Livros - O que andam a ler?

Poix realmente ja "fazem" livros todas as maneiras e feitios.... mas confesso que nao sou muito adepto da leitura porque me desconcentro com muita facilidade, mal acabo de ler um paragrafo e a minha cabeça ja estar a pensar no que tenho pra fazer no trabalho, etc....


Isso treina-se. Se já lês Dan Brown já vais no bom caminho. Agora é ires tentando aqui e ali ir introduzindo uns autores um pouco mais "sérios". Quando deres por ti..já devoraste o Guerra e Paz.[:)]
 
Isso treina-se. Se já lês Dan Brown já vais no bom caminho. Agora é ires tentando aqui e ali ir introduzindo uns autores um pouco mais "sérios". Quando deres por ti..já devoraste o Guerra e Paz.[:)]

Eu ja li prai 2 ou 3 livros do Dan Brown, mas como se diz no Alentejo, ou o leio de empreitada[:D][:D] ou entao ja nao o acabo...
 
Fechei o ano com estes quatro:

"O Monte dos Vendavais" de Emily Brontë

Clássico da literatura inglesa publicado em 1847 e único romance de Emily Brontë, que conta a história do amor impossível entre Heathcliff e Catherine. Curiosamente de amor o livro tem pouco, só se for amor doentio. A maldade ganha aos pontos ao amor, de tal forma que se consegue terminar o livro a detestar alguns dos personagens, são vilões apaixonados que retratam, se calhar de forma demasiado autêntica, a complexidade da natureza humana.

"A Hora do Lobo" de Jjang Rong

Livro baseado na experiência vivida pelo autor nos anos em que viveu com os nómadas da Mongólia Interior, nos confins da China. É um livro que nos mergulha nas estepes geladas e cobertas de neve, na luta pela sobrevivência de um povo que já não existe e nos delicados equilíbrios da Natureza que o Homem ali tratou de destruir. É um livro sobre lobos mas não só. É um livro sobre a dependência Homem/Lobo e como ambos, sendo inimigos, dependem um do outro para a sobreviverem, como a História veio a comprovar. Imperdivel.

"Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco

Provavelmente a mais bela história de amor do mundo, não posso dizer muito mais do que isto, tenho tendência a ser parco em palavras quando as coisas me tocam fundo. Obra-prima absoluta.

"O Ladrão de Arte" de Noah Charney


Interessante policial que aborda também a História de Arte e nos dá umas luzes sobre a mesma. Tem umas descrições interessantes, um enredo que agarra qb, deve ser encarado como uma leitura ligeira e porque não, didáctica.


E assim, cumpri o meu propósito de ler cinquenta livros num ano.apr:)

Bom ano de 2010 e boas leituras[kiss]
 
Bem, no ano de 2009 consegui ler alguns livros, os que deram mais gozo ler foram:

"O talentoso Mr Ripley" de Patricia Highsmith

"Uma conspiração de estúpidos" de John Toole, este devia ser um livro obrigatório, muito bom mesmo...pena o trágico fim do autor, que se deixou levar pela sua estupidez....:sh)

Curiosamente o já aqui falado Sputnik do autor Murakami, deixei o livro a meio, achei um livro muito deprimente e não voltei a pegar nele [:D]

Agora estou a tentar terminar o O Rastro do Jaguar, mas vai ser dificil, o livro é muitooo longo, contudo está a valer a pena, excelente até agora apr:)
 
Acho que me vou estrear por este tópico.

Acabei de ler o livro A última legião de Valerio Massimo Manfredi.

Sempre fui entusiasta pela história do Império romano e como o livro tem um enredo que se passa neste período foi com natural curiosidade que o fui ler.

A leitura é fácil na medida em que o discurso é directo, fluído e não muito elaborado. Isto é um aspecto positivo. E está quase sempre presente o apelo à bela Roma, à república e aos seus valores. Algo que não nos deixa indiferentes. Mas acho que é manifestamente pouco.

A história é tão inverosímil que mais parece uma lenga-lenga dum puto que é apanhado numa aldrabíce. Sempre que é colocado em dúvida, aparece uma hipótese ainda mais rocambolesca.

A maioria dos factos históricos está errada, embora não se possa fazer grande crítica neste aspecto pois não é o objectivo do escritor dar uma lição de história. Mistura alguns acontecimentos históricos com lenda e fantasia resultando numa obra mediana.

