Mudar de plano ou não?

Há só um "pormaior" que me está a escapar e desculpa a sinceridade, mas cá vai:

Tenho um casal amigo (só o conheço bem a ele, mas pronto), ambos emigrados na Holanda. Começaram na base, tipo a lavar pratos, limpezas e vão singrando...

Ele nem sequer tem formação superior (ela não sei), mas a primeira coisa que fez ao chegar foi inscrever-se num curso de "dutch" para estrangeiros e ela idem! Ao fim de alguns meses ambos de desenrascavam bem e ele "saltou" de lavador de pratos para a frente do restaurante a convite do patrão!

A tua namorada, que até tem formação superior e muito tempo livre, num ano ainda não domina minimamente a língua?! Que faz ela ao tempo livre?
 
Há só um "pormaior" que me está a escapar e desculpa a sinceridade, mas cá vai:

Tenho um casal amigo (só o conheço bem a ele, mas pronto), ambos emigrados na Holanda. Começaram na base, tipo a lavar pratos, limpezas e vão singrando...

Ele nem sequer tem formação superior (ela não sei), mas a primeira coisa que fez ao chegar foi inscrever-se num curso de "dutch" para estrangeiros e ela idem! Ao fim de alguns meses ambos de desenrascavam bem e ele "saltou" de lavador de pratos para a frente do restaurante a convite do patrão!

A tua namorada, que até tem formação superior e muito tempo livre, num ano ainda não domina minimamente a língua?! Que faz ela ao tempo livre?

Espera que alguma empresa holandesa lhe dê um cargo super bem pago com imensas responsabilidades sem saber falar a língua local só porque tem uma licenciatura e se acha especial por a ter.. Pelo menos, cheira a isso que dói...
 
Há só um "pormaior" que me está a escapar e desculpa a sinceridade, mas cá vai:

Tenho um casal amigo (só o conheço bem a ele, mas pronto), ambos emigrados na Holanda. Começaram na base, tipo a lavar pratos, limpezas e vão singrando...

Ele nem sequer tem formação superior (ela não sei), mas a primeira coisa que fez ao chegar foi inscrever-se num curso de "dutch" para estrangeiros e ela idem! Ao fim de alguns meses ambos de desenrascavam bem e ele "saltou" de lavador de pratos para a frente do restaurante a convite do patrão!

A tua namorada, que até tem formação superior e muito tempo livre, num ano ainda não domina minimamente a língua?! Que faz ela ao tempo livre?

Ora essa, não tenho que desculpar nada, o que cada um presume pertence a cada um e a opinião de cada um é benvinda seja ela concordante ou não, foi para isso que coloquei o tópico [;)]

Indo por partes, não estamos aqui há um ano, o que eu disse foi que viemos no início do ano...
Um curso não é de graça... e nós para já não temos possibilidade de investir em curso de línguas. Seria óptimo e uma boa ajuda, mas não dá por agora.

O tempo para a minha namorada não tem sido fácil, só ela sabe o que é passar o dia a mandar currículos atrás de currículos e ter sempre respostas negativas.

E sim nesse tempo livre tem tentado aprender a língua com cursos online etc. Não é a mesma coisa? Eu sei, mas é o que está ao alcance dela.


Eu também fui para um restaurante quando chegamos, e depois? Só quem começa por aí é que tem valor?
Qual é o problema de tentar ao máximo no investimento que fez na formação?
E para além disso eu vi como ela fez o curso ao longo de 7 anos, trabalhando em cafés e na agricultura nos tempos livres para pagar renda e propinas.

É sempre mais fácil presumir, eu entendo...
 
Espera que alguma empresa holandesa lhe dê um cargo super bem pago com imensas responsabilidades sem saber falar a língua local só porque tem uma licenciatura e se acha especial por a ter.. Pelo menos, cheira a isso que dói...

Esse olfato já teve melhores dias amigo. Obrigado pelo contributo [:D]
 
Um aspeto que acho importante assinalar é que a nossa vontade é ficar aqui. Escolhemos a Holanda por vários motivos que vão de encontro à nossa forma de estar na vida e por isso é que arriscamos tanto.

