Hospital de Matosinhos: demitiram-se 19 directores

Querem fugir com o C U a seringa.

Entram as 12h saem as 15 e depois vão para os seus consultorios dentro do horário de serviço público.

A classe médica tem muitos "vicios" que necessitam de ser eliminados.

Eu sou Func. Publico e tenho que "picar" ponto... o que são os doutores mais do que eu....????

Tenham vergonha e ajudem o Pais a andar para a frente. Senão o PM Socrátes que começe a cortar as despesas da Função Publica com demissão em massa destes Senhores...
 
Opinam que o sistema devia começar já amanhã. As consequências é que seriam delicadas...

Quanto ao bruuuuaaaaah de marias-vão-com-as-outras que há por aqui, se fossem directores de alguma coisa e a administração vos passasse um atestado de incompetência sobre uma das vossas funções mais importantes, se calhar também se demitiam. Mas não, se calhar é porque assim vão deixar de poder entrar às 11 e sair ao meio-dia... tristes.

Estavam à espera de outra resposta? Outra vez, devia começar já amanhã e em todos os hospitais do país.

PS: Um feliz ano novo para vocês também. Há quem possa estar a celebrar, e há quem não possa... ;)
 
citação:Originalmente colocada por Hugo_Santos
Eu sou Func. Publico e tenho que "picar" ponto... o que são os doutores mais do que eu....????

Suponho que também sejas abrangido por uma lei que és obrigado a trabalhar 48h por mês além do teu horário de trabalho, em qualquer dia (ou noite) da semana, e não poderes dizer que não? Não? Bem me parecia.

Por isso os "doutores" não são mais que tu. Quando muito são menos, como podes observar.
 
Quando se decide seguir uma profissão, aceita-se o pior e o melhor.

O Sr. Avant não está a querer dizer que pelo facto de os médicos cumprirem turnos de 48 horas lhes dá o direito de trabalharem menos que o legalmente estabelecido nos restantes dias pois não?
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm
Podes ser mais conclusivo?;)


Posso. Digamos que tenho 10 doentes internados a meu cargo. São vistos normalmente na 2ª, 3ª, e 4ª. Digamos que tenho um banco que faz parte do meu horário de trabalho à 5ª à noite (das 8-20 ou das 20-8, está lá escrito. Se o meu horário começa às 20, não tenho que por lá os pés durante o dia. POR LEI, se trabalho 12 horas seguidas em horário nocturno, tenho direito a descansar na manhã seguinte, que isto os legisladores são gente esperta, e sabem que sem dormir, um vulgar ser humano não fica lá muito em condições para trabalhar. Portanto, vou dormir na manhã de sexta. Atenção, tudo legal, piquei o ponto estritamente dentro do meu horário de trabalho regulado pela lei geral da função pública. Sábado e Domingo, claro que não vou trabalhar. Não está no meu horário. Por isso não tenho que ir picar o ponto.

O que é que ficou a faltar aqui pelo meio?

Pois é suponho que alguém terá visto os doentes. Se calhar, alguém que algumas mentes brilhantes do fórum foram buscar a espanha.

Mais, vamos supor que saio da consulta às 19h, como é frequente acontecer porque há 2 ou 3 doentes com que se tem que demorar mais tempo. Pois, isto de picar o ponto tem que se lhe diga, às 17, levanto-me, digo aos doentes que falta ver: agora vão à administração perguntar quando têm consulta, pico o ponto e vou-me embora.

Um cirurgião que tenha no seu dia de bloco um horário das 8-14h - e não me venham dizer que deviam ter das 8-20, que já estive da 8-17h a ajudar uma cirurgia que demorou 9h, e é giro estar 9h sem comer, de pé, em posições +/- fixas. Chega às 14h, sai da operação, tira as luvas, veste-se e pica o ponto. oooops, a operação está a meio e o doente aberto. Não faz mal, há-de chegar um médico de espanha para acabar de operar o doente.

Por um lado exige-se qualidade, 0 erros, abnegação, espírito de missão e mais não sei quê. Por outro lado, querem implementar um sistema como outra repartição pública qualquer, em que chega às X horas, fecha o guichet, e não há mais pão para malucos.

Vá, devia ser já amanhã...
 
citação:Originalmente colocada por swede

Quando se decide seguir uma profissão, aceita-se o pior e o melhor.

O Sr. Avant não está a querer dizer que pelo facto de os médicos cumprirem turnos de 48 horas lhes dá o direito de trabalharem menos que o legalmente estabelecido nos restantes dias pois não?

Não, estou a querer dizer que para uma coisas dá muito jeito que os "doutores" sejam iguais ao que quer lá que seja, e para outras, é assobiar para o lado.

