Maguire, de facto a insonorização está um pouco má, pelo menos em comparação com a minha Megane break (1.5dci, 100cv).
No sábado passado fui fazer um test drive... por acaso nem me lembrei de por aqui a experiência, mas como comentei isso noutro fórum, aqui vai um copy-paste "remodelado" (o factor de comparação é, como devem imaginar, a minha break):
Queria experimentar uma station wagon, mas não possível porque porque apenas o 5 portas estava "a serviço".
Experimentei a versão 1.6 tdci com 109cv. Em relação ao equipamento, não sei qual era o nível, mas tinha a designação 1st Edition. Um dos equipamentos que saltou logo à vista foi o A/C automático com regulação independente para o condutor e para o passageiro. Computador de bordo, leitor de CD's, são mais alguns dos equipamentos que tinha.
Esteticamente está bestial. A berlina é muito bonita, espaçosa. Tem "presença" e transmite a sensação de "carrão". As linhas são muito bonitas, e ao contrário do que já se disse, a traseira é muito agradável, não desagrada nem um pouco. Já a break é um mimo, muito, mas mesmo muito bonita. Não é por acaso que a Focus SW da geração anterior foi um sucesso, e estou certo que esta vai também ter o seu quinhão.
Em relação ao motor, só posso dizer maravilhas. O motor tem uma pujança muito boa e isso nem se parece reflectir nos consumos, pois fiz o reset ao CB e depois de muitas subidas e pés-na-tábua cheguei ao stand com uma média de pouco menos de 6Lt/100.
Em curva o carro pareceu-me irrepreensível. Cheguei a dizer ao senhor que foi comigo para não ter medo

e ele até me incentivou a puxar pelo carro em curva (naquele caso era uma das muitas rotundas de Coimbra, numa circular)

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Os materiais interiores parecem-me estar ao nível do Megane, ou até um pouco melhor. Grande parte são plásticos suaves e moles e não tem o raio duma pála à parte para os mostradores como no Megane, o tablier é peça única (tudo do mesmo material mole). Já o travão de mão não inspira muita confiança, mas isso acho que é por estar habituado ao do Megane, que, quando comparado com os travões de mão "normais", é um monstro.
Não gostei tanto doutros pormenores, como por exemplo o sistema de rebatimento dos bancos traseiros, que é semelhante ao Megane. Para rebater os bancos é necessário puxar os assentos para a frente e só depois se deita as costas dos bancos. Eu sei que isto é o mais comum, mas isto significa que enquanto os bancos vão rebatidos, o couro dos meus bancos vão a arrastar na chapa da carroçaria que fica exposta. Por exemplo, no caso da Mazda 6 eles têm um sistema em que o assento desloca-se um pouco para a frente e para baixo, permitindo assim rebater completamente os encostos (até têm um nome para o sistema, em que basta puxar num manípulo na bagageira que aquilo rebate logo tudo).
Outra coisa que não gostei foi da posição de condução. Não que estivesse desconfortável, mas com a regulação do volante e do banco que fiz tinha alguma dificuldade em ver as mensagens do CB, que fica na parte de baixo do tablier (ao contrário do Megane, que fica em cima). Mas isso também poder-se-ia talvez reduzir tentando procurar outra posição melhor.
No que toca a espaços de arrumação, não há quem bata o Megane. Até mesmo na bagageira, ao levantarmos o alçapão constatamos que mal há espaço para a roda, quanto mais para outras coisas. Já no Megane (e em particular na break, acho eu) temos muito mais espaço e arrumações.
Por fim, em termos de insonorização o carro pareceu-me não estar lá muito bem. O motor ouve-se bastante (nota-se bem a diferença para a minha break) e se eu achava que tinha ruídos aerodinâmicos a velocidades mais elevadas, ali notavam-se ainda mais. Havia inclusivamente uma espécie de assobio (não era bem um assobio, mas era um ruído aerodinâmico) vindo do lado direito do carro, que me desagradou bastante. Também senti alguns ruídos estranhos quando travava, mas isso pode ser por falta de habituação, agora tanto tempo depois de conduzir a break.
Ah, houve outro pormenor que eu estranhei: quando premia a embraiagem para engatar a próxima velocidade, era como se o motor aguentasse ali a rotação por umas centésimas de segundo mesmo sem estar a carregar no acelerador... pode ser alguma "técnica" para o motor ficar mais sincronizado com a caixa, ou então é o lag do acelerador (que deve ser electrónico, penso eu).
Há também um ponto a constatar: grande parte do equipamento do Focus é opcional, pelo que as comparações directas com outros modelos têm de ser bem medidas, pois os preços competitivos do Focus são alcançados à custa da redução de equipamento. Só para verem, na versão mais básica (Trend) nem sequer há ar condicionado de série, quando o mais normal (acho eu) nas outras marcas é ter pelo menos A/C manual.