histórias do arco da velha....

Talvez a melhor peripécia que tive com a minha XF-17

Estávamos no louco ano (pelo menos para mim) de 2019, em pleno Verão. Portanto, era aquela época do ano em que o meu meio de transporte principal é a motorizada.
Naquela altura ainda trabalhava por turnos. Nesse dia estava a sair do turno da tarde, portanto estava a desapegar às 00:30. Então, ia a meter a motorizada a trabalhar, e não é que aquilo não dava iluminação alguma, nem atrás nem à frente? Os máximos e o stop já estavam fundidos. Voltei a entrar porta dentro, para ir ter com a manutenção, para que me emprestasse uma chave phillips e fui ver o que se passava. Abri o farol, o polo dos médios tinha-se fundido também, e ao mesmo tempo a luz de presença no farolim também tinha dado o berro. "Porra, não tenho luz nenhuma! Como é que vou para casa?", pensei eu.
Voltei à manutenção para perguntar se porventura tinham algumas lâmpadas; não tinham nada que servisse. Então, para desenrascar, um dos empregados teve a ideia de prender uma lanterna ao farol com fita adesiva, que depois eu devolvia no dia seguinte. E assim foi.
Ora, ainda ia a passar à Quinta das Sete Pedras, acabou-se a bateria da lanterna. Encostei logo à frente da antiga Aparáguas (hoje o espaço é uma loja de decoração e bricolage), e pensei: "Bem, lá vou ter de acordar o meu pai e fazê-lo sair da cama para me trazer uma chave phillips e 3 lâmpadas". Peguei no smartphone para lhe telefonar, e não é que a bateria estava a 1%? Escusado será dizer que foi-se abaixo quando tentei fazer o telefonema. "Porra, e agora o que é que eu faço?! Como é que vou fazer isto?!".
Lá tive de ir de empurrão desde a Aparáguas até à paragem de autocarros junto à pastelaria "A Nau", dentro de Alenquer, que é onde ainda há telefones públicos. Tirei uns trocos da carteira e lá consegui telefonar ao meu pai para vir ter comigo com o material que precisava. Claro que ele ficou piurso, ou não estivesse ele sossegado a dormir, mas pronto.
Deixei-me estar quieto na paragem, e dali a alguns minutos lá apareceu o meu pai com o material. Troquei as lâmpadas e lá fomos embora para casa, já era quase 02:00.

Nunca mais andei de motorizada sem uma chave phillips e um par de lâmpadas. Remédio santo.​
 
Esta passou-se com o meu pai, portanto, foi-me contada por ele.

Anos 80, tempos de juventude dele. Ele e um primo, que também mora aqui na terriola, decidiram ir à festa de Ota. E assim foi. Montam na XF-17 (que na altura era do meu pai, evidentemente) e metem-se pela Serra de Ota abaixo. Só que nenhum deles levava o capacete, sujeitos a serem apanhados pela GNR e levarem a talhada, ou ainda magoarem-se a sério em caso de queda.
Nem de propósito; a meio da descida, dão de caras com um UMM da guarda, que imediatamente inverteu a marcha para irem atrás da XF-17. O meu pai não tem mais nada; enrola o punho e tenta fugir. Só que naquela altura, tudo o que era estradas de montanha e mesmo nas terriolas não tinham alcatrão, e as que tinham estavam em péssimas condições. Então, numa das curvas e contracurvas, a roda da frente resvalou e lá foram o meu pai e o primo ao chão. Tanto um como o outro ficaram todos esfolados.
Claro que logo a seguir a GNR chegou e viu aquele trabalho. Só que os guardas, ao verem como ficaram o meu pai e o primo, ficaram com pena deles e acabaram por apenas perguntar se estavam bem e dar um lembrete de para a próxima meterem o capacete. Não lhes coimaram e foram-se embora, que é como quem diz, a queda foi castigo suficiente.
E o meu pai e o primo, seguiram a vida deles e foram para a festa de Ota assim mesmo como estavam, todos arranhados e com as roupas todas rotas e sujas de pó​.
 
