O estilo Sócrates

[h=3]tirado do blog portadaloja

Há juizes ( do Supremo...) que falam, dizem coisas gravíssimas e ninguém liga...[/h]
Por exemplo, a vice-presidente do Supremo Tribunal Administrativo, conselheira Dulce Neto falou há pouco a um dos jornalistas -Carlos Rodrigues Lima- que evoluíram muitíssimo de há uma dúzia de anos a esta parte.

E disse assim, ao D.N. há alguns dias ( 8 de Setembro):

Juíza acusa Finanças de arrastar processos perdidos

Vice-presidente do STA arrasou comportamento do fisco nos processos fiscais. Já Marcelo alertou: ou há pacto ou o “bloco central de interesses” mantém a situação “pantanosa”

A juíza conselheira Dulce Neto, vice-presidente do Supremo Tribunal Administrativo (STA), descreveu ontem um cenário de terror na relação entre a administração fiscal e os contribuintes. Segundo a magistrada, as Finanças arrastam propositadamente processos tributários com recursos quando é muito provável que essas acções venham a ser decididas a favor do contribuinte. “A administração fiscal está cega de mais na tentativa de arrecadar receita, deixando empresas e famílias exauridas”, declarou Dulce Neto, durante uma conferência promovida pela Associação Sindical dos Juizes Portugueses (ASJP).

Numa intervenção muito aplaudida pela plateia que seguia o encontro, patrocinado pela Presidência da República, a juíza conselheira afirmou que, nos litígios com os contribuintes, a administração fiscal acaba por contribuir para a “elevada litigância” nos tribunais, provocando até mais despesa ao Estado com o pagamento de custas e, no final do processo, com a condenação a juros indemnizatórios, com o único “propósito de dilatar no tempo a devolução ao contribuinte”. Nestes processos estão, segundo o DN soube, casos em que, por exemplo, o STA já tem abundante jurisprudência a favor do contribuinte sobre a questão em concreto, mas o fisco decide recorrer até à última das últimas decisões.

Para isto, segundo Dulce Neto, tem contribuído a sucessiva informatização dos serviços tributários, a qual melhorou a eficiência da máquina fiscal mas que “é potenciadora de erros e ilegalidades, que os tribunais são chamados a resolver”. Daí a juíza conselheira ter revelado perplexidade pelo facto de o Estado “investir na máquina” de cobrança, mas não fazer o mesmo para quem “controla a legalidade”, os tribunais, o que, na sua opinião, faz que seja uma “ilusão falar em garantias do contribuinte”.

Para ilustrar o seu raciocínio, a magistrada recorreu aos números dos processos fiscais: na primeira instância tributária, existem 53 129 para 76 juizes; na segunda instância, os tribunais centrais administrativos de Lisboa e do Porto, estão pendentes 3910 processos nas mãos de 14 juizes. Por fim, no STA, há 831 processos distribuídos por nove juizes conselheiros. Passemos ao volume: em Dezembro de 2011, os processos nos tribunais tributários “valiam” 7,2 mil milhões de euros, que estavam a ser discutidos entre o fisco e particulares e empresas. Aquele número subiu para 8,2 mil milhões em Dezembro do ano passado. “A máquina fiscal está cada vez mais agressiva, atropelando demasiadas vezes os direitos dos contribuintes”, sentenciou Dulce Neto, na sua intervenção.

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há cidadãos de primeira, os não religiosos, e cidadãos de segunda, os com alguma fé religiosa, a estes devem ser vedados uma série de cargos públicos

é um mau entendimento do que deve ser a independencia do estado perante as diferentes religiões (ou ausência delas)


As crenças religiosas não devem interferir com as decisões judiciais, apenas isto.
 
Última edição:
Ninguem pode acreditar em juizes que se baseam no fraudulento art. 127, para dar as suas sentenças altamente duvidosas e totalmente isentas de credibilidade e ainda por cima alcatifam tudo com imprensa igualmente descrente e sensacionalista antes da manhosa e preparada sentença, previamente estudada e manipulada por uma imprensa a soldo do MP e &!
 
