O estilo Sócrates

Daqui a 4 anos vão estar os mesmos a dizer exactamente o mesmo da Ferreira Leite ... e o ciclo continuará ... quando o PS for o salvador daqui a 8 anos ...

Não defendo o Sócrates, nem sou apoiante de nenhum dessa corja, mas apoio que se deva manter uma politica de continuidade.

Agora o PSD chegar ao governo, deitar tudo abaixo e começar do 0, não me parece boa politica.

Continuidade

O que há para deitar abaixo?

O TGV e a OTA estão parados[:)]


Eu defendo que se deve votar em quem nos transmite mais confiança, em quem tem um caminho definido.

Devido a tudo o que se sabe sobre Sócrates, não voto nele por falta de confiança, simples!
 
Daqui a 4 anos vão estar os mesmos a dizer exactamente o mesmo da Ferreira Leite ... e o ciclo continuará ... quando o PS for o salvador daqui a 8 anos ...

Não defendo o Sócrates, nem sou apoiante de nenhum dessa corja, mas apoio que se deva manter uma politica de continuidade.

Agora o PSD chegar ao governo, deitar tudo abaixo e começar do 0, não me parece boa politica.

Continuidade


Sim, sim vou deixa-los continuar na mentira, no engano aos portugueses, no despesismo, etc, etc
Mas que grande política de continuidade...
 
e continuo a dizer para apresentarem alternativas...

Queres alternativas? Não te choques... Mas vou dar uma alternativa baseada não nos ideiais politicos, mas na competência técnica: Francisco Loucã...

O nosso PM um dia no parlamento quase o mandou calar e disse que o Dr. Louçã não tinha idade nem curriculo para falar.

Comparem os curriculos dos dois. Muita gente não sabe o percurso do Dr. Louçã. Procurem e vão ter uma surpresa...
 
Alternativa a que exactamente?!

Achas que ela vai conseguir fazer o que?

Não temos dinheiro e estamos atolados em dividas para a próxima década.

O que esperas que ela vá fazer assim de tão bom?! :confused: :confused: :confused:
Embora seja uma comparação " a anos luz ", e apenas comparando a ideia em si, não as pessoas, por essa ordem de ideias o Barack nem valia a pena ter concorrido...
 
Partindo do principio que esta tudo assim tão mau e, que nenhum pode fazer grande coisa ( nem mesmo este PM ), seguindo o teu raciocinio não esperas que nenhum lider partidario faça o que quer que seja ( incluindo o actual PM ), assim pelo menos podemos esperar que, qualquer outro lider não minta descaradamente como tem feito este PM.
Já é uma grande mudança, e um reforço da confiança dos Portugueses e dos estrangeiros que nos olham.
JA vim tarde, mas era exactamente isso que queria dizer .
 
Sim, sim vou deixa-los continuar na mentira, no engano aos portugueses, no despesismo, etc, etc
Mas que grande política de continuidade...

Não tem sido sempre assim desde mil quinhentos e troca o passo?!

Só que agora sente-se mais devido ao mau momento económico a nível mundial ..

No outro li uma noticia (não sei se correcta), que para este ano de 2009, cerca de 70% do PIB, é destinado ao pagamento de dívidas externas.

Se assim for, não vejo o que alguém poderá fazer neste pais nos próximos anos ...
 
Não tem sido sempre assim desde mil quinhentos e troca o passo?!

Queres comparar as mentiras do sócas com os outros governantes que estiveram antes dele?
Ok, só te posso dizer que o nariz do sócas é mais comprido que todos os outros juntos...

Que raio de mentalidade tentar justificar a permanência de uma pessoa, que já provou não servir para o cargo, dizendo que as outras também não servem e nada mudarão...

É o mesmo que dizer ao assaltante da nossa casa "Ainda bem que foste tu, porque se fosse outro ficávamos sem as coisas e não conhecíamos o assaltante. Estamos mais descansados que tenhas sido tu porque te conhecemos..."[8b]
 
Queres alternativas? Não te choques... Mas vou dar uma alternativa baseada não nos ideiais politicos, mas na competência técnica: Francisco Loucã...

