Imunidade diplomática

Se alguém dentro da imunidade diplomática comete crimes e viola a lei no país onde está, o que o impede de ser violada a imunidade diplomática e punir esses crimes?

Sendo a embaixada legalmente território iraquiano, acho que nada impede o governo português de montar literalmente uma vedação com portagem à sua volta, e os iraquianos só saem de lá com autorização. Se o governo tivesse tomates era o que fazia já, por a embaixada de quarentena e apertar com o governo iraquiano. Mas é pouco provável que isso aconteça.


Isto soube-se porque foi público, será que alguém é capaz de fazer ideia do que um corpo diplomático é capaz com a sua imunidade?
Desde tráfico de droga, armas, obras de arte, tudo viaja ao abrigo do código diplomático e siga para bingo.
Há já muitos anos eu ia com o meu avô e com a minha avó de carro ali para os lados de Belém em Lisboa e vem um carro do CD, ultrapassa outro e passa o traço contínuo, apanha o homenzito que ia à nossa frente com a motoreta e atirou com ele pelo ar e a motoreta veio ainda bater no carro do meu avô, veio a polícia e o tipo mostrou um cartão de ID e foi-se embora, não sei como ficou o caso do acidente mas o meu avô comentou na altura com os meus pais que ia mandar arranjar o carro à conta dele porque não ia receber nada da parte deles.
 
Sendo a embaixada legalmente território iraquiano, acho que nada impede o governo português de montar literalmente uma vedação com portagem à sua volta, e os iraquianos só saem de lá com autorização. Se o governo tivesse tomates era o que fazia já, por a embaixada de quarentena e apertar com o governo iraquiano. Mas é pouco provável que isso aconteça.

E com que fundamentos é que impedias alguém com imunidade de sair da embaixada? É que simplesmente não podes.


Percebam uma coisa a imunidade é bem colocada, e tem toda a logica de existir, faz pleno sentido. Tem é que ser usada com respeito. Se o governo entender que o Governo Iraquiano não o faz/nem tenciona fazer, pode expulsar o embaixador e em ultimo caso cortar relações com o pais em questão. Sem nunca se questionar a imunidade.
 
Como eu compreendo, (não sei se estarei totalmente certo), a imunidade permite realmente fazer o que a pessoa quiser, contudo, se for algo mesmo muito grave, eventualmente, o país que a pessoa representa pode-lhe retirar essa imunidade para a pessoa ser julgada.

Mas por exemplo, neste caso concreto, Portugal o máximo que pode fazer é diligências para apurar os factos e posteriormente conversações com o Estado Iraquiano, sendo que mesmo que seja provado a agressão, se o Estado Iraquiano assim o entender, não acontece nada aos supostos agressores.

Em último caso, Portugal pode considerar o embaixador persona non grata e o embaixador terá de sair do país.

Nada mais.
Uma palmadinha nas costas e vai-te lá embora? Ridículo.
 
Como eu compreendo, (não sei se estarei totalmente certo), a imunidade permite realmente fazer o que a pessoa quiser, contudo, se for algo mesmo muito grave, eventualmente, o país que a pessoa representa pode-lhe retirar essa imunidade para a pessoa ser julgada.

Mas por exemplo, neste caso concreto, Portugal o máximo que pode fazer é diligências para apurar os factos e posteriormente conversações com o Estado Iraquiano, sendo que mesmo que seja provado a agressão, se o Estado Iraquiano assim o entender, não acontece nada aos supostos agressores.

Em último caso, Portugal pode considerar o embaixador persona non grata e o embaixador terá de sair do país.

Nada mais.

Bem que o mundo acaba e renasce, antes de isso acontecer.[8b]
 
Isto soube-se porque foi público, será que alguém é capaz de fazer ideia do que um corpo diplomático é capaz com a sua imunidade?
Desde tráfico de droga, armas, obras de arte, tudo viaja ao abrigo do código diplomático e siga para bingo.
Há já muitos anos eu ia com o meu avô e com a minha avó de carro ali para os lados de Belém em Lisboa e vem um carro do CD, ultrapassa outro e passa o traço contínuo, apanha o homenzito que ia à nossa frente com a motoreta e atirou com ele pelo ar e a motoreta veio ainda bater no carro do meu avô, veio a polícia e o tipo mostrou um cartão de ID e foi-se embora, não sei como ficou o caso do acidente mas o meu avô comentou na altura com os meus pais que ia mandar arranjar o carro à conta dele porque não ia receber nada da parte deles.
Crimes materiais, para mim, estão num nível diferente de crimes contra a integridade física.
 
Estas regras existem há decadas. Não é agora que vai ser mais ou menos perigoso. Como em tudo há abusos.

Abusos?! Mala diplomática. 1,2,3 diga lá outra vez

Pode continuar a existir a imunidade diplomática, mas alterarem algumas regras.

As regras em local algum são consideradas imutáveis, normalmente tem é de acontecer algo grave para que haja alterações, aliás, como em quase tudo na vida.
 
Crimes materiais, para mim, estão num nível diferente de crimes contra a integridade física.


