Livros - O que andam a ler?

Acabei ontem de ler Os Pilares da Terra de Ken Follett.

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Depois de observar algum entusiasmo por parte de amigos e aqui no Fórum também, decidi-me a lê-lo. O início foi complicado. Tinha acabado de ler o 2º volume da trilogia Millennium, num autêntico turbilhão de entusiasmo e comecei a ler Os pilares da terra. Foi como sair dum TGV e entrar num carro na A2 à hora de ponta, com chuva, acidentes e sem portageiros...

Sinopse

Do mesmo autor do thriller "A Ameaça", chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição.

In: Os Pilares da Terra - Volume I - WOOK

Ainda que no final tenha gostado do livro vou referir alguns aspectos positivos e outros negativos. Vou começar por estes últimos:

Negativo:

- As primeiras trezentas páginas roçaram o suplício. Não sei se os outros leitores sentiram o mesmo mas cada página parecia duas ou três, o início é um desafio à preserverança do leitor;
- Achei um tédio a descrição da arquitectura e metodologia de construção das catedrais. Bem sei que contextualiza a história mas para mim, foi tão interessante como ler o Contrato de Produtos e Serviços que se assina quando se abre uma conta num banco;
- Por vezes tive o sentimento que a história se excede, que podia ter acabado antes. No final, acho que resulta bem mas houve momentos que senti que o escritor se estava a exceder.

Positivo:

- A história em si mesmo é um claramente um aspecto positivo. No final, quase tudo se pode resumir ao Bem contra o Mal em que a justiça prevalece. Num mundo, que se observa cada vez mais impiedoso e injusto gostei de ler uma história assim;
- O entusiasmo assume uma curva exponencial, aborrecido ao início e recompensador no fim. Claro que para mim reduziria de bom-grado as primeiras 300 páginas.
- A sensação da passagem do tempo está muito bem representada. Quando é abordado um acontecimento que se passou há 15 ou 25 anos atrás, parece mesmo que já passou muito tempo. Parece real.
- Ken Follett é um escritor que teve muito cuidado com os pormenores, há certos aspectos, pintelhices que eu não daria conta, e ele num parágrafo descreve algo que nos passaria ao lado.

Em suma, recomendo mas é preciso preserverança. [:D]
 
Boa crítica no geral [;)]

Negativo:
- Achei um tédio a descrição da arquitectura e metodologia de construção das catedrais. Bem sei que contextualiza a história mas para mim, foi tão interessante como ler o Contrato de Produtos e Serviços que se assina quando se abre uma conta num banco;

Achei engraçado isto pela seguinte razão: ainda há uns dois dias me queixei ao Raista que me estava a custar um bocado a ler uma parte de "A Relíquia", que para mim não teve interesse nenhum. A resposta dele foi "O que para uns pode não interessar, outros podem apreciar bastante." Ora, o que me aconteceu n'"Os Pilares da Terra" foi precisamente o contrário que a ti [:D] adorei a descrição da arquitectura e construção das catedrais, porque sou uma apreciadora. Se antes de ler entrava numa e achava giro e tal, agora tanto eu como o Raista ficamos a apreciar os pormenores de arcos, colunas, tectos etc etc e só não subimos às torres se não tivermos mesmo tempo. Subir e descer escadarias de catedrais é o nosso passatempo nas férias [:)]
 
Comecei ontem este :
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Acabado de chegar da Amazon. (ainda em ingles)
 
Boa crítica no geral [;)]



Achei engraçado isto pela seguinte razão: ainda há uns dois dias me queixei ao Raista que me estava a custar um bocado a ler uma parte de "A Relíquia", que para mim não teve interesse nenhum. A resposta dele foi "O que para uns pode não interessar, outros podem apreciar bastante." Ora, o que me aconteceu n'"Os Pilares da Terra" foi precisamente o contrário que a ti [:D] adorei a descrição da arquitectura e construção das catedrais, porque sou uma apreciadora. Se antes de ler entrava numa e achava giro e tal, agora tanto eu como o Raista ficamos a apreciar os pormenores de arcos, colunas, tectos etc etc e só não subimos às torres se não tivermos mesmo tempo. Subir e descer escadarias de catedrais é o nosso passatempo nas férias [:)]

Também gosto de catedrais. Mas tenho/tive dificuldade em ler uma descrição e idealizar o que está descrito. Suponho que será uma dificuldade minha [:D], pois não foste só tu a apreciar esta temática, tenho amigos que dizem que é claramente um aspecto positivo do livro.
 
