Caros amigos,
Antes de mais o meu pedido de desculpas pelo que (não) sucedeu no domingo. Era uma volta em areia, sim senhor, mas não muito diferente do que alguns de vocês fizeram pelo que pude ver nalgumas fotos.
Confesso que não cheguei a tempo de sairmos às 10h30 na manhã de domingo por cansaço extremo. Eu próprio era o interessado por motivos familiares em sair cedo e não consegui fazê-lo: primeiro porque precisava do descanso e segundo porque mais uma vez tive um problema num vidro do Hipo que teima em desencaixar e que obriga ainda a alguma mão de obra e tempo.
O percurso de sábado junto a Santa Cruz é realmente lindíssimo e duro ao mesmo tempo. Estava com a esperança de que iriam gostar, coisa que parece que aconteceu. Andei por lá, atasquei o Hipo até ao nó, ainda fiquei com uns retoques na chapa mas valeu bem a pena. O resto do passeio era mais paisagístico mas mais fácil.
Na perspectiva de inovar face ao que foi feito em anos anteriores, fizemos duas coisas: sorteio dos participantes para equipas e ausência de coordenadas dos pontos, apenas navegação à vista com a carta. Se a segunda inovação tornou bem mais difícil a navegação, é certo também que igualou quem não tem GPS em relação a quem tem.
A primeira inovação, a questão do sorteio, foi uma vergonha. A partir do momento em que alguns participantes se marimbam completamente para as instruções fornecidas pela (des)organização quase tudo perde a razão de ser tal como tinha sido planeado. Se a ideia do todo terreno turístico é fomentar o convívio entre as pessoas, então há aqui gente que não sabe o que é isso e muito menos comporta-se como praticante da actividade. Nesse caso, tomo o direito de ir passear com a minha família como melhor me aprouver.
Muita coisa tinha sido pensada para este Magusto. Muitas e muitas horas de discussão ainda no Verão, muitos reconhecimentos do terreno, muitas ideias, muitas mecânicas de orientação e objectivos ao longo do percurso que os participantes teriam de cumprir. Ao questionar-se o formato que o Magusto deveria ter algumas posições vieram ao de cima - posições essas que em nada abonam no bom nome que este pequeno canto chamado Clube TT AHO tem. É normal que isso aconteça, aquela "poll" foi um risco calculado. E tal como se previa aconteceu mesmo. Somos todos adultos e nem eu tenho já paciência e pachorra para ler algumas coisas.
O discurso já vai longo mas deixo aqui a nota (já conhecida de algumas pessoas antes do Magusto) de que esta seria a última edição organizada por mim. Para o ano, se alguém quiser pegar no histórico encontro de Novembro, está à vontade.
Para finalizar, fica aqui a promessa de uma reedição do percurso de Santa Cruz em Abril.
