Quanto tinha 8 anos ofereceram-me um livro sobre Albert Schweitzer e a sua obra em Lambaréné, no Gabão.
Aí fiquei com um idéia sobre um grande homem, um excelente médico.
E passei a ter como referências 2 médicos altruístas. Uma, a minha mãe, outro o Albert Schweitzer.
Mais tarde, quando andei à procura do meu eu, segui com atenção as correntes existencialistas e dou de caras com alguém a colocar em causa a atitude do Dr. Albert, por razões muito bem explicadas e detalhadas. Foi o J-P Sartre nas suas incursões pelo existencialismo (que soube na altura que era sobrinho ou algo do género.)
Aí, voltei ao ponto de partida.
E como imaginam, tenho tido por osmose um longo contacto com a realidade médica. Apesar disso, não sei receitar e diagnosticar e não falo medicalês.
Mas voltando à classe médica:
1-Têm uma profissão das mais complicadas do mundo. Disso não tenho dúvidas. Pessoas que têm que lidar diariamente com a vida e a morte de outros sers humanos, têm que ser especiais.
2-Estão numa profissão super-competitiva. A carreira deles está dependente de um conjunto de fenónemos activos, que faz com que até aos 40/45 anos pouco tempo tenham para os outros. E estou a falar dos mais próximos.
3-O dinheiro entra como factor importante na carreira. Ou então a carreira tem a ver com o dinheiro.
Muito naturalmente tudo isto contribui para que a imagem que é transmitida para o exterior não seja das melhores. No conceito que está aqui a ser discutido.
E não serei o único a observar que até aos 30 anos, a classe médica é formada por pessoas na sua maioria altruístas, capazes de mudar o mundo se isso dependesse deles. A partir daí, há outros valores mais altos que se levantam.
E para não falar de muitos casos indignos da classe médica, evocados alguns pelo PL.
Pronto, aqui estão os meus 50 centavos. [

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