Livros - O que andam a ler?

FIÓDOR DOSTOIÉVSKI - "Crime e Castigo"

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"Crime e Castigo" é um interessante romance filosófico que aborda temas tão complicados como a religião, a expiação da culpa, o niilismo, a redenção do homem através do crime, e como não podia deixar de ser num escritor russo, a pobreza.

O personagem central é Raskólnikov, estudante em São Petersburgo, que decide cometer um duplo homicídio, tendo como principal motivo o "direito" que todos os homens geniais têm de passar por cima da humanidade e fazerem o que querem, como de certo modo a História comprova. Raskólnikov vê-se assim metido numa luta contra a sua própria consciência e as suas convicções religiosas e sociais, enquanto a polícia investiga o assassinato.

O livro é extremamente denso nas suas análises aos personagens, extremamente complexos, alguns quase autênticas caricaturas, outros bastante dementes, outros ainda exageradamente dramáticos. É uma viagem algo negra e que talvez por isso mesmo nem sempre reconfortante para o leitor, exigindo alguma paciência para certas passagens do livro, que tem um início e um final extremamente interessantes mas que pelo meio divaga de uma forma tal que exige predisposição para a leitura e para a reflexão dos assuntos abordados, muitos deles indirectamente. É também um livro riquíssimo em diálogos que chegam a durar várias páginas sem intervenção da narrativa, criando de certo modo uma ponte com as peças para teatro.

Não está aqui em causa o rótulo de "clássico" que é unânime à volta desta obra de Dostoiévski, mas "Crime e Castigo" fica longe de passar directamente para a minha lista de preferidos. Mea culpa provavelmente, pois o livro é bom, muito bom, eu é que se calhar o li na altura errada.
 
Eu neste momento ando apanhadinha por este:

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Adorei o primeiro livro dele "Quem quer ser bilionário?" e estou a achar este espectacular [;)]
 
Já há algum tempo atrás tinha mencionado que andava a ler o penúltimo livro lançado por JRS, e ontem acabei de o ler.

A vida num sopro.

Ver anexo 80388

Sinopse.



Será, porventura o melhor livro de JRS. Gosto mais d'A Filha do Capitão mas arrisco-me a dizer que este será o melhor, parece mais bem escrito, mais envolvente, abrangente e transporta-nos com maior facilidade ao mundo recriado pelo escritor. Parece um paradoxo gostar mais dum e achar que o outro é melhor mas a vida também tem destes conflitos. Acho que tem um aspecto em que se distingue, para melhor, de todos os outros. Está mais bem acabado.

Nos outros livros, de uma maneira ou de outra o leitor anda entretido pela(s) história(s) e depois fica um pouco a sensação de que o livro termina às 3 pancadas, um pouco à pressa, parece que cortam o fio condutor das 300 ou 400 páginas anteriores. N'A vida num sopro nota-se maior cuidado neste aspecto, está mais polido, refinado, sem que o leitor note grande diferença no caminho até à última página.

Iniciei-me na leitura das obras de JRS a conselho do meu pai. Sempre me mantive um pouco resistente a todo este hype à volta dos seus livros. Mas quando o meu pai me referiu que tinha gostado da Furia Divina - o próximo que se segue - achei que lhe devia dar uma oportunidade. Se calhar a maioria dos que o aplaudiam até podiam ter razão.

Comecei a ler os livros pela ordem cronológica de publicação. Uma escolha tão válida como qualquer outra. Quase a chegar ao fim de ler todos os seus livros acho que os melhores são aqueles que menos ouvi falar. Os da série Noronha, digamos assim, são bons para passar o tempo, para distrair e pouco mais que isso. A Ilha das trevas, A Filha do Capitão e A vida num sopro são, quanto a mim, livros bons. Pode-se discutir se é com "b" grande ou "b" pequeno mas acho-os bons.
Acabei de o ler ontem, depois de o ter começado já há algum tempo (já vão perceber porque demorei tanto...). O livro lê-se bastante bem, não haja dúvida. A escrita do JRS é bastante fluida e envolvente.

