As SCUTs foram feitas com fundos comunitários e com dinheiro dos privados.
O Estado não entrou.
Como tal foi concessionada uma renda anual por tráfego esperado com duração de x anos, ao fim da qual a estrutura rodoviária fica do Estado.
O início do pagamento das rendas das primeiras SCUTs (governo Guterres II) iria iniciar-se em 2007.
Como já não havia dinheiro na altura, o governo Sócrates I renegociou os contractos de modo a adiar o início de pagamento e pagar-se uma renda anual mais baixa e prolongando os anos de pagamento das rendas. Exactamente como a família em apuros que faz período de carência e aumenta o prazo do crédito habitação para baixar a prestação mensal.
No período 2014-2017 iniciar-se-á o pagamento das rendas da 2ª leva de SCUTs já efectuadas.
Trocando por miúdos: isto é uma bomba relógio prestes a explodir nos orçamentos de Estado das próximas décadas, juntamente com todas as parcerias público-privadas dos últimos 5 anos.
O pagamento das SCUTs é inevitável pois o país não tem dinheiro para uma rede tão extensa de AEs sem custos para o utilizador.
Já nem se fala aqui numa questão de equidade, que tocou a muito poucos em tempo útil quando se cometeu o erro de começar a fazer isto.
Infelizmente, para variar, não bastava terem criado este problema, quando levam com a parede na cara, começam a fazê-lo aos bochechos...
É moralmente insustentável que continuem a existir SCUTs completamente gratuitas, só se introduzindo portagens em 3.