Livros - O que andam a ler?

António Lobo Antunes - Os cus de Judas

Os Cus de Judas é um livro de António Lobo Antunes editado pela primeira vez em 1979. Retrata a experiência pessoal de Lobo Antunes como médico de campanha enviado para Angola na Guerra Colonial portuguesa. Ao longo do livro, o leitor que assume mesmo a dimensão de "interlocutora" do personagem principal, constata uma Angola degradada, em plena guerra colonial, esse "inacreditável absurdo da guerra". Muito mais do que uma opinião, a descrição do autor é a explosão de uma dura experiência, focando-se em vários pontos: as inúmeras baixas da guerra (desprezadas pelo Estado), os inocentes da vida (as pobres crianças de Angola e as miseráveis condições em que viviam), a distância de casa, a perda dos laços familiares, o medo da morte mas, sobretudo, a eterna incompreensão dessa guerra.
 
Ken Follett - The Pillars of the Earth

Muito bom este livro e já tenho a sequela para ler mal acabe este - World without end.


Os "Pilares da Terra" li o ano passado e deixei aqui a minha opinião, é uma leitura exaustiva mas excelente.

Também já tenho o "Mundo Sem Fim", mas só o devo ler lá para o Verão, tenho muitos outros à frente.

Neste momento estou a ler "A Montanha Mágica" de Thomas Mann, livro ainda mais extenso que os Pilares e que já me acompanha há quase um mês e ainda não vou a meio.
 
A mais recente leitura, A filha do capitão.

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É o segundo livro deste autor e nota-se alguma evolução. Há mais confiança nos aspectos descritivos.

Ainda só li dois livros mas neste momento, confesso que começo a ficar adepto das suas obras. Talvez seja uma opinião demasiado precoce mas...

Tal como já tinha escrito aquando da crítica à Ilha das Trevas, JRS sabe utilizar muito bem as personagens para contar uma história. E uma boa história bem contada é (quase?) sempre um bom livro.

Outro aspectivo positivo é o facto de ser um livro com substância, chegamos ao fim e não temos apenas uma história, temos também factos e interpretações da História, do contexto social de Portugal no início do século XX, dos conflitos religiosos e filosóficos das personagens, das condicionantes da entrada de Portugal na I Guerra Mundial, do que passaram os soldados portugueses nesse período e como eram vistos pelas restantes forças aliadas e inimigas, enfim existe todo um trabalho exaustivo de investigação e pesquisa que enriquece a obra e valoriza o autor.

Em suma, não uma obra-prima, mas um bom livro. Recomendo.

Sinopse:

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história de uma grande paixão em tempo de guerra

Quem sabe se a vida do capitão Afonso Brandão teria sido totalmente diferente se, naquela noite fria e húmida de 1917, não se tivesse apaixonado por uma bela francesa de olhos verdes e palavras meigas. O oficial do exército português estava nas trincheiras da Flandres, em plena carnificina da Primeira Guerra Mundial, quando viu o seu amor testado pela mais dura das provas.
Em segredo, o Alto Comando alemão preparava um ataque decisivo, uma ofensiva tão devastadora que lhe permitiria vencer a guerra num só golpe, e tencionava quebrar a linha de defesa dos aliados num pequeno sector do vale do Lys. O sítio onde estavam os portugueses.
Tendo como pano de fundo o cenário trágico da participação de Portugal na Grande Guerra, A Filha do Capitão traz-nos a comovente história de uma paixão impossível e, num ritmo vivo e empolgante, assinala o regresso do grande romance às letras portuguesas.

O Capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível.
Mas o seu amor iria enfrentar um duro teste. O Alto Comando alemão, reunido em segredo em Mons, decidiu que chegara a hora de lançar a grande ofensiva para derrotar os aliados e ganhar a guerra, e escolheu o vale do Lys como palco do ataque final. À sua espera, ignorando o terrível cataclismo prestes a desabar sobre si, estava o Corpo Expedicionário Português.
Decorrendo durante a odisseia trágica da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, A Filha do Capitão conta-nos a inesquecível aventura de um punhado de soldados nas trincheiras da Flandres e traz-nos uma paixão impossível entre um oficial português e uma bonita francesa. Mais do que uma simples história de amor, esta é uma comovente narrativa sobre a amizade, mas também sobre a vida e sobre a morte, sobre Deus e a condição humana, a arte e a ciência, o acaso e o destino. Com esta obra inesquecível, o grande romance está de volta às letras portuguesas.
 