A hipótese de mudar especificamente para a Suíça só tem a ver com o facto de a minha namorada não estar a conseguir emprego e termos a mãe dela lá que eventualmente poderia conseguir ajudar, no caso de não conseguirmos dar conta do recado dentro de algum tempo.
No entanto isso não é uma realidade, daí isto ser APENAS uma questão com vista a identificar os pros e contras de ponderar uma situação destas, pois é muita coisa que está em jogo e nós sabemos que isto tudo só está à distância de mais um salário... pois a partir do momento em que ela oriente um trabalho, aí já termos alguma estabilidade para nos podermos fixar melhor na cidade e no país e evitar ter que mudar.

Desta ainda curta experiência só temos a dizer bem até agora, ainda que não seja tempo suficiente para ter uma opinião sólida, mas as impressões destes meses têm sido positivas, o modo de vida aqui é agradável, pessoas impecáveis, sítios muito bonitos,etc.
 
Esse olfato já teve melhores dias amigo. Obrigado pelo contributo [:D]

Agora fora de brincadeira, a tua cara metade que tente um emprego na PvH.. Os portugueses estão super bem cotados entre eles e no trabalho todos falam obrigatoriamente em inglês, pode ser que ajude..
 
Vou "desmontar" um pouco o que escrevi, mais uma vez tendo por base a experiência que partilhei convosco no início:

Se pelo menos ela tivesse feito um curso de língua intensiva em Holandês (sessões de manhã e de tarde) ao fim de 3 ou 4 meses já teria um conhecimento muito satisfatório da língua neste momento.

O mais certo era nesta altura já estar a trabalhar na respetiva área de conhecimento e formação, ainda que a muito esforço e a um grande investimento inicial, que poderia até ter que implicar pedir dinheiro a alguém para o conseguir...

Assim, não se gastou o dinheiro, é um facto. Porém, ela não domina a língua, não arranja trabalho e vive frustrada. Feitas as contas, qual opção sai mais cara?
 
Vou "desmontar" um pouco o que escrevi, mais uma vez tendo por base a experiência que partilhei convosco no início:

Se pelo menos ela tivesse feito um curso de língua intensiva em Holandês (sessões de manhã e de tarde) ao fim de 3 ou 4 meses já teria um conhecimento muito satisfatório da língua neste momento.

O mais certo era nesta altura já estar a trabalhar na respetiva área de conhecimento e formação, ainda que a muito esforço e a um grande investimento inicial, que poderia até ter que implicar pedir dinheiro a alguém para o conseguir...

Assim, não se gastou o dinheiro, é um facto. Porém, ela não domina a língua, não arranja trabalho e vive frustrada. Feitas as contas, qual opção sai mais cara?

Pois só que o dinheiro gastou-se na mesma [:D]
Nós ainda não temos muitos encargos mas entre renda, contas, seguro de saúde, alimentação e transporte já temos muito onde aplicar o pouco que temos.

Mas entendo perfeitamente e é lógico que a falar a língua será essencial para ambos... Mesmo eu no trabalho, apesar do meu patrão não se importar de comunicar em inglês, as conversas entre o pessoal é sempre em dutch... e não é confortável não perceber nada do que dizem.

Claro que isso vai ser com o tempo, acho impossível dominar a língua em alguns meses sem o apoio de um curso. E isso será algo que faremos mal possamos... por agora é que não é mesmo possível
 
O meu irmão, engenheiro mecânico, mudou-se há alguns anos para Munique. Na altura chegou lá com um A1 do Goethe Institut e com a ideia/promessa de trabalhar numa multinacional automóvel apenas com o inglês. Quando chegou lá viu que não era assim e começou a tirar um curso super intensivo de alemão (8 meses deram equivalência ao B2 completo). A meio do curso percebeu que podia ter uma grande ajuda monetária do estado alemão para tirar o curso (de 400euros mensais passou para os 100). Na Holanda deve haver o mesmo tipo de apoio por isso é uma questão de analisar apoios.

A notar que o meu irmão apenas conseguiu este curso graças à ajuda do meu pai que pagou tudo. Será que uma ajuda monetária da mãe não pode ser uma opção?
 
O meu irmão, engenheiro mecânico, mudou-se há alguns anos para Munique. Na altura chegou lá com um A1 do Goethe Institut e com a ideia/promessa de trabalhar numa multinacional automóvel apenas com o inglês. Quando chegou lá viu que não era assim e começou a tirar um curso super intensivo de alemão (8 meses deram equivalência ao B2 completo). A meio do curso percebeu que podia ter uma grande ajuda monetária do estado alemão para tirar o curso (de 400euros mensais passou para os 100). Na Holanda deve haver o mesmo tipo de apoio por isso é uma questão de analisar apoios.