O nosso PM um dia no parlamento quase o mandou calar e disse que o Dr. Louçã não tinha idade nem curriculo para falar.

Comparem os curriculos dos dois. Muita gente não sabe o percurso do Dr. Louçã. Procurem e vão ter uma surpresa...

O Dr. Louçã é o maior a mandar postas de pescada. E o Bloco de Esquerda é o pseudo-partido da juventude.

Mas sim... se falamos em competência técnica, poucos ou nenhuns políticos têm capacidade para governar um país. O pessoal ainda não percebeu que quem governa são os melhores políticos e não os melhores governantes.

E alternativas há muitas. Não gostam, fazem como eu e votam, mas votam em branco.
 
O problema é que a alternativa não é uma incógnita: nós já vimos o que vale a alternativa.

Os governos do Durão Barroso e do Santana Lopes também não resolveram nenhum dos problemas essenciais do País. É triste quando olhamos para as forças políticas em Portugal e não vislumbramos, senão uma solução, pelo menos um pouco de esperança...

E o pior de tudo é que a crise, só vai ser sentida a sério após as próximas legislativas. Preparem-se para o que vem aí!

Percebo isso tudo, mas uma DEMOCRACIA se começa a funcionar na base de colocar o problema na oposição e não no governo, deixa rapidamente de ser uma democracia.

Se queremos ficar uma Venezuela ou Rússia, é esse o caminho.

Como tal, esse argumento tão salazarento que parece que voltou a ser moda em Portugal, de que "é melhor não mudar, porque os outros não vão ser diferentes", a mim, mete-me NOJO.

Isso é não saber viver em democracia.

Outro ponto que, nós portugueses, temos que perceber é que uma sociedade democrática não funciona por unanimismos.

E o raio neste país é que nós só sabemos viver quando está tudo a remar para o mesmo lado.

Daí o ciclo bestial-besta que praticamente todos os PMs têm tido, à excepção do Barroso e Lopes (esses sempre estiveram no loop besta).

Agora o Sócrates está a entrar na fase besta e uma coisa que me irrita é que as maiores críticas que lhe fazem não são as que lhe devíamos fazer.

Esta gente ainda não percebeu onde reside a mediocridade do seu governo, continua a disparar contra o mais irrelevante.

É triste.

Revela uma falta de qualidade na sociedade civil atroz.

Noutro prisma, os portugueses precisam um quanto antes de perceber uma coisa: ninguém quer o mal do país.

Cada partido político, cada ideologia, defende algo em que acredita que é o caminho mais correcto.

Esta mania saloia de achar que há uns maus e uns bons tem que acabar.

Infelizmente -e até temos um PR que o disse em campanha e pouca gente se chocou- este é o país onde "2 pessoas na posse da mesma informação e de boa fé, necessariamente concordam na solução para um dado problema".

AQUI RESIDE O PROBLEMA SOCIOLÓGICO deste país: acreditar na frase acima citada.

Enquanto a sociedade portuguesa não tiver a maturidade política para perceber que existem diferentes soluções e que não há supra ou infra-moralismos herdados por inerência de se ser defensor de x ou y, isto não sai do buraco.

Para finalizar, o grande problema para futuros candidatos a PM é apenas um: não há muito para prometer aos portugueses.

A única coisa que se deve prometer aos portugueses é que não esperem que o seu país lhes resolva a vida. Está exclusivamente dependente deles.

Dito isto, o país tem 2 problemas essenciais, um que pode ser resolvido a médio prazo e outro que só é resolvido a longo prazo: justiça e educação, respectivamente.

Tudo o resto é acessório.

O paradoxo dos paradoxos é que não é preciso muito dinheiro para resolver os dois grandes problemas estruturais do país.

Logo até deveria ser fácil fazê-lo.

Mas não é.

E não é porque implica mudar RADICALMENTE a nossa maneira de ser e a forma como nos organizamos na sociedade e a pirâmide de valores da mesma.

Mais, não é algo que dê para grandes inaugurações, nem para cortar-fitas, nem para tudo isso que deslumbra o povão.
 
