Mas também os clientes alvo são completamente distintos.
Um 1.8 ou um 2.0 atmosféricos para puxar aquele peso não é fácil. Este novo THP graças à boa disponibilidade de binário tornaria a condução bem mais agradável.
Um 407 1.6 THP ao preço do 1.6 HDi era uma excelente alternativa a quem pensaria comprar o 2.0 HDi.
Ao menos existiria a alternativa ao diesel, que na gama 407 não existe.
Até podiam experimentar no C5 primeiro a ver se a coisa pegava. [

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Com a invasão dos diesel de baixa cilindrada com potências "aceitáveis", já ninguém opta entre um diesel e um otto.
Há 3 tipos de compradores:
1) os fans incondicionais dos diesel, que sempre tiveram traineiras;
2) as "marias-vão-com-as-outras", que aderiram ao "TDI" e agora não querem outra coisa senão diesel;
3) o pessoal mais velho, desde sempre habituado a ottos e que ainda consideram que os diesel são táxis.
Dentro deste grupo incluem-se os encartados do ACP (alguns mais jovens) que tiraram a carta num carro a gasolina e desde então nunca experimentaram um diesel.
Os 1) e 2) estão fidelizados.
Os 3) estão a ser fidelizados pelo mercado: quando vendem os seus charutos semi-novos a preço de saldo com a resposta do vendedor "ah...se fosse diesel", pensam 2x na nova aquisição e acabam por comprar diesel, mesmo mais caro.
Desta forma, os otto são cada vez mais raros.
Quando mais alto o segmento, pior.
Esse 1.6 THP está bem para pequenos desportivos.
Nesses segmentos mais altos, não vende.