Golf VI

Eu também gostava muito que se fizesse tal coisa mas há um problema:

E se quisessem um motor maior?[;)]

É que um Golf não é um "i" ou um Jazz e o "downsizing" que se vê na Indústria não é assim tão drástico!

deixaria de ser necessário. Com a redução de peso, teríamos os mesmos niveis de performance obtidos de propulsores menos potentes e mais compactos.

Mas uma coisa de cada vez. Há coisas que refiro que são mais a curto prazo e outras a médio prazo, que exigem mais investimento inicial, dado terem de partir de uma folha em branco.

Pegando no Mazda2. Em termos estruturais e mecânicos não é diferente de um qualquer concorrente.
Mas a sua estratégia na optimização dos diversos componentes deu origem ao que se sabe, sem que perca nada para a concorrência.

Basta imaginar os mesmos principios aplicados a qualquer carro do segmento C. Tendo em conta que há mais "xixa" onde pegar.

O downsizing não é tão drástico porque a industria automóvel é lenta a reagir. Ao contrário de outras industrias, onde as ideias frescas são bem vindas e a inovação constante (informática, comunicação, etc...), há uma relutância não só na industria auto para dar passos mais largos em direcção a novas soluções, como no próprio mercado, onde persiste o conservadorismo.

Do lado da industria, poderão estar historicamente escaldados, porque inovação não significa vendas e muito menos lucro. Basta relembrar o que aconteceu a marcas que realmente inovavam como a Lancia e a Citroen e que acabaram quase por desaparecer.

Do lado do mercado, e tendo em conta que o automóvel continua a ser, depois da casa, onde "enterramos" mais dinheiro, a opção por alternativas ao mainstream, pode ser um risco financeiro. E isto sem entrar em questões como a psique do consumidor.

Mas as ideias existem. Tudo o que coloquei no meu post anterior já existe e é industrializável. Mas para que essas ideias peguem, é necessário normalmente que os pesos-pesados da industria dêem esse passo.

Imaginemos se a VW decidia apresentar como sucessor do GOlf algo que reinventasse a forma como vemos um pequeno familiar. Se actualmente o Golf é o modelo mais vendido da Europa, e mesmo assim eles decidiriam mudar completamente o cânone, isso faria soar todos os alarmes e mais algum na concorrência. Ou seja, em menos de uma década teríamos toda uma nova geração de pequenos familiares mais "dignos" deste inicio de século.
 
c r a s h, as coisas não são assim tão simples.

Queres comparar o equipamento possível num Mazda 2 com, por exemplo, um 207?

Estamos a falar de carros completamente diferentes num mesmo segmento.

O mesmo para insonorização, conforto, etc.

Tudo isso acrescenta peso.
 
c r a s h, as coisas não são assim tão simples.

Queres comparar o equipamento possível num Mazda 2 com, por exemplo, um 207?

Estamos a falar de carros completamente diferentes num mesmo segmento.

O mesmo para insonorização, conforto, etc.

Tudo isso acrescenta peso.

Como não existe nenhum exemplo concreto, pode ser dificil de imaginar.
Mas tendo em conta a evolução a nivel de materiais e componentes, já deveria ter havido mais progressos.

E o 207 não é propriamente o melhor exemplo de bom design. é um bom exemplo de "lazy engineering". Consegue-se um bom produto (funciona bem e tal), sem dúvida, mas é um exemplar da estratégia de desenvolvimento balofa geral, em que para se conseguir resolver um problema, basta adicionar.
Se não posso comparar um Mazda 2, comparemos com o novo Fiesta que aí vem e que partilha a base do 2, e que será um concorrente mais natural do 207.

Um problema pode ter várias soluções, e por enquanto, no segmento C (e de enfiada, o D e o E), ainda só vimos uma forma de o resolver.

Um exemplo: a versão de produção do VW Up passará a ter motor frontal em vez de traseiro. Não que o layout não funcionasse (o smart e o "i" provam que é possivel e tem imensas vantagens relativo a um tudo á frente), mas como esse layout obrigaria a criação de componentes especificos apenas para esse modelo que encareceriam o mesmo, atingindo preços acima dos estipulados, decidiram recorrer à enorme base comum de componentes e assim, muda-se a arquitectura da coisa, numa decisão mais financeira que propriamente técnica.

A questão é: Esta decisão de ser um tudo à frente, de que modo afectou as caracteristicas do carro no que toca a protecção de peões, segurança passiva e habitabilidade?

O packaging é tudo! Aqui fala-se muito em plasticos e rebarbas assassinas, mas eu costumo dar mais atenção a questões mais "duras" (apesar de maioritariamente falar, aqui, apenas de styling), e que exercem muito mais influência na orientação do rumo da indústria.
 
O packaging é tudo! Aqui fala-se muito em plasticos e rebarbas assassinas, mas eu costumo dar mais atenção a questões mais "duras" (apesar de maioritariamente falar, aqui, apenas de styling), e que exercem muito mais influência na orientação do rumo da indústria.

Para o espectador que é um demais consumidor (eventualmente apreciador, como membros do fórum) é isso que conta.
Não me incluo nesse grupo. Considero muito mais importante a postura comercial e conceptual de um automóvel perante: a indústria automóvel no geral (e no período em que surge), perante eventuais modelos concorrentes, perante a a marca/grupo em que se insere.
Plásticos duros/esponjosos, rebarbas cortantes, suspensões pseudo-desportivas, normas e versões pseudo-económicas/pseudo-ecológicas... isso para mim é trash.
Também não faço análises se o carro é bonito ou feio. Pode ser bonito, mas ser um carro desinteressante, como pode não ser um carro bonito, mas ter soluções interessantes ou pormenores de design que resultam, bem como o conceito aplicado.
 
Penso que o que se valoriza num determinado carro tem a ver com a literacia do observador. É fácil e não requer grande esforço mental apreciar apenas a imagem do modelo (como apreciador de carros, isto para mim não faz qq sentido...).
É necessário algum conhecimento, interesse e literacia para ver além da chapa.

Um exemplo é o Astra versus Focus. O astra poderá ser mais apelativo esteticamente, mas a nível de mecânica e soluções está mto aquém do focus. No entanto vende mais que o focus. Pq?... [;)]
 
As dimensões e capacidades são exactamente as mesmas, com diferenças apenas para os tamanhos dos para-choques, o que será residual.

Na verdade, isto é um Golf V-fase II e não um Golf VI.

Obrigado!

Não é muito animador...o novo Mégane vem ligeiramente maior mas pelos vistos com uma mala com bastante mais capacidade (não era difícil em relação ao modelo actual com aquela traseira ridícula...).
 
Falta ver o preço, porque penso que estará ao mesmo nível que o Scirocco, e se assim for ameaçará o sucesso comercial do Golf cá no Burgo
 
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