Percebo isso tudo, mas uma DEMOCRACIA se começa a funcionar na base de colocar o problema na oposição e não no governo, deixa rapidamente de ser uma democracia.

Se queremos ficar uma Venezuela ou Rússia, é esse o caminho.

Como tal, esse argumento tão salazarento que parece que voltou a ser moda em Portugal, de que "é melhor não mudar, porque os outros não vão ser diferentes", a mim, mete-me NOJO.

Isso é não saber viver em democracia.

Outro ponto que, nós portugueses, temos que perceber é que uma sociedade democrática não funciona por unanimismos.

E o raio neste país é que nós só sabemos viver quando está tudo a remar para o mesmo lado.

Daí o ciclo bestial-besta que praticamente todos os PMs têm tido, à excepção do Barroso e Lopes (esses sempre estiveram no loop besta).

Agora o Sócrates está a entrar na fase besta e uma coisa que me irrita é que as maiores críticas que lhe fazem não são as que lhe devíamos fazer.

Esta gente ainda não percebeu onde reside a mediocridade do seu governo, continua a disparar contra o mais irrelevante.

É triste.

Revela uma falta de qualidade na sociedade civil atroz.

Noutro prisma, os portugueses precisam um quanto antes de perceber uma coisa: ninguém quer o mal do país.

Cada partido político, cada ideologia, defende algo em que acredita que é o caminho mais correcto.

Esta mania saloia de achar que há uns maus e uns bons tem que acabar.

Infelizmente -e até temos um PR que o disse em campanha e pouca gente se chocou- este é o país onde "2 pessoas na posse da mesma informação e de boa fé, necessariamente concordam na solução para um dado problema".

AQUI RESIDE O PROBLEMA SOCIOLÓGICO deste país: acreditar na frase acima citada.

Enquanto a sociedade portuguesa não tiver a maturidade política para perceber que existem diferentes soluções e que não há supra ou infra-moralismos herdados por inerência de se ser defensor de x ou y, isto não sai do buraco.

Para finalizar, o grande problema para futuros candidatos a PM é apenas um: não há muito para prometer aos portugueses.

A única coisa que se deve prometer aos portugueses é que não esperem que o seu país lhes resolva a vida. Está exclusivamente dependente deles.

Dito isto, o país tem 2 problemas essenciais, um que pode ser resolvido a médio prazo e outro que só é resolvido a longo prazo: justiça e educação, respectivamente.

Tudo o resto é acessório.

O paradoxo dos paradoxos é que não é preciso muito dinheiro para resolver os dois grandes problemas estruturais do país.

Logo até deveria ser fácil fazê-lo.

Mas não é.

E não é porque implica mudar RADICALMENTE a nossa maneira de ser e a forma como nos organizamos na sociedade e a pirâmide de valores da mesma.

Mais, não é algo que dê para grandes inaugurações, nem para cortar-fitas, nem para tudo isso que deslumbra o povão.

1 palavra define este post: Ingenuidade.


"Noutro prisma, os portugueses precisam um quanto antes de perceber uma coisa: ninguém quer o mal do país.

Cada partido político, cada ideologia, defende algo em que acredita que é o caminho mais correcto.

Esta mania saloia de achar que há uns maus e uns bons tem que acabar. "

Parece-me a mim que há portugueses que têm que abrir os olhos, e perceber que há gente que se alimenta de poder. Há gente que é capaz de tudo e mais alguma coisa para garantir interesses pessoais. Mas não... neste país TODA A GENTE quer o bem do país! Esses corruptos que andam por aí a meter dinheiro ao bolso querem é ter dinheiro para pagar os impostos, porque eles GOSTAM de ajudar o país e faze-lo enriquecer! Epah... francamente...

O tal "PROBLEMA SOCIOLÓGICO" deste país é o facto de haver gente, e MUITA gente que vê os partidos como clubes de futebol... e independentemente dos factos, vão até à última para defender ou atacar qualquer dirigente político sem pensarem nos seus próprios interesses e nos interesses de quem os rodeia. Tão simples quanto isso.
 
Percebo isso tudo, mas uma DEMOCRACIA se começa a funcionar na base de colocar o problema na oposição e não no governo, deixa rapidamente de ser uma democracia.