Mas, infelizmente a minha opinião é ligeiramente diferente da tua. Acho o livro demasiado grande para o conteúdo que transporta - então a Guerra Civil Espanhola foi metida às três pancadas (absolutamente desnecessária no desenvolvimento da história). Aliás, o livro terá umas 100/150 páginas a mais, precisamente a parte em que se vai falando da guerra em Espanha, que acabou por fazer-me desinteressar um bocado...

De resto, está uma história interessante, bem retratada social e historicamente. Foi mesmo pena a divagação.
O final do livro consegue salvar um pouco a minha avaliação final do livro, porque de facto está bastante interessante e poético.

Só li 2 livros do JRS, mas continuo a preferir de longe "A Filha do Capitão".[;)]

Hoje começo "Expiação", de Ian McEwan. O livro que deu origem a um dos melhores filmes dos últimos anos.
 
Terminei então hoje o "Seis Suspeitos" de Vikas Swarup e recomendo vivamente [;)] É genial!

Entretanto aproveitei a promoção da fnac e comprei "O fio da navalha" de Somerset Maugham, com oferta de "Servidão humana" do mesmo autor. Vou iniciar daqui a pouco "O fio da navalha" [kiss]
 
Acabei (agorinha mesmo) de ler "A Crónica do Passáro de Corda" do Haruki Murakami e é, sem dúvida nenhuma o mais estranho de todos os livros dele que já li.

Ainda não sei qual vai ser o próximo :)
 
Acabei (agorinha mesmo) de ler "A Crónica do Passáro de Corda" do Haruki Murakami e é, sem dúvida nenhuma o mais estranho de todos os livros dele que já li.

Ainda não sei qual vai ser o próximo :)

As personagens dele são todas um bocado estranhas [:D]

Já tenho ali para ler o novo livro de contos também, que o resto já li tudo [;)]
 
Agora vou ver se começo a ler Getting Things Done - The Art of
Stress-Free Productivity. Tenho que acabar com a procrastinação.

Desisti a meio de ler este livro, tem muita palha. No entanto o método descrito no livro até é interessante, por isso arranjei um resumo. :)

Estou a ler pela segunda vez o clássico, que muita gente devia ler, Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas do Dale Carnegie.

Já vi que por cá ando contra a maré, a ler livros de auto-ajuda enquanto que o pessoal lê romances. [:D]
 
CHUCK PALAHNIUK - "Diário"

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Comece-se por dizer que, tal como exposto na capa do livro, Chuck Palahniuk é "apenas" o autor de "Clube de Combate", o livro que foi adaptado para o mega-sucesso cinematográfico de David Fincher. Não é, portanto, um escritor qualquer.

Com esta premissa aventurei-me na leitura de "Diário" (2003), em que Palahniuk conta, em forma de diário, a história de Misty Klein, uma empregada de hotel ex-estudante de arte, alcoólica e que vive com a filha e a sogra, enquanto o marido permanece em coma prolongado na cama de um hospital. Misty, que odeia o marido, escreve o diário expondo no mesmo tudo o que entende sem quaisquer rodeios, na expectativa de um dia o seu marido acordar e ter oportunidade de o ler. Enquanto isso vai aos poucos convencendo-se do seu valor como artista e recomeça a pintar, motivada pelos constantes incentivos não só da filha e da sogra como também de grande parte da comunidade de Waytandsea, a pequena ilha turística onde vive e trabalha. Mas há algo diabólico por detrás destes incentivos que obviamente não me cabe aqui revelar.

