Raistaparta
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FIÓDOR DOSTOIÉVSKI - "Crime e Castigo"
"Crime e Castigo" é um interessante romance filosófico que aborda temas tão complicados como a religião, a expiação da culpa, o niilismo, a redenção do homem através do crime, e como não podia deixar de ser num escritor russo, a pobreza.
O personagem central é Raskólnikov, estudante em São Petersburgo, que decide cometer um duplo homicídio, tendo como principal motivo o "direito" que todos os homens geniais têm de passar por cima da humanidade e fazerem o que querem, como de certo modo a História comprova. Raskólnikov vê-se assim metido numa luta contra a sua própria consciência e as suas convicções religiosas e sociais, enquanto a polícia investiga o assassinato.
O livro é extremamente denso nas suas análises aos personagens, extremamente complexos, alguns quase autênticas caricaturas, outros bastante dementes, outros ainda exageradamente dramáticos. É uma viagem algo negra e que talvez por isso mesmo nem sempre reconfortante para o leitor, exigindo alguma paciência para certas passagens do livro, que tem um início e um final extremamente interessantes mas que pelo meio divaga de uma forma tal que exige predisposição para a leitura e para a reflexão dos assuntos abordados, muitos deles indirectamente. É também um livro riquíssimo em diálogos que chegam a durar várias páginas sem intervenção da narrativa, criando de certo modo uma ponte com as peças para teatro.
Não está aqui em causa o rótulo de "clássico" que é unânime à volta desta obra de Dostoiévski, mas "Crime e Castigo" fica longe de passar directamente para a minha lista de preferidos. Mea culpa provavelmente, pois o livro é bom, muito bom, eu é que se calhar o li na altura errada.
"Crime e Castigo" é um interessante romance filosófico que aborda temas tão complicados como a religião, a expiação da culpa, o niilismo, a redenção do homem através do crime, e como não podia deixar de ser num escritor russo, a pobreza.
O personagem central é Raskólnikov, estudante em São Petersburgo, que decide cometer um duplo homicídio, tendo como principal motivo o "direito" que todos os homens geniais têm de passar por cima da humanidade e fazerem o que querem, como de certo modo a História comprova. Raskólnikov vê-se assim metido numa luta contra a sua própria consciência e as suas convicções religiosas e sociais, enquanto a polícia investiga o assassinato.
O livro é extremamente denso nas suas análises aos personagens, extremamente complexos, alguns quase autênticas caricaturas, outros bastante dementes, outros ainda exageradamente dramáticos. É uma viagem algo negra e que talvez por isso mesmo nem sempre reconfortante para o leitor, exigindo alguma paciência para certas passagens do livro, que tem um início e um final extremamente interessantes mas que pelo meio divaga de uma forma tal que exige predisposição para a leitura e para a reflexão dos assuntos abordados, muitos deles indirectamente. É também um livro riquíssimo em diálogos que chegam a durar várias páginas sem intervenção da narrativa, criando de certo modo uma ponte com as peças para teatro.
Não está aqui em causa o rótulo de "clássico" que é unânime à volta desta obra de Dostoiévski, mas "Crime e Castigo" fica longe de passar directamente para a minha lista de preferidos. Mea culpa provavelmente, pois o livro é bom, muito bom, eu é que se calhar o li na altura errada.