Se queremos ficar uma Venezuela ou Rússia, é esse o caminho.

Como tal, esse argumento tão salazarento que parece que voltou a ser moda em Portugal, de que "é melhor não mudar, porque os outros não vão ser diferentes", a mim, mete-me NOJO.

Isso é não saber viver em democracia.

Outro ponto que, nós portugueses, temos que perceber é que uma sociedade democrática não funciona por unanimismos.

E o raio neste país é que nós só sabemos viver quando está tudo a remar para o mesmo lado.

Daí o ciclo bestial-besta que praticamente todos os PMs têm tido, à excepção do Barroso e Lopes (esses sempre estiveram no loop besta).

Agora o Sócrates está a entrar na fase besta e uma coisa que me irrita é que as maiores críticas que lhe fazem não são as que lhe devíamos fazer.

Esta gente ainda não percebeu onde reside a mediocridade do seu governo, continua a disparar contra o mais irrelevante.

É triste.

Revela uma falta de qualidade na sociedade civil atroz.

Noutro prisma, os portugueses precisam um quanto antes de perceber uma coisa: ninguém quer o mal do país.

Cada partido político, cada ideologia, defende algo em que acredita que é o caminho mais correcto.

Esta mania saloia de achar que há uns maus e uns bons tem que acabar.

Infelizmente -e até temos um PR que o disse em campanha e pouca gente se chocou- este é o país onde "2 pessoas na posse da mesma informação e de boa fé, necessariamente concordam na solução para um dado problema".

AQUI RESIDE O PROBLEMA SOCIOLÓGICO deste país: acreditar na frase acima citada.

Enquanto a sociedade portuguesa não tiver a maturidade política para perceber que existem diferentes soluções e que não há supra ou infra-moralismos herdados por inerência de se ser defensor de x ou y, isto não sai do buraco.

Para finalizar, o grande problema para futuros candidatos a PM é apenas um: não há muito para prometer aos portugueses.

A única coisa que se deve prometer aos portugueses é que não esperem que o seu país lhes resolva a vida. Está exclusivamente dependente deles.

Dito isto, o país tem 2 problemas essenciais, um que pode ser resolvido a médio prazo e outro que só é resolvido a longo prazo: justiça e educação, respectivamente.

Tudo o resto é acessório.

O paradoxo dos paradoxos é que não é preciso muito dinheiro para resolver os dois grandes problemas estruturais do país.

Logo até deveria ser fácil fazê-lo.

Mas não é.

E não é porque implica mudar RADICALMENTE a nossa maneira de ser e a forma como nos organizamos na sociedade e a pirâmide de valores da mesma.

Mais, não é algo que dê para grandes inaugurações, nem para cortar-fitas, nem para tudo isso que deslumbra o povão.

Excelente análise apr:)

Acrescento ainda:

Não se resolve os problemas da educação e da justiça porque não querem. Isso implica devolver o poder às bases. O poder de ganhar conhecimento e por em causa determinadas politicas e comportamentos e o poder de contestar fácilmente e com poucos custos.

O facto do "povão" poder ter acesso fácil a uma educação e justiça eficazes seria o efectivo "25 de Abril" na sociedade portuguesa.
 
O Dr. Louçã é o maior a mandar postas de pescada. E o Bloco de Esquerda é o pseudo-partido da juventude.

Mas sim... se falamos em competência técnica, poucos ou nenhuns políticos têm capacidade para governar um país. O pessoal ainda não percebeu que quem governa são os melhores políticos e não os melhores governantes.

E alternativas há muitas. Não gostam, fazem como eu e votam, mas votam em branco.

Por acaso já viste o curriculo dele? Não é conhecido cá. Mas é bastante conhecido no estrangeiro. E, ao contrário do que possas pensar, inclusivamente nos EUA...
 
e continuo a dizer para apresentarem alternativas...
Este País não tem alternativas.
Os políticos são da caca, o pensamento das pessoas em geral também, resta quem possa, fugir daqui. [;)]
O País estará totalmente hipotecado ao estrangeiro em 2010, e o endividamento das famílias vai em 130 %, o que significa que por muito que trabalhes, o dinheiro vai todo para outras mãos, não fica cá, e o "Inginheiro" para ajudar à festa ainda vai fazer TGV's para nos enterrar ainda mais...
Fujam !!
 
