Livros - O que andam a ler?

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Michio Kaku - A Física do Futuro
 
Finalizado há 10 minutos a leitura de Rubicão de Steven Saylor.

Sinopse:

César e as suas tropes marcham pelas ruas de Roma depois de ter atravessado o Rubicão.
Pompeu, o rival de César, prepara-se para zarpar rumo a Sul com o senado e as tropas leais, deixando a cidade sem exército, sem governo e á beira do caos.
Sob o pânico que alastra sobre a cidade como uma nuvem negra, Numérico, o sobrinho e protegido de Pompeu é encontrado morto, garroteado, no jardim de Gordiano, O Descobridor.
Enfurecido, Pompeu exige de Gordiano que este investigue o crime e descubra o assassino.
Todavia, perante a relutância de Gordiano, Pompeu trata de o convencer rapidamente, tomando o seu genro como refém.
Com um dos filhos combatendo ao lado de César e com o genro encarcerado por Pompeu, Gordiano vê-se obrigado a descobrir os segredos de um homem morto e a revelar o seu assassino.
Só assim ele poderá impedir que a sua família seja esmagada por duas forces opostas, que irão alterar para sempre o mundo romano.

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Basicamente será mais do mesmo, este livro um pouco mais direto e menos trabalhado que os outros, embora consiga ocultar o mistério durante muito mais tempo.
 
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Numa palavra... uma bofetada! Há muito tempo que um livro não me impressionava (e incomodava) tanto. A escrita de tom arcaico (toda a história parece passar-se na Idade Média), dotada de grande beleza estilística (apelidada por Saramago de "um novo parto da língua portuguesa"), impressiona-nos com a crueza com que nos relata a violência doméstica, a subjugação da mulher, o amor doentio.

Recomendo! A sério!!!!

Tu até podias estar enganada ([:D]) mas tu e o Saramago estarem os dois enganados já achei mais difícil, por isso lá encomendei o livro e terminei-o há pouco.

E fiquei completamente assombrado com este livro, pela história mirabolante, pela escrita única do valter hugo mãe (em minúsculas como ele gosta), pela sintaxe completamente atrofiada, por todo um conjunto que faz deste livro uma pequena obra-prima, e digo mais, uma obra essencial.

A crueza do texto chega por vezes a incomodar quando o autor decide descrever a brutalidade sem concessões, as metáforas são mais que muitas e fáceis de descortinar, as cenas disparatadas e pouco verosímeis tão típicas de um realismo mágico no qual este livro não se insere apesar de tudo, e acima de tudo a genial escrita propositadamente semi-arcaica de hugo mãe, cortando nos artigos e nos genitivos e mandando a sintaxe à fava, tudo isto faz de "A morte de baltazar serapião" uma delícia, um livro para ler e reler muitas vezes, e já agora um escritor para explorar melhor.

Se isto fosse o tópico dos melhores álbuns, seria um 10/10 sem dúvida.apr:)
 
Também já ouvi falar muito bem desse gajo com apelido esquisito. Estou a ver que tenho que investigar.

De momento, estou a ler "Lord Of The Flies", e como a Sereg disse há uns tempos, faz-nos reviver em diversas alturas Lost!
 
Tu até podias estar enganada ([:D]) mas tu e o Saramago estarem os dois enganados já achei mais difícil, por isso lá encomendei o livro e terminei-o há pouco.

E fiquei completamente assombrado com este livro, pela história mirabolante, pela escrita única do valter hugo mãe (em minúsculas como ele gosta), pela sintaxe completamente atrofiada, por todo um conjunto que faz deste livro uma pequena obra-prima, e digo mais, uma obra essencial.

A crueza do texto chega por vezes a incomodar quando o autor decide descrever a brutalidade sem concessões, as metáforas são mais que muitas e fáceis de descortinar, as cenas disparatadas e pouco verosímeis tão típicas de um realismo mágico no qual este livro não se insere apesar de tudo, e acima de tudo a genial escrita propositadamente semi-arcaica de hugo mãe, cortando nos artigos e nos genitivos e mandando a sintaxe à fava, tudo isto faz de "A morte de baltazar serapião" uma delícia, um livro para ler e reler muitas vezes, e já agora um escritor para explorar melhor.

