Créditos ao autor no final.
"A propósito de tudo o que se vê, se ouve e se sente sobre o conflito em Gaza e Israel! E como desabafo!
Estou farto de ouvir tanta opinião de merda sobre um povo desde sempre perseguido e massacrado; um povo que soube resistir e ganhar guerras contra todos os vizinhos árabes coligados que as lançaram; teve a sua independência conquistada no campo de batalha e ocupou terras na sequência dessas guerras ganhas, com preço de sangue;
Estou farto de tanto progressista que bate palmas a radicais islâmicos; estou farto de tanto gay e lésbica a aplaudir o hamas; tantas mortáguas, aparícios e sobrais de caca incapazes de condenar o massacre de 7 de outubro;
Estou farto de escutar tantas acusações de genocídio sem fundamento e que começaram a 18 de outubro de 2023! Um hospital foi atingido nesse dia (que se veio a provar ter sido por um rocket do hamas!) e as IDF foram logo disso acusadas; acusar Israel de genocídio em Gaza é um insulto à História e aos verdadeiros genocídios que ela regista (dos quais o holocausto judeu foi o maior!);
Estou farto das acusações de fome fomentada quando se sabe que a ajuda humanitária foi durante meses desviada pelo hamas;
Estou farto de uma ONU cuja UNRWA colaborava e era cúmplice do hamas;
Estou farto de uma ONU incapaz de evitar um só rocket disparado pelo hezbollah do sul do Líbano quando a UNIFIL (sucessivamente comandada por generais italianos e espanhóis cobardes ou negligentes!) devia impedir qualquer actividade desse Hezbollah a sul do rio Litani;
Estou farto de tanto imbecil a comentar uma guerra em ambiente urbano sem disso perceber patavina;
Estou farto de ouvir tanta gente boa e virtuosa a ordenar a Israel que pare o combate e nem uma palavra para o hamas entregar os reféns;
Estou farto de flotilhas com ajuda humanitária para Gaza; estou farto da ausência de flotilhas com apoio psicológico para as famílias dos reféns;
Estou farto de tanto antissemita asqueroso a condenar o “genocídio” de Israel e nem um a condenar a cobardia dum grupo terrorista que se escuda com o “seu” povo;
Estou farto de tanta deturpação da História e de tanto “jornalista” inculto ou militante anti Israel que insulta leitores e expectadores com a sua ignorância ou militância;
Estou farto dum secretário-geral da ONU, enviesado, parcial, absolutamente nojento na sua fraqueza e cobardia (“o ataque do hamas não surgiu do nada”; nesse caso também se poderia dizer da dureza israelita em Gaza que ela não surgiu do nada!); com a tal frase o Sr. Guterres atingiu o nível mais baixo da humanidade – o de Ser Repugnante;
Estou farto de mediadores de merda, estilo Qatar, que não passa dum ninho de corruptores afundado em gás natural, incapaz da menor imparcialidade (acolhe e financia o hamas);
Estou farto de gente que reconhece a “palestina” sem que os árabes reconheçam Israel; estou farto de “autoridades palestinianas” que são inúteis e incompetentes e de grupos armados que se estão cagando para a “palestina” e apenas querem a destruição de Israel;
Estou farto que se “esqueçam” de que não há “palestina” porque os árabes não quiseram que houvesse Israel;
Estou farto que “esqueçam” que Israel foi alvo de centenas (sim centenas!) de actos de terrorismo indiscriminado contra civis;
Estou farto que “esqueçam” que Arafat declinou todas as concessões que Barak lhe fez em Camp David em 2000; Arafat estava-se marimbando para a palestina e para a solução de dois estados; ele queria a destruição de Israel;
Estou farto que “esqueçam” que a “catástrofe” de 1948/49 se deveu à não aceitação da resolução 181 da ONU por parte dos árabes que já em 1937 tinham rejeitado a proposta britânica da Comissão Peel que lhes dava 80% do território do mandato britânico;
Estou farto que se “esqueçam”, quando falam da palestina, que esta foi terra de judeus desde tempos imemoriais; e que quando dizem que foi uma criação artificial do século XX também deviam dizer que o foram todos os países do médio oriente (Síria, Líbano, Iraque, Jordânia, não existiam, eram terra otomana!), Arábia Saudita incluída;
Estou farto que “esqueçam” que basta ao hamas libertar os reféns e/ou devolver os corpos dos mortos para acabar a guerra;
