O estilo Sócrates

Também nunca me viste a dizer que não se deva recorrer a receitas extraordinárias.. Agora uma coisa é negócios decentes, outra é os negocios como os que se viu feitos à pressa na ultima semana de Dezembro porque o que estava previsto fazer falhou em toda a linha..

(Não te perguntei no tópico devido porque na altura tu, estranhamente, começaste a saltar esse tipo de tópicos)

Saltei e vou continuar a saltar... Este fórum já foi em tempos um local onde se podia discutir, actualmente tentar discutir aqui com seriedade é algo utópico.. Já toda a gente conhece toda a gente, as posições extremaram-se.. Muitas vezes ataca-se mais a pessoa do que as ideias.. Etc.. etc... E eu, para não entrar constantemente nesse jogo que me irrita, prefiro simplesmente saltar..


Mas que me lembre, não deixei nenhum post dirigido a mim sem resposta. Já da tua parte ainda aguardo a resposta a alguns.

Lembras-te quando me vinhas dar lições sobre a evolução das taxas de juro, ainda não te vi a rebater os números do banco de portugal..

Lembraste quando prometeste que ias explicar como se mudava o paradigma da nossa sociedade em meia duzia de anos sem causar uma catastrofe social? Pediste o fim de semana porque ias estár fora e era capaz de jurar que já passou meio ano...


Por isso poupa-me das tuas boquinhas, que eu não sou do estilo dá e foge como tu.. Eu quando andava pelos tópicos andava tanto no bom como no mau, agora simplesmente não ando e pronto, achava justa a tua boquinha se viesse cá comentar o que me interessa e depois fugisse.. Enfim... Discutam politica sem mim [;)] .. Fiz uma excepção para participar neste tópico porque este assunto já me mete nojo, mas foi mesmo isso uma excepção..


EDIT: E intervenções como a da trupe da função publica e das teorias da conspiração e restantes palhaços também não dão muita vontade de andar por estes tópicos. Quando as pessoas não querem discutir, argumentar, rebater ideias, etc... Mas apenas montar um circo.. Mais valia estar calado..
 
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Hoje mesmo o ISEL veio a público (segundo notícia da SIC) dizer que há 10 anos seria normal um certificado de habilitações demorar tanto tempo a ser emitido.


Quero só fazer aqui um pequeno enquadramento político desta declaração, que foi feita pelo Ex. Sr. Presidente do Conselho Directivo do ISEL, ora o Sr. Quadrado (é o nome dele) é um grandessíssimo lambe botas, que está no ISEL a ver se arranja um tacho no governo.
É sabido por todos que ele é um grande apoiante do PS (não sei se é militante) ora esperavam o quê? Que ele fosse entalar o amigalhaço e assim lixasse a sua ambição política??? Claro que não, fez um favorzinho dos grandes com esta declaração e com sorte lá ganhou o tacho dele!
Esperem para ver!

Atenção isto não é teoria minha, é uma coisa que se anda a dizer pelo ISEL fora e que hoje até foi uma Eng. minha em conversa connosco que disse que achava o mesmo que eu!


Enfim, é o país que temos! [:vm)]
 
Aquilo são as perguntas a que a investigação jornalística não conseguiu encontrar resposta e que suscita(r)am dúvidas.

Eh pá.. Investigação jornalística são as noticias em que apareciam aqueles elementos que serviram de base aquele artigo..

Um artigo em que se fala do que deve o PM explicar ou não, não passa de um artigo de opinião.. Porque até há outras pessoas que dizem que ele não tinha nada que explicar, o Ministro da ciência e ensino superior e a UNI é que deviam explicações (Prof. Marcelo, p ex.).. Enfim... Opiniões.. Cada um tem a sua, não deve é apresenta-la como verdade absoluta.
 
É uma notícia de investigação.

Que tu não gostes do que lá vinha, é uma coisa.

Que tu não partilhes das dúvidas, é mais uma coisa.

Que tu agora não gostes do Público, tambem é mais uma coisa.

Que te irrite que alguém não faça amén amén ao PS, também é mais outra coisa.

Agora achares que aquilo devia, quando muito, vir num artigo de opinião, é não ter a mínima noção do que é um...jornal.

Só vou participar neste tópico para dizer isto, visto que não tenho seguido o caso com atenção (para mim é indiferente que ele seja eng. ou não, o que quero é que ele faça um bom trabalho).