Ninguem pode acreditar em juizes que se baseam no fraudulento art. 127, para dar as suas sentenças altamente duvidosas e totalmente isentas de credibilidade e ainda por cima alcatifam tudo com imprensa igualmente descrente e sensacionalista antes da manhosa e preparada sentença, previamente estudada e manipulada por uma imprensa a soldo do MP e &!

Outra vez arroz.
 
Notícias há para todos os gostos:

http://24.sapo.pt/article/sapo24-bl...-do-grupo-lena-desmente-pagamentos-a-socrates

O papel da comunicação social nisto tudo também tem sido menos que inocente...

Pois há, mas o CM é que tem acesso ao processo e ao que o presidente disse:

http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/o-que-joaquim-paulo-disse-ao-mp-sobre-socrates

o processo diz:

"Joaquim Paulo admitiu que os 8 milhões de euros que foram recebidos do contrato de promessa, se destinariam apenas a transitar pela Lena, com destino ao Sr. Carlos Santos Silva, razão pela qual o Sr. Joaquim Barroca queria que o depoente fizesse um novo contrato com a XLM no valor de 5 milhões de euros" "Explicou a actividade que conheceu à XLM e as questões que suscitou dentro do Grupo sobre a razão de ser dos pagamentos à mesma, uma vez que para si tal sociedade correspondia à pessoa do Eng. Carlos Santos Silva"
 
Há uma certa "inocência" difícil de compreender quando ele afirma que os juízes tiveram cortes no ordenado nos tempos de Sócrates. Ou que trabalha 48 em 52 Sábados/ano para receber 300 euros.

Está a dar o flanco completamente... [8b]

Cada sábado 75€ x 48.....não são 300€...
 
também no publico:

Empresário admite que emprestou sete milhões a primo de Sócrates

Empresário luso-angolano Hélder Bataglia foi interrogado em Angola. Mais de cinco milhões terão acabado por ir parar às contas do amigo de infância do ex-primeiro ministro que, na tese do Ministério Público, é um testa-de-ferro de Sócrates.

