Governo introduz portagens em três Scut

A aplicação cega de portagens a todas as SCUT é estúpida.

Em alguns casos significa quase privar as populações de um direito básico - o do acesso a algumas infra-estruturas importantes como escolas e hospitais e o direito à livre circulação, principalmente quando foram reutilizadas infra-estruturas públicas e as alternativas deixaram de existir


As pessoas esquecem-se disso, que interessa se as pessoas no interior tem de fazer 50km para chegar ao hospital mais próximo e a única hipotese é ir de ae a pagar?
quem diz hospital diz ir a um tribunal, ir ver um filme ao cinema, teatro, etc...

Justo é que paguem igual a uma pessoa que vive em lisboa e tem acesso a estas infraestruturas nas proximidades.

Justo que paguem todos mas na altura de serem feitos investimentos vao parar todos a lisboa e arredores, justiça portuguesa funciona assim.

vale mais dizerem de uma vez que se estão a c***r para o resto do país.
 
Lisboa é a pior região que podias ir buscar para justificar auto-estradas gratuitas.

Desde A5 paga, A16, CREL, passando até por entrada na cidade via SUL pelas pontes.

Por isso é melhor nem entrar por aí...

O IC19 acabou de ser remodelado o ano passado, quem pagou as obras?

O IC17 está a ser finalizado, quem pagou as obras?

O IP7 (eixo norte-sul) foi finalizado o ano passado, quem pagou as obras?

Qualquer uma destas estradas tem melhores condições de circulação e segurança que a A23, A25 e A29 (por exemplo), a única diferença está na letra antes do número.

Sim, tens AE's pagas. Quantas dessas AE's foram construídas sob infraestruturas públicas? Quantas servem como acesso único ás populações (tirando obviamente as estradas municipais, sob gestão das autarquias)?

Tudo o resto TEM de ter portagem porque o Estado, dado que não entrou com o dinheiro na sua construção, tem AVULTADAS rendas a pagar a concessionárias que PAGARAM a construção (+ fundos comunitários).

Na A25 e A23 essas concessionárias pagaram ao estado os terrenos e as infraestruturas reutilizadas (que eram públicas e também já estavam pagas há muito tempo). Por exemplo, no caso da A25 foram 108km (num total de 162) de estrada pública "destruída" e terrenos públicos alienados.

Muitos desses fundos (eram europeus, atribuídos a Portugal e não à AENOR) serviram ainda para justificar o desinvestimento em infra-estruturas públicas (EN's, IC's e IP's), fazendo parte de um plano nacional rodoviário que contemplava o conjunto total das infra-estruturas rodoviárias nacionais (e respectivos moldes de acesso a essas infraestruturas).

Nesse plano essas SCUTs foram construídas e planeadas para serem gratuitas e como tal as infraestruturas alternativas de suporte foram despromovidas, eliminadas e sobrepostas. O governo tem legitimidade para colocar portagens nestas SCUT quando construir as alternativas que as populações necessitam para que a utilização destas estradas seja uma alternativa e não uma imposição.

Até lá, não é só Lisboa que merece os euros dos Alemães para investir em alcatrão novo e gratuito.

E não, não estou a ser regionalista ou bairrista, acho óptimo que Lisboa tenha estes investimentos (uso-os todos os dias) mas acho extremamente injusto que uns sejam filhos e outros enteados, e principalmente que alguém seja isolado e seja literalmente obrigado a pagar uma portagem para ir a um hospital.
 
Última edição:
Neste momento quase me arrependo de não ter votado no Santana Lopes.

Uma palhaçada autentica isto [8b].

Infelizmente acho que isto só vai lá com um golpe de estado.
 
Já perceberam como isto vai acabar?

O Estado diz "vamos aumentar algumas" e os Portugueses dizem "nem pensar!!! têm que aumentar todas!!!"

Portugal deve ser o país mais facil de governar do mundo!!!!
 
É fácil, vão andar a borlix!!!!

Há alguma barreira á entradas das scuts????...se nao há...

Há alguma painel informativo a dizer que a scut tem portagem????... porque se for assim vao ter que por em todas as entradas das scuts, que nao são poucas!!!