Última edição:
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Terra de Richard Hamblyn

O livro é sobre 4 catastrofes naturais e as suas implicações no destino da humanidade.

A primeira é o terramoto de Lisboa (o terramoto com mais impacto registado na historia da humanidade).

Deu origem à sismologia, com grande contributo da investigação Portuguesa.

Vou no principio do livro mas já passei por relatos interessantissimos sobre a Lisboa antes, durante e depois do terramoto.

Em 1755 Lisboa era a cidade mais fabulosa do mundo, o Rei de Portugal era o mais rico da Europa, Lisboa era tão rica que se tinha convertido à luxuria, excentricismo, os Portugueses trabalhavam 122 dias por ano... o resto era ou fim-de-semana ou feriados...

Tinha-se acabado de construir a opera de Lisboa, tinhamos feito o convento de Mafra (maior edifico da Europa), o cais do Terreiro do Paço era todo em marmore branco... carissimo.

p.s. a edição em Português tem outra capa.
 
Como sou masoquista estou a reler o 'House of leaves' do MZD enquanto não chega a minha cópia do 'Only revolutions' adoro-me perder-me neste labirinto de folhas... [:D]

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Shakespeare in Love, uma peça de teatro :confused: que já foi adaptada ao cinema (por imposição).


Antes li o Símbolo Perdido e valeu bem a pena. [;)]
 
Descobri August Cury, estou a gostar bastante. Li primeiro a "Saga do Pensador" e agora estou a acabar "O Vendedor de Sonhos". É muito enriquecedor. Recomenda-se!
 
Ainda não li, mas comecei a ler O Homem de Sampetersburgo, do Ken Follett..

Só estou à espera de acabar (finalmente) de ler "A Montanha Mágica" de Thomas Mann para vir cá falar desse livro do Ken Follett, que foi o que li antes, quando passo por aqui prefiro sempre falar de dois ou três livros de cada vez.
 
Update de leituras:

"Viagens na Minha Terra" de Almeida Garrett

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Sou fã confesso dos autores portugueses clássicos, mas "Viagens na Minha Terra" acabou por me desapontar, perdendo aos pontos para outros clássicos que tenho lido de Camilo, Herculano ou Queirós.

É um livro sobre uma viagem de Lisboa a Santarém e um amor impossível. Mas é um tanto ou quanto híbrido, misturando vários géneros e com algumas reflexões paralelas que aliadas à escrita complicada de Garrett quebram o ritmo ao livro, carecendo também de alguma actualidade devido à especificidade dos temas abordados, revelantes na altura por certo, mas quase universalmente ignorados na actualidade. Já vi Camilo Castelo Branco fazer o mesmo, mas de forma mais simplificada e aliciante para o leitor.

Sei que "Viagens na Minha Terra" é um clássico da literatura portuguesa mas gostei pouco.

"O Homem de São Petersburgo" de Ken Follett

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Depois de me ter iniciado em Follett com o atípico (por diferir do seu tema preferido, a espionagem) "Pilares da Terra", abordei "O Homem de São Petersburgo" com a curiosidade própria de quem finalmente vai conhecer o verdadeiro Follett. Pois bem, acabou por ser um exercício prazenteiro, uma história escorrida, bem estruturada, personagens ricos como nos "Pilares", uma trama política bem montada e suportada por alguns factos reais, no dealbar da I Grande Guerra.

A acção e o suspense são bem elaborados, o final é surpreendente como convém. Altamente recomendável e que agradará tanto aos apreciadores de literatura "séria" como aos da mais ligeira.

"A Montanha Mágica" de Thomas Mann


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Para muitos considerado como o melhor livro de sempre, eu não iria tão longe mas estamos com certeza a falar de um livro marcante que deu o Prémio Nobel a Thomas Mann nos anos 20.