Não recomendo.
 
Acho que me vou estrear por este tópico.

Sejas bem-vindo porque costumo gostar de ler as tuas prosas e serás certamente uma mais valia aqui para o cantinho dos livros.

Este ano comecei por:

amanhecer_p_200.jpg


Quarto e último livro da saga "Luz e Escuridão" e muito surpreendentemente o melhor de todos.

Se "Crepúsculo" foi uma lufada de ar fresco interessante na temática dos vampiros, "Lua Nova" e "Eclipse" serviram para pouco mais do que encher chouriços e pôr a máquina de dinheiro a rolar. Mas com "Amanhecer", Stephenie Meyer mostra que quando quer consegue cativar o leitor e oferece-nos um final emocionante, imaginativo, entrando no mundo do fantástico mais do que em qualquer dos livros anteriores. Gostei mesmo muito, 750 páginas que se lêem sem qualquer dificuldade, apesar de me ter levado três semanas por falta de tempo.
 
Acabei de ler o livro Caim de José Saramago.

Tirando um outro exagero não compreendo o porquê de tanta polémica. Aliás, foi o melhor que podia ter acontecido pois a obra não representa nem de perto nem de longe nenhum marco literário e assim lá se conseguiram vender mais uns exemplares.

Confesso que foi o primeiro livro que li de Saramago e já estava alertado para o seu tipo de escrita labirintiforme. Não é fácil ler. Dei por mim a voltar ao início da página para saber quem estava a dizer o quê a quem. Os diálogos são um desafio à atenção do leitor. [:D]

O vocabulário é vastissímo, e ainda que também não tenha uma grande experiência como leitor, não me recordo de ler obra alguma com tantos sinónimos aquando duma descrição.

Ainda assim gostei de o ler. Sendo um céptico a tender para o ateu, acho que também seria muito difícil não gostar. E como o meu humor também é tendencialmente irónico acabei por ler o livro com ligeireza e a achar-lhe piada em quase toda a sua extenção. Há passagens que mais parecem saídas dos GF.

Não é uma obra-prima mas recomendo.
 
Desde a minha ultima participação neste tópico terminei a leitura de Pompeii, de Robert Harris, li Lixo de Irvine Welsh e agora vou dedicar-me à leitura de The Call of Cthulhu & Other Weird Stories, de H.P. Lovecraft.
Entretanto, encomendei e estou a espera de receber Estilhaços de Adolfo Luxúria Canibal e Narradores da Decadência, de Vítor Junqueira, dois livros que há muito procurava.
 
O mês passado li:

Direito Comercial Português de F.C.Santos;
As Consequências Jurídicas do Crime de J.F.Dias;
Direito Internacional Privado de F.Correia;
Metodologia do Direito de C.Neves.

Das leituras mais interessantes que se podem ter (NOT!) [:D]

Mais a propósito, recomendo:

Furia Divina do J. R. Santos;
Pendulo de Foucault de U. Eco;
Historias Extraordinárias de E.A. Poe;
Lisbon killer de R. Araújo;
A casa e as moscas de J.P. Sartre;
A vida de um espião de Henry Porter
O Triunfo dos Porcos de G. Orwell
Paradoxos da Economia de P. Bairroch
etc.

Neste momento ando a ler o símbolo perdido do inevitável D. Brown.

P.S.: Alguém conhece um livro chamado Leviathan de Thomas Hobbes? Não o consigo encontrar em lado nenhum.
 
Última edição:
Depois de tanto ouvir falar dos livros de José Rodrigues dos Santos, e na sua maioria bem, resolvi que, este ano, devia ler alguns livros dele. E, mesmo sabendo que não havia relação entre alguns dos seus livros, resolvi que devia começar pelo primeiro - A ilha das trevas.

ilha.jpg

Em termos de escrita, acho que JRS tem um estilo parecido com o de John Grisham. Escrita fluida, dinâmica e o desenrolar da história não tem solavancos. É algo que eu gosto nos livros. No entanto as comparações com JG são para reavaliar nos próximos livros.

N'A ilha das trevas é retratada parte da história Timor-Leste, da sua luta pela independência, do sofrimento do povo e do envolvimento várias personagens nossas conhecidas na história deste pequeno grande país.