Uma notícia de investigação responde a perguntas, não se limita a fazê-las. Mais: é evidente que aquela peça é opinativa, só não vê quem não quer. É uma análise da entrevista e uma súmula de todas as perguntas que ficaram por responder, na óptica (subjectiva, e daí opinativa) do jornalista/colunista/director, que nem sequer se digna a assinar o suposto artigo.

Parece-me que quem não sabe o que é um jornal, ou o que são critérios editoriais e coisas que tal, não é o mundano... [;)]
 
mundano, 'tás a entrar numa análise psicadélica perigosa :D

O Público, como jornal de referência que é há anos e continua a ser (:P), quando investigou este assunto, desde o início contactou o José Sócrates, pedindo-lhe explicações às dúvidas levantadas (jornalismo de sarjeta era publicar a coisa e depois tentar esclarecê-las, como faz o 24h que tu há bocado referiste).

Ele esclareceu ao Jornal pouco mais que nenhumas. Opção dele, legítima, nada a dizer.

Consequência: mantiveram-se na mesa um rol de dúvidas bem pertinentes (sei que discordas, por óbvios motivos).

É natural que o Público as publique.

Isto não é opinião. Pode não ser uma notícia num sentido estrito (sim não é algo que aconteceu, talvez a tua noção de notícia ande por aí lol) mas de certeza que não é um artigo de opinião. Até porque o jornalismo não se resume a "notícia" e "artigo de opinião".

Quem tem alguma cultura de jornais, não vê nada do que estás a dizer. Cá e lá fora, o procedimento é sempre o mesmo.

Quando surge matéria jornalística relevante, investiga-se, durante a investigação tenta-se encontrar as respostas, apresentam-se os resultados e continua-se a questionar sobre o que continua por esclarecer.

Estas perguntas não foram respondidas, antes da publicação, por opção do José Sócrates.
 
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mundano, 'tás a entrar numa análise psicadélica perigosa :D

O Público, como jornal de referência que é há anos e continua a ser (:P), quando investigou este assunto, desde o início contactou o José Sócrates, pedindo-lhe explicações às dúvidas levantadas (jornalismo de sarjeta era publicar a coisa e depois tentar esclarecê-las, como faz o 24h que tu há bocado referiste).

Ele esclareceu ao Jornal pouco mais que nenhumas. Opção dele, legítima, nada a dizer.

Consequência: mantiveram-se na mesa um rol de dúvidas bem pertinentes (sei que discordas, por óbvios motivos).

É natural que o Público as publique.

Isto não é opinião. Pode não ser uma notícia num sentido estrito (sim não é algo que aconteceu, talvez a tua noção de notícia ande por aí lol) mas de certeza que não é um artigo de opinião. Até porque o jornalismo não se resume a "notícia" e "artigo de opinião".

Quem tem alguma cultura de jornais, não vê nada do que estás a dizer. Cá e lá fora, o procedimento é sempre o mesmo.

Quando surge matéria jornalística relevante, investiga-se, durante a investigação tenta-se encontrar as respostas, apresentam-se os resultados e continua-se a questionar sobre o que continua por esclarecer.


Estás enganado. Não é uma notícia, ali não há informação nenhuma. Há, pelo contrário, um chorrilho de perguntas (cheias de pressupostos, colocados a bel-prazer do jornalista/../...) que se colocam com vista a... Semear mais confusão? Procurar a verdade? Cada um escolhe a sua versão. E mais: se isto é jornalismo, e se isto é uma notícia, então o Público andou a enganar-nos estes anos todos.

E quando surge matéria jornalística investiga-se, encontra-se respostas, e continua-se a questionar, é verdade. Mas não se publica as perguntas, publicam-se as respostas. Aí é que está a diferença que pareces não querer perceber. :)
 
Recolha de dividas fiscais não concordo que seja receitas extraordinárias.. Venda de património é, sem duvida. E antecipações de receitas também acho que é...

Ok, respondido [;)]

Eu referi expressamente as receitas fiscais circunstanciais, ou seja, decorrentes de regularização fiscal, nomeadamente. Isto porque são irrepetíveis e como tal, não estavam previstas no OE não porque o ministro fez mal o OE mas antes porque não se conseguem prever com rigor e tecnicamente muitos as consideram extraordinárias [;)]

Mas percebo perfeitamente que haja quem não as considere :), apesar de não serem, certamente, receitas "normais", na minha opinião.
 
