KeyserSoze
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Acabei ontem de ler Os Pilares da Terra de Ken Follett.

Depois de observar algum entusiasmo por parte de amigos e aqui no Fórum também, decidi-me a lê-lo. O início foi complicado. Tinha acabado de ler o 2º volume da trilogia Millennium, num autêntico turbilhão de entusiasmo e comecei a ler Os pilares da terra. Foi como sair dum TGV e entrar num carro na A2 à hora de ponta, com chuva, acidentes e sem portageiros...
Ainda que no final tenha gostado do livro vou referir alguns aspectos positivos e outros negativos. Vou começar por estes últimos:
Negativo:
- As primeiras trezentas páginas roçaram o suplício. Não sei se os outros leitores sentiram o mesmo mas cada página parecia duas ou três, o início é um desafio à preserverança do leitor;
- Achei um tédio a descrição da arquitectura e metodologia de construção das catedrais. Bem sei que contextualiza a história mas para mim, foi tão interessante como ler o Contrato de Produtos e Serviços que se assina quando se abre uma conta num banco;
- Por vezes tive o sentimento que a história se excede, que podia ter acabado antes. No final, acho que resulta bem mas houve momentos que senti que o escritor se estava a exceder.
Positivo:
- A história em si mesmo é um claramente um aspecto positivo. No final, quase tudo se pode resumir ao Bem contra o Mal em que a justiça prevalece. Num mundo, que se observa cada vez mais impiedoso e injusto gostei de ler uma história assim;
- O entusiasmo assume uma curva exponencial, aborrecido ao início e recompensador no fim. Claro que para mim reduziria de bom-grado as primeiras 300 páginas.
- A sensação da passagem do tempo está muito bem representada. Quando é abordado um acontecimento que se passou há 15 ou 25 anos atrás, parece mesmo que já passou muito tempo. Parece real.
- Ken Follett é um escritor que teve muito cuidado com os pormenores, há certos aspectos, pintelhices que eu não daria conta, e ele num parágrafo descreve algo que nos passaria ao lado.
Em suma, recomendo mas é preciso preserverança. [
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Depois de observar algum entusiasmo por parte de amigos e aqui no Fórum também, decidi-me a lê-lo. O início foi complicado. Tinha acabado de ler o 2º volume da trilogia Millennium, num autêntico turbilhão de entusiasmo e comecei a ler Os pilares da terra. Foi como sair dum TGV e entrar num carro na A2 à hora de ponta, com chuva, acidentes e sem portageiros...
Sinopse
Do mesmo autor do thriller "A Ameaça", chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição.
In: Os Pilares da Terra - Volume I - WOOK
Ainda que no final tenha gostado do livro vou referir alguns aspectos positivos e outros negativos. Vou começar por estes últimos:
Negativo:
- As primeiras trezentas páginas roçaram o suplício. Não sei se os outros leitores sentiram o mesmo mas cada página parecia duas ou três, o início é um desafio à preserverança do leitor;
- Achei um tédio a descrição da arquitectura e metodologia de construção das catedrais. Bem sei que contextualiza a história mas para mim, foi tão interessante como ler o Contrato de Produtos e Serviços que se assina quando se abre uma conta num banco;
- Por vezes tive o sentimento que a história se excede, que podia ter acabado antes. No final, acho que resulta bem mas houve momentos que senti que o escritor se estava a exceder.
Positivo:
- A história em si mesmo é um claramente um aspecto positivo. No final, quase tudo se pode resumir ao Bem contra o Mal em que a justiça prevalece. Num mundo, que se observa cada vez mais impiedoso e injusto gostei de ler uma história assim;
- O entusiasmo assume uma curva exponencial, aborrecido ao início e recompensador no fim. Claro que para mim reduziria de bom-grado as primeiras 300 páginas.
- A sensação da passagem do tempo está muito bem representada. Quando é abordado um acontecimento que se passou há 15 ou 25 anos atrás, parece mesmo que já passou muito tempo. Parece real.
- Ken Follett é um escritor que teve muito cuidado com os pormenores, há certos aspectos, pintelhices que eu não daria conta, e ele num parágrafo descreve algo que nos passaria ao lado.
Em suma, recomendo mas é preciso preserverança. [