É correcto, mas todos são crimes graves, claro que não se compara a uma vida humana, mas nestes jogos de poder internacional cada coisa vale o que vale e como é sabido a vida humana assim nesta escala é de somenos importância.
É o poder versus humanidade.
 
A imunidade diplomática precisa de existir e precisa de se estender ás famílias dos diplomatas senão era a mesma coisa que nada.
Os governos do país poderiam simplesmente exercer pressão nos familiares, chantagear e até mesmo culpar por crimes não cometidos.

Para além disto, sem imunidade diplomática quem é que aceitaria trabalhar nesta profissão? Ninguém...

O problema é quando esta imunidade é utilizada de forma abusiva, mas que, felizmente não acontece em grande escala.

Existem vários cenários possíveis:

Portugal declara PNG e manda-o com o *******.
O Iraque sendo uma nação de bem, revoca-lhes a imunidade e estatutos associados para que o idiotas possam ser julgado em Portugal.
O Iraque sendo uma nação de bem, revoca-lhes a imunidade e estatutos associados e julga os idiotas no Iraque.
O Iraque está-se a ***** e não faz nada em relação ao assunto e termina-se as relações entre Portugal e o Iraque, sejam elas o que forem.
 
JustDrive, tenho passado pelo teu tópico e tens uns clássicos arrebatadores, lindos e num estado imaculado.

Desculpem o off topic, mas lembrei-me agora ao ver por aqui o nosso colega.
 
Condeno o que se passou, mas as histórias têm sempre duas versões ...

Diz-se por aí que o jovem de Ponte de Sor as mereceu ...
 
E com que fundamentos é que impedias alguém com imunidade de sair da embaixada?
Com o fundamento que o Iraque não é território português nem ao abrigo do livre trânsito de pessoas e bens da UE, logo o Estado português reserva o direito de negar entrada a um cidadão iraquiano no seu território.

Dentro da embaixada é Iraque e nenhuma autoridade portuguesa lhes pode tocar. Mas a rua cá fora é Portugal e se o governo assim o ditar eles não metem lá os pés. Ficam presos lá dentro até o levantamento da quarentena ser negociado com o governo iraquiano.

Mas para isto, mais uma vez, era preciso tomates.
 
Condeno o que se passou, mas as histórias têm sempre duas versões ...

Diz-se por aí que o jovem de Ponte de Sor as mereceu ...

Diz-me aí o que é que um gajo de 15 anos possa ter feito para merecer ser atropelado e espancado até ficar completamente desfigurado e de tal forma em risco que teve de ser induzido em coma.
Se as respostas não envolverem violação, pedofilia ou homicídio horrendo não consigo perceber.
 
Com o fundamento que o Iraque não é território português nem ao abrigo do livre trânsito de pessoas e bens da UE, logo o Estado português reserva o direito de negar entrada a um cidadão iraquiano no seu território.

Dentro da embaixada é Iraque e nenhuma autoridade portuguesa lhes pode tocar. Mas a rua cá fora é Portugal e se o governo assim o ditar eles não metem lá os pés. Ficam presos lá dentro até o levantamento da quarentena ser negociado com o governo iraquiano.

Mas para isto, mais uma vez, era preciso tomates.

Não podes. A imunidade serve para isso mesmo, não era preciso ter tomates, era preciso ser burro para quebrar a imunidade... Com todas as consequências que isso ia ter.
 
Condeno o que se passou, mas as histórias têm sempre duas versões ...

Diz-se por aí que o jovem de Ponte de Sor as mereceu ...
Ah bom, se as mereceu está tudo bem então. De facto essa informação ainda não tinha sido veiculada.
 
Diz-me aí o que é que um gajo de 15 anos possa ter feito para merecer ser atropelado e espancado até ficar completamente desfigurado e de tal forma em risco que teve de ser induzido em coma.
Se as respostas não envolverem violação, pedofilia ou homicídio horrendo não consigo perceber.

Por essas mesmas razões eu condeno o que se passou.
 
Com o fundamento que o Iraque não é território português nem ao abrigo do livre trânsito de pessoas e bens da UE, logo o Estado português reserva o direito de negar entrada a um cidadão iraquiano no seu território.

Dentro da embaixada é Iraque e nenhuma autoridade portuguesa lhes pode tocar. Mas a rua cá fora é Portugal e se o governo assim o ditar eles não metem lá os pés. Ficam presos lá dentro até o levantamento da quarentena ser negociado com o governo iraquiano.

Mas para isto, mais uma vez, era preciso tomates.
Exactamente. Um crime desta gravidade, se realmente os responsáveis saíram do país e se as autoridades portuguesas deixaram, é o mesmo que dizer: amigos, se algum diplomata vos importunar, podem arrear à vontade, porque do nosso lado não esperem nada.
 
Não podes. A imunidade serve para isso mesmo, não era preciso ter tomates, era preciso ser burro para quebrar a imunidade... Com todas as consequências que isso ia ter.
Também não podes espancar ninguém.

Não me digam que bastaria um passaporte diplomata àquele português Renato que foi preso nos EUA, para se livrar de lá e vir de boa para pt?
 
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