O empresário luso-angolano Hélder Bataglia, ligado ao grupo Espírito Santo e um dos arguidos da Operação Marquês, admitiu num interrogatório feito em Angola a pedido do Ministério Público português, que emprestou sete milhões de euros a José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo de José Sócrates, que já apareceu referenciado no processo Freeport. Segundo o Ministério Público, uma parte significativa desse dinheiro, perto de 5,5 milhões de euros, terá acabado por ir parar às contas de Carlos Santos Silva, amigo de infância do ex-primeiro ministro que, na tese do Ministério Público (MP), é um testa-de-ferro de Sócrates.
No interrogatório, feito em Abril mas que só foi remetido recentemente para Portugal, Hélder Bataglia foi constituído arguido por suspeitas de corrupção activa, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada. Mesmo assim, prescindiu do direito ao silêncio e prestou declarações, desmentindo ter dado qualquer vantagem a Sócrates, quer de forma directa, quer indirecta.
Reagiu assim à imputação feita pelo MP, que, numa carta rogatória enviada às autoridades angolanas, afirma que várias transferências financeiras feitas por off-shores controladas por Bataglia, e que terminaram nas contas de Santos Silva, foram o pagamento de uma “vantagem indevida” a Sócrates para este, enquanto primeiro-ministro, favorecer o Grupo Espírito Santo (GES). Não é dito em que situação concreta terá ocorrido esse favorecimento, referindo-se apenas “em particular com respeito ao envolvimento do GES no grupo Portugal Telecom”.
Bataglia é uma figura chave nesta investigação, já que, segundo o MP, terá sido através de contas de off-shore que controlava que foram transferidos perto de 17,5 milhões de euros que acabaram em contas de Santos Silva, na Suíça (dos 23 milhões que este terá reunido naquele país). O dinheiro nunca entrou directamente na esfera do amigo de Sócrates, tendo passado perto de 5,5 milhões por contas controladas por José Paulo e 12 milhões por contas do vice-presidente do Grupo Lena, Joaquim Barroca. O MP diz que o dinheiro que chegou às contas de Bataglia teve origem no Banco Espírito Santo Angola, onde o empresário foi accionista e administrador, e da ES Enterprises, que se suspeita poder ser um saco azul do GES para pagamentos não documentados, por onde terão transitado fundos provenientes de Angola.
[h=2]Interrogado oito horas[/h]No interrogatório que durou oito horas e meia, com interrupção para almoço, Bataglia assume conhecer pessoalmente Sócrates, mas garante que só se cruzou com o antigo governante “não mais do que meia dúzia de vezes ou pouco mais”. Confirma que controlava duas das off-shore de onde partiram as transferências que estão na base da investigação e admite ter feito os movimentos propriamente ditos, mas nega que estes se destinassem a Sócrates. Garante que as transferências não têm nada a ver com o antigo governante, mas não explica o que motivou os movimentos avultados. “Por razões relativas à sua vida pessoal e empresarial e por conselho dos seus advogados, o declarante não pretende nesta fase – como sabe ser seu direito- revelar o enquadramento e os seus propósitos relativos a tais transferências”, lê-se no auto.
Quanto ao empréstimo feito ao primo de Sócrates, Bataglia, de 69 anos, diz que conhece José Paulo desde jovem, mantendo com este uma relação de amizade. Diz que entre 2005 e 2007, o amigo passou por dificuldades financeiras e que lhe emprestou um valor que “não consegue precisar a esta distância”, mas que “julgava ser próximo dos sete milhões de euros”. Isto depois de confrontado com as imputações do MP de que entre Maio de 2006 e Julho de 2007 transferiu “pelo menos nove milhões de euros” para a conta de uma off-shore controlada pelo primo de Sócrates. Sobre a devolução do dinheiro, diz que em 2012 o amigo reembolsou 4,5 milhões através da entrada num negócio conjunto de exploração de salinas, em Benguela. Mais tarde terá pago outra parte, admitindo que ainda existe uma dívida, cujo valor não revela.
Na carta rogatória o MP fala de forma genérica no favorecimento do empreendimento turístico de Vale de Lobo, no Algarve, do qual Bataglia é accionista. Mas apenas se refere à forma como a Caixa Geral de Depósitos, o banco do Estado, concedeu um empréstimo próximo dos 200 milhões de euros ao empreendimento e ao facto de ter adquirido uma participação de 25% naquele projecto. Nas imputações a Bataglia, desapareceram referências à forma como foi aprovado a revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve, num Conselho de Ministros presidido por Sócrates em 2007. O MP não fala na cláusula de excepção daquele plano, que antes insistira ter permitido valorizar alguns lotes em frente ao mar, que, se não fosse aquela norma, ficariam sem capacidade construtiva. O MP diz que Bataglia conhecia Armando Vara, administrador da Caixa entre 2005 e 2008, e que foi devido à intervenção deste que Vale de Lobo conseguiu o apoio financeiro do banco público. Bataglia confirma conhecer Vara, mas insiste que nunca teve intervenção na gestão do empreendimento nem conhece os detalhes dos financiamentos da Caixa.
]

tão amigos que eles são :sh)
 
O estilo Sócrates

A alguém "safar-se" vai ser o socas.
Esquece o direito e o processo e bla bla bla.
O maior corrupto de todos os tempos.
Merecia era outro tratamento... que é um inimigo do estado.

Isto é mais que óbvio e é apenas uma questão de tempo, mas no dia em que isto acontecer, será o dia em que a justiça portuguesa estará definitivamente morta.
Num país normal há muito que este senhor estaria em prisão perpétua a servir de pu** aos criminosos mais duros de lá.
O super juiz deu a entrevista que deu porque sabe bem que vai ser afastado do processo, e neste momento está naquela fase em que não tem nada a perder.
Sinceramente, não me faz confusão o comportamento deste senhor, mas faz-me muita confusão haver portugueses do povo que o defendem (os crimes dele são tão óbvios que é preciso ser um anormal completo para acreditar na sua inocência).
 
Última edição:
O Carlos Alexandre já deve ter percebido há muito que anda a mexer em coisas que incomodam muita gente e não somente o Sócrates.

Sócrates, ao lado de alguns desses senhores e interesses é uma gota no oceano, um grão de pó.

Corrupção e jogos de interesses sempre existiram em política, quem pensa ou julga o contrário só pode ser muito inocente.
 
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