DeCeIi
Well-known member
A tua última frase descreve o que eu sempre sentia na minha antiga 306 Break, cujo chassis costuma ser elogiado como sendo a quintessência dos carros da época. Acredito que um GTI de 3 portas seja muito bom, mas aquela carrinha não inspirava confiança nenhuma em situações um pouco mais próximas do limite. Aliás, até hoje foi o único carro em toda a minha vida em que me atravessei e "beijei" um rail, e com piso seco! :sh) Nem o 205 me parecia tão falso. E já num teste da época feito pelo AH o 306 bicorpo em versão "normal" se revelou traiçoeiro em curva.
Revelava-se traiçoeiro mas o ZX nunca o foi... E a base técnica era a mesma.
O eixo direccional traseiro permite colocar a traseira onde se quer e com menos rotação de volante. Agilidade é palavra de ordem. Claro que isto tem os seus senãos e travar em curva ou desacelerar "forte e feio" provoca um desequilíbrio que poucos podem ou são capazes de recuperar. Não é preciso ter dotes de pilotagem, aliás, qualquer condutor deverá saber recuperar o carro de uma situação similiar, na minha modesta opinião.
E o Golf IV não é melhor... Como qualquer VAG da altura, depende imenso dos pneumáticos, na maioria das vezes sobredimensionados. O que é que isto provoca? É que enquanto houver aderência tudo corre bem mas quando se atinge e ultrapassa os limites, o carro perde rapidamente a postura neutra (falsamente incutida pelos pneus) e parte à deriva de forma brusca e sem aviso (sem progressividade a chegar aos limites) e também aqui vai depender do "piloto" a forma como vai terminar.