O estilo Sócrates

então vamos gastar o que não temos?

então o que será preferível entrar em bancarrota ou continuar em crise?

não estou contra o investimento público, só contra aquele que é megalómano!

Estou de acordo, tenho dúvidas se será necessário o novo aeroporto e TGV (ainda por cima os dois).

O investimento público puderia passar por outras obras.
 
então o que será preferível 1. entrar em bancarrota ou 2. continuar em crise?

Estamos num ponto em que a relação entre 1 e 2 é muito sensível. Não creio que seja dificil perceber que obras como novas barragens que produzem energia, se bem comprovadas, além de gerarem emprego, geram produtividade, e isso é que nos faz falta.

De que nos serve injectar milhões, criam-se alguns postos de emprego, para daqui a 1 ou 2 anos voltar ao mesmo? Isso é remediar o mal com outro mal, continuando a cavar o buraco. Por exemplo, o TVG é um mau exemplo. É o cidadão comum que o utiliza, o cidadão médio? Isso serve 1/2 dúzia de interesses. Não serve o avião ou o carro? Não chegamos a madrid na mesma? Quando estivessemos mesmo melhor, então ai sim senhor.

Esforços são bem-vindos, investimentos idem. Mas há que avaliar bem, nem que seja admitindo alguns erros ou algumas ideias desajustadas, mas é preciso ter cuidado, senão a relação entre 1 e 2 vai ser igual a 1 + 2, e não vamos querer ter o FMI novamente a tomar conta disto, se bem que já fazia falta uma limpeza a tanta escumalha que anda por ai...
 
e o que se tem feito até agora não é precisamente gastar acima das nossas possibilidades, à custa do endividamento?

pois e já basta...
se os débitos já atingem 90% do PIB o que será se continuarmos a gastar?

também concordo que o investimento público que interessa é o que é estruturante (seja ou não megalómano)... resta saber se nestes se enquadra o TGV... há quem diga que sim outros que dizem que não (e também quem disse que sim e agora diz que não [:D])

os 30 ou 45 minutos a menos para Madrid em TGV a meu ver não justificam o investimento! e, por isso, consequentemente desajustado .........
 
Esforços são bem-vindos, investimentos idem. Mas há que avaliar bem, nem que seja admitindo alguns erros ou algumas ideias desajustadas, mas é preciso ter cuidado, senão a relação entre 1 e 2 vai ser igual a 1 + 2, e não vamos querer ter o FMI novamente a tomar conta disto, se bem que já fazia falta uma limpeza a tanta escumalha que anda por ai...

pois, mas o problema é que parece-me que essa capacidade de avaliação, actualmente, não existe.... e por isso receio que esta possibilidade se torne uma realidade...




 
pois e já basta...
se os débitos já atingem 90% do PIB o que será se continuarmos a gastar?



os 30 ou 45 minutos a menos para Madrid em TGV a meu ver não justificam o investimento! e, por isso, consequentemente desajustado .........

E se o TGV permitir a médio prazo a ligação a outros Países? Já estive a investigar hipóteses para sair de comboio para a Europa, e sinceramente estamos muito limitados.
 
E se o TGV permitir a médio prazo a ligação a outros Países? Já estive a investigar hipóteses para sair de comboio para a Europa, e sinceramente estamos muito limitados.

e estamos a analisar apenas com base no cenário actual, pois no futuro pode até ser mais competitivo... pensemos por exemplo em que as emissões de CO2 serão bem penalizadas, com a entrada em força do mercado de carbono, e que isso encarecerá as viagens de avião tornando-as menos competitivas...
 
Depois de mais uma reunião da UE alguns Ministros, para aliviar a pressão, resolvem passar pelo Louvre e alguns deles param, meditativos perante uma excelente pintura de Adão e Eva no Paraíso. Desabafa Angela Merkel:
- Olhem, que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... São necessariamente estereótipos alemães.
Imediatamente Sarkozy reagiu:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Só poderiam ser franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o Gordon Brown arrisca:
- Of course not! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação, Sócrates exclama:
- Não concordo. Reparem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma simples maçã para comer... não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso. Não tenham a menor dúvida, são portugueses!
 
Olha a campanha negra (mercado negro) em acção:


Alguns computadores Magalhães podem já não estar com as crianças para as quais foram requisitados, tendo sido vendidos a terceiros. O alerta é dado por professores que já se deparam com alguns casos.

Helena Amaral, professora no Agrupamento da Escola Quinta de Marrocos, em Benfica, refere à Lusa situações em que, quando se avisa o dia em que o computador é necessário na aula, os alunos faltam sempre. "Nestes casos percebemos que os computadores já devem ter levado algum outro destino", salienta.