O que acontece se eles entrarem sem o "chip"??? vao fotografar a matricula e depois...... fazem o quê???.... Colam as fotos na parede do gabinete do ministro!!!![:p]

Eles só metem o "chip" se gostarem dos tugas e para lhe dar uns trocos, porque se nao o tuga fica a xupar no dedo, para nao dizer (xupar na 5ª pata do cavalo)

É fácil: o estrangeiro passa no pórtico sem identificador; passados dois Km a GNR faz-lhe paragem e aplica-lhe a respectiva multa - que ele tem que pagar na hora. Ou então põe a bófia nas saídas para o estrangeiro - e, não nos esqueçamos, a leitura automática de matrículas já aí está.
 
O IC19 acabou de ser remodelado o ano passado, quem pagou as obras?

O IC17 está a ser finalizado, quem pagou as obras?

O IP7 (eixo norte-sul) foi finalizado o ano passado, quem pagou as obras?

Sabes as respostas a essas perguntas?

Quantas dessas AE's foram construídas sob infraestruturas públicas? Quantas servem como acesso único ás populações (tirando obviamente as estradas municipais, sob gestão das autarquias)?

Na A25 e A23 essas concessionárias pagaram ao estado os terrenos e as infraestruturas reutilizadas (que eram públicas e também já estavam pagas há muito tempo). Por exemplo, no caso da A25 foram 108km (num total de 162) de estrada pública "destruída" e terrenos públicos alienados.

Os troços que implicaram a eliminação dos IPs e ICs que existiam, não devem ser pagos (aliás, isso foi dito já em relação a estas 3 do Norte: há vários troços que não se pagam).

Agora o que não pode acontecer é a excepção constituir argumento para a regra geral.

A maioria dos quilómetros SCUT deste país não foi construída sob estradas anteriores mas tende-se a criar essa ideia...para ver se pega...

Porque há 3 tipos de conceito de "não existência de alternativa":

1. Não existe IP ou IC naquele traçado e já existiu.
2. Não existe IP ou IC e nunca existiu ("SCUT nova no mapa").
3. A alternativa em tempo não é razoável.

1. Válido logo troço específico não deve ser pago.
2. Inválido.
3. Inválido na medida em que o conceito de AE baseia-se no ganho tempo de viagem, logo, este argumento constitui apenas uma forma de "bloquear" o pagamento de qualquer SCUT porque é válido em qualquer comparação entre um itinerário de AE face a um de não-AE. Por absurdo não se pagaria qualquer AE neste país.

Até lá, não é só Lisboa que merece os euros dos Alemães para investir em alcatrão novo e gratuito.

E não, não estou a ser regionalista ou bairrista, acho óptimo que Lisboa tenha estes investimentos (uso-os todos os dias) mas acho extremamente injusto que uns sejam filhos e outros enteados, e principalmente que alguém seja isolado e seja literalmente obrigado a pagar uma portagem para ir a um hospital.

Mais uma vez a conversa de Lisboa faz pouco sentido, quando é uma região que não beneficia de SCUTs.

Mais do que regionalista ou bairrista, estás a ser demagógico, tão só.
 
Sabes as respostas a essas perguntas?

Estradas de Portugal, ou seja, dinheiros públicos (Portugueses ou Alemães).

1. Não existe IP ou IC naquele traçado e já existiu.
2. Não existe IP ou IC e nunca existiu ("SCUT nova no mapa").
3. A alternativa em tempo não é razoável.

1. Válido logo troço específico não deve ser pago.
2. Inválido.
3. Inválido na medida em que o conceito de AE baseia-se no ganho tempo de viagem, logo, este argumento constitui apenas uma forma de "bloquear" o pagamento de qualquer SCUT porque é válido em qualquer comparação entre um itinerário de AE face a um de não-AE. Por absurdo não se pagaria qualquer AE neste país.

No fundo, estamos a defender exactamente a mesma coisa. [:p] [:D]
Repara que eu critiquei a aplicação cega de portagens a todas as SCUT (proposta do PSD se não me engano), apenas e só porque obviamente tinham que existir excepções (como acabaste por concluir também).

Aliás, não sei se foi neste tópico (ou noutro igual que está no road book) que defendi exactamente a mesma coisa, em particular em relação à A24, que como não foi construída sobre a N2 deveria ter portagens.

Mais uma vez a conversa de Lisboa faz pouco sentido, quando é uma região que não beneficia de SCUTs.

Mais do que regionalista ou bairrista, estás a ser demagógico, tão só.

