Grandes Portugueses - a poll

António On T'Aime

Até os franceses já se renderam ao estadista. [:cool:]

http://www.jepreside.fr/?id=112753&check=f25eed6af29df800dbb41d02e6caf9fc

[:)]

Agora só faltam os emigrantes em França amuarem, por se brincar assim com o SEU Salazar...

NewsFlash: «Salazar não morreu! Emigrou para França, incógnito e amnésico, para de tudo se recordar nos finais de Março de 2007 e decidir concorrer às eleições presidenciais francesas e assim percorrer o seu destino! A sua primeira frase de vitória foi: "Não temos Angola, mas temos França!"»
 
Última edição:
Pacheco Pereira continua o massacre: foi um big brother... típico de um país como nós.... nós não temos crítica literária séria, temos uma sociedade criadora de Salazar e reprodutora da sua mentalidade, uma tristeza...

O Pacheco não passa de um politico frustado, nunca chegara aos pes de Salazar... como doi...
 
Salazar nem um político foi verdadeiramente...

Sobra-lhe a frustração imensa de ter vivido escondido na sua própria falsidade, sob uma capa de aparência de virtude...
 
Salazar nem um político foi verdadeiramente...

Sobra-lhe a frustração imensa de ter vivido escondido na sua própria falsidade, sob uma capa de aparência de virtude...

Como não? Um tipo que consegue manter-se no poder durante anos a fio (como nenhum outro), enche os cofres do estado, evita a entrada de Portugal na II guerra mundial em quanto a europa mergulha num banho de sangue tirando partidos dos 2 lados, consegue manter o patrimonio deixado pelos seus antepassados (defendendo os interesses dos seus compatriotas), em quanto os outros perderam seus territorios, etc... Salazar foi um genio politico.
 
Como não? Um tipo que consegue manter-se no poder durante anos a fio (como nenhum outro), enche os cofres do estado, evita a entrada de Portugal na II guerra mundial em quanto a europa mergulha num banho de sangue tirando partidos dos 2 lados, consegue manter o patrimonio deixado pelos seus antepassados (defendendo os interesses dos seus compatriotas), em quanto os outros perderam seus territorios, etc... Salazar foi um genio politico.

Se fosse um político a sério (a grande política...) não teria «afastado» daquele modo cobarde e infame Humberto Delgado.
 
Se fosse um político a sério (a grande política...) não teria «afastado» daquele modo cobarde e infame Humberto Delgado.

quem matou o "pró-americano", como era conhecido o humberto delgado no regime, não foi salazar mas sim a pide. quando salazar teve conhecimento ficou possesso. existem provas. o fernando dacosta no seu livro aborda o tema.
 
salazar muitas vezes andava a servir de bombeiro devido às asneiradas que os seus ministros faziam e lamentava-se por alguns serem tão corruptos. aliás, a certa altura meteu a correr o boato que no próxima orçamento de estado o investimento iria ser desviado das escolas para as prisões. alguns ministros indignaram-se ao que ele respondia: "mas para onde os senhores pensam que vamos se nos apearem do poder, para a escola?"

viu-se em papos de aranha com o ministro das obras públicas duarte pacheco que não respeitava a lei para nada.
tinha outros dois ministros que andavam sempre às turras e lá tinha ele que andar a telefonar à mulher de um deles para arranjar forma de que eles fizessem as pazes.

ele e o cardeal cerejeira eram grandes amigos, desde os tempos de coimbra. no entanto salazar nunca foi grande adepto de fátima. quando o papa paulo VI (salvo o erro) veio a fátima as relações com o vaticano estavam tensas. salazar não queria que o papa viesse a portugal mas lá acabou por vir. não queria ir a fátima recebe-lo mas foi convencido a estar presente (existem fotografias).
comentou salazar no carro à vinda para lisboa: "querem lá saber como ele me tratou." tinha tratado o papa por "sua santidade" e o papa respondeu para o cumprimentar "sua eternidade" [:)]

existem imensas destas pequenas histórias que a quase totalidade das pessoas desconhece. o que é pena, porque afinal fazem parte da nossa história e a história uma vez esquecida, fica perdida e ao ficar perdida o passado pode regressar.
 
Última edição:
salazar começou a ganhar fama quando aínda era ministro das finanças.
a certa altura apanhou o barco para atravessar o tejo de madrugada e apanhou uma camioneta com direcção a setúbal. estava constantemente a receber queixas sobre um chefe da repartição de setubal de que chegava tarde ao trabalho, não atendia as pessoas e era insolente e malcriado.

nesse dia esteve toda a manhã sentado num banco junto das outras pessoas cá fora que pretendiam falar com o chefe da repartição.
o homem chegou eram quase meio dia e apressou-se a dizer quando passava que não ia atender ninguém nesse dia.
salazar levantou-se, abriu a porta do gabinete do homem e apresentou-se como ministro das finanças. o homem ficou aterrorizado. só saiu de lá quando tinha a carta de demissão dele na mão.
 