Quanto a mim ha um ponto primordial a avaliar. Antes das politicas, susceptiveis ou nao de concordancia, das ideologias partidarias ou das simpatias pessoais, este PM nao pode ser defendido por ninguem no seu perfeito juizo.
Posso tentar recordar-me de alguns pontos e deixando para tras o escandalo á volta da sua sexualidade há no minimo que referir a neblina em torno do seu curso, a adjucação de obras maradas na covilha, a adjudicação do Magalhaes À Jp Sá Couto sem qualquer consurso publico, o caso freeport... e outras haverão certamente. O PM nao deveria ser no minimo uma pessoa idonea? Ele honesto nao sera concerteza! ja nao é uma nem duas...
Começa a fazer-me mesmo confusão como é que um aldrabão destes continua á frente do nosso país.

Agora algo mais pessoal... o Santana que ao lado deste senhor era um menino caiu por pôr o amigo de infancia como seu acessor e depois de o correr ele vir ca para fora dizer mal dele.
Eu imagino a imagem com que portugal fica perante os ingleses depois disto.
 
A imparcialidade no Jornalismo é uma treta

from Bitaites by Marco Santos


Nunca acreditei que o jornalismo pudesse ser imparcial. Até um jornalista tem direito à indignação. Uma notícia pode ser escrita de forma propositadamente neutra, cingir-se aos factos, refugiar-se nos substantivos, mas nunca será imparcial.
Uma máquina é imparcial, um ser humano não; mas estamos tão dependentes de máquinas que criámos o mito de que o ser humano é capaz de agir como uma. Achamos que o jornalista tem o dever de ser imparcial, mas é uma falsa questão: o jornalista é um ser humano e, por isso, o seu dever é ser honesto.
Ao contrário das máquinas e dos computadores, somos inteligentes e criativos nas associações que estabelecemos, fazemos escolhas a partir de convicções éticas e morais que aprendemos (ou não) ao longo da vida. Poderá chegar a altura em que máquinas sejam capazes de fazer essas escolhas, mas só nós poderemos sentir por que razão são feitas.
O pretenso jornalismo de investigação à volta do caso Freeport, justificado pela sacrossanta «independência» em relação aos poderes, não foi imparcial, como dizem, foi desonesto.
Exemplos? O Correio da Manhã noticiou que uma funcionária da empresa Smith & Pedro, promotora do Freeport, declarara à Polícia Judiciária, em 2004, ter ouvido dizer que Manuel Pedro, seu patrão, pagara «400 mil» ao responsável pelo licenciamento do outlet, se pagara em contos ou Euros não sabia, mas tinha ouvido dizer. A Polícia Judiciária não achou o depoimento credível e deixou-o cair.
Cinco anos depois, em pleno circo mediático, o Correio da Manhã recupera a história. A concorrência, incluindo o jornal de referência Público, pega na cacha, dá-lhe mais ressonância. No título ou lead do Público não se informa que tais declarações já têm cinco anos e que foram rejeitadas por quem de facto faz investigação. No Correio da Manhã idem-idem aspas-aspas. Esse dado insignificante surge quase no fim dos textos…
Quantas vezes suportaram a berraria de jornais e televisões a propósito da famosa carta rogatória dos ingleses? Demasiadas, aposto. Pois o grupo americano Carlyle, actual proprietário do Freeport PLC, fez hoje um desmentido oficial após a auditoria às contas, garantindo que, afinal, não foi detectado nenhum buraco financeiro nem qualquer pagamento de luvas…
Intrigante, não é? «Não há fumo sem fogo», diz o povo, esquecendo-se que o fumo também pode ser criado por quem deseja queimar um inocente. Agora façam o seguinte exercício: observem atentamente a forma como esta notícia em que se desmentem luvas e buracos financeiros vai ser transmitida nos noticiários; comparem o tom mais recatado, circunspecto, quase tímido, ao pagode jornalístico dos últimos dias.
Sempre que um editor ou director de jornal ou televisão faz um discurso sobre independência fico com vontade de rir. Mas quem pensam estes tipos que estão a enganar? Numa sociedade capitalista ninguém é absolutamente independente: no caso dos jornais é preciso vender, angariar publicidade e segurar os melhores clientes. Os jornais fazem fretes a quem lhes coloca lá publicidade. Não é vista como uma questão ética, é uma questão de sobrevivência. Uma notícia aqui, uma breve ali, às vezes nota-se mais, às vezes nota-se menos, mas fazem-no. A diferença estabelece-se entre o que se está disposto a vender, uma breve ou a própria alma, não entre quem é, ou não é, independente. Todos somos dependentes. Dependentes do dinheiro.
Quando falam em «independência» e «imparcialidade» para justificar uma campanha noticiosa cujo objectivo principal sempre foi o lucro, as audiências, as vendas… A sério, a hipocrisia de todo este processo dá-me a volta ao estômago. Tudo conduz ao dinheiro, diz o Pedro e com razão.
Investiguem, sejam o contra-poder, usufruam de todas as liberdades que nos deu o 25 de Abril mas, por favor, não se esqueçam também das responsabilidades. E não nos façam de parvos.
 