Antes pelo contrário, estou a olhar para o lado concreto da coisa e não a refugiar-me em pequenas nuances conceptuais.

No fundo tudo se resume a - alguns merecem investimento público e boas acessibilidades suportadas por todos, outros tem que as pagar. [;)]
 
Os troços que implicaram a eliminação dos IPs e ICs que existiam, não devem ser pagos (aliás, isso foi dito já em relação a estas 3 do Norte: há vários troços que não se pagam).

Ainda em relação a este assunto. O troço entre Aveiro e Albergaria da A25 foi totalmente construído sobre o antigo IP5 e vai já começar a ser portajado em Julho (se não ficar na assembleia).

São, se não estou em erro, 3 pórticos de cobrança (não sei os valores).
 
Estradas de Portugal, ou seja, dinheiros públicos (Portugueses ou Alemães).

Logo...estão pagas.

As SCUT...não.

No fundo, estamos a defender exactamente a mesma coisa. [:p] [:D]
Repara que eu critiquei a aplicação cega de portagens a todas as SCUT (proposta do PSD se não me engano), apenas e só porque obviamente tinham que existir excepções (como acabaste por concluir também).

Aliás, não sei se foi neste tópico (ou noutro igual que está no road book) que defendi exactamente a mesma coisa, em particular em relação à A24, que como não foi construída sobre a N2 deveria ter portagens.

Logo definindo os princípios gerais, é fácil resolver esta questão [;)]

Antes pelo contrário, estou a olhar para o lado concreto da coisa e não a refugiar-me em pequenas nuances conceptuais.

No fundo tudo se resume a - alguns merecem investimento público e boas acessibilidades suportadas por todos, outros tem que as pagar. [;)]

As nuances conceptuais são a chave da questão pois traduzem o esquema financeiro utilizado na construção que determina a necessidade, ou não, de meter portagens.

Se fossemos um país que tivesse flexibilidade orçamental (veja-se, folga...) esta questão não se colocava, pouco interessava se a estrada já estava paga, se não estava. Aí sim, estaríamos a falar de uma questão de nuance e a discuti-la exclusivamente de um ponto de vista de modelo.

Neste momento esta questão das SCUT é puramente financeira.

Como disse no outro post, há muito que deixou de ser uma questão "ideológica"/"o que eu acho que deva ser".

A conta está aí para pagar e não há dinheiro no actual orçamento para comportar a factura.

Manter as SCUT tal como estão, gratuitas, tem uma de duas implicações:

- aumento de impostos para cobrir o seu custo
ou
- desvio de verbas (o que implica o cancelamento de outras despesas...) para o pagamento desta "nova" despesa, certa, nos futuros OE.

É tudo uma questão de opção.

Estão os portugueses dispostos a ver os impostos aumentados no valor de €1200 milhões/ano (qualquer coisa como aumentar mais 2 pontos percentuais a taxa máxima do IVA), para pagar as SCUT mantendo-as gratuitas?

Ou estão os portugueses dispostos a ver o orçamento de estado diminuido em 1200 milhões retirados à Saúde, Educação, Segurança Social and so on...?

É que o dinheiro não cai do céu e a verdade é que o pressuposto das SCUT não se verificou.

Supostamente o país deveria ter crescido e estar a crescer tanto com esta dinamização da economia que estas vias gratuitas proporcionariam, que haveria folga orçamental para elas "se pagarem a eles próprias".

O problema é que esse pressuposto nunca se verificou e agora a factura está aí.
 
Última edição:
Ainda em relação a este assunto. O troço entre Aveiro e Albergaria da A25 foi totalmente construído sobre o antigo IP5 e vai já começar a ser portajado em Julho (se não ficar na assembleia).

São, se não estou em erro, 3 pórticos de cobrança (não sei os valores).

0.25 + 0.65 + 0.50€ = 1.40€
Fontes:
http://www.moptc.pt/tempfiles/20100614103920moptc.pdf
http://www2.ctt.pt/fewcm/export/sites/default/ctt/faqs/dem/Perguntas_Frequentes_DEM_19062010_02.pdf (pag.13)

Quanto ao que aqui alguns users estão a dizer nem sequer vale apena comentar, pelo menos por agora.
 
Logo...estão pagas.

As SCUT...não.



Logo definindo os princípios gerais, é fácil resolver esta questão [;)]



As nuances conceptuais são a chave da questão pois traduzem o esquema financeiro utilizado na construção que determina a necessidade, ou não, de meter portagens.

