Livros - O que andam a ler?

Descobri August Cury, estou a gostar bastante. Li primeiro a "Saga do Pensador" e agora estou a acabar "O Vendedor de Sonhos". É muito enriquecedor. Recomenda-se!

Deste autor já li três livros:
"A saga de um pensador" - gostei bastante do tema a da maneira como foi abordado, o que me motivou a ler o seguinte
"A ditadura da beleza" - tema actual (anorexia, bulimia, modelos, etc), mas com pouco interesse para mim.
O terceiro cheguei até a comprar, "O vendedor de sonhos" e, enfim, cheguei a uma parte, mais de meio, e comecei a ler na diagonal porque não aguentei, a personagem principal quase parece Jesus Cristo a pregar! Monótono, em cada capítulo uma situação diferente para "salvar" alguém... E ainda tinha continuação... Deixei o Cury de parte de uma vez por todas. Mas recomendo "A saga de um pensador"
 
A meta dos 50 livros em 2009 também foi atingida, este ano é que ando mais fraca na leitura, ainda vou no 13º [:D]

Faço então um apanhado dos livros que mais gostei de ler.

"Equador", Miguel Sousa Tavares - foi o livro que me lançou para o vício da leitura, oferecido pelo namorado no natal de 2008, a partir daí não parei mais [;)]. É uma romance histórico fascinante com um final inquietante!

"O Principezinho", [FONT=&quot] Antoine de Saint-Exupéry[/FONT] - este foi para recordar [;)]. Mas posso dizer que agora o compreendi muito melhor que da primeira vez que o li no secundário, já não sei em que ano. Dispensa apresentações.

"O Perfume", [FONT=&quot]Patrick Süskind - Fenomenal, foi devorado até à última página, um dos meus livros de sempre [kiss]

De Haruki Murakami li todos os que estão traduzidos para português excepto o Underground e a auto-biografia. Dispensa também apresentações visto já ter sido bastante discutido neste tópico. É difícil escolher os livros que mais se gostam dele, porque são todos envolventes à sua maneira. Todos eles marcam, consigo recordar-me de muitas das suas personagens e associá-las a cada história. Talvez mereçam mais atenção "Sputnik, meu amor", "A sul da fronteira, a oeste do sol" (ainda ninguém abordou este, mas também é muito fixe), "Crónica do pássaro de corda", "Dança, dança, dança" e claro, "Kafka à beira-mar".

"A sombra do vento"
e "O jogo do anjo", Carlos Ruiz Zafón - histórias viciantes e bem elaboradas, muito bem escritas. E agora fiquei com vontade de ir recordar o Fermín (personagem castiça do "A sombra do vento") [:D] E nunca mais sai o terceiro livro da "sequela"...

"O retrato de Dorian Gray", Oscar Wilde - não sei se será a melhor leitura de praia, mas foi onde o li [:D]. Vaidade, egoísmo, etc é o que o Dorian transmite, mas mesmo assim conseguiu que me afeiçoasse a ele [;)]

"Navegador solitário", João Aguiar - ao longo da história o autor vai abordando todos os problemas da sociedade portuguesa de uma maneira por vezes algo cómica. Fácil leitura, recomenda-se.

[/FONT][FONT=&quot]Do Dan Brown já tinha lido "O código daVinci". Desta vez li [/FONT][FONT=&quot]"Anjos e Demónios", para mim, sem dúvida, o melhor livro deste autor! E "O símbolo perdido" que não satisfez todas as expectativas que tinha. O desenvolvimento da história não foge ao género do autor, mas o tema para mim não foi tão cativante como os outros. No entanto, não deixa de ser um bom livro. Lê-se num rápido, porque o Dan Brown tem o dom de nos fazer ler sempre o capítulo seguinte [:D]

"Quem quer ser bilionário" - Vikas Swarup, adorei este livro! Talvez também por gostar bastante da cultura indiana, mas é uma história original e comovente. O filme fica muito aquém desta brilhante obra.

"Capitães da Areia", Jorge Amado - a minha opinião é idêntica às já descritas

"O Rapaz do pijama às riscas", John Boyne - bem, este é um livro pequenino mas tão marcante! Adorei a inocência aqui revelada, final arrepiante!