salazar muitas vezes andava a servir de bombeiro devido às asneiradas que os seus ministros faziam e lamentava-se por alguns serem tão corruptos. aliás, a certa altura meteu a correr o boato que no próxima orçamento de estado o investimento iria ser desviado das escolas para as prisões. alguns ministros indignaram-se ao que ele respondia: "mas para onde os senhores pensam que vamos se nos apearem do poder, para a escola?"

viu-se em papos de aranha com o ministro das obras públicas duarte pacheco que não respeitava a lei para nada.
tinha outros dois ministros que andavam sempre às turras e lá tinha ele que andar a telefonar à mulher de um deles para arranjar forma de que eles fizessem as pazes.

ele e o cardeal cerejeira eram grandes amigos, desde os tempos de coimbra. no entanto salazar nunca foi grande adepto de fátima. quando o papa paulo VI (salvo o erro) veio a fátima as relações com o vaticano estavam tensas. salazar não queria que o papa viesse a portugal mas lá acabou por vir. não queria ir a fátima recebe-lo mas foi convencido a estar presente (existem fotografias).
comentou salazar no carro à vinda para lisboa: "querem lá saber como ele me tratou." tinha tratado o papa por "sua santidade" e o papa respondeu para o cumprimentar "sua eternidade" [:)]

existem imensas destas pequenas histórias que a quase totalidade das pessoas desconhece. o que é pena, porque afinal fazem parte da nossa história e a história uma vez esquecida, fica perdida e ao ficar perdida o passado pode regressar.

No começo do livro diz: "Não apaguem a memoria"... ela nunca será apagada... se for preciso recorremos a hipnose para fazer uma regressão [:D]
 
e esteve algumas vezes para abandonar o governo, pelo menos uma das vezes muito a sério, pensando passar o seu lugar ao então embaixador em washington (que agora não me recorda o nome). isto acontecia quando ele entrava em depressão e ia completamente abaixo.

outras das vezes não era a sério. lamentava-se muito que estava a ficar velho e cansado e que não encontrava ninguém capaz que o podesse substituir. mas na verdade ele nunca deu espaço para que um delfim o podesse substituir.

e ele nunca caiu abaixo da cadeira. o que aconteceu foi que ele costumava atirar-se para cima da cadeira quando se ia sentar, tipo à garoto, e naquele dia teve o azar de a cadeira não estar lá. estatelou-se no chão, batendo com a cabeça. na altura estava ele mais o barbeiro dele e pediu-lhe para não contar nada à D.Maria, que era a governanta. claro que o homem não cumpriu e mal saíu foi a correr contar.
a governanta mais tarde atirou a cadeira do forte para o mar tamanha foi a raiva com que ficou.
 
Entrevista com Fernando Dacosta

"A figura de Salazar tem sido para si uma atracção especial...
O meu interesse por Salazar resulta do interesse que sinto pelas figuras que exprimem a natureza humana em situação limite, o poder limite no caso dele. O chamado Estado Novo foi uma época com características muito próprias que devem ser conhecidas. Como já passaram 30 anos sobre o seu desaparecimento, já não há o perigo de Salazar ressuscitar nem do seu regime voltar ao poder. Por isso achei que devia fixá-los. Até porque, e como dizia a Natália Correia, "ser-se revolucionário hoje é preservar a memória". É o que tento fazer dentro do meu estilo e das minhas características. Vivi a circunstância de conhecer a ditadura, de conhecer Salazar, de conhecer o 25 de Abril, de conhecer a democracia, de ter essas experiências todas o que me foi muito enriquecedor . Por outro lado, comecei a notar que a maior parte dos historiadores portugueses, com raras excepções, cometiam um erro crasso: faziam a história do Estado Novo baseados nos jornais. Ora os jornais do Estado Novo traduziam um país amputado, limitado, muito redutor. A história do Estado Novo tem que ser feita sobretudo, com testemunhos dos que o protagonizaram, enquanto estão vivos.Tornava-se-me, assim, urgente ouvir essas pessoas. Foi o que fiz, pessoalmente, isoladamente durante trinta anos. E que devia ter sido feito por algumas dessas inúmeras fundações que há para aí e que só servem para lavar dinheiro e fugir aos impostos. Que, apesar de se dizerem culturais, não fazem nada culturalmente. Nunca ninguém teve a ideia de ouvir pessoas como o barbeiro do Salazar, que é um homem fabuloso, ou a sua governanta, que só morreu em 1986, e que me contou coisas extraordinárias. Ela foi a "primeira-dama" que mais poder teve neste país, pois Salazar foi o português que mais poder deteve, durante mais tempo em Portugal."

in "http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=1619"
 
o Salazar passou de uma personagem sinistra, incompetente e malvada para um gajo porreiro e com piada.

Continuem assim, que vão bem....