Se fossemos um país que tivesse flexibilidade orçamental (veja-se, folga...) esta questão não se colocava, pouco interessava se a estrada já estava paga, se não estava. Aí sim, estaríamos a falar de uma questão de nuance e a discuti-la exclusivamente de um ponto de vista de modelo.

Neste momento esta questão das SCUT é puramente financeira.

Como disse no outro post, há muito que deixou de ser uma questão "ideológica"/"o que eu acho que deva ser".

A conta está aí para pagar e não há dinheiro no actual orçamento para comportar a factura.

Manter as SCUT tal como estão, gratuitas, tem uma de duas implicações:

- aumento de impostos para cobrir o seu custo
ou
- desvio de verbas (o que implica o cancelamento de outras despesas...) para o pagamento desta "nova" despesa, certa, nos futuros OE.

É tudo uma questão de opção.

Estão os portugueses dispostos a ver os impostos aumentados no valor de €1200 milhões/ano (qualquer coisa como aumentar mais 2 pontos percentuais a taxa máxima do IVA), para pagar as SCUT mantendo-as gratuitas?

Ou estão os portugueses dispostos a ver o orçamento de estado diminuido em 1200 milhões retirados à Saúde, Educação, Segurança Social and so on...?

É que o dinheiro não cai do céu e a verdade é que o pressuposto das SCUT não se verificou.

Supostamente o país deveria ter crescido e estar a crescer tanto com esta dinamização da economia que estas vias gratuitas proporcionariam, que haveria folga orçamental para elas "se pagarem a eles próprias".

O problema é que esse pressuposto nunca se verificou e agora a factura está aí.

Peço desculpa estar a criar um segundo post, mas prefiro para evitar confusão de contextos.

André é assim:
Nuances conceptuais nada diz respeito ao desenvolvimento de um país, depois a obra ou asneira está feita.

Parece-me que ainda não percebeste que ao aplicar o método "utilizador-pagador" o estado não deixa de ter de suportar o custo das SCUTs...
Ora vejamos, nestes últimos tempos houve uma redução de 40% relativamente ao tráfego nestas scuts, o que implica que os preços das portagens não estão correctos para o estado não ter de pagar mais nada, pois o valor que o estado tem de pagar é constante e independente ao número de carros que lá passam. Com esta aplicação de portagens, o número de veículos a circular vai reduzir drasticamente, uma vez a muitas famílias vai deixar de compensar trabalhar... mais vale ficar em casa a receber o subsidio de desemprego ou rendimento de inserção social ou outra coisa qualquer, e deixar de pagar o combustível, portagens, infantários e lares de 3ªidade do agregado familiar uma vez que agora estão por casa, e quem tem de acarretar estas despesas é a segurança social. Resumindo o desenvolvimento do país diminui.

Seguindo a lógica utilizador - pagador, com esta redução de tráfego, as portagens teriam de subir e já bastante, provavelmente para perto do triplo, o que provocaria que menos tráfego ainda tivesse, uma vez que as pessoas iriam optar por vias alternativas (no caso da A29 a A1 e por aí fora). Quando a união europeia deixasse de financiar as portagens que tinham triplicado teriam de ser aumentadas 10X e aí é que ninguém as utilizava e o estado a paga-las para nada, de certo que alguém se ia enganar e entrar lá e ficar desgraçado pelo endividamento que ficava até ao fim da vida. Como podes ver esta tua ideia não faz o mínimo de sentido, ainda por cima na região norte onde o desemprego toma proporções desmesuradas.

Quanto à tua ideia do aumento dos impostos ou desvio de verbas, novamente não faz o mínimo de sentido.
O futuro aproxima-se e inevitável, pelo que não se podem tomar medidas que prejudiquem o futuro, como desinvestimento na educação/saúde, o que levaria a que daqui a poucos anos o país falisse.

Cortar na segurança social..., muitas pessoas foram obrigadas a descontar no passado para lá contrariadas, e preferiam muito bem ter guardado ou aplicado à sua maneira o dinheiro destinado a esse fim, pelo que não podem ser estes a pagar a factura.

O aumento da percentagem para impostos, faz com que o país deixe de ser competitivo.