Acabei ontem de ler Os Pilares da Terra de Ken Follett.
(...)

Em suma é o que a Plum disse, o que interessa a uns leitores é uma enorme seca para outros, mas no geral concordo com a tua review, sendo que por curiosidade vou hoje começar a ler "Mundo Sem Fim" do Follett, depois de ter terminado o esplêndido "Fio da Navalha" de Somerset Maugham (não, ainda não foi desta que li o "Servidão Humana", está quase a chegar a vez dele [;)]).

Não tenho colocado aqui reviews por manifesta preguiça e também alguma falta de tempo, mas tenho lido coisas muito boas como o já referido "Fio da Navalha", "Memorial do Convento" de José Saramago ou "As Velas Ardem Até Ao Fim" de Sandor Marai.

Termino o ano com 36 livros lidos, cifra um pouco aquém dos 50 que li o ano passado mas só "A Montanha Mágica" de Thomas Mann ocupou-me mais de dois meses.

Melhor livro que li este ano? Talvez "O Amor nos Tempos de Cólera" de Gabriel Garcia Marquez.apr:)
 
Em suma é o que a Plum disse, o que interessa a uns leitores é uma enorme seca para outros, mas no geral concordo com a tua review, sendo que por curiosidade vou hoje começar a ler "Mundo Sem Fim" do Follett, depois de ter terminado o esplêndido "Fio da Navalha" de Somerset Maugham (não, ainda não foi desta que li o "Servidão Humana", está quase a chegar a vez dele [;)]).

Não tenho colocado aqui reviews por manifesta preguiça e também alguma falta de tempo, mas tenho lido coisas muito boas como o já referido "Fio da Navalha", "Memorial do Convento" de José Saramago ou "As Velas Ardem Até Ao Fim" de Sandor Marai.

Termino o ano com 36 livros lidos, cifra um pouco aquém dos 50 que li o ano passado mas só "A Montanha Mágica" de Thomas Mann ocupou-me mais de dois meses.

Melhor livro que li este ano? Talvez "O Amor nos Tempos de Cólera" de Gabriel Garcia Marquez.apr:)

Em Fevereiro, mais mês menos mês, comecei a ler A Montanha Mágica mas acabei por desistir por volta da octagésima página. Depois da recompensa que tive com Os pilares da terra acho que vou tentar (re)lê-lo.

Mas não será para já, tenho ali uns livros mais ligeiros que me ofereceram no Natal, o Memorial do Convento e Evangelho segundo Jesus Cristo de Saramago na cabeceira e estou com a pica para ir ler Guerra e Paz de Tolstoi.
 
Eu tenho passado pouco por aqui, mas não abandonei por completo a leitura, apesar de me ter desleixado nos últimos meses do ano...:sh)
O último que li foi "A Sangue Frio", do Capote. É um policial baseado numa história verídica bastante interessante, mas que tem demasiados momentos a mais (passo a redundância), de pouco interesse e que tornam o desenvolvimento da história muito lento e maçudo. No entanto, gostei de o ler.


Agora, e com o Natal e os meus anos, fartei-me de receber livros, dos quais destaco o pack com a trilogia do Stieg Larsson.
Quando terminar os que actualmente estou a ler ("Trópico de Capricórnio" - um livro visualmente e figurativamente pesado - e "Breaking Dawn" - o último capítulo da saga Twilight em inglês), começo em princípio essa trilogia - apesar de ter o "Kafka à Beira-Mar" a olhar para mim.[:D]
 
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História Contemporânea de Portugal - Volume I
ANTÓNIO JOSÉ TELO

Do 25 de Abril à Actualidade

As últimas três décadas da vida portuguesa constituem o objecto de análise desta História Contemporânea de Portugal — Do 25 de Abril à Actualidade. O primeiro dos dois volumes que a integram, e que agora se publica, cobre o período que decorre entre 1974 e 1985, detendo-se nos acontecimentos que se revestiram de uma importância incontornável — o 25 de Abril e a organização do novo poder, a deriva comunista, a procura da consolidação na instabilidade, a procura de uma estratégia económica, e, por fim, um último capítulo inteiramente dedicado à sociedade e mentalidades. Uma reflexão a um tempo abrangente e aprofundada sobre o período mais recente da história do nosso país.

História Contemporânea de Portugal - Volume I, ANTÓNIO JOSÉ TELO, Livros. Comprar livro na Fnac.pt

Excelente para malta nascida depois do 25 de Abril como eu. É muito objectivo e detalha impecavelmente todos os períodos de instabilidade, até à adesão à CEE.