A notar que o meu irmão apenas conseguiu este curso graças à ajuda do meu pai que pagou tudo. Será que uma ajuda monetária da mãe não pode ser uma opção?

Pah, talvez seja uma hipótese, não sei...

Um curso básico já seria bom para, pelo menos, começarmos a compreender como funciona o idioma, perceber algumas regras de gramática etc...
 
Se fosse para a Holanda viver, a primeira coisa que faria seria enviar cv's mas dava um espaço de 2 meses no máximo até arranjar um emprego na área.
No caso dela, até lavar erlenmeyers já era um bónus! Depois se não conseguisse, arranjar outra coisa qualquer.

O facto de não lhe darem emprego na área também está no facto de nem se ter dado à humildade de ir trabalhar em qualquer coisa e ir aprendendo a língua e ganhar alguma confiança e referências no país.
Ficou 1 ano a ver navios.... Ora, que bonita postura!!!

É assim que se começa num país novo quando não vamos referenciados ou com apoio de outra empresa.

PS: Também sou química, mas com os pés mais assentes na terra.

PS2: Afinal a primeira coisa que eu faria na Holanda era gastar um ordenado mínimo em stroop wafels de caramelo da Daelmans !
Alguém sabe onde comprar isso em PT?[:D]

PS3: e que tal abrirem contactos de distribuição com essas bolachas?! Podiam ser um sucesso em PT.
 
Last edited:
...

PS2: Afinal a primeira coisa que eu faria na Holanda era gastar um ordenado mínimo em stroop wafels de caramelo da Daelmans !
Alguém sabe onde comprar isso em PT?[:D]

PS3: e que tal abrirem contactos de distribuição com essas bolachas?! Podiam ser um sucesso em PT.


Olha aqui sua "química gulosa"[:D]
 
Se fosse para a Holanda viver, a primeira coisa que faria seria enviar cv's mas dava um espaço de 2 meses no máximo até arranjar um emprego na área.
No caso dela, até lavar erlenmeyers já era um bónus! Depois se não conseguisse, arranjar outra coisa qualquer.

O facto de não lhe darem emprego na área também está no facto de nem se ter dado à humildade de ir trabalhar em qualquer coisa e ir aprendendo a língua e ganhar alguma confiança e referências no país.
Ficou 1 ano a ver navios.... Ora, que bonita postura!!!

É assim que se começa num país novo quando não vamos referenciados ou com apoio de outra empresa.

PS: Também sou química, mas com os pés mais assentes na terra.

PS2: Afinal a primeira coisa que eu faria na Holanda era gastar um ordenado mínimo em stroop wafels de caramelo da Daelmans !
Alguém sabe onde comprar isso em PT?[:D]

PS3: e que tal abrirem contactos de distribuição com essas bolachas?! Podiam ser um sucesso em PT.

Olha, outro... Afinal onde é que eu disse que estamos aqui há 1 ano? [8b]

Porque é que se vai sempre pegar no argumento do falso humilde ? "Ah e tal, mulher guerreira que foi lavar loiça e trabalhar 15 horas por dia"

Será que esse modelo (passe o exagero) é o único trajeto de honra e valor? Que mal é que tem tentar de imediato na área em que se recém formou? É dessa forma que medes a humildade das pessoas? Por acaso tu conheces o nosso trajeto de vida para te pores com pseudo humor de bolso?

Mas pronto, o teu username fala por si... [:D]
 
Olha aqui sua "química gulosa"[:D]

Posso experimentar, mas acho que vou levar banhada.

Olha, outro... Afinal onde é que eu disse que estamos aqui há 1 ano? [8b]

Porque é que se vai sempre pegar no argumento do falso humilde ? "Ah e tal, mulher guerreira que foi lavar loiça e trabalhar 15 horas por dia"

Será que esse modelo (passe o exagero) é o único trajeto de honra e valor? Que mal é que tem tentar de imediato na área em que se recém formou? É dessa forma que medes a humildade das pessoas? Por acaso tu conheces o nosso trajeto de vida para te pores com pseudo humor de bolso?

Mas pronto, o teu username fala por si... [:D]

Pseudo Humor de Bolso?! É assim dessa maneira fria e cruel que defines o meu jeito peculiar de irritar os outros?![:)]
E tu, que conheces da minha vida e experiência para dizeres que a minha opinião é humor?