A solução é incentivar a trabalhar e desincentivar a malandrice... olha para o tempo de Salazar... um país cheio de ouro... agora está sem ouro e sem desenvolvimento... Andou-se a pagar aos agricultores para pararem, o mesmo aos pescadores... e por aí fora... era certo que o país ia rebentar...

O pessoal habituou-se à malandrice por causa dos governos e agora esta mentalidade não muda...

É preciso apoiar a criação de emprego, apaparicar mais a abertura de empresas e do próprio negócio, é preciso rentabilizar as despesas fixas (não vale a pena ter as autoestrada vazias), eu sou a favor de passes de transporte para o emprego... não pagamento de portagens para ir para o emprego e por aí fora... é dinheiro que é posto a circular e dinheiro gera dinheiro...
Não te esqueças que a classe alta tem o dinheiro em offshores e classe media alta já mandou o dinheiro para outros bancos no estrangeiro... pelo que Portugal está cada vez mais condenado senão apoiar o investimento...


CARAGO PORTUGUESES É PRECISO ABRIR OS OLHOS!!!!!!!
 
Última edição:
Logo...estão pagas.

As SCUT...não.

Estão pagas por todos nós, a pronto (ou não, mas isso são outros quinhentos).

As SCUT são pagas por nós, a prazo.

No fundo, no fundo, só muda o número de vezes que metes a mão no bolso e a quantidade de dinheiro que tiras de cada vez que a lá metes. As calças, essas são do mesmo gajo. [:p]

Logo definindo os princípios gerais, é fácil resolver esta questão [;)]

Pois, mas convém defini-los antes de aplicar a medida.

Eu sei que os nossos políticos tem dificuldade em fazê-lo, especialmente este governo que é exímio a publicar leis que serão, num futuro mais ou menos distante, reguladas por um decreto ou despacho, mas não custa pedir o razoável...

As nuances conceptuais são a chave da questão pois traduzem o esquema financeiro utilizado na construção que determina a necessidade, ou não, de meter portagens.

Se fossemos um país que tivesse flexibilidade orçamental (veja-se, folga...) esta questão não se colocava, pouco interessava se a estrada já estava paga, se não estava. Aí sim, estaríamos a falar de uma questão de nuance e a discuti-la exclusivamente de um ponto de vista de modelo.

Neste momento esta questão das SCUT é puramente financeira.

Como disse no outro post, há muito que deixou de ser uma questão "ideológica"/"o que eu acho que deva ser".

A conta está aí para pagar e não há dinheiro no actual orçamento para comportar a factura.

Manter as SCUT tal como estão, gratuitas, tem uma de duas implicações:

- aumento de impostos para cobrir o seu custo
ou
- desvio de verbas (o que implica o cancelamento de outras despesas...) para o pagamento desta "nova" despesa, certa, nos futuros OE.

É tudo uma questão de opção.

Estão os portugueses dispostos a ver os impostos aumentados no valor de €1200 milhões/ano (qualquer coisa como aumentar mais 2 pontos percentuais a taxa máxima do IVA), para pagar as SCUT mantendo-as gratuitas?

Ou estão os portugueses dispostos a ver o orçamento de estado diminuido em 1200 milhões retirados à Saúde, Educação, Segurança Social and so on...?

É que o dinheiro não cai do céu e a verdade é que o pressuposto das SCUT não se verificou.

Supostamente o país deveria ter crescido e estar a crescer tanto com esta dinamização da economia que estas vias gratuitas proporcionariam, que haveria folga orçamental para elas "se pagarem a eles próprias".

O problema é que esse pressuposto nunca se verificou e agora a factura está aí.

Eu percebo essa argumentação, e por isso concordo com a inclusão de portagens em algumas SCUT's. A minha argumentação é apenas e só contra o "tudo ou nada", principalmente quando essa filosofia implica isolar metade do país.

Acho que o esforço de poupança deve ser dividido e não apontar as baterias todas no mesmo sentido.
 
Pois foi o que ele estava a dizer, que era uma coisa surreal porque eles vão muitas vezes para o Porto e entram por Cerveira na Ponte Internacional, e depois seguem pela A28 e como vão fazer.

So se puserem umas barraquinhas a entrada a vender os Chips.

Enfim é ridiculo quererem modernizar as Portagens quando isso não funciona em toda a Europa, para umas coisas estamos da Europa para outras não.

Se querem por Portagens ao menos que façam com Pagamento Manual, para todos.
 