Outros tempos, sem dúvida! [:D] Se fossem os putos de hoje lá iam para o hospital ficar internados várias semanas, não sem antes ligarem aos papás betos para os irem salvar da sua miséria. [:D]
 
Olives, fizeste-me lembrar de uma que passou comigo.

Começo por dizer que comecei a andar de 50 com 9 anos, numa Casal de 5 que o meu pai tinha. Os meu pais trabalhavam os dois e eu lá conseguia dar umas voltas sem ninguém se aperceber (até um dia em que um amigo do meu pai passou por mim no meio do monte e, no café ao final do dia, me fez um elogio à frente do meu pai por um puto tão novo já saber andar com a motorizada). E pronto, no dia a seguir tinha a mota fechada com um cadeado.

Mas a partir dos 14 lá me começou a deixar dar umas voltas, que basicamente era ir para a terra batida e uma ou outra ida ao minimercado da aldeia.

Um qualquer domingo de manhã, antes de almoço, eu queria um sumo e o meu pai disse para ir ao minimercado buscar. Lá vou eu, todo contente, de calções, chinelos, tshirt, sem capacete, na Casal com os pneus quase lisos, matrícula partida, com algumas luzes e a buzina em falta. Saio do minimercado com o sumo enfiado dentro da Tshirt, dou a primeira curva e aparece-me um jipe da GNR de frente, atravessam o jipe no meio da estrada e fui mesmo obrigado a parar. A GNR na altura ia sempre lá à aldeia ao domingo no final da missa, dizia-se que para ir buscar umas oferendas a casa de alguns comerciantes de madeira, em troca do presente de poderem andar com peso a mais nos camiões.

Começa o GNR a apertar comigo (enquanto apontava num bloquinho), documentos não havia, pneus carecas, matrícula partida, ora ponha lá isso a trabalhar, faltam aqui umas luzes, buzina não há, eu a ver a minha vida a andar para trás, ainda ia apanhar uns calduços quando chegasse a casa, para além do meu pai me ir fazer trabalhar para pagar a multa.

Depois de uns minutos a ser apertado, o GNR lá disse: Olhe passava-lhe aqui um multa que passa o valor da Casal, mas o dinheiro vai todo lá para os deputados em Lisboa gastarem em p*tas, por isso vou só passar uma multa ao seu pai de falta de documentos. Vá para casa a pé e o seu pai que passe amanhã no posto para apresentar os documentos e pagar a multa.
 
Há quase 30 anos, eu e o meu melhor amigo recém encartado, religiosamente todas as sextas-feiras íamos dar um volta de carro, ver uns amigos e amigas e tal. Certa noite, no regresso a casa, o meu amigo a conduzir o carro dele, um Fiesta 1.8d comercial de 90, diz-me assim: O meu Pai trocou agora de pneus e meteu uns que são uma mreda à chuva. Queres ver? Ora isto estava mesmo a chover, ainda por cima aquela chuva parva. Entra numa rotunda em segunda, devagar, torce o volante e acelera. Pois, o carro foge-lhe de frente e já não conseguiu evitar enfaixar-se no lancil à saída. Acabou por fazer-se valer do ponto dele🤣

E claro, nós os dois depois ficámos ali às tantas da noite a trocar o pneu à chuva.
 
Olives, fizeste-me lembrar de uma que passou comigo.

Começo por dizer que comecei a andar de 50 com 9 anos, numa Casal de 5 que o meu pai tinha. Os meu pais trabalhavam os dois e eu lá conseguia dar umas voltas sem ninguém se aperceber (até um dia em que um amigo do meu pai passou por mim no meio do monte e, no café ao final do dia, me fez um elogio à frente do meu pai por um puto tão novo já saber andar com a motorizada). E pronto, no dia a seguir tinha a mota fechada com um cadeado.

Mas a partir dos 14 lá me começou a deixar dar umas voltas, que basicamente era ir para a terra batida e uma ou outra ida ao minimercado da aldeia.

