Tanto dinheiro que está a ser fornecido aos bancos (que continuam a ter avultados lucros) e a economia real não está a ganhar nada com isso. O dinheiro dos contribuintes ministrado aos bancos para nos ajudarem através de empréstimos, ficou nos bancos que agora exploram o mesmo povo de quem receberam essa verba. As instituições bancárias contraem empréstimos a taxas baixas e cobram nos empréstimos concedidos aos cidadãos taxas elevadíssimas. É uma especulação desonesta e desmedida. São os ricos a roubarem os pobres à descarada. O povo tem a corda na garganta e estes bandidos estão a apertá-la ainda mais para proveito próprio condenando o país a um enforcamento económico. O governo deixou o povo com a forca na garganta e agora fecha os olhos abandonando-o à mercê dos bancos para acabarem o serviço. Os mesmos bancos que irão outra vez financiar as suas campanhas eleitorais para depois lhes voltarem a cobrar esse favor, dando seguimento a este ciclo vicioso.
Continuo a afirmar que não concordo com a tua visão.
O Governo não está a dar o dinheiro dos contribuintes aos bancos.
O Governo teve de intervir no BPN e mais nada. Colocar o caso BPN ao nível dos outros bancos, não está correcto. É um caso de polícia e de incompetência institucional.
O caso BPP, também é diferente. O banco estava em vias de ir à falência, mais por culpa do seu modelo de negócio do que por práticas ilícitas (iremos saber, mas quando...?) e o Governo fez uma habilidade à Portuguesa, fazendo uma vaquinha (forçada) de alguns Bancos, onde o Estado garantia o retorno do cacau. Se as coisas correrem bem, os Bancos irão reaver a massa, se não, accionam a garantia, e o Estado com o dinheiro dos contribuintes terá de se chegar à frente.
O restante da Banca que é o grosso, neste momento não está a mamar o dinheiro dos contribuintes. Podem ficar descansados nesse aspecto. Alguns já recorreram à garantia do Estado, para a qual pagam e que naturalmente se reflecte na venda do crédito.
Se o mundo não desabar amanhã, o que é improvável mas que teremos de encarar como natural dadas as circunstâncias, nada daquilo que descreves corresponde à realidade formal.
Salvar as Empresas
O nosso tecido empresarial é estranho, muito complexo e muito dado a práticas pouco saudáveis.
Daí que é difícil resolver esta equação de como ajudar as Empresas.
Porque os Bancos não emprestam e com muita pena (sabes qual o negócio dos bancos...) porque os rácios apresentados nos balanços são calamitosos.
As empresas na generalidade não têm dinheiro porque são muito mal geridas. Ponto.
E quando a Banca era nacionalizada e o dinheiro era do povo (recordas-te?), com era tudo nosso, era um fartote para todos. Infelizmente hoje há critérios. E ainda bem.
Para que se mude esta situação só conheço um processo. Não mexer muito pois senão o barco vai ao fundo, mas começar a ser exigente com as Empresas.
O Estado deveria ser o dinamizador principal, desistindo das grandes obras que só irão beneficiar as grandes Empresas (maioria multinacionais) e Emigrantes (pois não vejo o português a ir vergar a mola na Construção Civil) e fomentar um conjunto de projectos onde o nosso tecido empresarial se possa mover, sobreviver e sobretudo adaptar-se aos tempos modernos.
E no futuro talvez se possa dizer, bendita crise.
Porque a continuar como estamos, não vamos a lado nenhum.