Entendo, mas a gente veio em Abril... para 1 ano ainda vai uma diferença [

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Sobre o último parágrafo, desculpem se é essa a ideia que estou a passar, mas pronto também não tenho que estar a argumentar ou a fazer provar alguma coisa. A gente veio numa aventura, cometemos alguns erros de estudo da situação, é um facto, mas viemos. Sem casa, sem emprego e sem conhecidos cá. Só poupanças e apoio da família. Foi a nossa escolha, somos novos ainda e temos muito para aprender, e isto já faz parte da aprendizagem, não tenho dúvidas.
No entanto, apesar de tudo, não queremos deixar ir as coisas a um ponto de insustentabilidade... e antes que isso aconteça é preciso pensar em alternativas. Daí este tópico "mudar de plano ou não" com a única alternativa sensata que temos em vista na eventualidade de por aqui não conseguirmos.
Porque como referiste, conosco isso também tem acontecido, muitas saudades de casa, da família, dos amigos, da língua etc... Na Suíça teriamos um pouco esse conforto, pois temos lá a minha sogra e amigos de infancia até... e talvez a atração a essa possibilidade cresça num momento ou outro em que se esteja num dia mais difícil. Foi a primeira vez que saimos do país, que andámos de avião etc... passamos de uma cidade com 10.000 pessoas para uma com quase 500.000. Tido isso mexe muito com o psicológico em certos dias amigo. Só quem sai sabe do que falo, como foi o teu caso do também...mesmo sabendo que não ia ser fácil. Mas dito é mais fácil que feito.
Para que conste, o meu trabalho como hovenier, não é pera doce, é trabalho pesado. Mas isso para mim não é novo, estou habituado a trabalhar pesado, sempre o fiz na agricultura. Da mesma forma que a minha namorada também o fez muita vez ao longo da sua vida de estudante para pagar propinas e ajudar a mãe, quando esta ainda estava em PT. Agora é altura de ser recompensada por todo esse esforço. Podes parecer arrogante, mas para nós, não há nada caído do céu, só água quando chove. E vamos lutar sempre pelo que queremos, da forma que consideramos melhor para nós. E se tivermos que mudar para que ela possa trabalhar no que tanto quer, não vejo mal nenhum nisso e é o que faremos se for preciso.
Da mesma forma que também fará outra coisa no entretanto, MAS, se à medida que o tempo passar, nada se proporcionar na área dela, zarpamos para outras paragens sem problema nenhum.
Se calhar por falta de persistência e resiliência é que há muita gente formada e conformada com empregos onde não se sentem felizes, mas acomodam-se porque "dá para viver" e as contas não esperam.
Sabemos o que é isso mas também sabemos que não é o que queremos para o resto da vida.