O estilo Sócrates

No teu caso podes estar descansado, os Serviços Académicos da UMinho têm a tua vidinha toda informatizada, não só as cadeiras que frequentaste, a nota que tiraste, e o docente que te deu a nota e em que ano, como guardam registo de todas as pautas de todos os exames a que estiveste inscrito, o que significa que se amanhã fores ministro e um jornalista tiver acesso aos teus dados na Universidade até sabe quantas vezes foste a exame de análise matemática ou discreta, quantas vezes chumbaste a essas cadeiras e ao fim de quantas tentativas conseguiste passar (isto supondo que ninguém passa às análises e a discreta à primeira!)[:)]
O Antero Machado dos Santos teve um percurso muito idêntico ao do Sr. José Sócrates.

E já nem falo em licenciaturas. Doutoramentos de aviário eram aos pacotes. Um caso curioso é o de um prof. que tirou Química em Coimbra e foi doutorar-se me IA no meio dos bidões de wiskey na Escócia.

É gordalhucho e tem o pouco cabelo muito encaracolado. [:cool:]
 
Isto nunca teria acontecido numa universidade pública!!!

Não vás por aí porque se não existisse comunicação social privada (como era desejo do PS nos anos 80/princípios de 90 [:p] que se opôs fortemente à criação, por exemplo, da televisão privada ou à reprivatização de órgaos de comunicação social escritos nacionalizados durante o PREC) nunca se tinha sabido nada [:)]
 
Estou a ver na Sic Noticias e o irónico é que inicialmente ao Público quando questionou quem tinha dado estas 4 cadeiras, respondeu que não se recordava! :sh)
Se ainda fossem 4 profs. diferentes tudo bem, agora, a pessoa que foi, que é conhecida de José Sócrates, lecciona-lhe todas as 4 cadeiras e ele diz inicialmente que não se recordava?
Humm... aqui tem de haver gato!

Cumprimentos

A pergunta a fazer é a quantos alunos esse professor deu as tais 4 cadeiras.

Não sei se me entendes [;)]

Desconfio que tal como foi excepção o Luís Arouca (reitor) lhe dar "Inglês Técnico", também foi excepção muitas outras coisas...
 
Não vás por aí porque se não existisse comunicação social privada (como era desejo do PS nos anos 80/princípios de 90 [:p] que se opôs fortemente à criação, por exemplo, da televisão privada ou à reprivatização de órgaos de comunicação social escritos nacionalizados durante o PREC) nunca se tinha sabido nada [:)]


Uma coisa é a FORMAÇÃO académica, outra é o EXERCÍCIO da profissão...

É imperativo, e para o bem de toda a sociedade, que a qualidade , reputação, e credibilidade da formação sejam assegurados de forma menos economicista, e da forma mais isenta possível, neste momento só possível nas universidades PUBLICAS...

Depois, no exercício de uma profissão qualificada, estes valores e qualidade serão visíveis na qualidade da informação, independentemente de ser uma empresa publica ou privada...

A formação essa sim, tem que estar acima de qualquer suspeita...
 
Claro que tem.

E o Estado do ensino privado superior é decorrente das condicionantes do sistema.

Tens um sistema público que mais que chega para albergar todos os que realmente têm capacidades para fazer um curso superior de qualidade. Esse mesmo sistema público obtém receitas que cobrem...nem 15% das suas despesas (o resto vem do OE). Como tal tens uma situação de desigualdade logo à partida.

Logo se abres ao privado, sem existir procura de qualidade, estás à espera de quê?

Não me venham com tretas de que só as universidades públicas têm qualidade.

Lá fora passa-se exactamente o contrário, porque lá está, as regras do jogo são diferentes.

Tudo depende sempre das regras do jogo, por muito que queiramos comparar situações incomparáveis e arranjar aqui um argumento que nos facilite a defesa dos diversos marxismos mais que mortos e comprovadamente falhados que ainda sustentam os sonhos de muitos.