Percebo isso tudo, mas uma DEMOCRACIA se começa a funcionar na base de colocar o problema na oposição e não no governo, deixa rapidamente de ser uma democracia.
Isso só acontece... por culpa da oposição. De uma forma geral é muito mais fácil ser oposição que ser governo, mas a oposição que temos actualmente desafia este dogma...

Como tal, esse argumento tão salazarento que parece que voltou a ser moda em Portugal, de que "é melhor não mudar, porque os outros não vão ser diferentes", a mim, mete-me NOJO.
A mim também me mete nojo, pois só demonstra que a oposição é mesmo pouco credível aos olhos dos Portugueses. Essa é a única explicação para as sondagens que mostram o PS à frente...

Revela uma falta de qualidade na sociedade civil atroz.
Porque é que achas que o País está como está? Os políticos e banqueiros que temos são apenas o reflexo da sociedade...

Cada partido político, cada ideologia, defende algo em que acredita que é o caminho mais correcto.
[:D] O caminho mais correcto para... manter o poder. É a isso que estamos habituados desde o 25 de Abril, com raras excepções...

E o que começamos agora a ver é que muitos políticos profissionais estiveram no governo, não para servir o País, mas para preparar negociatas muito obscuras...

Esta mania saloia de achar que há uns maus e uns bons tem que acabar.
A mim parece-me é que há os maus, os muito maus e os péssimos. E há que escolher os menos maus...

Para finalizar, o grande problema para futuros candidatos a PM é apenas um: não há muito para prometer aos portugueses.

A única coisa que se deve prometer aos portugueses é que não esperem que o seu país lhes resolva a vida. Está exclusivamente dependente deles.
Nunca isto foi tão verdadeiroapr:)... é pena que o PS ande a vender a ideia que o Estado pode resolver a crise...

Dito isto, o país tem 2 problemas essenciais, um que pode ser resolvido a médio prazo e outro que só é resolvido a longo prazo: justiça e educação, respectivamente.
Isso é um bocado redutor. A justiça e a educação são apenas o reflexo de algo mais profundo: a forma de estar na vida e o ambiente cultural dos Portugueses.

E não é porque implica mudar RADICALMENTE a nossa maneira de ser e a forma como nos organizamos na sociedade e a pirâmide de valores da mesma.
Ora cá está...[;)]

Infelizmente não temos um governo como o da Suécia ou Noruega porque... não temos uma sociedade como a deles. Enquanto nós valorizarmos o xico espertismo e a fortuna fácil e desvalorizarmos o estudo e o trabalho árduo, não vamos longe...

E a culpa principal é dos Pais e dos valores que eles transmitem aos filhos... aliás, atrevo-me a dizer que tu tens a consciência política que tens (e que eu tenho acompanhado com atenção neste fórum talvez desde os teus 16 anos [;)]) em parte devido aos teus Pais.

Corrige-me se estou enganado...[;)]
 
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