São 800 e tal páginas que contam a história de Hans Castorp, um jovem alemão perfeitamente vulgar (é notável como Mann constrói a personagem de Castorp transmitindo sempre a sensação de se tratar de um anti-herói, um zé manel, um regular joe) que deixa a planície e sobe à montanha para visitar um primo seu no sanatório por duas semanas, acabando por ficar lá sete anos, nem longos, nem curtos, como o autor descreve.

É um livro quase sem enredo, extremamente filosófico e onde a acção se mistura com reflexões do autor (passadas através das personagens) sobre a vida e a morte, a razão e o espírito, a doença, o humanismo, o amor e acima de tudo sobre o Tempo.
Chega-se ao fim com a sensação de que não se leu história nenhuma, mas sim que se viveu aquela história, pois o livro é sobre mim, sobre ti, sobre todos nós, assim saibamos nós interpretar o autor.

"A Montanha Mágica"
é muito mais que um livro, é um tratado filosófico sobre a vida e os seus ingredientes, e é daqueles livros que merecem ser revisitados uns anos mais tarde para melhor compreensão.
 
A mais recente leitura, A filha do capitão.

Ver anexo 74367

É o segundo livro deste autor e nota-se alguma evolução. Há mais confiança nos aspectos descritivos.

Ainda só li dois livros mas neste momento, confesso que começo a ficar adepto das suas obras. Talvez seja uma opinião demasiado precoce mas...

Tal como já tinha escrito aquando da crítica à Ilha das Trevas, JRS sabe utilizar muito bem as personagens para contar uma história. E uma boa história bem contada é (quase?) sempre um bom livro.

Outro aspectivo positivo é o facto de ser um livro com substância, chegamos ao fim e não temos apenas uma história, temos também factos e interpretações da História, do contexto social de Portugal no início do século XX, dos conflitos religiosos e filosóficos das personagens, das condicionantes da entrada de Portugal na I Guerra Mundial, do que passaram os soldados portugueses nesse período e como eram vistos pelas restantes forças aliadas e inimigas, enfim existe todo um trabalho exaustivo de investigação e pesquisa que enriquece a obra e valoriza o autor.

Em suma, não uma obra-prima, mas um bom livro. Recomendo.

(...)

Por acaso foi o livro q acabei de ler há poucos dias... e me agradou imenso ler, colou-me bastante à história e ao desenvolvimento desta.
É um livro q devido ao seu excelente enquadramento histórico está mt bem conseguido e é talvez o melhor q li dele. Já li todos da série "Noronha" (inclusive o "Fúria Divina") e há ali qq coisa q n parece jogar tão bem, no entanto n' "A Filha do Capitão" isso n se nota nada.
Fazes uma leitura mt aproximada da minha...

Conclusão: Recomendado (+)


Neste momento estou a ler "As mão desaparecidas", um policial passado em Espanha - Sevilha -, até ao momento interessante, c um toque de jogo psicológico e amorosos.
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Deixo desde já uma crítica à D.Quixote pelo pouco brio colocado na tradução deste livro, nota-se algum termos e frases abrasileirados e há um exagero de termos espanhóis (neste dou desconto uma vez q n sei como virá no original).


Sinopse:
Um detective torturado, três perturbadores suicídios, um mundo de terror.
Mario Vega tem sete anos e a sua vida vai mudar para sempre. Numa casa de um subúrbio rico de Sevilha, o pai jaz morto no chão da cozinha e a mãe foi sufocada na sua própria cama.
Inicialmente parece ser um suicídio, mas o inspector-chefe Javier Falcón tem as suas dúvidas quando encontra um enigmático bilhete amarrotado na mão do morto.
Sob o calor brutal do Verão, Falcón inicia a investigação à obscura vida de Rafael Vega e começa a receber ameaças da máfia russa que opera na cidade há algum tempo. A sua investigação aos vizinhos de Vega levam-no a um casal americano com um passado devastador e ao tormento de um actor famoso, cujo único filho se encontra na prisão por um crime terrível. Seguem-se mais dois suicídios – um deles o de um polícia graduado – e um incêndio florestal que alastra pelas colinas de Sevilha. Falcón tem agora de desvendar a verdade, revelando que está tudo ligado e que há mais um segredo na vida sinistra de Rafael Vega.