Humor é achares que uma recém formada (sem experiência ainda por cima[:D]) em química, que se acha a última bolacha do pacote, vá encontrar emprego assim de mão beijada na dutchlândia sem saber dizer uma palavra em Holandês/Alemão.

Vai ter de batalhar um pouco... Não por um trajeto de honra e valor, é o trajeto normal para quem não percebe nada da língua. A língua é uma barreira enorme! Ainda se fosse alí espanha....
 
Last edited:
Posso experimentar, mas acho que vou levar banhada.



Pseudo Humor de Bolso?! É assim dessa maneira fria e cruel que defines o meu jeito peculiar de irritar os outros?![:)]
E tu, que conheces da minha vida e experiência para dizeres que a minha opinião é humor?

Humor é achares que uma recém formada (sem experiência ainda por cima[:D]) em química, que se acha a última bolacha do pacote, vá encontrar emprego assim de mão beijada na dutchlândia sem saber dizer uma palavra em Holandês/Alemão.

Vai ter de batalhar um pouco... Não por um trajeto de honra e valor, é o trajeto normal para quem não percebe nada da língua. A língua é uma barreira enorme! Ainda se fosse alí espanha....

Da tua vida não conheço rigorosamente nada, apenas comentei sobre a tua opinião, e foi sobre ela que respondi, não sobre a tua vida ou a tua pessoa.

Ao contrário do que tu fizeste, onde a tua intervenção sugeriu que houve falta de humildade e que "ficou um ano a ver navios". Quando nem sequer sabes quando nos mudamos para cá e nem sequer conheces a pessoa em questão, medindo a humidade pelo tipo de trabalho que escolheu tentar primeiro. Como se isso não fosse aceitável e legítimo.


Já na tua segunda intervenção...
"Que se acha a última bolacha do pacote"

Que vou eu debater assim? :sh)

A tua opinião, visão e percepção da situação é absolutamente benvinda e agradeço a todos os users que a expõem, independentemente de ser concordante ou não.

Apenas acho que não é necessário vires com esse tipo de palavreado, ou melhor "jeito peculiar de irritar os outros", se assim o preferes [:D] só porque uma pessoa não foi fazer outro trabalho antes de tentar na área. Tens mais maneiras de expressar a tua opinião...

De qualquer forma e centrando-me no teu último parágrafo, mais útil para o tópico em questão...sim,é verdade, temos vindo a perceber isso, a língua é mesmo uma barreira na área dela. Mesmo para mim o foi até encontrar esta empresa de jardinagem onde estou, onde só comunico em inglês para já e até ir aprendendo o dutch.
E sim ela vai ter de batalhar e irá batalhar com toda a certeza, só assim será possível.
 
Pah, talvez seja uma hipótese, não sei...

Um curso básico já seria bom para, pelo menos, começarmos a compreender como funciona o idioma, perceber algumas regras de gramática etc...


Comentando apenas a parte da língua, acredita que sem aulas, é quase impossível aprender Neerlandês que se aproveite...

Há uns anos que ando a estudar a língua aqui na Bélgica e ainda estou longo do B1... (é verdade que não preciso dela para nada e é mais por gosto, mas é uma língua difícil para quem vem de uma língua latina).

Não sei como é na Holanda mas deve de haver apoio estatal ou regional para isso. Aqui os cursos de NT2 são subsidiados pelo governo regional e custam apenas 40 e tal euros por semestre.
 
Olha, outro... Afinal onde é que eu disse que estamos aqui há 1 ano? [8b]

Porque é que se vai sempre pegar no argumento do falso humilde ? "Ah e tal, mulher guerreira que foi lavar loiça e trabalhar 15 horas por dia"

Será que esse modelo (passe o exagero) é o único trajeto de honra e valor? Que mal é que tem tentar de imediato na área em que se recém formou? É dessa forma que medes a humildade das pessoas? Por acaso tu conheces o nosso trajeto de vida para te pores com pseudo humor de bolso?

Mas pronto, o teu username fala por si... [:D]

A cada dia que passa, o relógio faz muitos tic-tac e estás mais perto de completar aí um ano! Não interpretes o que os outros se escrevem tão "a peito"!

Devo ir visitar este casal amigo daqui a um tempo, nessa altura vou perceber melhor a experiência delas porque a vou ver "in situ"!

