Israel sempre recusou o o direito de retorno dos refugiados palestinianos que foram deslocados à força durante a criação de Israel desde 1948. Por outro lado expandiu as fronteiras em 1967 e, apesar de ter assinado acordos nesse sentido, pelo contrário, continuou sempre a patrocinar novos colonatos em zonas que estavam fora dos acordos, quer do lado de Gaza (dos quais retirou em 2005), quer do outro lado, na Cisjordânia, que continuam até hoje. E o mais importante de tudo, bloqueou sempre a possibilidade de instauração de um estado palestiniano.
Apesar de toda a animosidade dos países árabes contra Israel que houve desde 1948, é bem provável que, se após a guerra de 1967, Israel tivesse aceite retornar às fronteiras do acordo de 1948 e permitido a criação do estado da Palestina, o conflito armado teria acabado há muito. E nunca haveria Hamas nenhum.
É claro que é impossível saber isto com certeza, mas quando estamos perante um conflito entre um povo sem estado, sem liderança formal e com tendência para ser radicalizado e manipulado por vizinhos interesseiros (árabes), contra um país democrático, seria bom que o país democrático demonstrasse elevação e ponderação, mas no caso de Israel isso não tem sido verdade.