Pelo contrário, meu caro, se formos ao "legalmente" estabelecido e se cumprir à risca, estou a ver os doentes a passarem situações delicadas. Ficas a saber que "legalmente" qualquer funcionário público tem direito a um dia de folga à semana por trabalho extraordinário prestado ao sábado à noite, domingo dia ou feriados. Não são os médicos, é QUALQUER funcionário público. Geralmente contam-se pelos dedos das mão num hospital os médicos que gozam esse direito. Achas que com isso de andar a picar o ponto, esse grupo vai aumentar ou diminuir? É que "legalmente", tem direito a não porem os pés no local de trabalho...

Ou o ponto tem só hora para entrar e não para saír?
 
Concerteza que quem engendrou esse control não foi com ideia de apanhar quem cumpre mas de quem não cumpre, logo quem não cumpre tem de se acautelar. É que havia muitos abusos entre os quais o de pedir aos colegas para assinarem o livro de ponto e alguns iam assinar o livro e iam-se embora. Quanto ás urgencias hospitalares, em alguns hospitais, quem as faz são os medicos de clinica geral, alguns deles especialistas em medicina geral e familiar enquanto os outros colegas (med. interna, cirurgiões, ortopedistas, pediatras,etc.) vão dormir a noite toda só sendo acordados se aparecer alguma situação mais complicada.
 
Tudo bem, toda a gente sabe que em todo o lado há sempre os artistas das baldas.

O que eu quero dizer é que quem cumpre, até demais, vai sentir-se lesado - é claro que se vou na manhã em que tenho banco à noite ver os doentes à enfermaria e não assino o livro de ponto, se saio do banco à noite e vou passar visita à enfermaria antes de ir descansar um par de horas, se vou por vezes ao fim de semana ao hospital ver um ou outro doente que me preocupa mais, sinto que ando a ser parvo, se alguém me chamar a atenção por em vez de chegar às 8 chegar às 8:30 ou se saír às 15h em vez de às 17h se o trabalho estiver todo despachado.

Se o que querem é controlar a assiduidade e não a pontualidade, quando a soma das entradas e saídas der muito mais do que o horário de trabalho "legalmente" estabelecido, (se tenho direito aos descansos e ás folgas todas que mencionei e que não usufruo) quero saber se a administração me paga as horas que dou a mais ao hospital sem ser em serviço de urgência.

Quanto a assinar o ponto, para verem o que se liga a isso, quantas vezes o assino todo no último dia do mês... Se o meu director vê que eu faço o trabalho NECESSÁRIO ao bem-estar dos doentes quando é preciso, abdicando dos meus direitos laborais, com que cara é que ele me vai chamar à atenção se um dia ou outro chegar mais tarde ou sair mais cedo?

Se é assim que querem, é assim que vão ter... É por isso que eu digo, podia ser já amanhã a coisinha de pôr o dedo à entrada e á saída.
 
É a mesma coisa com os professores. Eu reconheço que no ensino público os pfrofs são uns baldas (muitos). Mas nos médicos, muitos também são baldas e é reconhecido que chegam sempre muito atrasados.

Já alguém foi a algum centro de saúde e o médico foi sempre pontual?

O facto de se sair tarde não significa que se pode entrar tarde.

O médico não pode abandonar o doente por motivos deontológicos, logo quando se é médico é para todo o sempre, até nos sonhos.

É como o polícia que não quer andar aos tiros...

Muitos polícias foram para polícias porque o ordenado é certo...

Muitos médicos doram para medicina porque é a profissão mais rentável

Os profs vão para professor porque o ordenado é certo e não arranjam mais emprego...

Ou seja temos uma série de profissões cujas pessoas não estão vocacionadas.
 
citação:Originalmente colocada por Avant


Se o que querem é controlar a assiduidade e não a pontualidade, quando a soma das entradas e saídas der muito mais do que o horário de trabalho "legalmente" estabelecido, (se tenho direito aos descansos e ás folgas todas que mencionei e que não usufruo) quero saber se a administração me paga as horas que dou a mais ao hospital sem ser em serviço de urgência.

Se é assim que querem, é assim que vão ter... É por isso que eu digo, podia ser já amanhã a coisinha de pôr o dedo à entrada e á saída.

Houve um médico penso que director de um hospital que disse isso na televisão. Ele defendia esse sistema baseado no argumento que iria permitir controlar melhor as horas extraordinárias para não haver injustiças. E também referiu que a questão da pontualidade não era a utilidade principal do sistema mas sim a assiduidade, tal como dizes no teu post. Resta saber se será mesmo assim.
 