Já agora, a tua cara-metade chegou a registar-se na rede Eures? E ir a um serviço de emprego daí? Certamente que também existem! Já tentaste contatar com outros portugueses que vos possam ajudar? O Tuga costuma ser solidário, mais ainda se houver humildade...

Há muitos anos, trabalhei na Suiça algum tempo, mas optei por voltar porque "Morria de saudades" e não estou a ser irónico. Era uma zona francófona e eu dominava a língua, mas dou-te 3 pormenores:

1.º quando fui, já ia com trabalho definido. Não fui às cegas;
2.º tentei integrar-me o mais rápido possível na comunidade local, nomeadamente no meio dos tugas, de tal maneira que quando decidi regressar um tuga me desafiou a ficar com um emprego que, simplesmente, duplicava o que estava a ganhar e eu, burro, não aceitei! Coisas dos verdes anos!
3.º pouco depois de chegar fui começar a aprender Alemão porque sabia que também me poderia ser útil. Afinal não foi porque ao vir-me embora esqueci praticamente tudo o que aprendi e hoje, passados mais de 20 anos, apenas me recordo de meia dúzia de palavras, mas não me arrependo de o ter feito!

Para acabar, "sinto" uma falta de iniciativa, capacidade de sacrifício, dedicação o que lhe queiram chamar... da vossa parte!
 
A cada dia que passa, o relógio faz muitos tic-tac e estás mais perto de completar aí um ano! Não interpretes o que os outros se escrevem tão "a peito"!

Devo ir visitar este casal amigo daqui a um tempo, nessa altura vou perceber melhor a experiência delas porque a vou ver "in situ"!

Já agora, a tua cara-metade chegou a registar-se na rede Eures? E ir a um serviço de emprego daí? Certamente que também existem! Já tentaste contatar com outros portugueses que vos possam ajudar? O Tuga costuma ser solidário, mais ainda se houver humildade...

Há muitos anos, trabalhei na Suiça algum tempo, mas optei por voltar porque "Morria de saudades" e não estou a ser irónico. Era uma zona francófona e eu dominava a língua, mas dou-te 3 pormenores:

1.º quando fui, já ia com trabalho definido. Não fui às cegas;
2.º tentei integrar-me o mais rápido possível na comunidade local, nomeadamente no meio dos tugas, de tal maneira que quando decidi regressar um tuga me desafiou a ficar com um emprego que, simplesmente, duplicava o que estava a ganhar e eu, burro, não aceitei! Coisas dos verdes anos!
3.º pouco depois de chegar fui começar a aprender Alemão porque sabia que também me poderia ser útil. Afinal não foi porque ao vir-me embora esqueci praticamente tudo o que aprendi e hoje, passados mais de 20 anos, apenas me recordo de meia dúzia de palavras, mas não me arrependo de o ter feito!

Para acabar, "sinto" uma falta de iniciativa, capacidade de sacrifício, dedicação o que lhe queiram chamar... da vossa parte!

Entendo, mas a gente veio em Abril... para 1 ano ainda vai uma diferença [:p]

Sobre o último parágrafo, desculpem se é essa a ideia que estou a passar, mas pronto também não tenho que estar a argumentar ou a fazer provar alguma coisa. A gente veio numa aventura, cometemos alguns erros de estudo da situação, é um facto, mas viemos. Sem casa, sem emprego e sem conhecidos cá. Só poupanças e apoio da família. Foi a nossa escolha, somos novos ainda e temos muito para aprender, e isto já faz parte da aprendizagem, não tenho dúvidas.

No entanto, apesar de tudo, não queremos deixar ir as coisas a um ponto de insustentabilidade... e antes que isso aconteça é preciso pensar em alternativas. Daí este tópico "mudar de plano ou não" com a única alternativa sensata que temos em vista na eventualidade de por aqui não conseguirmos.

Porque como referiste, conosco isso também tem acontecido, muitas saudades de casa, da família, dos amigos, da língua etc... Na Suíça teriamos um pouco esse conforto, pois temos lá a minha sogra e amigos de infancia até... e talvez a atração a essa possibilidade cresça num momento ou outro em que se esteja num dia mais difícil. Foi a primeira vez que saimos do país, que andámos de avião etc... passamos de uma cidade com 10.000 pessoas para uma com quase 500.000. Tido isso mexe muito com o psicológico em certos dias amigo. Só quem sai sabe do que falo, como foi o teu caso do também...mesmo sabendo que não ia ser fácil. Mas dito é mais fácil que feito.

