e ainda há este teste
http://exameinformatica.clix.pt/foco/dossier/997635.html
As localizaÇÕes
Quando começámos a planear este teste decidimos, à partida, que seria obrigatório passar pelos pontos mais importantes do país. Por isso, pareceu-nos lógico que deveríamos dar prioridade às 18 capitais de distrito de Portugal Continental. Claro que para além destas localizações acabámos por fazer muitas cidades que fugiam a esta regra. Mais, acabámos por, em Lisboa e no Porto, fazer várias medições em vários concelhos que integram estas áreas metropolitanas. Por exemplo, em Cascais, Oeiras e Vila Nova de Gaia.
Por norma, o centro da localidade foi o local escolhido para as medições. Também optámos por alguns locais emblemáticos ou por considerarmos serem pontos de aglutinação de utilizadores. Por exemplo, fizemos várias medições junto a pólos universitários, escolas técnicoprofissionais e, até, de alguns monumentos (junto à estátua do fundador da nação em Guimarães, por exemplo).
O nosso trajecto foi organizado da seguinte forma:
1º dia – Baixo Alentejo e Algarve
2º dia – Alto Alentejo e Beiras
3º e 4ºs dias – Norte
5º e 6º dias – Zona metropolitana de Lisboa
Ainda efectuámos medições avulsas efectuadas por vários membros da redacção em zonas consideradas importantes.
As ferramentas de mediÇÃo
Existem várias ferramentas de medição online que nos permitem aferir da velocidade do acesso que estamos a utilizar. Para o nosso trabalho escolhemos duas opções: a ferramenta da Beltrónica e a da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Ambas conseguem medir o acesso.
Aí em casa, se quiser experimentar qual a velocidade do seu acesso pode, também, utilizá-las. Basta que escreva no browser:
Beltrónica –
http://www.abeltronica.com/velocimetro/pt/?idioma=pt&newlang=pt
FCCN -
http://speedmeter.fccn.pt/
As mediÇÕes
Em cada local de paragem efectuámos, por cada acesso, seis medições. Três utilizando a ferramenta da Beltrónica e três com a da FCCN. Fazíamos medições extra sempre que detectávamos valores demasiado díspares dentro do mesmo acesso. Registámos que tipo de rede é que tínhamos disponível e tivemos em consideração factores como o tempo que o acesso demorava a ligar-se e até que ponto é que se mantinha estável. Também registámos a hora da medição e a rua ou local preciso onde a medição foi realizada.
As medições foram efectuadas em vários ambientes: dentro do automóvel, ao ar livre e dentro de casa. Importante: o ambiente manteve-se sempre o mesmo para cada medição. Ou seja, se era ao ar livre isso significou que os três acessos foram medidos dessa forma.
Apenas por mero interesse jornalístico, não aparecem os valores na tabela final, decidimos fazer algumas medições quando tínhamos o carro em movimento. Fosse em estrada de localidade ou em auto-estrada. Só para determinar se conseguíamos acesso estável o suficiente para manter uma navegação Web com as condições mínimas dentro de um carro em movimento.
Na tabela que vai encontrar mais à frente surgem a média dos melhores valores de todas as medições de download e upload registados por cada acesso.
Antes das medições: os softwares
Sabemos que deve estar ansioso por saber quem vai ganhar este megateste. Mas vamos começar por analisar a qualidade dos equipamentos, software utilizado e tarifários.
Kanguru – Simplicidade e rapidez
O modem pen da Optimus segue à risca a “filosofia” de anteriores versões do Kanguru. Ou seja, é rápido a instalar e a ligar-se à rede. Basta inserir a pen e esperar que surja o executável. A interface é a mais simples de todas. Temos apenas um botão para ligar/desligar e, se forem necessários ajustes relacionados com a ligação ou com o PIN, basta pressionar o botão “Configurações”. Como seria de esperar, temos acesso a todas as estatísticas relacionadas com a utilização que temos feito do acesso. Condição essencial para saber se estamos a respeitar os 6GB de tráfego incluído na mensalidade. Essa informação é mostrada no browser Web e tem de autenticar-se para poder visualizar os dados.
No ecrã principal, quando estamos ligados, temos acesso à velocidade disponível na rede. E mais nada. Simples e eficaz. Durante os nossos testes, o Kanguru foi dos mais rápidos a ligar-se e a manter a rede estável. De referir que é fornecido um manual em PDF para dissipar quaisquer dúvidas que existam sobre o acesso.
TMN – Mais lento, mas mais versátil
Infelizmente, o software da TMN foi o mais lento. O processo é igual ao de todos os outros. Basta inserir o dongle e esperar que surja o executável. No entanto, a partir daí, o processo é mais vagaroso. O software demora mais um pouco a ser executado. Depois temos de pressionar o botão ligar e confirmar. O mesmo para desligar.
Mas há males que vêm por bem. O software da TMN permite-nos enviar SMS utilizando o teclado do computador, temos acesso à lista dos Contactos e Registos. Este último apresenta-nos a lista das últimas ligações e que tipo de tráfego foi dispendido. Também existe um menu de “Definições” que, entre outras coisas, permite definir qual a rede a que desejamos dar prioridade. Por exemplo, dar primazia sempre ao UMTS. Durante todo o tempo que dura a ligação temos sempre disponível a velocidade disponibilizada pela rede e a quantidade de dados que estão a ser transaccionados. Durante os nossos testes, a ligação à TMN caiu algumas vezes.
Vodafone – RÁpido o quanto baste
É um misto dos dois anteriores. É célere a ligar-se, ou seja, a encontrar a rede e inclui alguma versatilidade. Mas o melhor de tudo é o arranjo gráfico da interface desta aplicação. Permite-nos aceder rapidamente ao botão “Ver utilização” que revela qual tem sido o grau de utilização do serviço. O simpático é que pode escolher que essa visualização seja efectuada por tempo ou por tráfego. Para os utilizadores que têm menor capacidade de controlar a sua navegação, existe a possibilidade de configurar alarmes que avisem se os limites, definidos por si, estão a ser atingidos.
Também é possível enviar SMS a partir deste software.
Durante o tempo de ligação consegue saber a velocidade do acesso, os dados que estão a ser transaccionados e o tempo que dura a ligação.
Durante os nossos testes, a placa da Vodafone foi rápida a apanhar rede, embora mais lenta que o Kanguru, e perdemos sinal algumas vezes