Livros - O que andam a ler?

Pergunta:

Onde é que se consegue encontrar as mais recentes novidades mas escritos com PT PRÉ-acordo ortográfico?
Estive para comprar o Inferno do Dan Brown, só que aquando vi que era escrito com o acordo passei logo à frente... [8b]
É que não suporto tal forma de escrita!!! :sh)


Edd :)

Acho que se queres comprar livos novos, é bom que te habitues pelo menos a lê-los assim. É que praticamente todas as editoras aderiram ao Acordo. Claro, podes sempre optar por escrever sem o acordo. Agora, comprar livros pós-acordo, de uma editora conhecida, mas em pré-acordo, acho realmente díficil.

E, vamos ver, as diferenças não são assim tantas que dificultem a leitura... é estranho, mas depois quase nem se nota.
 
Acabei de ler este
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Gostei bastante.
 

Anexos

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Pergunta:

Onde é que se consegue encontrar as mais recentes novidades mas escritos com PT PRÉ-acordo ortográfico?
Estive para comprar o Inferno do Dan Brown, só que aquando vi que era escrito com o acordo passei logo à frente... [8b]
É que não suporto tal forma de escrita!!! :sh)


Edd :)


Livros mais antigos que são agora reeditados, podes sempre procurar uma versão mais antiga sem a aberração do pseudo acordo; nos livros novos, cujas primeiras edições estão agora a sair, a única forma de se evitar, é o autor o dizer expressamente, caso do José Rodrigues dos Santos( subiu bastante na minha consideração) e do Miguel Sousa Tavares, v.g..
 




«""Entre o homem, com a sua razão, e os animais, com o seu instinto, quem, afinal, estará mais bem dotado para o governo da vida?"" Não faz sentido? ""Se os cães tivessem inventado um Deus, brigariam por diferenças de opinião quanto ao nome a dar-lhe, Perdigueiro fosse, ou Lobo-d'Alsácia? E no caso de estarem de acordo quanto ao apelativo, andariam, gerações após gerações, a morder-se mutuamente por causa da forma das orelhas ou do tufado do seu canino Deus? ""Estas considerações podiam ser tomadas como ofensivas, mas José Saramago trata de se defender: ""Não é culpa minha nem do meu discreto ateísmo se em Münster, no século XVI, como em tantos outros tempos e lugares, católicos e protestantes andaram a trucidar-se uns aos outros em nome de Deus - ""In Nomine Dei"" - para virem a alcançar, na eternidade, o mesmo Paraíso."" ""Os acontecimentos descritos nesta peça representam, tão só, um trágico capítulo da longa e, pelos vistos, irremediável história da intolerância humana"", explica o autor. ""Que o leiam assim, e assim o entendam, crentes e não crentes, e farão, talvez, um favor a si próprios. Os animais, claro está, não precisam.""» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"


In Nomine Dei de José Saramago
 



Baseado em documentos históricos genuínos, o novo romance de José Rodrigues dos Santos transporta-nos numa surpreendente viagem pelo tempo, uma aventura repleta de enigmas e mitos, segredos encobertos e pistas misteriosas, aparências enganadoras e factos silenciados, um autêntico jogo de espelhos onde a ilusão disfarça o real para dissimular a verdade. Uma obra admirável que não se consegue parar de ler!


O Codex 632 de José Rodrigues dos Santos
 
não é bem bem novo [:D]

li e a única opinião que consegui formar foi que com o material de que dispunha (base histórica, documentos, etc) podia ter saídoum livrinho tão melhor... =/


______
BTW, acrescentei o Processo de Kafka à minha biblioteca Kobo [:cool:]

(estão umas borlas porreiras para ebooks no site da leya, fica a dica [;)])
 
Acho que se queres comprar livos novos, é bom que te habitues pelo menos a lê-los assim. É que praticamente todas as editoras aderiram ao Acordo. Claro, podes sempre optar por escrever sem o acordo. Agora, comprar livros pós-acordo, de uma editora conhecida, mas em pré-acordo, acho realmente díficil.

E, vamos ver, as diferenças não são assim tantas que dificultem a leitura... é estranho, mas depois quase nem se nota.
A mim faz-me... não são raras as vezes que chego ao fim da frase e reparo que aquilo não faz qualquer sentido!

Livros mais antigos que são agora reeditados, podes sempre procurar uma versão mais antiga sem a aberração do pseudo acordo; nos livros novos, cujas primeiras edições estão agora a sair, a única forma de se evitar, é o autor o dizer expressamente, caso do José Rodrigues dos Santos( subiu bastante na minha consideração) e do Miguel Sousa Tavares, v.g..
Outro que penso não ter aderido ao acordo é o José Luís Peixoto.
Fui comprar o "Viagem ao Segredo" e aparenta ser pré-acordo...


Edd :)
 
Livros mais antigos que são agora reeditados, podes sempre procurar uma versão mais antiga sem a aberração do pseudo acordo; nos livros novos, cujas primeiras edições estão agora a sair, a única forma de se evitar, é o autor o dizer expressamente, caso do José Rodrigues dos Santos( subiu bastante na minha consideração) e do Miguel Sousa Tavares, v.g..