Para que conste, o meu trabalho como hovenier, não é pera doce, é trabalho pesado. Mas isso para mim não é novo, estou habituado a trabalhar pesado, sempre o fiz na agricultura. Da mesma forma que a minha namorada também o fez muita vez ao longo da sua vida de estudante para pagar propinas e ajudar a mãe, quando esta ainda estava em PT. Agora é altura de ser recompensada por todo esse esforço. Podes parecer arrogante, mas para nós, não há nada caído do céu, só água quando chove. E vamos lutar sempre pelo que queremos, da forma que consideramos melhor para nós. E se tivermos que mudar para que ela possa trabalhar no que tanto quer, não vejo mal nenhum nisso e é o que faremos se for preciso.
Da mesma forma que também fará outra coisa no entretanto, MAS, se à medida que o tempo passar, nada se proporcionar na área dela, zarpamos para outras paragens sem problema nenhum.

Se calhar por falta de persistência e resiliência é que há muita gente formada e conformada com empregos onde não se sentem felizes, mas acomodam-se porque "dá para viver" e as contas não esperam.

Sabemos o que é isso mas também sabemos que não é o que queremos para o resto da vida.
 
Entendo, mas a gente veio em Abril... para 1 ano ainda vai uma diferença [:p]

Sobre o último parágrafo, desculpem se é essa a ideia que estou a passar, mas pronto também não tenho que estar a argumentar ou a fazer provar alguma coisa. A gente veio numa aventura, cometemos alguns erros de estudo da situação, é um facto, mas viemos. Sem casa, sem emprego e sem conhecidos cá. Só poupanças e apoio da família. Foi a nossa escolha, somos novos ainda e temos muito para aprender, e isto já faz parte da aprendizagem, não tenho dúvidas.

No entanto, apesar de tudo, não queremos deixar ir as coisas a um ponto de insustentabilidade... e antes que isso aconteça é preciso pensar em alternativas. Daí este tópico "mudar de plano ou não" com a única alternativa sensata que temos em vista na eventualidade de por aqui não conseguirmos.

Porque como referiste, conosco isso também tem acontecido, muitas saudades de casa, da família, dos amigos, da língua etc... Na Suíça teriamos um pouco esse conforto, pois temos lá a minha sogra e amigos de infancia até... e talvez a atração a essa possibilidade cresça num momento ou outro em que se esteja num dia mais difícil. Foi a primeira vez que saimos do país, que andámos de avião etc... passamos de uma cidade com 10.000 pessoas para uma com quase 500.000. Tido isso mexe muito com o psicológico em certos dias amigo. Só quem sai sabe do que falo, como foi o teu caso do também...mesmo sabendo que não ia ser fácil. Mas dito é mais fácil que feito.

Para que conste, o meu trabalho como hovenier, não é pera doce, é trabalho pesado. Mas isso para mim não é novo, estou habituado a trabalhar pesado, sempre o fiz na agricultura. Da mesma forma que a minha namorada também o fez muita vez ao longo da sua vida de estudante para pagar propinas e ajudar a mãe, quando esta ainda estava em PT. Agora é altura de ser recompensada por todo esse esforço. Podes parecer arrogante, mas para nós, não há nada caído do céu, só água quando chove. E vamos lutar sempre pelo que queremos, da forma que consideramos melhor para nós. E se tivermos que mudar para que ela possa trabalhar no que tanto quer, não vejo mal nenhum nisso e é o que faremos se for preciso.
Da mesma forma que também fará outra coisa no entretanto, MAS, se à medida que o tempo passar, nada se proporcionar na área dela, zarpamos para outras paragens sem problema nenhum.

Se calhar por falta de persistência e resiliência é que há muita gente formada e conformada com empregos onde não se sentem felizes, mas acomodam-se porque "dá para viver" e as contas não esperam.

Sabemos o que é isso mas também sabemos que não é o que queremos para o resto da vida.

Eu acho que não deves pedir desculpa de nada. Existe gente aí para trás que começou logo a fazer juízos de valor sem conhecer a história por completo. Já estavam a falar de nariz empinado da tua namorada, etc [:D]

Tem tanto de nariz empinado que até mandou currículo para restaurantes, cafés... Se querem ajudar e têm forma de ajudar o homem, ajudem. Agora estar a irritar o homem só porque sim não faz o mínimo de sentido. Stressado já está ele.
 
Back
Top