Claro que o Ministério nada sabe e nada vê, ao melhor estilo do Banco de Portugal:

Entretanto, a Ministério da Educação já se manifestou, referindo, em comunicado enviado à imprensa, que "desconhece qualquer caso de venda no designado ‘mercado negro’ de computadores Magalhães atribuídos a alunos do 1.º Ciclo".


in TEK






Assim vai a nossa educação.
 
E se o TGV permitir a médio prazo a ligação a outros Países? Já estive a investigar hipóteses para sair de comboio para a Europa, e sinceramente estamos muito limitados.

Acredita que somos limitados em muita coisa, mas não é o TGV que vai fazer ultrapassar as principais limitações de Portugal. Antes pelo contrário, até nos pode desbloquear a rede de alta velocidade, e limitar a capacidade financeira...ainda mais [8b]
 
Sair da Europa?

A nivel ferroviário, o pais está uma desgraça pegada, não sei se ria se chore com esta cegueira de termos um TGV quando a nivel nacional as coisas não funcionam minimamente bem.

É a fechar estações, cancelar rotas e usando linhas que permitem 30km/h que se vai ajudar a dinamizar o resto do pais, que não é só o litoral?

Vou enumerar alguns problemas (só alguns) que nos limitam severamente:

- Distritos do país sem ligações eficientes de Auto-Estradas
- Distribuição insuficiente de centros de saúde e hospitais com serviços concretos (Ex.: tratamentos de cancros, ressonâncias...)
- Distribuição populacional deficiente (cada vez mais se concentra tudo em Lisboa e no Porto. Cada um quase que deveria escolher a região do país para trabalhar. Interesses só para estas cidades do litoral)
- Linha de comboio insuficiente e ineficiente (querem TGV, mas nem a linha que liga as capitais Portuguesas é grande coisa. No interior não há comboio nem sequer entre as capitais de distrito...)
- Estradas de fraca qualidade (buracos, curvas apertadas, materias empregues no piso pobres)
- Fraca ornamentação na construção
- Casas ao preço do dobro do que valem realmente (e longe das possibilidades reais de aquisição do cidadão)
- Corrupção activa e passiva constante, de Norte a Sul
- Influências abusivas
- Falta de saídas profissionais
- Injecção de capital em soluções ineficientes para resolução de problemas reais e crónicos
- Falta de estimulo à criação de produtividade empresarial e pessoal (o governo habituou mal muita gente, e despreza as vezes quem mais tenta produzir e gerar riqueza de uma forma honesta)


Entre muitos outros...

Sinceramente resolver uma boa parte do que mencionei ajudaria, embora não resolvesse tudo. Se não me esqueci de nada, resumi rapidamente alguns dos mais graves problemas que temos em Portugal...e o TGV não vai resolver nenhum.
 

Tanto dinheiro que está a ser fornecido aos bancos (que continuam a ter avultados lucros) e a economia real não está a ganhar nada com isso. O dinheiro dos contribuintes ministrado aos bancos para nos ajudarem através de empréstimos, ficou nos bancos que agora exploram o mesmo povo de quem receberam essa verba. As instituições bancárias contraem empréstimos a taxas baixas e cobram nos empréstimos concedidos aos cidadãos taxas elevadíssimas. É uma especulação desonesta e desmedida. São os ricos a roubarem os pobres à descarada. O povo tem a corda na garganta e estes bandidos estão a apertá-la ainda mais para proveito próprio condenando o país a um enforcamento económico. O governo deixou o povo com a forca na garganta e agora fecha os olhos abandonando-o à mercê dos bancos para acabarem o serviço. Os mesmos bancos que irão outra vez financiar as suas campanhas eleitorais para depois lhes voltarem a cobrar esse favor, dando seguimento a este ciclo vicioso.
Continuo a afirmar que não concordo com a tua visão.

O Governo não está a dar o dinheiro dos contribuintes aos bancos.

O Governo teve de intervir no BPN e mais nada. Colocar o caso BPN ao nível dos outros bancos, não está correcto. É um caso de polícia e de incompetência institucional.

O caso BPP, também é diferente. O banco estava em vias de ir à falência, mais por culpa do seu modelo de negócio do que por práticas ilícitas (iremos saber, mas quando...?) e o Governo fez uma habilidade à Portuguesa, fazendo uma vaquinha (forçada) de alguns Bancos, onde o Estado garantia o retorno do cacau. Se as coisas correrem bem, os Bancos irão reaver a massa, se não, accionam a garantia, e o Estado com o dinheiro dos contribuintes terá de se chegar à frente.

O restante da Banca que é o grosso, neste momento não está a mamar o dinheiro dos contribuintes. Podem ficar descansados nesse aspecto. Alguns já recorreram à garantia do Estado, para a qual pagam e que naturalmente se reflecte na venda do crédito.

