Mais uma vez, convém esclarecer as coisas, ou nunca mais saímos desta discussão. Como o próprio nome indica, o GPL é um gás que se encontra lique feito. Isto é, por questões de ordem prática, é armazenado em estado líquido (caso contrário, a autonomia de um carro a Gás, seria ridícula), mas é um gás à pressão e temperatura normais. Logo, é óbvio que o deixas de ver assim que vaporiza (retorna ao seu estado "normal"). No entanto, e é esse o fundamento da Lei (curioso que mesmo os que a defendem parecem desconhecer isso), é um gás
mais denso que o ar, pelo que
em caso de fuga, e sem uma suficiente renovação de ar (particularmente, a nível do solo), há o risco de
acumulação, o que o torna perigoso, pois qualquer faísca poderá provocar a sua ignição. Quanto à gasolina, não é em estado líquido que arde, pelo que a concentração visível é o mal menor. A diferença é que os vapores da gasolina são mais leves que o ar, tornando mais improvável a sua concentração em doses perigosas. Alguém disse que se o automóvel fosse inventado hoje, não seria comercializado, pois seria considerado demasiado inseguro (não houve especial menção ao GPL [

]) Parte do problema desta abordagem é que se continua a
equipara um depósito de GPL rodoviário a uma vulgar botija de gás, quando estão a anos-luz de distância em termos de segurança. É tão ridículo como a proibição de conversão GPL em fase líquida. Basta que tragas um carro já convertido dessa forma de outro país da U.E. para já estar tudo bem. Lá se vai (mais uma vez) o argumento da segurança.[

]