Críticas de imprensa:
«O enredo de Robert Wilson é complexo, o seu detective é de uma humanidade apaixonante e Sevilha um cenário cativante. Isto é ficção policial do mais alto nível.»

The Times


Edd :)
 
Vou-me estrear neste tópico e espero conseguir sugerir-vos livros interessantes...

Há algum tempo atrás "descobri" Salman Rushdie e fiquei completamente rendido à escrita dele.

O primeiro que li foi "Os filhos da meia-noite", vencedor do prestigiado prémio "Booker Award" e recentemente do "Booker of Bookers", ou seja, o melhor livro de todos os que foram premiados com este galardão.
E é ainda considerado um dos melhores livros de sempre da literatura inglesa.

Acima de tudo a escrita de Rushdie "enche", quer em termos linguísticos quer nas ideias e forma como coloca as mesmas. Além disso é um excelente contador de histórias.

É difícil descrever, diria mesmo que só lendo... e recomendo vivamente.

Depois de "Os filhos da meia-noite" comecei a ler "Shalimar o Palhaço" e só tenho pena não ter lido nada dele há mais tempo. Outro livro fabuloso.

O próximo será aquele que lhe deu notoriedade internacional, o famoso "Os Versículos Satanicos".
 
Outro livro espectacular é "O Tigre Branco" de Aravind Adiga.

Uma visão da Indía nua e crua, que ora nos fascina, ora arrepia.

Eu conhecia muitas coisas sobre a Indía e até conheci algumas pessoas que já lá estiveram mas não imaginava que havia tanto por saber e aprender sobre aquele país.

A questão das castas, por exemplo, foram uma surpresa, pois não imaginava que "funcionassem" como descrito neste livro.

Muito bem contada a história, de leitura "corrida" e fácil, sem cair na banalidade.

Li-o antes do Natal e foi o meu presente para muitos amigos e familiares...
 
Li Persuasão de Jane Austen. Uma história bastante simples, sem grandes desenvolvimentos, considerando que a autora adoeceu antes de a finalizar.

Agora estou a ler Pride and Prejudice da mesma autora.

Segue-se Sense and Sensibility, Mansfield Park, Northanger Abbey e Emma, todos da Jane Austen.
 
Bem, vou fazer uma revisão daquilo que li nos últimos 3 meses e pouco (2 dos quais em que não li nada...[8b]):

"New Moon", de Stephanie Meyer

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Mais monótono que o primeiro, mas mesmo assim com uma escrita bastante simples e empolgante, em certos pontos. O livro vale pelas últimas 100 páginas e por um ou outro apontamento mais relevante mais lá para o meio.
Qualquer dia começo o terceiro de quatro livros.
De referir que estou a ler esta saga na versão original, em inglês.
Até agora, gostei bastante mais dos livros do que dos filmes.

"Caim", de José Saramago
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Sou um fã do Saramago. É o escritor que mais gosto de ler, adoro a sua forma de abordar os assuntos.
Neste livro, a ironia, o sarcasmo e o sentido de humor são levados ao máximo. É um Saramago mais cáustico do que nunca (também ainda me faltam ler muitas obras dele).
A história já todos sabem do que fala, mas relembro que aborda diferentes momentos bíblicos e personagens, numa espécie de montanha-russa pelo espaço temporal, o que torna o livro mais interessante pelo nonsense induzio.
Uma leitura leve e fácil (o livro é relativamente pequeno), mas que termina e nos deixa bem dispostos.

"Capitães da Areia", de Jorge Amado
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Tinha este livro cá em casa para ler há anos e anos. Já o tinha começado na altura que o recebi, mas fiquei-me pelas primeiras páginas.
Este ano chegou altura de pegar nele.
E o que posso dizer é que fiquei abismado com a qualidade de escrita do autor brasileiro. Além disso, a forma como transforma (isto nem fica muito bem, dito de rajada...) uma história ficcional baseada em acontecimentos verídicos ocorridos na Baía nos anos 30 é deliciosa, e as personagens, pelas quais devíamos sentir revolta e indignação - afinal não passam de bandidos aos olhos da sociedade - são-nos apresentadas de uma maneira mais humana, dando-nos a conhecer as outras facetas dos meninos sem-abrigo.
Uma história sobre amizade, amor, traição, lealdade, pobreza, violência e desigualdades sociais (e sobre tudo e mais alguma coisa). Um marco na literatura brasileira.
Adorei! É pena que eu não gosto muito de ler em "brasileiro", por causa do sotaque que coloco aquando da leitura. Depois parece que não consigo falar um português de Portugal em condições.[:D]