Exacto... as novidades, primeiras edições, é que acho difícil, sem ser um desses autores.
 
A mim faz-me... não são raras as vezes que chego ao fim da frase e reparo que aquilo não faz qualquer sentido!


Outro que penso não ter aderido ao acordo é o José Luís Peixoto.
Fui comprar o "Viagem ao Segredo" e aparenta ser pré-acordo...


Edd :)

Desculpa, não percebo o que é que uma coisa tem a ver com a outra... Podes dar um exemplo? O acordo é, tal como o nome indica, ortográfico, pelo que o que muda é a grafia das palavras...

Creio que quando os autores escrevem pré-acordo, isso venha indicado algures no livro.
 
Desculpa, não percebo o que é que uma coisa tem a ver com a outra... Podes dar um exemplo? O acordo é, tal como o nome indica, ortográfico, pelo que o que muda é a grafia das palavras...

Creio que quando os autores escrevem pré-acordo, isso venha indicado algures no livro.

compreendo o que o Eddy diz.

Por vezes a grafia diferente altera o modo como a frase pode ser lida e dar um sentido diferente o que entra em conflito com o contexto em que se insere.

Um exemplo que vem agora à cabeça é a palavra para(velho pára).
 
compreendo o que o Eddy diz.

Por vezes a grafia diferente altera o modo como a frase pode ser lida e dar um sentido diferente o que entra em conflito com o contexto em que se insere.

Um exemplo que vem agora à cabeça é a palavra para(velho pára).

é um bom exemplo sim... e esse é daqueles que não me cabe na cabeça o porquê da alteração...
 
não é bem bem novo [:D]

li e a única opinião que consegui formar foi que com o material de que dispunha (base histórica, documentos, etc) podia ter saídoum livrinho tão melhor... =/


______
BTW, acrescentei o Processo de Kafka à minha biblioteca Kobo [:cool:]

(estão umas borlas porreiras para ebooks no site da leya, fica a dica [;)])

Não sou muito fã do homem, mas como já cá tinha o livro há bastante tempo, resolvi dar uma oportunidade[:D].
O Processo é brilhante, vais adorar.[;)]
 
Acabei ontem "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", o livro mais polémico de José Saramago. Para mim, ateu como o autor, é uma obra sublime, de refinado humor como é habitual em Saramago, e porque não, uma versão do evangelho bem mais interessante do que a da Bíblia. Também por algum motivo o homem foi Nobel, sabia escrever e cativar o leitor. Trata-se de uma versão alternativa da vida de Jesus, onde o mesmo é apresentado como qualquer outro ser humano, com os seus defeitos, virtudes, medos e até outro tipo de necessidades pouco evangélicas. Vários excertos do livro são inspirados nos evangelhos do Novo Testamento mas sob uma visão muito própria de Saramago, onde não faltam o humor e a fina ironia, sendo por isso vantajoso (porém não indispensável) conhecer os textos originais.
 
Adriano, já estava à algum tempo para o ler. Como está de borla, aproveitei :-)

Raista, é esse e o Caim. São dois que têem ali um certo toque especial.
 
Raista, é esse e o Caim. São dois que têem ali um certo toque especial.

O "Caim" já o comprei, só falta ir à FNAC levantá-lo (esse e mais 9 que comprei nesta última encomenda, não tenho emenda):sh)

Mas o meu preferido dele continua a ser "O Ano da Morte de Ricardo Reis", seguido de muito perto pelo "Ensaio Sobre a Cegueira", para mim as duas grandes obras primas do Saramago. O "Evangelho" já aparece numa segunda linha ao lado da "Caverna" e do "Memorial do Convento", todos eles muito bons mas sem atingir o nível daqueles dois. Depois também li outros que sendo bons não me bateram tanto como "Ensaio Sobre a Lucidez", "Clarabóia", "Intermitências da Morte" ou "Jangada de Pedra".

Tu que és aqui a nossa autoridade em Saramago, que dizes destas minhas preferências? Tenho também curiosidade em saber o que valem livros menos conhecidos como "Levantado do Chão", "A Viagem do Elefante", "História do Cerco de Lisboa", sendo dele devem ser todos bons mas o que é que achaste deles?
 
Looool, eu autoridade :-P
hão-de haver aqui mais fans do homem

Posso dizer que as tuas opiniões não variam muito das minhas. Mas tenho um lugar especial para a caverna do qual gostei muito. (a lucidez, eu é que ia tendo um ataque com aquele final, ao menos surpreende e não é pouco)

Posso dizer que o levantado do chão é um pouco na onda do memorial mas sobre a vida no Alentejo na altura dos anos 70.

O elefante não tem nada de especial, é como que um conto, mas eu gostei.

A história do cerco de Lisboa é dos meus preferidos. É uma história hipotética dentro de uma história dentro de outra história e pela minha opinião é dos melhores (dentro dos "menos conhecidos")

Também gosto e diria para leres o todos os nomes. Então se andares numa onda introspectiva, é brutal.

Por fim, o homem duplicado. É giro, mas não acho que passe muito do é giro.

E ainda tens a terra do pecado, que também gostei


(entretanto encontrei o pequenas memórias à borliu :P)
 
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