Um qualquer domingo de manhã, antes de almoço, eu queria um sumo e o meu pai disse para ir ao minimercado buscar. Lá vou eu, todo contente, de calções, chinelos, tshirt, sem capacete, na Casal com os pneus quase lisos, matrícula partida, com algumas luzes e a buzina em falta. Saio do minimercado com o sumo enfiado dentro da Tshirt, dou a primeira curva e aparece-me um jipe da GNR de frente, atravessam o jipe no meio da estrada e fui mesmo obrigado a parar. A GNR na altura ia sempre lá à aldeia ao domingo no final da missa, dizia-se que para ir buscar umas oferendas a casa de alguns comerciantes de madeira, em troca do presente de poderem andar com peso a mais nos camiões.

Começa o GNR a apertar comigo (enquanto apontava num bloquinho), documentos não havia, pneus carecas, matrícula partida, ora ponha lá isso a trabalhar, faltam aqui umas luzes, buzina não há, eu a ver a minha vida a andar para trás, ainda ia apanhar uns calduços quando chegasse a casa, para além do meu pai me ir fazer trabalhar para pagar a multa.

Depois de uns minutos a ser apertado, o GNR lá disse: Olhe passava-lhe aqui um multa que passa o valor da Casal, mas o dinheiro vai todo lá para os deputados em Lisboa gastarem em p*tas, por isso vou só passar uma multa ao seu pai de falta de documentos. Vá para casa a pé e o seu pai que passe amanhã no posto para apresentar os documentos e pagar a multa.

Parece eu há uns quase 40 anos (:confused:)...

Grupinho de amigos a pé para a praia do Magoito e o namorado de uma amiga que ia no grupo, com a DT (toda ratada) desligada a andar ao nosso lado. Aqui o jeitoso; "ó Xano deixa-me levar a motora"......e lá foi ele, sem casco, sem licença, a DT sem piscas, sem espelhos, com escape ratata, kitada.....para além de já ser velha conhecida da GNR pois o dono não era propriamente um Santo.[:D]

Quando chego ao final do 1º parque de estacionamento, junto ao posto da Guarda Fiscal, olho para trás para virar á esquerda, quem é que lá vinha atrás? O UMM da GNR. :rolleyes:

Virei á esquerda, parei a mota no 1º espaço que encontrei entre 2 carros, e vou todo lampeiro para a praia, com o UMM parado mesmo ao inicio da rampa. Ia a passar e, claro; "oi, tu, anda cá...". Já foste...

Não pediram licença (mesmo que pedissem [:)]), não pediram docs da mota, nada, passaram multa de capacete (6 contos, será? não me lembro...), e pronto, ficou resolvido.

Quando a malta chegou á praia já eu estava chumbado! [:)]

(os meus pais só souberam quando eu já era casado [:)])
 
Parece eu há uns quase 40 anos (:confused:)...

Grupinho de amigos a pé para a praia do Magoito e o namorado de uma amiga que ia no grupo, com a DT (toda ratada) desligada a andar ao nosso lado. Aqui o jeitoso; "ó Xano deixa-me levar a motora"......e lá foi ele, sem casco, sem licença, a DT sem piscas, sem espelhos, com escape ratata, kitada.....para além de já ser velha conhecida da GNR pois o dono não era propriamente um Santo.[:D]

Quando chego ao final do 1º parque de estacionamento, junto ao posto da Guarda Fiscal, olho para trás para virar á esquerda, quem é que lá vinha atrás? O UMM da GNR. :rolleyes:

Virei á esquerda, parei a mota no 1º espaço que encontrei entre 2 carros, e vou todo lampeiro para a praia, com o UMM parado mesmo ao inicio da rampa. Ia a passar e, claro; "oi, tu, anda cá...". Já foste...

Não pediram licença (mesmo que pedissem [:)]), não pediram docs da mota, nada, passaram multa de capacete (6 contos, será? não me lembro...), e pronto, ficou resolvido.

Quando a malta chegou á praia já eu estava chumbado! [:)]

(os meus pais só souberam quando eu já era casado [:)])

Outros tempos, no meu caso há uns 35 anos. Capacete não sei, mas sei bem que falta de documentos eram 3 contos de reis [:D].

Coisas da juventude, e parvoíce da minha parte. A única altura da semana em que toda a gente andava de capacete lá na aldeia era ao domingo de manhã, podia muito bem ter levado o K7 na cabeça e nem me tinham mandado parar...
 