"Lolita", de Vladimir Nabokov

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Um clássico da literatura contemporânea.
Confesso que não sabia muito bem o que iria encontrar, já que não conhecia aquilo que retratava o livro. Então, talvez o choque tenha sido ainda maior quando, ao fim de algumas páginas, me comecei a aperceber de que tratava o livro.
Uma história que fala de um pedófilo será sempre uma história que choca, mas com Nabokov ao "volante" da narrativa, tudo fica belíssimo. "Lolita" consegue chocar sem ser explícito, consegue ser cru sem ser "porco", consegue ser um verdadeiro momento de psicanálise.
O livro faz-nos penetrar por completo no universo da personagem principal, faz-nos vivenciar o ciúme, o amor, a obsessão doentia, a farsa, a aventura. Podemos encontrar de tudo ao longo das longas páginas da narrativa, mas no final saímos recompensados.
Pesado, mas um livro a não evitar!

"Sputnik, Meu Amor", de Haruki Murakami
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"Sputnik, Meu Amor" foi a minha primeira aventura pelo universo deste escritor japonês, depois de vários recomendações aqui no tópico.
E posso desde já afirmar que fiquei absolutamente fascinado.
O enredo é, ao princípio, do mais simples que se possa imaginar, apesar da envolvência provocada pela escrita de Murakami nos contagiar desde logo. Mas todo o paralelismo desenvolvido ao longo da trama principal nos deixa mais concentrados nas palavras, nas ideias, nos pontos de contacto.
Foi dos livros que mais vontade tive em devorar. Em pouco mais de 24 horas ficou "arrumado", e no final só consegui dizer: "Porra!"
"Sputnik, Meu Amor" é poesia em forma de prosa.

Já agora, e em relação ao título, confesso que não me fui esquecendo deste post do Raista

(...)

O "Sputnik, Meu Amor" adorei, é lindo, lindo. Mas eu sou suspeito, para mim Murakami é o deus da literatura. O gajo consegue arranjar ali um desconcertante triângulo amoroso entre mulheres mas o livro não é sobre o lesbianismo, assenta sim nos habituais pressupostos, a solidão, a alienação. Todas as personagens dele são assim, solitárias e meio alienadas. E parte engraçada do livro é tentar perceber o porquê do título, eu percebi e pensei... porra, genial!
, e tenho uma teoria. Mas gostava que fosses tu, Nuno, o mestre da leitura, a dizer-me a tua percepção, para ver se coincide com a do Bruno, um gajo mais inexperiente nestas andanças.[:D]
[;)]
 
Olá Bruno, velho amigo de tertúlias musicais, futebolísticas e agora pelos vistos literáriasapr:)

O "Lua Nova" é para mim o mais fraco da quadrilogia da Meyer, o filme então é execrável. Mas conforme fui dizendo aqui, a saga acaba de forma muito boa com o "Amanhecer".

"Capitães da Areia" também já falei dele aqui, é tocante e um dos meus 10 livros preferidos, então a cena do Pedro Bala entrar pelo mar adentro a nadar para se juntar à Dora, deixou-me com uma lágrima no canto do olho, fantástico.

Em relação ao "Sputnik, Meu Amor" fico contente por teres gostado, agora há ainda muito por descobrires do Murakami, se gostaste do "Sputnik" não vejo motivo para não gostares dos outros, mesmo os mais surrealistas. O título do livro: Sputnik era um satélite russo, que como qualquer satélite orbita à volta da terra sem lhe tocar, assim são as três personagens do livro, amam-se, orbitam em torno das outras mas nunca se "tocam". Uma explicação mais simplista poderá passar pela tradução da palavra Sputnik, que em russo significa "companheiro de viagem", o que também bate certo com as personagens, sendo que uma delas numa passagem do livro até confunde sputnik com beatnick, a propósito de Kerouac. Mas eu prefiro a minha teoria[:D][;)]
 
Olá Bruno, velho amigo de tertúlias musicais, futebolísticas e agora pelos vistos literáriasapr:)

O "Lua Nova" é para mim o mais fraco da quadrilogia da Meyer, o filme então é execrável. Mas conforme fui dizendo aqui, a saga acaba de forma muito boa com o "Amanhecer".