É fácil: o estrangeiro passa no pórtico sem identificador; passados dois Km a GNR faz-lhe paragem e aplica-lhe a respectiva multa - que ele tem que pagar na hora. Ou então põe a bófia nas saídas para o estrangeiro - e, não nos esqueçamos, a leitura automática de matrículas já aí está.

Já agora não faltava mais nada!

Se em espanha eles não tem identificadores e um galego se lembrar de as 02h da manhã usar a A28 é autuado? Já agora, não faltava mais nada, mais comprar o Chip onde, no supermercado 24h.

Que metam os Identificadores no C* e que deixem estar as Portagens com sistema manual, isto é ridiculo, a desemprego mas em vez de se criar postos de trabalho não, metem-se mais maquinas a fazer o trabalho.

Eu se fosse espanhol mandava vos lixar, se eu estou na Europa e no meu pais não a Chip não tenho nada que o comprar para ir a Portugal e usar as SCUT, que metam as coisas de forma a todos poderem utilizar.
 
Já agora não faltava mais nada!

Se em espanha eles não tem identificadores e um galego se lembrar de as 02h da manhã usar a A28 é autuado? Já agora, não faltava mais nada, mais comprar o Chip onde, no supermercado 24h.

Eu se fosse espanhol mandava vos lixar, se eu estou na Europa e no meu pais não a Chip não tenho nada que o comprar para ir a Portugal e usar as SCUT, que metam as coisas de forma a todos poderem utilizar.

Ó Pacheco, eu não vendo chips, nem o meu negócio é portagens, mas, de qualquer forma, vou contar-te uma história. Há uns meses aterrei em Basileia e levantei um carro de rent-a-car. Arranquei e entrei na auto-estrada; passado um pouco, a polícia fez-me paragem e disse-me que tinha que pagar para andar nas auto-estradas. Venderam-me o selo (28 Euros), colei-o e fui à minha vida.

Se entrares na Áustria, encontras informação sobre o selo que tens que pagar para circular na auto-estrada. Nas regiões de fronteira não há bomba de gasolina ou café que não venda.

Conclusão: eles lembram-se do assunto por nós.
 
Nunca percebi porque é que pago as portagens. Por mim não havia portagens em nenhum sítio.

Mas enfim isto tudo no fundo é uma teia extremamente complexa de favores políticos, lobies, negócios, boys, luvas, corrupção, etc.
Depois vendem-nos umas ideias peregrinas de utilizador-pagador, poupança de tempo e mais não sei o quê para nos aldrabar e caímos todos que nem uns patinhos na história.

Nós não temos que pagar nada por pouparmos tempo, a função do Estado é proporcionar-nos as melhores condições possíveis de mobilidade (dentro de critérios racionais como é evidente), o resto é musica celestial para nos embalar e ir pagando umas massas aos contribuidores das campanhas eleitorais e agentes de emprego de membros do governo despromovidos.

Já pagamos impostos estúpidamente altos quando compramos os carros e quando metemos gasolina. Esses impostos destinam-se a quê? BAH!!!
 
Aliás, não sei se foi neste tópico (ou noutro igual que está no road book) que defendi exactamente a mesma coisa, em particular em relação à A24, que como não foi construída sobre a N2 deveria ter portagens.

Porquê só a A24 com essa desculpa?

A ser assim, a A25 tem a N16 como alternativa ([:)][:)][:)])
A A23 tem a N18


Nenhuma desta 3 nacionais é alternativa a qualquer uma das AE descritas
 
Se eu vou ao Porto e volto (cerca de 130km) gasto cerca de 10€ de gasóleo , se metade for imposto o estado já fica com 5€. Será que não chega?

Mas não há problema, fica-se em casa, mais um incentivo à poupança.. [:cool:]
 
Se eles não têm mais dinheiro, não fazem mais infra-estruturas, cancelam o TGV e o aeroporto.
O problema é que eles querem arranjar dinheiro para as novas obras, e aonde é que eles podem arranjar dinheiro? Da UE e dos tansos dos portugueses.
E querem fazer as novas obras porquê? Porque neste momento quem manda no país são as grandes empresas, que lhes vão dar os tachos depois de saírem do governo e sabe-se lá mais o quê...:sh)

A economia do país, a competitividade, a justiça, etc, tudo isso é secundário...
Eles estão-se completamente a defecar para o país.
 
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