Depois compro o segundo volume, que vai de 1986 até aos nossos dias.
 
Série Twilight: Twilight, New Moon, Eclipse, Breaking Dawn
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Desta vez não venho cá para falar apenas de um livro, mas de uma série de livros - a famosa série de Twilight, composta por 4 livros.
Não os li todos de uma assentada, fui lendo-os ao longo do último ano (acho que comecei o primeiro talvez em Outurbro de 2009), intercalados com outros livros. Ainda para mais, lê-los em inglês fez com que tivesse, naturalmente, um ritmo mais lento do que quando se lê na língua materna.

A história já todos conhecem, portanto não me vou repetir. Digo apenas que gostei da abordagem feita pela autora. Será uma história muito vocacionada para raparigas adolescentes/jovens, até por todas as crises por que passa Bella no triângulo sobrenatural vampiro-lobisomem com Edward e Jacob.
Mas acaba por ser bastante interessante a prosa desenvolvida, baseada unicamente no pensamento da personagem principal (a excepção é um volume do último livro que é narrado por Jacob), dando-nos uma única perspectiva do desenvolvimento da trama.

Falando em cada livro individualmente...
"Twilight" é talvez o livro mais fluido. Há uma constante busca da verdade, uma fase de conhecimento e tudo vai passando com grande naturalidade. Para quem não conhecer nada da história (um pouco impossível nesta altura do campeonato), acaba por ser muito interessante toda a noção do fantástico/fantasia que o livro contém.
"New Moon" revela o crescimento de uma amizade depois de um desgosto amoroso que torna Bella quase-suicida. O livro é demasiado extenso, ganhando vida e grande emoção na parte final. Até lá, não passa de um relato do dia-a-dia que se torna em alguns momentos enfadonho.
"Eclipse" é talvez o livro menos bom. É maior e tem menos a dizer do que o capítulo anterior, perdendo muito ritmo e "engonhando" bastante a história - parece claramente que Stephenie Meyer estava a preparar já o capítulo final, reservando para este tudo aquilo que todos os fãs queriam saber.
O capítulo final, "Breaking Dawn", tem de facto tudo aquilo que todos poderiam desejar, ao qual se adicionam páginas e páginas de história sem grande interesse, fazendo com que o livro tenha 750 páginas! O clima de tensão está muito bem criado e o final, apesar de previsível, e a nova evolução das personagens é engraçado.

Até agora, os livros têm sido indubitavelmente melhores que os filmes (até porque fazer filmes de livros narrados na 1ª pessoa e que vivem muito do pensamento não será a coisa mais fácil do mundo).
A autora consegue colocar-se muito bem na pele das personagens e dar-lhes densidade, assemelhando-as a pessoas normais dentro da sua "anormalidade".

A nota final é positiva.[;)]
 
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Acabei de ler (em língua inglesa) este que só comprei por o conseguir a 4€ num leilão. O preço de capa a 120 złoty (cerca de 30€) era no mínimo anedótico.

Interessante nas descrições da simbologia maçónica e das descrições da mesma na arquitectura e fundação da cidade de Washington D.C. O resto já sabemos como Dan Brown estrutura a sua escrita e as personagens que falam tipo enciclopédia.

Comecei este ontem e estou a gostar imenso:

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Numa manhã chuvosa, uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte, em Berna. Raimund convence-a a não fazê-lo, e consegue, mas depois a mulher desaparece. Tudo o que sabe é que é portuguesa. De tarde, entra numa livraria e, por acaso, descobre um livro de um autor português, Amadeu de Prado, que foi médico, poeta e resistente durante o Salazarismo.

Raimund é, desde há muito tempo, professor de latim e grego, o que já o entusiasma tão pouco como o seu casamento, já em estado de desagregação.


Aprende português e, uma noite, mete-se num comboio para Lisboa, uma cidade que irá ser o local de todas as revelações: dos mistérios da vida humana, da coragem, do amor e da morte.


Read more: Livro Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier no Portal da Literatura

 
Neste momento, estou a ler:

O Anjo Branco, de José Rodrigues dos Santos...!

Sexo, mt sexo (até à parte onde estou)... o homem estava louco qd escreveu isto. [:D]
Qd chegar ao fim comento (se me lembrar).


Edd :)
 
Última edição:
Sexo tem o "Trópico de Capricórnio", do Henry Miller, que estou a ler agora. Nunca vi tal coisa!

Aliás, quando vou no autocarro a ler, até me sinto envergonhado...[:D]
 
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