Por acaso nunca fui mandado parar de motorizada/mota, mas cheguei a receber o meu mecânico, montado na minha LC, e escoltado pelo Patrol da "jénierre". Óbvio que a culpa da mota não ter matrícula era minha. Mas alguém usava matrícula numa LC com rabeira de cross da UFO ?[:p][:D]

Depois do sr. guarda verificar que havia documentos e seguro, pediu para repor a matrícula ASAP, para não ser confundido com os ciganos [:)]

De resto, o capacete só se metia depois do gel do cabelo secar. Vantagens de se morar no campo... [:cool:]
 
Bom, logo ao princípio de andar de motorizada, já deve estar a fazer 12 anos, também não levei a batelada dos Geninhos porque eles não quiseram.

O meu amigo que arranja motas tinha posto a minha XF-17 a trabalhar há pouco tempo, depois de 1 década encostada a um canto. A bem dizer só o motor ficou a funcionar, que a iluminação ia ser arranjada mais tarde.
Num belo dia meti-me na estrada para experimentar aquilo, embora sempre aqui perto de casa. O que não me impediu dar de caras com a GNR, que me mandou encostar. Ora vejamos:
- Nada de luzes (são obrigatórias mesmo de dia);
- A matrícula ainda era a camarária (portanto ilegal desde 2006), embora eu já tivesse feito o pedido de matrícula "normal", por assim dizer;
- Por essa razão, ainda não tinha seguro;
- Ainda não tinha idade legal para conduzir a motorizada (nunca tirei a carta A, e com a B só a partir dos 25 anos).
Concluindo, tinha tudo para arranjar uma boa caldeirada. Mas não. Eu expliquei a situação, que só estava a fazer um test-drive (o que não serve de desculpa, evidentemente), e o guarda só chamou a atenção para a iluminação, fazendo-me prometer que ia arranjar aquilo. E a coisa ficou por ali, sem pedir documentos nem nada.
 
Olives não penses que escapas! 19 anos é obra, toma!! [:)][:)]


[:p][:p]

222.gif
 
Na madrugada do mítico dia em que houve o arrastão de Carcavelos estava com amigos a brincar e a fazer barulho com o meu Fiat Uno SX que foi o meu primeiro carro um parque de estacionamento, entretanto as pessoas dos prédios próximos chamam a polícia e quem chega não é a PSP mas sim a PJ num Fiat Punto descaracterizado. Começaram logo aos berros porque pensavam que o carro era roubado eu virei-me e disse-lhes que deveriam estar era em Carcavelos e ainda ficaram pior, só não me bateram talvez por eu ser um miúdo de 19 anos e ser branco, se fosse preto levava logo de certeza. Lá disseram que me iam multar e ia ficar sem o carro bla bla bla. Nunca me chegou nada a casa.

Nessa mesma noite já quase de manhã estou a uns 200 metros de casa e numa curva apertada aparece-me um gato de repente, eu travo a fundo, entro em contra não e vou bater num carro estacionado. Fui a pé ateà esquadra, eles contactaram o proprietário e estivemos a tratar da papelada. Os estragos na chapa foram poucos mas parti a direcção/suspensão e a partir daí o carro nunca mais foi o mesmo a nível de feeling de condução. Ficou um carro horrível de conduzir.:( Cheguei a casa já de manhã, a pé com várias histórias para contar.

Daquelas noites para recordar... ou não.
 
Outra com o mesmo carro, já no fim desse mesmo verão, este Uno tinha um "problema" que era que as porcas de uma roda saltavam porque eu nunca as consegui apertar bem depois de ter tido um furo. Numa noite depois de uma festa de anos na margem sul vou com duas amigas para casa e à entrada da Ponte 25 de Abril logo após as portagens
a roda literalmente sai. A GNR (na altura era a GNR e não a PSP que estava na Ponte) veio ter comigo, dois rapazes novos e depois ficámos literalmente toda a noite a confraternizar com eles e com as minhas amigas no posto da GNR da ponte a falar, comer, beber, simplesmente porque sim. Já nem me lembro quem me acabou por levar para casa. E tenho ideia que o seguro do carro já estava inválido por uns dias mas eles nem disseram nada. Passados uns meses encontrei os mesmos GNR na noite em Santos. Enfim o mítico Uno SX proporcionou-me histórias memoráveis.
 