Não vou entrar em dicussões futeis.

Tal como o Avant, posso ser chamado a qualquer hora e em qualquer dia para resolver questões profissionais. A minha area profissional assim o obriga.
Contudo cumpro o horário de trabalho religiosamente.

Qd tenho uma reunião marcada para as 9.30 não me atraso.
Quando tenho uma consulta as 9.30 nunca sou atendido antes da 10.30, 11.00. É esse o ponto que quero fazer ver.

Sei o que é ser profissional meédico em Portugal a minha mulher e o meu irmão são profissionais da Saúde.

Mas como em TODAS as Profissões existem bons e maus Profissionais.

O que eu considero vergonhoso é algumas ditas "elites" consideram-se acima dos deveres e direitos de todos os restantes trabalhadores.
 
citação:O que eu considero vergonhoso é algumas ditas "elites" consideram-se acima dos deveres e direitos de todos os restantes trabalhadores.

a pouca vergonha contam-me os meus familiares ligados a saúde ( são5 neste momento) é nos hospitais todos assinarem o livro de ponto (até os directores dos Hospitais) e os sres. Doutores recusarem-se terminantemente a assinar o dito livro de ponto.

No estabelecimento onde trabalha um familiar meu uma das médicas se se recusou a assinar o livro de ponto foi uma bem conhecida per entrar normalmente às 10:30/ 11:00 e sair às 15:00 quando o horário dela de trabalho é das 9:00 às 16:00[8][8][8][8][8][8][8]

Houve uma licenciada que se recusou a assinar o livro de ponto pois quis saber porque motivo os médicos não assinavam o livro de ponto!

Ela disse : "O unico motivo que estou a ver para os médicos não assinarem o livro de ponto é pelo facto de serem licenciados. Eu sou licenciada, logo não assino o livro de ponto enquanto os médicos não o fizerem!"[}:)][}:)][}:)][}:)][}:)]

O meu pai tem isenção para assinar o livro de ponto e assina-o, porque como não deve nada, nada tem a temer...

O mal dos médicos é que andaram muitos anos a julgarem-se e a serem julgados muito mais do que realmente são e isso fez com que tivessem este tipo de comportamento autista....

Mas deixem vir esses médicos Espanhois, cubanos e argentinos a granel que a clásse médica ainda vai levar muito nas orelhas...[8)][8)][8)]
 
citação:Originalmente colocada por Avant

Quanto a assinar o ponto, para verem o que se liga a isso, quantas vezes o assino todo no último dia do mês... Se o meu director vê que eu faço o trabalho NECESSÁRIO ao bem-estar dos doentes quando é preciso, abdicando dos meus direitos laborais, com que cara é que ele me vai chamar à atenção se um dia ou outro chegar mais tarde ou sair mais cedo?
Exactamente, nós por cá temos uma obsessão com a pontualidade e assiduidade muito pouco saudável.

Quantas vezes as pessoas entram a horas e quase não faltam e não fazem a ponta de um chavelho o dia todo, ou quando fazem só empatam e metem os pés no serviço?

Talvez quando se começar a apostar no controlo e na qualidade dos serviços prestados esta questão passe para o lugar correcto, o fundo da tabela.

Fico muito mais chocado por saber que um hospital tem 25 directores, ou que um determinado serviço se pauta pelas mesmas regras, há directores a mais neste país e pior a maioria são incompetentes e inconscientes, não entendem o funcionamento e impõem normas que tem como principal objectivo desresponsabilizar as acções dessas mesmas direcções.

Faz-me confusão haver listas de espera nos hospitais e haver quem vindo de clínicas privadas, passe á frente de quem está em lista de espera, temos de começar a apostar no controlo e na qualidade dos serviços prestados e deixarmos as tricas que não tem qql valor.
 
citação:Originalmente colocada por PowerSlide
Houve um médico penso que director de um hospital que disse isso na televisão. Ele defendia esse sistema baseado no argumento que iria permitir controlar melhor as horas extraordinárias para não haver injustiças. E também referiu que a questão da pontualidade não era a utilidade principal do sistema mas sim a assiduidade, tal como dizes no teu post. Resta saber se será mesmo assim.

Pois, é pena que as administrações só paguem as horas extraordinárias prestadas em serviço de urgência. Posso assinar 100 horas por semana na enfermaria e consultas que ninguém as paga.

E isso de poder ser chamado a qualquer altura com um contrato de trabalho com horário fixo ou por turnos, é coisa que legalmente não existe, excepto em casos de requisição civil. Quando essas situações estão previstas, normalmente o trbalhador está legalmente em regime de isenção de horário de trabalho... fora dessas situações não há qualquer obrigação legal.
 
citação:Originalmente colocada por Hugo_Santos
O que eu considero vergonhoso é algumas ditas "elites" consideram-se acima dos deveres e direitos de todos os restantes trabalhadores.

