Governo introduz portagens em três Scut

Acreditem: eles vão ter que colocar portagens em todas aquelas que existem e mais algumas. No próximo orçamento é necessário arranjar mais 2,5 biliões de Euros de receitas para o défice descer de 7,3% para 4,6.
2,5 biliões são 250 euros por português, ou seja: 1.000 euros para uma família de quatro pessoas.



Acredito perfeitamente que vai haver portagens em todas as SCUT, assim passam a ser todos iguais e pagamos todos, e a seguir acredito que passem a pagar para entrar no centro das cidades, viaturas só com uma pessoa.

Acho que vou ter de voltar ao tempo do meu avó e andar de bicicleta, realmente faz bem à saude, se for num local não poluido.
 
Ok!
Concordo que há aí uma zona algo turbulenta!

Parece-me é um nadita exagerado extrapolar 20 metros maus para 190 Km de excelente piso!

Só quem não fez a IP5 vezes sem conta é que pode não dar valor a esta estrada![;)]
 
A sigla SCUT estará deontologicamente errada? Na génese da sua criação, "SCUT" quer dizer, "Sem custo para os utilizadores".

Então o que é uma SCUT?

Uma Scut é uma auto-estrada em regime de portagens virtuais, cujos os custos são suportados pelo Estado Português. Este conceito de Scut, foi introduzido em Portugal em 1997, pelo governo de Eng.º António Guterres, pela mão do Ministro do Equipamento Social, Eng.º João Cravinho.

Ora aqui está, "Suportados pelo Estado Português". Vamos então perceber a definição de "Estado".

Estado - Estado É uma instituição política organizada, social e juridicamente, ocupando um território, normalmente onde a lei máxima é uma Constituição Escrita e dirigida por um Governo que possui soberania reconhecida, tanto interna como externamente. Assim, um estado soberano é sintetizado pela máxima "Um governo, um povo, um território".
Então quer dizer que nós o "Povo", fazemos parte do Estado, logo, pudemos afirmar que a construção das Scuts foi também financiada com nosso dinheiro.

Mas então de que forma é que as Scuts foram financiadas?

É muito importante perceber como é que estas auto-estradas "Sem custo para os utilizadores" foram financiadas.

Assim, na sua maioria, a construção, conservação e manutenção das estradas portuguesas é financiada com o dinheiro dos impostos dos contribuintes, "nós todos", havendo também a comparticipação dos fundos comunitários.
No modelo auto-estrada com portagem real, para além da ajuda do estado, "nós", é o utilizador, "nós outra vez", da mesma, que através do pagamento da portagem sustenta a construção, financiamento e exploração da auto-estrada.
No modelo Scut, é o dinheiro dos contribuintes, "nós", através dos impostos, que suporta o custo de construção, manutenção, exploração e financiamento.

Posto isto, há aqui algumas questões que se podem e devem colocar, pois não está nada correcto a imposição de um custo nas Scuts e muito menos só no norte do país.

Se somos nós, que através dos nossos impostos, entre eles temos IUC, ISV, IS, IA, IVA e outros tantos que nem vale a pena lembrar, financiamos estas obras, então temos que perceber o que é financiar e investir.

O que é financiar?

Financiar é prover de recursos, dinheiro, linha de crédito, estrutura financeira, para que um determinado objectivo seja alcançado, gerando assim de forma futura um reembolso dos valores ou dos bens, geralmente com "Juros" que foram financiados, responsabilidade essa que é do financiado.

Estão a ver onde nós queremos chegar? Mais uma antítese. Se nós investimos, temos de receber e não pagar como o governo pretende.

Mas vamos continuar, agora vamos entender o conceito de investimento.


O que é investir?

Segundo economia, investimento significa a aplicação de capital em meios de produção, visando o aumento da capacidade produtiva (instalações, máquinas, transporte, infraestrutura) ou seja, em bens de capital. O investimento produtivo realiza-se quando a taxa de lucro sobre o capital supera ou é pelo menos igual à taxa de juros.

