou amigo a sair em liberdade por lacunas da lei? A lei pelos vistos favorece o criminoso.

Este é um dos casos que se deve obter provas a qualquer custo e se não as houver que se inventem as provas pq esse gajo merece é ficar o resto da vida a apodrecer lá dentro.

Eu sei que nada vai trazer a vida do falecido de volta mas saber que a justiça foi feita já dá algum calor à alma... mas não.
Concordo.

Passo-me quando vejo que alguém é libertado por causa de artimanhas na lei.
Afinal ou se é culpado ou não se é culpado. A ser-se culpado e havendo provas, não sendo elas forjadas não vejo motivo para não serem aceites, seja qual for a forma como foram obtidas. Afinal o que importa é provar se a pessoa é ou não culpada, por isso a forma como são obtidas é para mim irrelevante.
 
E já agora, para que fique esclarecido, não estou a favor disto ou contra aquilo.

Estou só a tentar que se perceba que a lei foi cuimprida e que o que está errado aqui não é a sentença do juíz.[;)]
 
E já agora, para que fique esclarecido, não estou a favor disto ou contra aquilo.

Estou só a tentar que se perceba que a lei foi cuimprida e que o que está errado aqui não é a sentença do juíz.[;)]

Claro mas eu não postei isto indignado com os juizes, eu postei isto indignado com a lei. Lei esta que até o proprio advogado de defesa disse que tinha que ser revista... como cidadão ele não concordava, como advogado ele tinha que fazer o seu trabalho.

Ora temos pessoas, pelos vistos competentes, que estão indignados até com a propria lei que defendem... qualquer dia nem os profissionais acreditam naquilo que fazem. De certeza que quando se formaram e aquilo em que acreditavam quando decidiram ser juizes ou advogados não estavam à espera que estas palhaçadas acontecessem...

Eu se fosse advogado ou juiz a esta hora estaria a por em causa a minha existencia nessa profissão...
 
E já agora, para que fique esclarecido, não estou a favor disto ou contra aquilo.

Estou só a tentar que se perceba que a lei foi cuimprida e que o que está errado aqui não é a sentença do juíz.[;)]

Tanto que os próprios juizes não ficaram contentes com a decisão que tiveram que proferir.

Nós estamos a ver o caso do ponto de vista destes individuos, que pelos vistos seriam mesmos criminosos.

Agora pensem num caso genérico, de alguém que é injustamente acusado e preso por colocação de provas falsas, ou obtidas de maneira ilegal (por exemplo após tortura), estavam de acordo?
O objectivo é fazer justiça, mas de forma justa e legal...
 
Tanto que os próprios juizes não ficaram contentes com a decisão que tiveram que proferir.

Nós estamos a ver o caso do ponto de vista destes individuos, que pelos vistos seriam mesmos criminosos.

Agora pensem num caso genérico, de alguém que é injustamente acusado e preso por colocação de provas falsas, ou obtidas de maneira ilegal (por exemplo após tortura), estavam de acordo?
O objectivo é fazer justiça, mas de forma justa e legal...

Exacto.

Daí eu achar que este assunto merece discussão e reflexão mais aprofundadas. [;)]
 
Concordo.

Passo-me quando vejo que alguém é libertado por causa de artimanhas na lei.
Afinal ou se é culpado ou não se é culpado. A ser-se culpado e havendo provas, não sendo elas forjadas não vejo motivo para não serem aceites, seja qual for a forma como foram obtidas. Afinal o que importa é provar se a pessoa é ou não culpada, por isso a forma como são obtidas é para mim irrelevante.

Pelo que li, não foram forjadas, mas tb não terão sido obtidas de forma legal = respeito pelo estabelecido na lei.
 
Eu percebo perfeitamente onde queres chegar.

Mas o problema da obtenção ilegal de provas está nos outros casos. Naqueles simples do dia a dia.

Ou se abrem excepções e à posteriori se pune quem obteve a prova de forma ilegal - mas severamente para que não se torne uma obtenção ilegal em algo corriqueiro - ou não se admitem este tipo de provas.

E, pelo pouco que sei, poucos são os países que não têm uma conduta ética forte na obtenção das mesmas.

Neste caso, o colectivo de juízes limitou-se a cumprir a lei. Podemos assumir que a lei está errada e que deve ser revista - como foi aliás proferido na sentença. O próprio juíz sabia que estava a libertar um criminoso.

Este, além de um caso de revolta, deve ser sim, e como o próprio juíz referiu, um caso de estudo de como funciona o Processo Penal.

Concordo, opinião perfeitamente lúcida.

A filosofia não é que mais vale um culpado livre do que um inocente preso? Para mais, a obtenção de provas a qualquer custo é algo extremamente perigoso e que pode subverter qualquer caso.
 
a lei podia ser muito simples, provas obtidas ilegalmente, serem provas e ponto final. e quem as obteve ser punido.
 
a lei podia ser muito simples, provas obtidas ilegalmente, serem provas e ponto final. e quem as obteve ser punido.
Não é uma semana mais tarde alguém lembrar-se de que afinal até foi encontrada uma arma com sangue da vítima na casa do suspeito mas que infelizmente não foi catalogada. Como é que aferes a validade desta prova? Indexa-se um valor da prova à credibilidade percebida de quem a apresenta?

Existem procedimentos que têm obrigatoriamente que ser cumpridos, caso contrário é o caos.
 
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