Steevegt, penso que os 15 mil kms, neste caso, se aplique exactamente por ser metade do preconizado, na medida de se fazer uma muda intermédia mantendo o óleo menos contaminado de gasóleo, e tentando minorar os efeitos desta mistura na lubrificação do motor. Isto sou eu que digo, pela lógica que tento perceber. Ou seja, até pode durar em condições 20/22/24 mil kms, mas no sentido de acertar com a revisão, faz-se uma muda a meio do prazo de kms.
P.e. se a manutenção preconizada fosse aos 20 mil, se calhar, ninguém aconselhava uma muda intermédia. Ou, então se só se fizer 15 mil num ano, acaba por ser essa a muda normal (penso que seja 30 mil kms ou 1 ano) e depois aos 2 anos fazia-se nova troca com a restante revisão.
Eu já fiz revisões anuais com 30 mil kms e com 26.500 kms e existe diferença significativa no estado do óleo, além do nível estar mais aumentado no 1º caso (cerca de 1 L a mais do que o preconizado). E também já fiz com 21500 kms aos 9 meses e o óleo ainda estava aceitável, comparado com os outros dois casos.
Sim, é por ser metade do estipulado, mas a pergunta poe-se na mesma, porquê metade? É um valor arbitrário na mesma.
Que credibilidade tem um técnico para definir qual deve ser o período de manutenção? Com base na sua experiência? Mudou sempre a cada 15000 e nunca teve problemas? Que credibilidade pode ter isto?
Em veículos em que o recomendado é 20000, há quem na mesma mude a cada 10000. É a mesma questão.
Quando dizes diferença significativa no óleo entre 26500 e 30000, de que forma objetiva comparaste um óleo com outro? Como é que és capaz de avaliar que um óleo já não tem as características necessárias?
O aumentado do nível do óleo, é algo que é previsto pelos fabricantes, e dentro da normalidade não causa problemas. Na mesma faz todo o sentido estar atento ao nível.
Agora se efetivamente tiveres um aumento do nível de óleo superior ao normal, significa que terás um problema subjacente no carro, e que o deves corrigir. Mudar o óleo com mais frequência é controlar o sintoma e não resolver o problema.
olha a BMW é um exemplo , voltou atràs à recomendação de troca de oleo , pelo menos nos EUA
eu li a recomendação onde pediam aos concessionàrios para diminuirem o intervalo
deves poder encontrar isso pela net , alias eu postei essa nota num topico BMW
portanto , num carro meu nunca esperaria 30 000 kms para trocar o oleo
as qualidades do oleo alteram-se com o calor / tempo / combustão e o João não conduze como o Zé , não se podem comparar 2 carros de donos diferentes
eu iria à oficina todos os 30 000 kms por causa da garantia e faria em casa 1 ou 2 no mesmo intervalo
mas cada um tem sua ideia , so' dou uma opinião
e não esquecer q estamos numa sociadade de consumo , quanto mais depressa o carro rebentar ( depois da garantia , claro [8b] ) mais carros vende o construtor
Olá Antonio, conheço bem esse caso sim, mas acho que com base nesse caso, pode-se efetivamente argumentar o contrário.
Nesse caso, a BMW decidiu reduzir os tempos de manutenção, apenas nos EUA, em veículos construídos após julho de 2013, a gasolina, ou a versão 328d e 535d a Diesel.
O boletim em questão pode ser consultado neste link:
http://f10.m5post.com/forums/attachment.php?attachmentid=932087&d=1382784602
As razões para isto podem ser várias, e apenas podemos especular sobre elas.
Por outro lado podemos argumentar, com base nisto, que efetivamente os fabricantes se preocupam com esta situação e estão atentos a ela. Se de facto o problema fosse generalizado porque razão não sugeriu essas mudanças em todos os veículos, ou em todos os mercados? Acho que não faz sentido sugerir um alteração deste gênero se o problema não fosse efetivamente pontual.
É verdade que o óleo se degrada e que há diferenças entre climas, condutores, etc., etc., etc. Por essa razão é que as revisões que são previstas pelos fabricantes terão que ser já sobre-dimensionadas à partida para ter isso em consideração.
Cada um é livre de acreditar, ou neste caso, de desconfiar do que quiser. Compreendo a argumentação de que o é que é preciso é vender carros, e que isto não passa de obsolescência programada, etc, etc, etc.
A questão é que não há informação nenhuma, que comprove que se as mudanças de óleo forem feitas de forma mais frequente, provocam menos problemas nos veículos.
Não conheço estudos estatísticos de problemas causados por isso, ou resultados de análises químicas ou físicas, efetuados a um óleo após o seu uso, que comprovem que efetivamente os tempos de revisão recomendados são demasiado longos.
Até lá, e como não existe informação em contrário, apenas se pode dizer que esta questão é um boato.