Segundo o Banco BPI, investir significa dispender capital com o objectivo de gerar um determinado rendimento no futuro. No fundo, todos nós já somos investidores, ainda que de forma inconsciente, pois procuramos a todo o instante maximizar a remuneração do nosso capital ao longo do tempo. Afinal, o dinheiro serve para criar mais dinheiro.

Aqui está! Não nos parece que isto seja realmente verdade, se não vejamos: se nós investimos com o dinheiro dos nossos impostos, para a construção das Scuts, (lembro que estas são "Sem custo para os utilizadores") então qual é o rendimento que tiramos delas?
O nosso rendimento seria utilizar as Scuts de forma gratuita! Mas segundo o Governo é pagar portagens. Como diz o nosso Primeiro Ministro, "porreiro pá!".

A inclusão destas portagens nas Scuts vai condicionar muito para não dizer mesmo matar as micro-economias locais. No entanto existem grandes grupos económicos sediados nessas mesmas áreas e temos esperança que o Grupo Sonae por exemplo e as autarquias, façam força para que sejam anuladas as portagens. Pois caso contrário as perdas financeiras vão ser muito grandes.

À parte deste contexto, já viram bem a péssima qualidade das nossas estradas e auto-estradas, cheias de buracos e em mau estado de conservação, que provocam nos nossos carros danos enormes e dispendiosos?
Está na altura de começarem a reivindicar os vossos direitos. Assim, sempre que o seu carro entrar num buraco que não esteja assinalado, chame a policia, levante o auto e obrigue a autarquia a suportar esse custo. Se todos o fizerem, começamos a ter boas estradas. Acreditamos que nem as autarquias nem o Governo querem ter esse custo.

Outra coisa que não se entende e lembramos que a nossa posição é de âmbito nacional e não regional, o porquê de só se colocarem portagens no Norte!
Segundo algumas notícias baseadas em estudos realizados, o norte é uma das regiões mais pobres do país, onde o desemprego cresce a um ritmo alucinante e o poder de compra cai todos os dias. Pelo que não se entende que esta região seja a mais sacrificada. É que em alguns casos, o custo vai acima dos 240€ mensais.

Gostaríamos também de saber como é que o Governo prevê cobrar as portagens aos estrangeiros? Pois não estamos a ver como.

Estamos também na expectativa de ver o que é que os industrias das zonas lesadas vão fazer. Pois no outro dia, o proprietário de uma empresa de camionagem ameaçou mesmo fechar a empresa, despedir todos os funcionários e estacionar os camiões na A28. Vamos ver se ele o vai fazer e se vai ser um acto isolado ou se outros vão fazer igual.


A sigla SCUT é o acrónimo de "Sem Custos para os Utilizadores". Isto leva-nos a pensar numa nova sigla, as "CCUTAJEP - Com Custos para os Utilizadores Apesar de Já Estarem Pagas".
Recebido por mail.
 
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Tanto que já andam a fazer inquéritos (pelos acessos de Castelo Branco), usando a BT para tal, no qual uma das perguntas refere-se aos rendimentos... :sh)
 
Onde eu passo!
Entre Fermelã e o estádio, onde puseram o pórtico das portagens.
Existem aí duas pontes.
Antes da pontes costumam aparecer um buraco no sentido Guarda - Aveiro.
Se quiseres poço-te procurar alertas disso aqui no fórum.

Confirmo, essa parte da AE parece uma rampa de lançamento espacial.[:)][8b]
 
Tu e Socrates se fossem castrados [:vm)] [:D]

Os únicos empregos entre Vila Real e Viseu são os do Estado e quem trabalha para particulares, vive do quê? :sh)

A falta de emprego na região não está relacionada com a não existência de acessibilidades. Aliás atrevo-me mesmo a dizer que haviam mais empresas na região quando a A24 não existia...
 
Última edição:
Então os troços da A23 e A25 feitos em cima dos IP's não podem ser, e a A24 que não tem alternativas pode ser? Como patamar de comparação era como agora em Lisboa toda a gente largar as AE's e os IC's e utilizar precisamente as antigas municipais e nacionais que mencionas. Então para uns é legítimo para outros não?