Se isto fosse o tópico dos melhores álbuns, seria um 10/10 sem dúvida.apr:)

Ainda bem que a recomendação foi certeira e que te agradou. Ainda não comprei mais nenhum livro dele mas com uma só obra está, definitivamente, no meu top.

Também já ouvi falar muito bem desse gajo com apelido esquisito. Estou a ver que tenho que investigar.

De momento, estou a ler "Lord Of The Flies", e como a Sereg disse há uns tempos, faz-nos reviver em diversas alturas Lost!

Tens mesmo que ler. Para mim foi como que descobrir todo um novo mundo.
 
lida A Caverna de Saramago, vou agora reler o Memorial.

gostei bastante da caverna, boa leitura.

Depois talvez leia A Clarabóia que saiu esta semana(curiosamente foi dos primeiros livros que o Saramago escreveu mas nenhuma editora o quis publicar)
 
Acabei ontem de ler Desaparecido em Massília, de Steven Saylor.

Neste mistério conjunto de Marselha, em 49 aC, mestre detetive Gordiano, o Descobridor, está em uma busca pessoal para aprender a verdade sobre seu filho desaparecido, Meto. Mergulhou no meio da sangrenta guerra civil romana, Gordiano bem relacionado e seu genro Davo vão sobreviver aventura após aventura na penetração à cidade gualesa de Massilia, que é murada contra a invasão romana. Gordiano procura informações sobre o filho perdido adotivo a quem, ele foi informado, está morto. Há alguma especulação de que Meto traído César e que a morte era o seu castigo. Na falta de um cadáver, Gordianus não pode pôr-se a acreditar que Meto está realmente morto.

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É-me praticamente impossível não gostar do livro mas admito que, à semelhança do que escrevi anteriormente relativamente à obra de JRS, é difícil manter uma personagem durante tanto tempo. E aqui começa a acontecer o mesmo - Gordiano é uma personagem encantandora, repleta de valores e princípios mas confesso que que me começo a cansar. O que não implica que não vá ler os restantes volumes da coleção mas vou fazer um pequeno intervalo.

Uma pequena crítica apenas para referir que estes dois últimos volumes são livros mais pequenos e pela intíma relação entre eles penso que faria sentido que fossem apenas um. Faria mais sentido.
 
E agora um pequeno fait-divers.

Qual é o vosso suporte de leitura - papel ou digital?

Sempre preferi ler em papel, quer sejam livros ou jornais. Claro que aos poucos acabei por fazer algumas cedências. Prefiro ler o jornal em papel mas admito perfeitamente lê-lo no computador. Já na faculdade, fazia perfeitamente pesquisa na net mas depois para ler os artigos tinha que os imprimir. Nos livros - técnicos de estudo ou pura recreação - fui sempre um fundamentalista. Apenas e só em papel!

Tenho dezenas de livros em casa mas nos últimos tempos tenho optado por não os comprar por vários motivos. O meu pai diz - e alguém lhe disse a ele - que um livro depois de lido é como um limão espremido. Não será bem assim, que não é, mas partilho em parte este sentimento e custa-me encher a casa - e é mesmo encher pois já tive que dar alguns exemplares - com livros que vou estar anos sem olhar para eles. Opto por ir à (boa) biblioteca que tenho perto de casa. Poupo dinheiro e espaço fisíco.

O problema é quando a biblioteca não tem o livro que queremos. O que fazer? Comprar ou procurar o pdf? Optei pela segunda hipótese e agora vejo-me num dilema. Quero ler o livro mas ofereço resistência a lê-lo no computador. [:D]

E vocês, quais são as vossas preferências? Papel impreterivelmente, preferecialmente ou é indiferente?

Dei por mim a ponderar a hipótese de comprar um tablet baratucho para diversão e porque não, para também ler livros.