"Capitães da Areia" também já falei dele aqui, é tocante e um dos meus 10 livros preferidos, então a cena do Pedro Bala entrar pelo mar adentro a nadar para se juntar à Dora, deixou-me com uma lágrima no canto do olho, fantástico.

Em relação ao "Sputnik, Meu Amor" fico contente por teres gostado, agora há ainda muito por descobrires do Murakami, se gostaste do "Sputnik" não vejo motivo para não gostares dos outros, mesmo os mais surrealistas. O título do livro: Sputnik era um satélite russo, que como qualquer satélite orbita à volta da terra sem lhe tocar, assim são as três personagens do livro, amam-se, orbitam em torno das outras mas nunca se "tocam". Uma explicação mais simplista poderá passar pela tradução da palavra Sputnik, que em russo significa "companheiro de viagem", o que também bate certo com as personagens, sendo que uma delas numa passagem do livro até confunde sputnik com beatnick, a propósito de Kerouac. Mas eu prefiro a minha teoria[:D][;)]
Já tenho aqui na prateleira o "Kafka à Beira-Mar".[;)]

Quanto ao título, sim, também pensei em algo do género, sendo um satélite algo inacessível, algo "do outro mundo", algo distante... Tudo isto, apesar de ser possível saber que está sempre lá. Confesso que só tinha pensado nisso em relação ao personagem principal, mas bastava ter feito um pequeno esforço de raciocínio e chegaria à conclusão que se aplica aos três.[:D]
 
Bem, vou fazer uma revisão daquilo que li nos últimos 3 meses e pouco (2 dos quais em que não li nada...[8b]):

(...)

"Caim", de José Saramago
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Sou um fã do Saramago. É o escritor que mais gosto de ler, adoro a sua forma de abordar os assuntos.
Neste livro, a ironia, o sarcasmo e o sentido de humor são levados ao máximo. É um Saramago mais cáustico do que nunca (também ainda me faltam ler muitas obras dele).
A história já todos sabem do que fala, mas relembro que aborda diferentes momentos bíblicos e personagens, numa espécie de montanha-russa pelo espaço temporal, o que torna o livro mais interessante pelo nonsense induzio.
Uma leitura leve e fácil (o livro é relativamente pequeno), mas que termina e nos deixa bem dispostos.

Também li o Caim e até acho que o 1º livro ao qual fiz uma pequena crítica neste espaço e globalmente a minha opinião coincide com a tua. E não sei se concordas, mas todo aquele aparato que envolveu o seu lançamento só beneficiou as suas vendas porque nem há assim tanta polémica. É apenas mais uma perspectiva (sarcástica admite-se) da coisa que outra coisa qualquer. [:D]

Entretanto já fiquei com mais dicas de leitura, Mann e Murakami.
 
Update de leituras:

"Viagens na Minha Terra" de Almeida Garrett

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Sou fã confesso dos autores portugueses clássicos, mas "Viagens na Minha Terra" acabou por me desapontar, perdendo aos pontos para outros clássicos que tenho lido de Camilo, Herculano ou Queirós.

É um livro sobre uma viagem de Lisboa a Santarém e um amor impossível. Mas é um tanto ou quanto híbrido, misturando vários géneros e com algumas reflexões paralelas que aliadas à escrita complicada de Garrett quebram o ritmo ao livro, carecendo também de alguma actualidade devido à especificidade dos temas abordados, revelantes na altura por certo, mas quase universalmente ignorados na actualidade. Já vi Camilo Castelo Branco fazer o mesmo, mas de forma mais simplificada e aliciante para o leitor.

Sei que "Viagens na Minha Terra" é um clássico da literatura portuguesa mas gostei pouco.

Chato, chato, chato! :sh)
 
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