O que tu gostavas é que o Público se portasse como o DN. Essa é que é essa.
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ADELINO MALTEZ (PROFESSOR DE CIÊNCIA POLÍTICA NO ISCP)
POSITIVO: A obrigação de ter de se explicar perante certo tipo de suspeitas, submeter-se a um exame da opinião pública para sobrevier.
NEGATIVO: A encenação fingida. Ele foi lá pelas insinuações relativas ao seu diploma na UnI,
o resto foi apenas tempo morto.
DÚVIDAS: Há coisa que Sócrates jamais poderá explicar. E, como tal, o fundo da questão ficou obviamente por esclarecer.
VICENTE JORGE SILVA, JORNALISTA
POSITIVO: Geriu bem a sua imagem pública, como é habitual. É um especialista consumado em relações públicas. Preparou-se bem.
NEGATIVO: Houve muitas inconsistências no seu discurso apesar da forma hábil como geriu a conversa com os jornalistas .
DÚVIDAS: Ficou por esclarecer aquela história dos dois documentos iguais, do mesmo dia, e onde as qualificações divergem.
ANTÓNIO COSTA PINTO (POLITÓLOGO)
POSITIVO: Na discussão política o primeiro-ministro confirmou o ímpeto reformista e garantiu não ceder ao eleitoralismo.
NEGATIVO: O primeiro-ministro exagerou ao considerar o seu percurso académico exemplar. Não é algo de que se deva orgulhar.
DÚVIDAS: Ele foi eficaz nas explicações. Não há mais questões para esclarecer a não ser que surjam novos dados.
ANDRÉ FREIRE (SOCIÓLOGO)
POSITIVO: Foi um contributo importante para esclarecer determinadas questões. Deu os esclarecimentos possíveis.
NEGATIVO: Faltou falar de política. Grande parte da entrevista foi apenas para discutir a licenciatura do primeiro-ministro.
DÚVIDAS: Há muito por explicar. Não é normal que uma universidade aceite um aluno e só um ano depois receba o seu diploma.