A A24 não usou nem 1 km da antiga N2, ela continua lá para ser usada de Viseu a Chaves (falando apenas no troço concorrente à A24), no caso da A25 e A23 foram aproveitadas infraestruturas públicas existentes (IP5 e IP2).

É principalmente essa a diferença - uma espécie de privatização de infraestruturas que foram construídas há muitos anos (mais de 20) com dinheiros públicos, que foram melhoradas é certo, mas que ainda assim eram públicas e públicas devem continuar a ser.
 
Eu se fizer o IC16 de Sintra para Lisboa tb tenho que pagar, e "só" tenho como alternativa o IC19.

Acho que o problema é o estar mal habituado a não pagar.

Mas deixa estar que se aquilo que está previsto para o final do ano, que é cobrar portagens na A25 e A23 quando as alternativas (IP5 e IP2) foram destruidas para que estas AE's surgissem, isso é que vai ser o maior roubo de igreja...

mas sempre quero ver como é que irão pagar os estrangeiros que nos visitam...
Bem, estou a ver que depois quando tiver que ir à terra, vou é pelo caminho que o meu avô fazía e, devo demorar talvêz o dobro do tempo!
 
Via do Infante e eventualmente a A25, sim.

As outras duas, não. O interior precisa de benefícios (além de já serem pouco utilizadas, acho eu)

Se bem me lembro a A25 não é exclusivamente litoral, [;)], além do trafego Que tem, tanto nacional como em especial os espanhois.

Pelo que vou percebendo e como somos todos portugueses, as portagens desde sejam onde não andamos tudo bem, para onde andamos não pode ser.

Ora da minha parte, que utilizo muito a A25, cerca de 300km ao fim de semana, e uns 20 km diariamente (este troço parece-me que fica isento), também uso A29 para ir ao porto mensalmente, só me 'sinto' quando me entram na carteira.

Concordo perfeitamente com o utilizador-pagador, mas convinha ser a preços justos face aos vencimentos dos comuns trabalhadores.

É que pelo que me parece, vamos gastar em alguns troços mais em portagens que em combustivel e isto não parece nada logico.

Ou então criar maia um imposto de circulação anual, justo claro, para AE's Ex-scuts
 
Ou então criar maia um imposto de circulação anual, justo claro, para AE's Ex-scuts

As SCUT´s custam actualmente ao estado cerca de 700 milhões de Euros por ano. Se houver dois milhões de automóveis, isso significaria que o imposto teria que ser de 350 Euros por automóvel. Claro que esta conta é simplista e não entrei em conta com os pesados, mas dá uma ideia do esforço que teria que ser pedido aos automobilistas.
 
As SCUT´s custam actualmente ao estado cerca de 700 milhões de Euros por ano. Se houver dois milhões de automóveis, isso significaria que o imposto teria que ser de 350 Euros por automóvel. Claro que esta conta é simplista e não entrei em conta com os pesados, mas dá uma ideia do esforço que teria que ser pedido aos automobilistas.

Esse valor de certo seria inferior, feitas as contas para apenas suportar os custos e não dar lucro.

350€/ano, pode parecer muito mas visto que algumas pessoas na teoria gastariam mais de 100€/mês para trabalhar...
 
Esse valor de certo seria inferior, feitas as contas para apenas suportar os custos e não dar lucro.

Como é possível isso? A concessionária ia viver sem lucro? Talvez seja de perguntar à AENOR (e outras) se querem explorar auto-estradas sem ter lucro.

350€/ano, pode parecer muito mas visto que algumas pessoas na teoria gastariam mais de 100€/mês para trabalhar...

É, mas isso significaria obrigar o Sr. Teixeira, que mora em Aboadela e vem uma vez por semana a Amarante - e nunca passou nem perto de uma SCUT - a pagar esse imposto.
 
Como é possível isso? A concessionária ia viver sem lucro? Talvez seja de perguntar à AENOR (e outras) se querem explorar auto-estradas sem ter lucro.



É, mas isso significaria obrigar o Sr. Teixeira, que mora em Aboadela e vem uma vez por semana a Amarante - e nunca passou nem perto de uma SCUT - a pagar esse imposto.


Daí o grande disparate das Parcerias Publico Privado no caso das AEs.
 
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