Bem, tem de ser eu a continuar, está visto [:p]
Esta já fez 2 anos, e envolve uma vez mais a minha XF-17.

Num belo dia, decidi ir ter à casa da namorada, que é de Lisboa, montado na motorizada. Ainda não estava muito habituado a conduzir para e em Lisboa (e ainda não estou, mas estou muito mais do que na altura, evidentemente), mas não obstante, a ida para lá foi tranquila, sem stress. E sempre pela N1/N10, evidentemente.
Mas a vinda para cá foi um filme que vos vou contar. Venho pela Avenida Infante D Henrique fora, sempre pela direita. Passo o 1º túnel, passo o 2º túnel, e ao 3º túnel esqueci-me que era ali que tinha de mudar de via para subir e aceder àquela rotunda que tem as bombas da BP. E a ausência de um sinal C4E ali também não ajudou. Moral da história, meti-me pelo túnel dentro.
Quando comecei a ver o túnel a alargar, fiquei com o pressentimento de que não devia de estar ali com a motorizada. Quando à saída do túnel vejo o sinal O2C a dizer "IC2 KM 0" é que me apercebi que me tinha enfiado na via rápida. Comecei a panicar um bocado, porque se fosse apanhado ali, estava lixado, e desmontar da motorizada e voltar para trás a pé, para além de ser proibido, seria suicídio. Só me restou continuar em frente.
Reparei que antes da saída para a A1, A8 e A12 havia ali um portão que é para os bombeiros. Mal tive a oportunidade, encostei à berma e meti-me ali no acesso do portão. "Safei-me desta", pensei eu.
Aproximei-me do portão, estava trancado com um cadeado. "E agora faço o quê? Aquela saída tem o sinal C4E, portanto está completamente fora de questão. Se seguir em frente e aparecer a polícia, também levo uma talhada de todo o tamanho. De uma maneira o outra, estou lixado".
Qual foi a brilhante ideia que tive? Pegar na motorizada e passar por cima do separador. Só que sozinho não era capaz, e ainda por cima tinha de fazer a operação duas vezes: primeiro para saltar para o meio das ervas, e depois então para saltar para o lado de lá do portão. Então, fui pedir ajuda ao primeiro gajo que ia a passar ali a pé. Um pegava à frente da motorizada, o outro pegava atrás. O primeiro "salto" correu bem. O segundo, já não bastava estar a sentir-me embaraçado, quando ao abrir a perna para saltar o separador as minhas calças rasgaram-se mesmo no meio.
Bem, lá agradeci ao rapaz pela ajuda e pedi-lhe desculpas pelo biscate. Só que agora estava com as calças rotas no meio das pernas. Lá tive de ir à primeira loja de roupa que vi, e disfarçando a coisa com o capacete, lá comprei umas calças novas e deitei as outras no lixo.​
 
Outra do meu pai.

Esta terá acontecido em 1992 ou 1993, pois foi com o 1º camião que lhe foi entregue quando foi para a empresa onde esteve até ao ano passado. Aquilo era um Volvo N88, que já naquela altura era um camião, digamos, desactualizado.
Há um belo dia em que havia um jogo qualquer do Benfica. O meu pai, benfiquista dos 7 costados (como todos nós [:cool:]), queria era despachar-se para ver o jogo. Depois do almoço, só fez foi apertar com o camião para ver se saía mais cedo e assim ver o jogo.
Só que depois de fazer o último frete, estava ele a atravessar a ponte Marechal Carmona quando de repente uma das rodas da frente pura e simplesmente saltou fora. Mal o camião parou, o meu pai saiu disparado a correr atrás da roda - e quem passava e via aquele trabalho só fazia era dar buzinadelas - para ver se a conseguia montar. Evidentemente que não o conseguiu. Moral da história, teve de ir lá um pronto-socorro, e para frustração do meu pai, acabou por não ver o jogo.​
 
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