E o que eu considero vergonhoso é que, quando se fala dos médicos, toda a gente fala dos deveres, mas curiosamente, nunca vi ninguém preocupado com os direitos... O que eu estou a querer fazer ver é que, se todos os médicos fizerem valer os direitos que legalmente têm pelo seu regime de trabalho, em média, vão passar muito menos tempo no hospital do que fazem agora... Se é cumprimento escrupuloso do horário que querem, eu, pessoalmente até agradeço. Estou um bocadinho farto de não ver a minha filha de 1 ano por vezes por 3 dias seguidos...
 
Ser médico é como ser padre... É-se a toda a hora! Acho que devem picar o ponto e continuar a dar o melhor e muito mais. É como ser bombeiro, em prol da sociedade... Na hora da morte têm facilidade de entrar no céu...

Avant essa é a tua profissão, estás farto? Muda de profissão, abre um consultório privado e fica a passar receitas. :)
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm

Ser médico é como ser padre... É-se a toda a hora! Acho que devem picar o ponto e continuar a dar o melhor e muito mais. É como ser bombeiro, em prol da sociedade... Na hora da morte têm facilidade de entrar no céu...

Avant essa é a tua profissão, estás farto? Muda de profissão, abre um consultório privado e fica a passar receitas. :)

Então e os padres picam o ponto?
Acho que ninguém está a perceber o que eu estou a tentar dizer aqui. E este teu post ilustra-o bem.

Ora se diz "o que são os médicos a mais do que eu, são simples funcionários públicos" e que se lhes têm que aplicar as mesmas regras que a todos os trabalhadores do estado, ora se diz que isto é tipo sacerdócio e abnegação, que a nossa missão tem de ser trabalhar em prol da sociedade.

Decidam-se o que querem. É que as duas versões ao mesmo tempo é um bocado difícil.

E não, não estou farto da minha profissão. Estou a fazer o que sempre quis. Se trabalho fora do meu horário de trabalho, é pelos doentes, a administração não me dá nenhuma medalha. Agora se querem aplicar regras de funcionário público de secretária / repartição, com pontinho picado e mais não sei quê, tudo no estrito cumprimento da "legalidade", também não estou a ver porque razão hei-de continuar a fazer mais do que aquilo a que sou obrigado...
 
citação:Originalmente colocada por Avant

citação:Originalmente colocada por zerorpm

Ser médico é como ser padre... É-se a toda a hora! Acho que devem picar o ponto e continuar a dar o melhor e muito mais. É como ser bombeiro, em prol da sociedade... Na hora da morte têm facilidade de entrar no céu...

Avant essa é a tua profissão, estás farto? Muda de profissão, abre um consultório privado e fica a passar receitas. :)

Então e os padres picam o ponto?
Acho que ninguém está a perceber o que eu estou a tentar dizer aqui. E este teu post ilustra-o bem.

Ora se diz "o que são os médicos a mais do que eu, são simples funcionários públicos" e que se lhes têm que aplicar as mesmas regras que a todos os trabalhadores do estado, ora se diz que isto é tipo sacerdócio e abnegação, que a nossa missão tem de ser trabalhar em prol da sociedade.

Decidam-se o que querem. É que as duas versões ao mesmo tempo é um bocado difícil.

E não, não estou farto da minha profissão. Estou a fazer o que sempre quis. Se trabalho fora do meu horário de trabalho, é pelos doentes, a administração não me dá nenhuma medalha. Agora se querem aplicar regras de funcionário público de secretária / repartição, com pontinho picado e mais não sei quê, tudo no estrito cumprimento da "legalidade", também não estou a ver porque razão hei-de continuar a fazer mais do que aquilo a que sou obrigado...

Mas Avant,
Qual é o incómodo de picar o ponto? É assim tão humilhante?

Acho que não;)
 
citação:Originalmente colocada por Avant
PS: Um feliz ano novo para vocês também. Há quem possa estar a celebrar, e há quem não possa... ;)

Do mesmo se poderiam queixar os Bombeiros, Policias, Militares, Maquinistas, Pilotos, etc, etc.

Contudo a uns além de lhes negarem o associativismo também fizeram juramentos e possuem Códigos de Honra que respeitam, e não possuem nenhuma "Ordem" nem grupo de pressão ao bom genero de Lobby politico.

Já agora se me permite, sobre o Juramento de Hipocrates


Mas quero desejar-lhe efectivamente um Bom Ano.
:)
 
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