Em "Diário", Chuck Palahniuk escreve de forma bastante cortante, sem rodeios, quase como uma chapada no leitor. As suas descrições dos acontecimentos ou do que vai na cabeça de Misty são por vezes cruas até ao limite, revelando um niilismo que já em "Clube de Combate" (no filme, pois não li o livro) estava bem presente, e do qual devo confessar sou frequentemente partidário. Não é um livro fácil de digerir pois descarna de forma por vezes cruel algumas das verdades que temos como absolutas, não é fácil também porque exige concentração absoluta para não nos perdermos no meio do serpentear caleidoscópico da narrativa, na loucura crescente da acção e dos personagens, por vezes quase de cortar a respiração conforme se caminha para o final do livro e que nos leva a pensar "deixa-me ver se percebi bem, isto que acabei de ler é mesmo isto que acabei de ler?". E deixa um certo sabor amargo quando se termina o livro e se pensa "não havia necessidade". Mas Palahniuk é assim, e se calhar por isso mesmo se tem tornado num escritor de culto mas que não é para todos provavelmente. Se gostei do livro? Sim, bastante. Se me apetece voltar a ler Palahniuk tão cedo? Não, definitivamente. Vá-se lá entender isto.
 
Ultimamente tenho lido bastante!


O tema é quase sempre o mesmo: Gestão, economia e filosofia de vida


Actualmente tenho andado em cima das teorias de Minsky, entre várias literaturas cruzadas
 
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Livro brilhante. É um livro escrito por um pintor (artista) e isso reflecte-se no que escreve. O david Mourão Ferreira disse sobre este livro qualquer coisa como ser uma obra-prima de desenho.
 
Acabadinho de ler o 2º volume da trilogia Millennium de Stieg Larsson - A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo.

Sinopse

Neste segundo volume da trilogia Millennium, Lisbeth Salander é assumidamente a personagem central da história ao tornar-se a principal suspeita de dois homicídios. A saga desenvolve-se em dois planos que se complementam e só a solução do primeiro mistério trará luz ao segundo: Há que encontrar os responsáveis pelo tráfico de mulheres para exploração sexual para se descobrir por que razão Lisbeth Salander é perseguida não só pela polícia, mas por um gigante loiro de quem pouco se sabe

É hábito dizer, quando se gosta muito, que se devorou o livro. Neste caso aconteceu o inverso, o livro é que me devorou a mim. Exerce um fascínio que nos atrai para um vórtex de emoções e avidez do qual só conseguimos sair no fim da última página. E nesse momento fica a saudade.

Gosto muito da escrita nua e crua de Larsson que nos dá a informação e raramente faz juízos de valor. E a forma descomplexada como aborda o comportamento e o sexo. É o que é e não há necessidade de o caracterizar.

Estou em pulgas para ler o último livro e com muita pena do escritor já não estar vivo pois é uma pena não haver mais obras deste género.
 
Acabadinho de ler o 2º volume da trilogia Millennium de Stieg Larsson - A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo.



É hábito dizer, quando se gosta muito, que se devorou o livro. Neste caso aconteceu o inverso, o livro é que me devorou a mim. Exerce um fascínio que nos atrai para um vórtex de emoções e avidez do qual só conseguimos sair no fim da última página. E nesse momento fica a saudade.

Gosto muito da escrita nua e crua de Larsson que nos dá a informação e raramente faz juízos de valor. E a forma descomplexada como aborda o comportamento e o sexo. É o que é e não há necessidade de o caracterizar.

Estou em pulgas para ler o último livro e com muita pena do escritor já não estar vivo pois é uma pena não haver mais obras deste género.


Parece interessante...vou tomar nota!
 
Terminei o "After Dark - Os Passageiros da Noite" e comecei a ler "Sputnik, meu amor"...

Continua a saga Haruki Murakami.

Depois devo experimentar Mia Couto.
 
Parece interessante...vou tomar nota!

Acho que são livros que valem bem a pena, penso que será difícil alguém não gostar.

Se te decidires a ler, começa, pelo primeiro livro da série - Os homens que odeiam as mulheres. Não é obrigatório mas faz mais sentido.

Embora o primeiro seja muito bom, acho o segundo volume mais empolgante.
 
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