Estou farto de teorias da conspiração onde o judeu rico e poderoso manobra o mundo a seu bel-prazer, fazendo pensar no renascimento do “protocolo dos sábios de sião”;
Estou farto de Kahanistas, haredis e outros ultraortodoxos israelitas que só servem para dar má imagem ao seu país;
Estou farto que “esqueçam” que apesar de Netanyahu, Ben-Gvir, Smotrich e outros serem uns filhos de puta (mas o povo israelita sobre isso nas próximas eleições terá a palavra!) os tipos do hamas ainda são piores, muito piores (e muçulmanos radicais o que só por si não augura nada de bom no que aos direitos humanos diz respeito, mas para os antissemitas da nossa praça isso não conta);
Estou farto da existência de muçulmanos que aquilo que querem é tão só a derrota e submissão do ocidente e de “líderes” europeus sem estofo moral, intelectual e político estilo Sanchez, Macron, Starmer, Montenegro ou Rangel que lhes são tributários pela cobardia e reconhecem uma entidade como “palestina” num momento em que o hamas ainda mantém a posse de meia centena de reféns;
PS: não sou judeu nem étnica nem religiosamente (embora como tantos portugueses tenha sangue judeu nas veias!), muito menos pertenço ao MOSSAD! Simplesmente olho para a História, para os factos recentes e actuais e faço a minha interpretação dos mesmos! E, para mim, é ela que conta (que me desculpem as “sumidades intelectuais” do politicamente e palestinianamente correcto!). E em substância resultam três aspectos: 1 - o ódio aos judeus é ancestral, constante e condiciona todo o pensamento sobre o conflito israelo-árabe (com um pequeno hiato de poucos anos após a IIGM, o ódio voltou quando se constatou que o judeu já não morria sem lutar e que até ganhava guerras!); 2 - Israel foi mais uma vez atacado selvaticamente pelo Hamas e de forma continuada mais de um ano pelo Hezbollah. Ganhou o direito a contra-atacar e de cumprir os objectivos a que se propôs - destruir o Hamas, libertar os reféns (convido toda a gente a fechar os olhos e pensar durante 1 minuto sobre o que faria se fosse 1º ministro de Israel!); 3 - o sofrimento e a morte causada a civis são responsabilidade de ambos os contendores (Israel porque o combate em ambiente urbano é altamente penalizador para civis; o Hamas porque faz dos civis escudos humanos e não liberta os reféns!). A acusação de genocídio é absolutamente escandalosa, falsa (e quem a faz sabe-o!), pró-terrorista e devia envergonhar quem a produz!
Não tenciono publicar mais nada sobre o conflito de Gaza…
DESABAFO…
Espantoso, impressionante e cruel
É o ódio milenar que se encastrou,
Contra um povo e nunca suavizou…
Destruir os judeus, devastar Israel…
Parece o objectivo que se instalou…
Em Alexandria, já antes de Cristo,
A propriedade destruída e pilhada,
O medo, a vida que era ameaçada…
Um povo pacífico, mas malquisto,
Por alguma coisa nunca explicada…
Expulso das suas terras ancestrais,
Primeiro assírios, depois romanos,
Partiu para longe por muitos anos…
Sem ajudas, em condições brutais,
Foi viver em guetos sub-humanos…
E foi expulso da península ibérica,
O judeu que não quis a conversão…
Por obra da nada santa inquisição…
Um erro com amplitude homérica…
Restou a alheira como consolação!
Fez-se médico, músico ou alfaiate…
De terra nem podia sentir o cheiro…
E, na Europa, tornou-se banqueiro!
Para o cristão isso seria um dislate…
O judeu podia negociar o dinheiro!
Mas os pogrom eram uma ameaça
E sistemáticos na Europa de Leste,
Alastravam terríveis como a peste…
O judeu culpado é objecto de caça,
E acaba a morrer de forma agreste…
E forjam-se ataques e documentos…
É tempo de levar Dreyfus à prisão…
E os protocolos dos sábios de sião
Surgem! Os tempos são cinzentos…
E dão no nazismo e na tal solução!
E o mundo descobre o inenarrável!
As nações unidas decidem reparar
O genocídio do povo judeu e criar
Um país-refúgio! Coisa admirável!
Começa um conflito que vai durar…
O terrorismo, a guerra sem quartel,
O ódio visceral e total a comandar!
Oitenta anos de morte e sem parar!
É a guerra dos cem anos, de Israel!
O judeu não morre mais sem lutar…
(José Carlos Filipe Antunes Calçada)
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