Se o mundo não desabar amanhã, o que é improvável mas que teremos de encarar como natural dadas as circunstâncias, nada daquilo que descreves corresponde à realidade formal.

Salvar as Empresas


O nosso tecido empresarial é estranho, muito complexo e muito dado a práticas pouco saudáveis.

Daí que é difícil resolver esta equação de como ajudar as Empresas.

Porque os Bancos não emprestam e com muita pena (sabes qual o negócio dos bancos...) porque os rácios apresentados nos balanços são calamitosos.

As empresas na generalidade não têm dinheiro porque são muito mal geridas. Ponto.

E quando a Banca era nacionalizada e o dinheiro era do povo (recordas-te?), com era tudo nosso, era um fartote para todos. Infelizmente hoje há critérios. E ainda bem.

Para que se mude esta situação só conheço um processo. Não mexer muito pois senão o barco vai ao fundo, mas começar a ser exigente com as Empresas.

O Estado deveria ser o dinamizador principal, desistindo das grandes obras que só irão beneficiar as grandes Empresas (maioria multinacionais) e Emigrantes (pois não vejo o português a ir vergar a mola na Construção Civil) e fomentar um conjunto de projectos onde o nosso tecido empresarial se possa mover, sobreviver e sobretudo adaptar-se aos tempos modernos.

E no futuro talvez se possa dizer, bendita crise.

Porque a continuar como estamos, não vamos a lado nenhum.
 
Continuo a afirmar que não concordo com a tua visão.

O Governo não está a dar o dinheiro dos contribuintes aos bancos.

O Governo teve de intervir no BPN e mais nada. Colocar o caso BPN ao nível dos outros bancos, não está correcto. É um caso de polícia e de incompetência institucional.

O caso BPP, também é diferente. O banco estava em vias de ir à falência, mais por culpa do seu modelo de negócio do que por práticas ilícitas (iremos saber, mas quando...?) e o Governo fez uma habilidade à Portuguesa, fazendo uma vaquinha (forçada) de alguns Bancos, onde o Estado garantia o retorno do cacau. Se as coisas correrem bem, os Bancos irão reaver a massa, se não, accionam a garantia, e o Estado com o dinheiro dos contribuintes terá de se chegar à frente.

O restante da Banca que é o grosso, neste momento não está a mamar o dinheiro dos contribuintes. Podem ficar descansados nesse aspecto. Alguns já recorreram à garantia do Estado, para a qual pagam e que naturalmente se reflecte na venda do crédito.

Se o mundo não desabar amanhã, o que é improvável mas que teremos de encarar como natural dadas as circunstâncias, nada daquilo que descreves corresponde à realidade formal.

Salvar as Empresas


O nosso tecido empresarial é estranho, muito complexo e muito dado a práticas pouco saudáveis.

Daí que é difícil resolver esta equação de como ajudar as Empresas.

Porque os Bancos não emprestam e com muita pena (sabes qual o negócio dos bancos...) porque os rácios apresentados nos balanços são calamitosos.

As empresas na generalidade não têm dinheiro porque são muito mal geridas. Ponto.

E quando a Banca era nacionalizada e o dinheiro era do povo (recordas-te?), com era tudo nosso, era um fartote para todos. Infelizmente hoje há critérios. E ainda bem.

Para que se mude esta situação só conheço um processo. Não mexer muito pois senão o barco vai ao fundo, mas começar a ser exigente com as Empresas.

O Estado deveria ser o dinamizador principal, desistindo das grandes obras que só irão beneficiar as grandes Empresas (maioria multinacionais) e Emigrantes (pois não vejo o português a ir vergar a mola na Construção Civil) e fomentar um conjunto de projectos onde o nosso tecido empresarial se possa mover, sobreviver e sobretudo adaptar-se aos tempos modernos.

E no futuro talvez se possa dizer, bendita crise.

Porque a continuar como estamos, não vamos a lado nenhum.

Concordo com quase tudo o que dizes, apenas acho que não se deveria desistir indiscriminadamente de todos os "grandes projectos" mas sim avaliar a real necessidade deles (por exemplo, o novo aeroporto que no médio/longo prazo é muito previsível venha a ser necessário e mais discutivelmente o TGV). Uma coisa é fundamental, melhor controlo da execução para evitar derrapagens, orçamentais e temporais e que os empreiteiros suportem pelo menos parte dos sobrecustos que realmente ocorram, pelo menos os que forem da sua responsabilidade. Além disso, muitos projectos terão que ser executados por empresas multinacionais, mas que subcontratarão cá ou no mínimo utilizarão mão de obra local... e acho que há muitos portugueses que não se importam de "vergar a mola" na construção, já que é disso que vive uma parte considerável da população portuguesa.
 
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