E se mais dúvidas ouvesse basta olhar para a única universidade "privada" ou melhor não-estatal que tem sucesso e qualidade reconhecidas: a Católica.

Em regime de cooperativa, lá recebe do Estado praticamente os mesmos apoios financeiros que qualquer outra universidade pública e os resultados são o que são.
 
Last edited:
...
É imperativo, e para o bem de toda a sociedade, que a qualidade , reputação, e credibilidade da formação sejam assegurados de forma menos economicista, e da forma mais isenta possível, neste momento só possível nas universidades PUBLICAS...
...
Eu andei numa Privada, e tem uma reputação de qualidade que ombreia com as Públicas.

Católica, o seu nome. [;)]

O problema é o costume. A lei existe, os meios de fiscalização também. O que falta é a vontade política de dar transparência a essas actividades.
 
O objectivo de uma instituição privada, qualquer que ela seja, é o lucro!!!
Com os estabelecimentos de ensino privados passa-se o mesmo!

Em contas de merceeiro, o dinheiro que entra tem que ser superior ao que sái, tendo pelo meio que pagar as despesas correntes...

Como privadas que são, têm que vender um produto, neste caso diplomas, e tem que publicitar o serviço e angariar clientes...

Faz-se um estudo socioenconomico do pais, e determina-se um valor mensal a pagar pelo serviço ( propina) ao qual todas as despesas tem que ser equacionadas e ainda a margem de lucro...

com tamanhas limitações, evidentemente que não podem desperdiçar dinheiro em investigações cientificas, bons laboratórios, e em grandes cientistas, dai que optem por leccionar sobretudo cursos de "quadro e cadeira" das humanidades..

Um outro facto a considerar são os clientes! Como em qualquer estabelecimento com fins lucrativos, tem que satisfazer os desejos dos clientes, "o cliente tem sempre razão" e se estiver insatisfeito vai para a concorrência de outras instituições privadas, logo se o cliente paga, tem que ter o retorno do investimento, neste caso sob a forma de um diploma, pelo que não podem dificultar muito esta obtenção...

Estes pressupostos acima, não se aplicam ás publicas, por que pura e simplesmente não tem que dar lucro!!
A prioridade é a qualificação!

Por isso defendo como papel primordial do estado publico, a educação e a saúde!!
 
O objectivo de uma instituição privada, qualquer que ela seja, é o lucro!!!
Com os estabelecimentos de ensino privados passa-se o mesmo!

Em contas de merceeiro, o dinheiro que entra tem que ser superior ao que sái, tendo pelo meio que pagar as despesas correntes...

Como privadas que são, têm que vender um produto, neste caso diplomas, e tem que publicitar o serviço e angariar clientes...

Faz-se um estudo socioenconomico do pais, e determina-se um valor mensal a pagar pelo serviço ( propina) ao qual todas as despesas tem que ser equacionadas e ainda a margem de lucro...

com tamanhas limitações, evidentemente que não podem desperdiçar dinheiro em investigações cientificas, bons laboratórios, e em grandes cientistas, dai que optem por leccionar sobretudo cursos de "quadro e cadeira" das humanidades..

Um outro facto a considerar são os clientes! Como em qualquer estabelecimento com fins lucrativos, tem que satisfazer os desejos dos clientes, "o cliente tem sempre razão" e se estiver insatisfeito vai para a concorrência de outras instituições privadas, logo se o cliente paga, tem que ter o retorno do investimento, neste caso sob a forma de um diploma, pelo que não podem dificultar muito esta obtenção...

Estes pressupostos acima, não se aplicam ás publicas, por que pura e simplesmente não tem que dar lucro!!
A prioridade é a qualificação!

Por isso defendo como papel primordial do estado publico, a educação e a saúde!!

Correcto.
 
Eu andei numa Privada, e tem uma reputação de qualidade que ombreia com as Públicas.

Católica, o seu nome. [;)]

O problema é o costume. A lei existe, os meios de fiscalização também. O que falta é a vontade política de dar transparência a essas actividades.

