Eu também gostava muito que se fizesse tal coisa mas há um problema:
E se quisessem um motor maior?[]
É que um Golf não é um "i" ou um Jazz e o "downsizing" que se vê na Indústria não é assim tão drástico!
deixaria de ser necessário. Com a redução de peso, teríamos os mesmos niveis de performance obtidos de propulsores menos potentes e mais compactos.
Mas uma coisa de cada vez. Há coisas que refiro que são mais a curto prazo e outras a médio prazo, que exigem mais investimento inicial, dado terem de partir de uma folha em branco.
Pegando no Mazda2. Em termos estruturais e mecânicos não é diferente de um qualquer concorrente.
Mas a sua estratégia na optimização dos diversos componentes deu origem ao que se sabe, sem que perca nada para a concorrência.
Basta imaginar os mesmos principios aplicados a qualquer carro do segmento C. Tendo em conta que há mais "xixa" onde pegar.
O downsizing não é tão drástico porque a industria automóvel é lenta a reagir. Ao contrário de outras industrias, onde as ideias frescas são bem vindas e a inovação constante (informática, comunicação, etc...), há uma relutância não só na industria auto para dar passos mais largos em direcção a novas soluções, como no próprio mercado, onde persiste o conservadorismo.
Do lado da industria, poderão estar historicamente escaldados, porque inovação não significa vendas e muito menos lucro. Basta relembrar o que aconteceu a marcas que realmente inovavam como a Lancia e a Citroen e que acabaram quase por desaparecer.
Do lado do mercado, e tendo em conta que o automóvel continua a ser, depois da casa, onde "enterramos" mais dinheiro, a opção por alternativas ao mainstream, pode ser um risco financeiro. E isto sem entrar em questões como a psique do consumidor.
Mas as ideias existem. Tudo o que coloquei no meu post anterior já existe e é industrializável. Mas para que essas ideias peguem, é necessário normalmente que os pesos-pesados da industria dêem esse passo.
Imaginemos se a VW decidia apresentar como sucessor do GOlf algo que reinventasse a forma como vemos um pequeno familiar. Se actualmente o Golf é o modelo mais vendido da Europa, e mesmo assim eles decidiriam mudar completamente o cânone, isso faria soar todos os alarmes e mais algum na concorrência. Ou seja, em menos de uma década teríamos toda uma nova geração de pequenos familiares mais "dignos" deste inicio de século.