E finalmente, do Ken Follett, que é um dos escritores que mais tenho gostado de ler ultimamente recomenda-se "Os pilares da terra", obra para aí de 1100 páginas (dois livros) que devorei em três semanas [:D], é fenomenal! A "sequela" "Um mundo sem fim" que é passado no mesmo espaço mas cerca de 200 anos depois, é mais do mesmo, daí esta obra não ter tido ainda tanta adesão como a primeira. "O homem de Sampetersburgo" já se insere no género mais típico do autor e é igualmente uma bela história. Já tenho para ler brevemente o novo.

Bem, e agora vou continuar a ler o meu Padre Amaro a ver que terrível pecado cometeu ele!!! [:)]






[/FONT]
 
Última edição:
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"A sombra do vento"
e "O jogo do anjo", Carlos Ruiz Zafón [/FONT][FONT=&quot]
[/FONT]

Um dos melhores autores da actualidade, estes dois livros são obrigatórios para quem goste de uma boa história, sendo que é aconselhável ler primeiro "A Sombra do Vento".

Pena ter tão poucos, mas também ainda é jovem, venha então o terceiro.
 
Como me atrasei um pouco a ler o livro A filha do Capitão fui castigado com uns dias de interdição de empréstimos domiciliários pela Biblioteca. [:D]

Acabei por ser "obrigado" a ler um livro que me tinham oferecido no aniversário mas que não me tinha despertado particular interesse.

Chama-se Trauma e o autor é Patrick McGrath.

Trauma.jpg

As expectativas eram baixas e mesmo correndo o risco de parecer superficial sempre que olhava para ele ficava com a ideia de ser mais uma daquelas obras descartáveis, de leitura rápida, de usar e deitar fora.

Enganei-me um (bom) bocado. É um livro estranho mas não o considero um mau livro. Faz-me lembrar aquela expressão, primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Vindo de um autor (JRS) que tem uma escrita muito fluída, corrida e fácil, devo dizer que que McGrath dispensa a linearidade e opta por uma maior crueza. Mas não se espere que com isso a leitura fique facilitada, bem pelo contrário, dei por mim a ler a mesma frase duas e três vezes para conseguir absorver o completo significado da mesma.

É um livro complexo que aborda a vida e acima de tudo as relações afectivas de um psiquiatra. A sua relação com o pai, com a mãe, com o irmão, a sua mulher e namorada, principalmente. E todas estas relações apresentam zonas sombrias, com fantasmas e demónios que ocupam a mente da personagem e mesmo sem que ele tenha consciência disso lhe condicionam o seu comportamento. E tem momentos que chocam, chocam mas não arrancam um pedaço. É como - imagino eu - ser mordido por um tubarão mas a carne não é dilacerada. Fica a marca e permanece o tecido. E isto acontece porque McGrath não desenvolve mais as situações. Acontece e pronto.

Outro pormenor que ajuda a confundir na leitura é o facto de a narrativa não ser linear. Começamos num contexto, passamos para outra personagem a falar do mesmo, depois para outra a falar em retrospectiva, voltamos ao início... Com JRS temos um filme, com McGrath temos um album de fotografias que nem sequer estão organizadas cronologicamente. No final, até acho que resulta bem.

Gostei de ler.

O autor de Spider, Patrick McGrath, “exímio contador de histórias” (segundo o San Francisco Chronicle), está de volta. Entre o registo intimista do romance e o thriller, Trauma parece ser o trabalho mais viciante do autor até ao momento.



Verdadeiro thriller psicológico, Trauma é uma experiência inquietante e ao mesmo tempo perturbadora e fascinante. Inquietante porque descreve mortes terríveis, sonhos alarmantes e premonições, perturbador na medida em que estranhas coincidências podem ser fruto da paranóia ou de conspirações misteriosas e fascinante porque os segredos da alma se encontram, afinal, onde menos se espera.


Finalista do Costa Award, Trauma tem como personagem principal um psiquiatra, Charlie Weir, que ganha a vida enfrentando os demónios dos outros. Contudo, Weir ainda não conseguiu resolver os conflitos no interior da sua própria família e nunca foi capaz de ultrapassar o terrível erro que o fez perder a mulher e a filha.


Nora traz-lhe a promessa de uma nova vida, mas nada é bem aquilo que parece ser. Perseguido pelos fantasmas da sua infância, tenta escapar ao caos em que a sua vida se transformou, mas, ao fazê-lo, começa a desenterrar segredos terríveis acerca de si próprio.
 