Nada de extraordinário Carlos L.[;)]
 
Um dia as histórias cabeludas da católica vão vir a tona. É quase inevitável...

Depois quero ver qual será o sistema de ensino exemplar.
 
O objectivo de uma instituição privada, qualquer que ela seja, é o lucro!!!
Com os estabelecimentos de ensino privados passa-se o mesmo!

Em contas de merceeiro, o dinheiro que entra tem que ser superior ao que sái, tendo pelo meio que pagar as despesas correntes...

Como privadas que são, têm que vender um produto, neste caso diplomas, e tem que publicitar o serviço e angariar clientes...

Faz-se um estudo socioenconomico do pais, e determina-se um valor mensal a pagar pelo serviço ( propina) ao qual todas as despesas tem que ser equacionadas e ainda a margem de lucro...

com tamanhas limitações, evidentemente que não podem desperdiçar dinheiro em investigações cientificas, bons laboratórios, e em grandes cientistas, dai que optem por leccionar sobretudo cursos de "quadro e cadeira" das humanidades..

Um outro facto a considerar são os clientes! Como em qualquer estabelecimento com fins lucrativos, tem que satisfazer os desejos dos clientes, "o cliente tem sempre razão" e se estiver insatisfeito vai para a concorrência de outras instituições privadas, logo se o cliente paga, tem que ter o retorno do investimento, neste caso sob a forma de um diploma, pelo que não podem dificultar muito esta obtenção...

Estes pressupostos acima, não se aplicam ás publicas, por que pura e simplesmente não tem que dar lucro!!
A prioridade é a qualificação!

Por isso defendo como papel primordial do estado publico, a educação e a saúde!!

Explica-nos então porque é que por esse mundo fora as universidades de referência não são públicas.
 
A função de uma Universidade, seja Pública ou Privada é de proporcionar o conhecimento aos Alunos e ao meio onde se inserem.

Há muitos Países onde a excelência do ensino tem a ver com a Escola e a sua vontade de explorar as novas fronteiras do conhecimento.

Se é Público ou não, tanto me faz. O currículo da Escola fala por si.

E é isso que um aluno deve procurar.

Agora que há escolas que dão o diploma em qualquer circunstâncias, há. Em todo o lado há disso e mal vai o País onde o seu chefe de governo tem de recorrer a uma delas.
 
Explica-nos então porque é que por esse mundo fora as universidades de referência não são públicas.


A generalidade das universidades de referencia por este mundo fora são publicas, excepção feita ás dos states, onde são aproximadamente metade!

Algumas de referencia dos USA são privadas, mas tem um sistema de financiamento totalmente diferente do do resto do mundo, em que são participadas por empresas de investigação/laboratórios, tem patrocínios comerciais de empresas, participam em campeonatos profissionais de desporto académico, vendem serviços para fora, e as propinas são uma brutalidade...
As famílias começam a juntar dinheiro para os filhos irem para a universidade assim que eles nascem, e mesmo assim, muitos dos filhos ainda tem que arranjar um part time para angariar mais dinheiro...

Portanto, dinheiro para instalações, serviços, laboratórios, e investigação pura não falta, inclusivamente são premiados por isso...
Realidade muito diferente da nossa!
 
A generalidade das universidades de referencia por este mundo fora são publicas, excepção feita ás dos states, onde são aproximadamente metade!

Algumas de referencia dos USA são privadas, mas tem um sistema de financiamento totalmente diferente do do resto do mundo, em que são participadas por empresas de investigação/laboratórios, tem patrocínios comerciais de empresas, participam em campeonatos profissionais de desporto académico, vendem serviços para fora, e as propinas são uma brutalidade...
As famílias começam a juntar dinheiro para os filhos irem para a universidade assim que eles nascem, e mesmo assim, muitos dos filhos ainda tem que arranjar um part time para angariar mais dinheiro...