Por outro lado, noutra perspectiva, o que pensam vocês de colocar um valor, nem que seja meramente simbólico, no empréstimo de livros na biblioteca. Não nos livros escolares ou didáticos mas pareceria-me uma boa opção. Penso que facilitaria a manutenção e quiçà expansão de livros. Desde que não fosse um exagero, eu concordaria.
 
Neste aspecto sou muito tradicional. Gosto de livros em papel, gosto de os folhear, do tacto do papel, do cheiro da tinta quando o livro é novo, mas ainda mais do cheiro de livro velho, lido e relido, passado de mão em mão. Há algo de confortável e reconfortante em pegar num bom livro, ao passo que pegar num tablet me parece tão frio. Gosto de ver a estante carregadinha até mais não. Por isso habitualmente compro-os.

Em miúda era cliente habitual das bibliotecas, quer itinerantes, quer "fixas", mas com o passar do tempo comecei a comprar os livros que me interessavam, mas também passei a ler menos devido ao menor tempo disponível. Era rara a semana em que não lia entre 5 a 8 livros e hoje em dia 1 ou 2 por mês às vezes é muito. Mas creio que a ida à biblioteca, mais não seja pela crise, é capaz de ser algo a recuperar.

E concordo com a tua ideia Keyser... imaginemos 1 € por requisição, não seria muito e com certeza ajudaria na expansão e melhoria da qualidade das nossas bibliotecas.

E agora com licença, vou ver qual é a biblioteca mais próxima.
 
Última edição:
E agora um pequeno fait-divers.

Qual é o vosso suporte de leitura - papel ou digital?

Sempre preferi ler em papel, quer sejam livros ou jornais. Claro que aos poucos acabei por fazer algumas cedências. Prefiro ler o jornal em papel mas admito perfeitamente lê-lo no computador. Já na faculdade, fazia perfeitamente pesquisa na net mas depois para ler os artigos tinha que os imprimir. Nos livros - técnicos de estudo ou pura recreação - fui sempre um fundamentalista. Apenas e só em papel!

Tenho dezenas de livros em casa mas nos últimos tempos tenho optado por não os comprar por vários motivos. O meu pai diz - e alguém lhe disse a ele - que um livro depois de lido é como um limão espremido. Não será bem assim, que não é, mas partilho em parte este sentimento e custa-me encher a casa - e é mesmo encher pois já tive que dar alguns exemplares - com livros que vou estar anos sem olhar para eles. Opto por ir à (boa) biblioteca que tenho perto de casa. Poupo dinheiro e espaço fisíco.

O problema é quando a biblioteca não tem o livro que queremos. O que fazer? Comprar ou procurar o pdf? Optei pela segunda hipótese e agora vejo-me num dilema. Quero ler o livro mas ofereço resistência a lê-lo no computador. [:D]

E vocês, quais são as vossas preferências? Papel impreterivelmente, preferecialmente ou é indiferente?

Dei por mim a ponderar a hipótese de comprar um tablet baratucho para diversão e porque não, para também ler livros.

Por outro lado, noutra perspectiva, o que pensam vocês de colocar um valor, nem que seja meramente simbólico, no empréstimo de livros na biblioteca. Não nos livros escolares ou didáticos mas pareceria-me uma boa opção. Penso que facilitaria a manutenção e quiçà expansão de livros. Desde que não fosse um exagero, eu concordaria.
Nunca utilizei a biblioteca para ir buscar algum livro que queira. Apenas por pura estupidez. Poupava uns cobres valentes (porque de facto não há muitos livros que se releiam ou que não se possa ir buscar de novo à biblioteca) e não enchia as prateleiras de livros. No entanto, acho interessante olhar para a estante e ver aquilo que já lemos, relembrar pormenores, etc...