Eu acabei há uns dias o "Nome de Toureiro", do Sepúlveda. Gostei. É uma história simples, mas muito bem contada (como é apanágio deste autor). Um espécie de caça ao tesouro dos tempos modernos.

Agora, estou a "sofrer" uma mudança do mais radical possível.[:D] Da escrita fluída e fácil do chileno, passei para o gajo dos pontos finais apenas em finais de capítulo e ideias pensadas, baralhadas, misturadas e malucas do António Lobo Antunes, em "O Arquipélago da Insónia". (às vezes arrisca-se a provocar o efeito oposto proposto pelo título[:)])
Já li 2 livros dele, mas é uma escrita de muito difícil habituação!...
 


Neste momento estou a ler "As mão desaparecidas", um policial passado em Espanha - Sevilha -, até ao momento interessante, c um toque de jogo psicológico e amorosos.
Ver anexo 74462

Deixo desde já uma crítica à D.Quixote pelo pouco brio colocado na tradução deste livro, nota-se algum termos e frases abrasileirados e há um exagero de termos espanhóis (neste dou desconto uma vez q n sei como virá no original).


Edd :)

Concordo contigo, a D.Quixote, já no livro que acabei de ler e curiosamente também do Robert Wilson e com a mesma personagem central deste teu As mãos desaparecidas, O grande Falcón, também me deixou algumas críticas relativamente a termos que não foram correctamente traduzidos. Já agora, aconselho este mesmo livro:
cego_de_sevilha.jpg


Demorei cerca de 2 meses para o ler, salientando o começo que foi monótono, e em que as ultimas 200 paginas, foram em apenas 4 dias de leitura à noite! [;)]
 

Agora, estou a "sofrer" uma mudança do mais radical possível.[:D] Da escrita fluída e fácil do chileno, passei para o gajo dos pontos finais apenas em finais de capítulo e ideias pensadas, baralhadas, misturadas e malucas do António Lobo Antunes, em "O Arquipélago da Insónia". (às vezes arrisca-se a provocar o efeito oposto proposto pelo título[:)])
Já li 2 livros dele, mas é uma escrita de muito difícil habituação!...

Boa sorte Bruno, o Lobo Antunes é daqueles para os quais não tenho pachorra nenhuma:sh)
 
Boa sorte Bruno, o Lobo Antunes é daqueles para os quais não tenho pachorra nenhuma:sh)
Confesso que me dá um certo gozo ler Lobo Antunes. Mas tenho de facto uma relação amor-ódio com os livros dele, porque alturas há em que andamos completamente às aranhas...[:D]

Mas, até agora, nos que li - principalmente o "Ontem Não Te Vi Em Babilónia" -, o final foi compensador. Vamos ver como será neste.[;)]
 
Acabei de ler o Omerta do Mario Puzo

Passei pelo Continente e não resisti a comprar o ultimo de "Uma Aventura .... ", impressionante como ao fim de 30 anos ainda gosto de ler isto na hora de almoço, sentado no jardim ! [:D]
 
Nesta última semana li 3 livros

Um-Pai-em-Nascimento-Jose-Eduardo-Agualusa.jpg


A compilação das crónicas do Agualusa sobre a terrível tarefa de ser Pai.

image


Um livro diferente sobre casos reais em que a morte os surpreendeu e como tentaram ultrapassar (ou não). Li em 2 horas.

Finalmente, um livro já com uns anitos que estava lá na estante de casa.

capa.jpg



A biografia retratado pelo Prof. Freitas do Amaral sobreo primeiro monarca português. Este livro retrata mais as decisões políticas do que os feitos militares.
 
Estou a reler o "Monte dos Vendavais" de Emily Brontë.

Apesar do romance e das histórias de amor não serem o meu tópico favorito acho este livro muito interessante pelos aspectos mais "negros"... pela crueldade, dureza, vingança, pelos sentimentos mais básicos e selvagens da realidade humana, o amor e o ódio.
 
Estou a reler o "Monte dos Vendavais" de Emily Brontë.

Apesar do romance e das histórias de amor não serem o meu tópico favorito
acho este livro muito interessante pelos aspectos mais "negros"... pela crueldade, dureza, vingança, pelos sentimentos mais básicos e selvagens da realidade humana, o amor e o ódio.