E quando surge matéria jornalística investiga-se, encontra-se respostas, e continua-se a questionar, é verdade. Mas não se publica as perguntas, publicam-se as respostas. Aí é que está a diferença que pareces não querer perceber. :)

Eu não percebo ponto.

Ao longo dos anos, vi "n" investigações serem tratadas desta forma, quer no Público, quer no Expresso, quer no El País, quer no El Mundo, quer no Le Monde, quer no New York Times, quer noutros.

Dizer que o jornalismo sério vive de certezas e de factos indesmentíveis e de respostas encontradas e nunca de dúvidas vale aquilo que vale e é apenas uma forma de chutar para canto.

O jornalismo de investigação muitas vezes, a maior parte das vezes, não encontra todas as respostas.

Andar aqui a discutir isto é mais uma vez uma fuga.

Primeiramente pôs-se em causa a independência do Jornal.

Depois a matéria não era relevante e por isso não devia ser investigada.

Depois a matéria já só era relevante de um ponto de vista pessoal e não de um ponto de vista político ou moral.

Posteriomente a matéria continua a não ser relevante porque as dúvidas não eram pertinentes.

Agora não se podem publicar as perguntas que ficaram por responder.

Qual é a próxima desculpa?
 
É esse tipo de raciocínio que depois cria aberrações deste género: um jornal ser condenado por ter publicado uma verdade porque essa mesma verdade fere o bom nome de alguma instituição ou alguém.

Psicadélico, deveras.
 
Eu não percebo ponto.

Ao longo dos anos, vi "n" investigações serem tratadas desta forma, quer no Público, quer no Expresso, quer no El País, quer no El Mundo, quer no Le Monde, quer no New York Times, quer noutros.

Dizer que o jornalismo sério vive de certezas e de factos indesmentíveis e de respostas encontradas e nunca de dúvidas vale aquilo que vale e é apenas uma forma de chutar para canto.

O jornalismo de investigação muitas vezes, a maior parte das vezes, não encontra todas as respostas.

Andar aqui a discutir isto é mais uma vez uma fuga.

Primeiramente pôs-se em causa a independência do Jornal.

Depois a matéria não era relevante e por isso não devia ser investigada.

Depois a matéria já só era relevante de um ponto de vista pessoal e não de um ponto de vista político ou moral.

Posteriomente a matéria continua a não ser relevante porque as dúvidas não eram pertinentes.

Agora não se podem publicar as perguntas que ficaram por responder.

Qual é a próxima desculpa?

Então temos maneiras diferentes de encarar o jornalismo. Dá para perceber que o jornalismo "isento" do Público não encontrou resposta alguma (senão já nem havia polémica, não é verdade?) , e continua a bater na mesma tecla como se não houvesse amanhã.

Eu considero isto como, simplesmente, lançar a suspeição sem provas, coisa que um jornal decente não faria - e o Público, o Times, o El País, blá blá, blá, que eu conheço não o fariam. Nunca, mas mesmo nunca, se publicaria uma "notícia" como aquela. Até porque, e podes dizer o que quiseres para mudar de assunto, aquilo não é uma notícia. Podem-se publicar as perguntas que quiserem, mas não sob a forma encapotada de uma notícia - ali não se apresentam factos. O que é que está a falhar nestas palavras?

E o jornalismo sério baseia-se em factos indesmentíveis. Não em suspeições, tramóias e jogos de interesses. O problema é que isto cada vez mais é subvertido, e parece que o caminho é mesmo esse. Até pelo Público.

Para mim fechou o parêntisis, era só uma achega ao facto de considerarem aquilo uma notícia. [;)]
 
Depois a matéria não era relevante e por isso não devia ser investigada.

Depois a matéria já só era relevante de um ponto de vista pessoal e não de um ponto de vista político ou moral.

Posteriomente a matéria continua a não ser relevante porque as dúvidas não eram pertinentes.

Agora não se podem publicar as perguntas que ficaram por responder.


Eu pessoalmente nunca disse nada disso... Agora, cada coisa tem o seu lugar e as noticias devem ter uma base suficientemente credível.. O Publico quanto a mim, atropelou esses dois princípios várias vezes durante estas 3 semanas. Chegaram ao ridículo de dizer que ele não pagou propinas porque num documento qualquer viram a palavra "isento".. É isto o jornalismo a que o Publico nos tinha habituado?