Afinal, este País precisa de rapaziada para nos fazer rir. [:p]
 
o Salazar passou de uma personagem sinistra, incompetente e malvada para um gajo porreiro e com piada.

Continuem assim, que vão bem....

Afinal, este País precisa de rapaziada para nos fazer rir. [:p]

é que é mesmo.qualquer dia sai um livro das andotas que salazar contava nas reuniões de gabinete.
 
Aprendam com um "velhote"
Mensagem extraida de um foro qualquer:


"Caro *******,

Reparo, sem qualquer intenção de censura, que o senhor toma sobre si o encargo de ensinar aos mais novos o que terá sido, em sua opinião e de acordo com a sua experiência, o regime de Salazar.

Fica-lhe bem essa atitude e realço até a forma como procura fazê-lo: Sem insultos gratuitos e sem tratar os seus eventuais "instruendos" como ignorantes, estúpidos ou patetas, o que não parece vulgar por esta Sanzala... Já é um bem.

Todavia, no que a mim me diz respeito, desculpe que lhe diga, mas com esse rigor "estórico" e científico que vem aplicando, não me parece que vá muito longe... Mas o senhor é que sabe, evidentemente!

Do que sei de Salazar, ele não terá sido, obviamente, um modelo de democrata. Na realidade, do que oiço e leio, penso que ele também nunca tentou fazer crer o contrário. Ele próprio considerou o seu regime, desde o início, como uma Ditadura!

Mas os regimes políticos devem ser julgados sob uma perspectiva histórica e cultural. O aforismo de que "cada povo tem o governo (ou o regime) que merece" não é totalmente destituído de sentido. Como sabe, a democracia não é uma instituição que tenha existido desde sempre. Como também sabe, ela ainda hoje não é um bem universal.

Sabe muito bem que a democracia assenta na liberdade, mas não existe liberdade que seja absoluta. A minha termina onde começa a sua... Simulacros de democracia existem por todo o lado. Mas verdadeira Democracia, é outra história. Há quem considere democráticos os regimes comunistas (por norma, os próprios). Outros entendem que não o são. Nenhum regime pode permitir toda a liberdade e nenhum regime pode coarctar toda a liberdade. Por isso, todos os regimes terão, necessariamente, de ficar circunscritos entre esses dois limites extremos, que são inatingíveis: A liberdade total e a total ausência de liberdade.

É um tema que daria para encher muitas páginas deste fio, mas só quero acrescentar o seguinte: Não há regimes políticos perfeitos. Não existem democracias totalmente perfeitas nem ditaduras totalmente imperfeitas... Cada regime tem as suas virtudes e os seus defeitos. Costuma-se dizer que a democracia é o menos mau deles todos, porque procura o equilíbrio entre a liberdade e os direitos individuais e a liberdade e os direitos colectivos. Mais uma vez: E como encontrar o perfeito equilíbrio? Convenhamos que não é fácil.

Como sabemos, tudo é relativo. Uns preferem a liberdade de "falar" (o senhor fala em libverdade de pensamento, mas essa é a única que ninguém pode amordaçar... "expressão" do pensamento, aí já é outra história). Outros preferem mais estrutura, outros mais disciplina, outros mais segurança. Uns favorecem mais o individual, outros mais o colectivo. Uns são mais nacionalistas, outros mais globalistas...

Há gostos para tudo. Por isso, é fácil concordarmos que é naquele equilíbrio a que me referi que estará a virtude, sendo que aí é que está o busílis... Desde os mais radicais extremistas de esquerda até aos mais radicais extremistas de direita, há de tudo e para todos os gostos, como sabemos. E cada um reivindica para si a "sua" verdade. Tanto mais assim quanto mais nos aproximarmos das franjas, de um lado ou do outro... Tudo é relativo, na verdade...

Por isso, caro ********, sempre fui e sempre espero continuar a ser um espírito muito independente, na verdadeira acepção da palavra. Sou um curioso insaciável, gosto de conhecer todas as opiniões e pontos de vista e gosto também de expressar os meus. Mas não procuro endoutrinar e tento não me deixar endoutrinar. Procuro sempre manter o meu espírito tão livre como um passarinho. Sem compromissos que não sejam os da minha consciência, em primeiro lugar, e os que a lei me impõe, em segundo. São estas as minhas duas únicas grilhetas. Nunca me dei mal com esta maneira de ser e não tenho, por isso, no meu horizonte, planos para mudar.

Para terminar, ninguém é perfeito e só um louco poderia aspirar a sê-lo. Mas ninguém nos pode exigir mais do que tentarmos o nosso melhor. O que, dito de outra maneira, começa por deixarmos que os outros tentem também o deles...

Um abraço".
 
Não vale a pena pôr Salazar num pedestal, será que os Portugueses têm memória curta ou a votação vale o que vale?
O regime de Salazar conseguiu atrasar o País uma série de anos ao fechar-nos as portas do mundo quando este dava os primeiros passos para a globalização.
 
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