Isso não é propriamente um romance de amor no meu entender, é mais um romance sobre o ódio disfarçado de amor, sobre o nosso lado negro.
 
Isso não é propriamente um romance de amor no meu entender, é mais um romance sobre o ódio disfarçado de amor, sobre o nosso lado negro.

Por acaso acho que é uma história de amor, mas completamente atípica. Amor esse contaminado pelos sentimentos de ódio, vingança e desprezo pela humanidade.

Mas ainda bem que um livro dá azo a inúmeras interpretações!
 
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Notável livro do nome maior da literatura portuguesa. É a história de Amaro, padre de província que arranja colocação em Leiria e se apaixona por Amélia, menina prendada e castamente educada segundo os cânones da Igreja.

Mas isto é apenas o que está à superfície, pois no fundo, no fundo, "O Crime do Padre Amaro" é uma notável crítica à Igreja e à hipocrisia dos seus representantes, livro maldito pelos eclesiásticos, corrosivo, assertivo e em que Eça sem papas na língua mostra os podres da Igreja de Frei Tomás, aquele do "faz o que ele diz, não faças o que ele faz"...

Os padres deste romance são sexualmente activos, nutrem ódios e vinganças, inclusive matam se for preciso. Comem bem, bebem melhor, fumam e são cúmplices no esconder dos seus pecados perante a casta corja de beatas que os seguem e com eles convivem, também elas na sua maioria fornicadoras enquanto batem com a mão no peito e rezam Avé-Marias.

Pelo meio existem várias reflexões sobre o papel da Igreja na sociedade e questiona-se sobre a legitimidade da imposição de castidade aos padres, o que faz com que esta obra ainda hoje permaneça actual, apesar de escrita no Sec XIX.

Eça é genial neste livro, mordaz, audacioso. Os seus personagens são riquíssimos, como sempre. Será também o livro menos descritivo dele, permitindo manter a fluidez da leitura, mantendo porém o seu inigualável domínio da Língua e peculiar sentido de humor. Obra-prima.
 
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Notável livro do nome maior da literatura portuguesa. É a história de Amaro, padre de província que arranja colocação em Leiria e se apaixona por Amélia, menina prendada e castamente educada segundo os cânones da Igreja.

Mas isto é apenas o que está à superfície, pois no fundo, no fundo, "O Crime do Padre Amaro" é uma notável crítica à Igreja e à hipocrisia dos seus representantes, livro maldito pelos eclesiásticos, corrosivo, assertivo e em que Eça sem papas na língua mostra os podres da Igreja de Frei Tomás, aquele do "faz o que ele diz, não faças o que ele faz"...

Os padres deste romance são sexualmente activos, nutrem ódios e vinganças, inclusive matam se for preciso. Comem bem, bebem melhor, fumam e são cúmplices no esconder dos seus pecados perante a casta corja de beatas que os seguem e com eles convivem, também elas na sua maioria fornicadoras enquanto batem com a mão no peito e rezam Avé-Marias.

Pelo meio existem várias reflexões sobre o papel da Igreja na sociedade e questiona-se sobre a legitimidade da imposição de castidade aos padres, o que faz com que esta obra ainda hoje permaneça actual, apesar de escrita no Sec XIX.

Eça é genial neste livro, mordaz, audacioso. Os seus personagens são riquíssimos, como sempre. Será também o livro menos descritivo dele, permitindo manter a fluidez da leitura, mantendo porém o seu inigualável domínio da Língua e peculiar sentido de humor. Obra-prima.

Está no meu "top nacional". Uma das melhores sátiras religiosas que já li.
 
Tenho de ler a "Cidade e as Serras" de Eça de Queiróz para a escola...

Já comecei mas aquilo tem tanta descrição que simplesmene me parece uma grande seca :sh)
 
Tenho de ler a "Cidade e as Serras" de Eça de Queiróz para a escola...

Já comecei mas aquilo tem tanta descrição que simplesmene me parece uma grande seca :sh)

Ahh pois!!! Tal e qual como a parte inicial dos Maias! No entanto, os Maias são sem dúvida uma referência nacional! Na minha opinião, um dos melhores livros que já li!

Dá uma hipótese ao friend Eça! Não te vais arrepender[;)]

Eu não me arrependi!
 
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