Leio sempre em formato papel. Ler no computador tira-me grande parte da concentração, não consigo ler tanto tempo seguido. Além de que um livro vai literalmente para todo o lado. No entanto, parece-me que os e-books são excelentes para quem gosta de ler. Pelo menos, os feedbacks que tenho lido são bastante positivos. Julgo que não compraria pelo facto de ser caro e de ter uma oferta algo limitada em versões portuguesas (apesar de até estar a ler um livro em inglês actualmente, gosto mais de ler em português).

O cheiro a livro também faz parte da leitura! Varia de livro para livro, de história para história, e parece que nos aproxima dos personagens!
 
Estou a acabar o "inquietude" de William Boyd, é um livro engraçado, relativamente ligeiro, que se passa no cenário da 2ª guerra Mundial e nos conta uma história de espionagem no feminino

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Actualmente há bibliotecas que têm programas de ajuda às famílias com empréstimos de livros escolares. Nesses, não concordo com a colocação de um valor para o empréstimo, mas para os outros não me chocava nada. No último ano devo ter lido uns quinze livros e todos por empréstimo na biblioteca. Devo ter poupado no minímo uns 150 euros. Se por simbolismo tivesse pago 1 euro por livro, o balanço teria sido, ainda assim, claramente positivo e teria contruibuido para que a biblioteca tivesse capacidade para continuar a alargar o seu património.

Quanto à discussão papel/digital, gosto mais de ler em papel mas mais tarde ou mais cedo acho que vou acabar por me render aos e-books.
 
E agora um pequeno fait-divers.

Qual é o vosso suporte de leitura - papel ou digital?

Sempre preferi ler em papel, quer sejam livros ou jornais. Claro que aos poucos acabei por fazer algumas cedências. Prefiro ler o jornal em papel mas admito perfeitamente lê-lo no computador. Já na faculdade, fazia perfeitamente pesquisa na net mas depois para ler os artigos tinha que os imprimir. Nos livros - técnicos de estudo ou pura recreação - fui sempre um fundamentalista. Apenas e só em papel!

Tenho dezenas de livros em casa mas nos últimos tempos tenho optado por não os comprar por vários motivos. O meu pai diz - e alguém lhe disse a ele - que um livro depois de lido é como um limão espremido. Não será bem assim, que não é, mas partilho em parte este sentimento e custa-me encher a casa - e é mesmo encher pois já tive que dar alguns exemplares - com livros que vou estar anos sem olhar para eles. Opto por ir à (boa) biblioteca que tenho perto de casa. Poupo dinheiro e espaço fisíco.

O problema é quando a biblioteca não tem o livro que queremos. O que fazer? Comprar ou procurar o pdf? Optei pela segunda hipótese e agora vejo-me num dilema. Quero ler o livro mas ofereço resistência a lê-lo no computador. [:D]

E vocês, quais são as vossas preferências? Papel impreterivelmente, preferecialmente ou é indiferente?

Dei por mim a ponderar a hipótese de comprar um tablet baratucho para diversão e porque não, para também ler livros.

Por outro lado, noutra perspectiva, o que pensam vocês de colocar um valor, nem que seja meramente simbólico, no empréstimo de livros na biblioteca. Não nos livros escolares ou didáticos mas pareceria-me uma boa opção. Penso que facilitaria a manutenção e quiçà expansão de livros. Desde que não fosse um exagero, eu concordaria.

Já há mais de um ano que leio através do leitor electrónico. Tem todos os inconvenientes de um aparelho electrónico, o mais recente que tive foi o facto de não o poder ter ligado durante a descolagem e aterragem do avião, mas também tem muitas vantagens, das quais saliento o facto de poderes aumentar ou diminuir o tamanho da fonte. O penúltimo livro que li em papel, mal o abri disse cá para mim: "vou aumentar o tamanho da letra que assim é difícil". [:D]

Mas não deixo os tradicionais livros de lado.

Já ler no computador, só se for por pouco tempo.
 
tenho lido muito ultimamente pelo tablet.

o tamanho é facil dar a volta. eu converto os ficheiros todos a epub. depois na app posso alterar o tamanho, espaçamento e até tipo de letra
 
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