Portanto, dinheiro para instalações, serviços, laboratórios, e investigação pura não falta, inclusivamente são premiados por isso...
Realidade muito diferente da nossa!

E quando acabam o curso, fazem donações à faculdade como forma de agradecimento, impensável em Portugal, algumas de valor tão significativo que ficam com o direito de uma sala ou pavilhão ou algo, ficar com o nome do doador.
 
A generalidade das universidades de referencia por este mundo fora são publicas, excepção feita ás dos states, onde são aproximadamente metade!

Errado.

E já nem falo no facto de os states terem o peso que têm. Mas não. Por esse mundo fora (civilizado) as universidades de referência não são públicas, não senhora.

É que lá fora, não existem pruridos estupidificantes a atrapalhar o desenvolvimento.

O financiamento das universidades privadas funciona com base no retorno proporcionado pelos seus alunos.

Exemplo: Um aluno brilhante da universidade x, tem uma carreira profissional também brilhante, ganha montes de guito. Em troca de ter o nome na fila y da biblioteca z ou no anfiateatro a, faz uma doação à universidade. Ou mesmo sem ter o nome.

Coisa que cá é impensável. Lá vêm os demais politicamente correctos a falar na patati da independência da universidade e nisto e aquilo e la la la.

E o que faz este sistema?

Bem como as universidades privadas querem mais financiamento (como é natural) e esse financiamento depende em parte do sucesso professional dos seus alunos, essa mesma universidade cria bolsas que depois levam a que qualquer bom aluno, um aluno de famílias que não poderiam nunca pagar as propinas, possa andar nessa universidade.

Meritocracia pura.

Algo muito diferente do que por cá se passa.

E não espero que o compreendam. Se 1/10 do pessoal largar os fantasminhas das visões marxistas e perceber o alcance dos resultados práticos deste tipo de sistema, já é um milagre.
 
Isto vai do melhor...

Isto vai do melhor...

José Sócrates tem dois registos biográficos com a mesma data mas informações diferentes
11.04.2007 - 17h17 Leonete Botelho


Os serviços da Assembleia da República têm na sua posse dois registos biográficos assinados pelo então deputado José Sócrates com a mesma data – 13 de Fevereiro de 1992 –, mas com informações diferentes no que diz respeito às habilitações académicas e profissão.
Num deles consta a profissão de engenheiro e na rubrica das habilitações a referência "Engenharia Civil", enquanto no outro surge a profissão de engenheiro técnico e nas habilitações académicas surge a abreviatura "Bach." antes de "Engenharia Civil".(http://www.publico.clix.pt/docs/politica/registobiografico.pdf)

A existência de dois registos que indiciam ser a fotocópia um do outro, mas em que num surgem as diferenças referidas, ainda não está explicada pelo gabinete do primeiro-ministro, aguardando o PÚBLICO resposta ao pedido que fez nesse sentido.

Pela parte do Parlamento, a secretária-geral da Asembleia da República, Adelina Sá Carvalho, afirmou ao PÚBLICO não ter qualquer explicação para a existência destes dois documentos, uma vez que não estava no Parlamento nessa altura. Mas confirma que eles se encontravam em serviços diferentes: um estava no arquivo e o outro, aquele em que surge a referência "Bach." (e que parece ser o original), estava nos Serviços de Apoio ao Plenário, onde os deputados entregam os registos biográficos no início de cada legislatura.

Certo é que apenas um dos registos biográficos foi tido em conta para o livro com as biografias dos deputados publicado em 1993. Aqui, tal como o PÚBLICO revela na sua edição de hoje, o deputado José Sócrates aparece com a profissão de engenheiro e as habilitações literárias licenciatura em Engenharia Civil. Ontem, o gabinete do primeiro-ministro atribuía estas informações a erros dos serviços parlamentares.

A licenciatura em Engenharia Civil do actual primeiro-ministro pela Universidade Independente foi concedida em Setembro de 1996.

----------------------------------------------------------------------------------------

Isto chegou a um ponto [:vm)]
 
Back
Top