Para mim em particular, foi uma agradável surpresa. Alguns dos acontecimentos retratados aconteceram na minha adolescência, num período onde, confesso, não me importava muito com o que se passava além da fronteira do distrito. Foi bom perceber o porquê de tantas reacções, de manifestações pela luta timorense, do envolvimento do povo português na luta pela liberdade de outro. Realmente, é-se muito mais feliz vivendo-se apenas no seu próprio mundinho. Uma auto-crítica que assino cegamente.

JRS usa as personagens para contar uma história. Ou para contar a história. Acho que as usa para contar as duas histórias, que se confundem e que se misturam de tal forma que se torna difícil prever se a história de Paulino poderia ser diferente da história de Timor-Leste.

Acho que é o grande trunfo do livro. JRS sabe usar as personagens. Todas, todas elas têm um propósito.

Não obstante a qualidade da obra, não acho que seja um grande livro - e claro está que não me refiro ao número de páginas. Mas é um livro bom, que em diversos momentos ameaça a excelência mas não a consegue atingir, toca-lhe com os dedos mas não a consegue agarrar. O que não tira o mérito ao livro. Mas não tira mesmo.

A última carta de Paulino é um desses exemplos, um momento muito bom do livro. Um momento que retrata imenso sofrimento, angústia e medo. Algo que está presente na condição humana e nunca esteve ausente durante anos de vida de tantos timorenses.

Deixo para último, um poema - e logo eu que sou um bocado avesso a poemas - de Francisco Borja da Costa.

Calai
Montes
Vales e fontes
Regatos e ribeiros
Pedras dos caminhos
E ervas do chão,
Calai
.
Calai
Pássaros do ar
E ondas do mar
Ventos que sopram
Nas praias que sobram
De terras de ninguém,
Calai
.
Calai
Canas e bambus
Árvores e "ai-rús"
Palmeiras e capim
Na verdura sem fim
Do pequeno Timor,
Calai
.
Calai
Calai-vos e calemo-nos
POR UM MINUTO
É tempo de silêncio
No silêncio do tempo
Ao tempo de vida
Dos que perderam a vida
Pela Pátria
Pela Nação
Pelo Povo
Pela Nossa
Libertação
Calai - um minuto de silêncio...
 
O Jogo de Salazar: A política e o Futebol no Estado Novo de Ricardo Serrado.

Dá uma visão da história do futebol em Portugal, e na sua influência no País, ao mesmo tempo que desmistifica e acaba duma vez por todas com teorias da conspiração que ainda hoje perduram.

Ao ler o livro compreende-se porque chamam o Sporting o clube dos ricos e Benfica o clube do povo. Tudo se deveu à forma como angarariam fundos para começarem.

O Benfica nem nenhum outro clube português foram apoiados pelo Regime, Salazar detestava grandes aglomerações de pessoas (devido à interacção de um grande número de pessoas), e o futebol não era considerado desporto que melhorasse os atributos da raça portuguesa. Pormenor que tinha-me passado despercebido até ter lido o livro, foi que os estádios dos clubes mais importantes (Braga, Belenenses e 3 grandes), foram inaugurados em dias de relevância nacional (lembram-se do Estádio 1º de Maio?).

Eusébio foi impedido de ir para o Inter, por ser considerado património nacional, como qualquer comum cidadão nacional, exigindo que cumprisse serviço militar, acabando por não ir para Itália após cumprido o serviço militar, devido a factores italianos e não imposição do regime ou do Benfica. O contrato já estaria pré assinado e tudo, mas anulado por parte dos italianos.

Recomendo a todos aqueles que gostam de futebol, e que pretendem obter uma visão mais exacta e correcta de certos factos a ele ligados.
 
Última edição:
Lee Child - Gone Tomorrow

n285981.jpg


Os bombistas suicidas são fáceis de detectar. Evidenciam todos os sinais característicos. Sobretudo, por estarem nervosos. Para qualquer deles, é sempre a primeira vez.

Existem doze pormenores a que convém estar atento. Jamais alguém que integre as forças da autoridade poderá esquecê-los.


Cidade de Nova Iorque. O metropolitano, duas da manhã. Jack Reacher observa os companheiros de viagem. Quatro não levantam suspeitas. Já o quinto, não.


O comboio trava para entrar na Grand Central Station. Irá Reacher intervir, e salvar vidas? Ou ter-se-á enganado? E essa intervenção custará vidas − inclusive a do próprio?
 
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