E repara, eu não tenho nada contra que se investigue seriamente as coisas.. Agora, desculpa lá mas o que o Publico fez, não foi uma investigação séria..

Já por exemplo, no decorrer do caso o Expresso fez um artigo sobre as pressões do gabinete do PM que me merece todo o respeito..

Agora, eu não tenho culpa que tu metas tudo no saco das lutas de politiquice e não consigas ver a diferença entre o que era o estilo do Publico ao longo de mais de uma década, e o que foi neste caso..

Chegamos ao caricato de o director de um dos jornais mais sensacionalistas de Portugal, que é o Correio da Manha ter criticado ainda que indirectamente a postura que o Publico assumiu e a forma como foi feito jornalismo tendo como fonte os comentários do blog O Portugal Profundo..




Quanto à parte do Sócrates não ter esclarecido.. Enfim, é certo que o timming dele se revelou desastroso, mas depois de inicialmente ter dito que não falaria enquanto a investigação à Uni se mantivesse, penso que a meio da investigação esquecer isso e vir falar seria dar demasiada importância a um caso que se baseia em: nada.. E convém não esquecer, que ele poderia muito bem socorrer-se do seu direito à privacidade e ter impedido que a sua ficha de aluno fosse investigada e então é que este caso não teria qualquer suporte documental, seria apenas um conjunto de rumores.. E a verdade é que ele quando foi abordado pelo Publico autorizou a abertura da sua ficha de aluno..
 
Para mim fechou o parêntisis, era só uma achega ao facto de considerarem aquilo uma notícia. [;)]

Ninguém referiu que aquilo era uma notícia (e vocês estão a levar o termo para o seu sentido mais restrito).

Referiu o mundano, que não era uma notícia.

E sim, de facto, não é algo que aconteceu ontem [:D] (já vi que em jornalismo sério e de qualidade há notícias, artigos de opinião ou então artigos de investigação apenas com respostas [:)] ).
 
Chegaram ao ridículo de dizer que ele não pagou propinas porque num documento qualquer viram a palavra "isento".. É isto o jornalismo a que o Publico nos tinha habituado?

Quando afirmou, diz-nos lá?

O Público achou estranho aparecer a palavra isento num dos documentos.
Perguntou ao Sócrates. Não obteve resposta.

Publicou a dúvida.
 
Ninguém referiu que aquilo era uma notícia (e vocês estão a levar o termo para o seu sentido mais restrito).

Referiu o mundano, que não era uma notícia.

E sim, de facto, não é algo que aconteceu ontem [:D] (já vi que em jornalismo sério e de qualidade há notícias, artigos de opinião ou então artigos de investigação apenas com respostas [:)] ).

Eu acho que tu estás é a ver o conceito "notícia" num sentido muito lato.

Quanto ao resto, cada um fica na sua. [;)]
 
Eu não estou a ver o conceito de notícia num sentido nem lato nem restrito.

Até porque não afirmei que aquilo era uma notícia.

Até porque não acho que o jornalismo se divida tão taxativamente como estás, na minha opinião, a fazer.
 
Quero só fazer aqui um pequeno enquadramento político desta declaração, que foi feita pelo Ex. Sr. Presidente do Conselho Directivo do ISEL, ora o Sr. Quadrado (é o nome dele) é um grandessíssimo lambe botas, que está no ISEL a ver se arranja um tacho no governo.
É sabido por todos que ele é um grande apoiante do PS (não sei se é militante) ora esperavam o quê? Que ele fosse entalar o amigalhaço e assim lixasse a sua ambição política??? Claro que não, fez um favorzinho dos grandes com esta declaração e com sorte lá ganhou o tacho dele!
Esperem para ver!

Atenção isto não é teoria minha, é uma coisa que se anda a dizer pelo ISEL fora e que hoje até foi uma Eng. minha em conversa connosco que disse que achava o mesmo que eu!


Enfim, é o país que temos! [:vm)]


È o ISEL que pelos vistos tens!

Olha q estás enganado, o sr é militante do PSD e activo, consta que está onde está exactamente por isso.
O objectivo deve é ser Reitor da universidade de Lisboa daqui a 10 anos e para isso nao se pode chatear quem vai decidir.[;)]

Lambe botas??? calúnias!!! e os q giram nas saias dele!??
 
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