KeyserSoze
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Finalizei ontem a leitura do livro Apocalipse Nau de Rui Zink
Motivado pela saudosa memória dos seus tempos nas Noites de má língua resolvi experimentar ler este livro do Zink.
José Rodrigues dos Santos costuma dizer que o segredo para um bom livro é uma boa história bem contada. No primeiro aspecto, confesso que o argumento não é nada de especial - queria dizer algo de pior mas em abono da honestidade a história não é tão má assim. Fiquemos por uma história baça, descolorida sem no entanto perder a possibilidade de alguma verosímilidade. Não a parte fantasiosa, óbvio.
A forma como é contada ganha alguns pontos. Alguns só. Zink mantem o cérebro do leitor sempre em estado de alerta. Não é estado de alerta máximo, é um Defcon 3 ou para uma mente preguiçosa, 2. E faz isso recorrendo a sarcasmo, ironia - bem, que seria de esperar? - em frases curtas e com poucas palavras. Tem a sua piada, pára, arranca, pára, arranca.
É um bom livro para distrair enquanto se espera por outro melhor.
PS: Raista e Plum, leram o Marina de Záfon?
É o último dia do milénio: três homens e duas mulheres apostam tudo. As probabilidades não são muitas. Se não tiverem sorte, perdem. Se tiverem sorte, perdem. Porque o mundo vai acabar ao bater da meia-noite. É o próprio Diabo quem o diz. E o Diabo, como todos sabemos, nunca mente.
Esta comédia negra que retrata uma noite de passagem de ano de uma familia em ruptura na viragem do milénio, faz-nos pensar e rir.
Logo na primeira rajada, Zink explica o intrincado enredo que envolve as cinco personagens do livro, um autêntico Vietname. Para ele, o homem é um animal simbólico que escolheu viver no inferno e a vida não é mais do que uma sucessão de fins. E, à beira da viragem de milénio, como à beira de um abismo sem retorno, a nossa percepção de catástrofe aumenta, enquanto a temperatura do inferno continua a mesma, tépida.
Motivado pela saudosa memória dos seus tempos nas Noites de má língua resolvi experimentar ler este livro do Zink.
José Rodrigues dos Santos costuma dizer que o segredo para um bom livro é uma boa história bem contada. No primeiro aspecto, confesso que o argumento não é nada de especial - queria dizer algo de pior mas em abono da honestidade a história não é tão má assim. Fiquemos por uma história baça, descolorida sem no entanto perder a possibilidade de alguma verosímilidade. Não a parte fantasiosa, óbvio.
A forma como é contada ganha alguns pontos. Alguns só. Zink mantem o cérebro do leitor sempre em estado de alerta. Não é estado de alerta máximo, é um Defcon 3 ou para uma mente preguiçosa, 2. E faz isso recorrendo a sarcasmo, ironia - bem, que seria de esperar? - em frases curtas e com poucas palavras. Tem a sua piada, pára, arranca, pára, arranca.
É um bom livro para distrair enquanto se espera por outro melhor.
PS: Raista e Plum, leram o Marina de Záfon?