O Jornalismo que temos

edununo

Well-known member
Li recentemente um comparativo entre 3 automóveis do segmento B com motores a rondar os 1.2 - 1.4 litros e pontências máximas entre os 70 e 90cv sensivelmente. Parecia um comparativo igual a tantos outros até à parte da analise das performances! Falam que o automóvel A (por sinal o mais potente) é muito mais rápido em acelerações, chegando até a ser 10s mais rápido que os outros 2 (muito identicos por sinal) na medição dos 0-400 metros. Assim por alto:

Automóvel A +- 18s 0-400m
Automóvel B +- 27s 0-400m
Automóvel C +- 28s 0-400m.

Mal vi estes valores pensei para comigo isto é impossível e ridículo. Nenhum carro no mundo com potencias naquela ordem /diferenças de potência tão baixas consegue ser 10s mais rápido que outro nos 0-400m. Eu que não sou expert dei conta disto. Agora pergunto: O jornalista que escreveu esta peça terá conduzido os carros? Se não e se apenas comentou os dados (errados pois claro) que lhe entregaram não deveria ter reparado que algo estaria errado? Que aqueles valores seriam impossíveis?

Só para terem uma ideia: Um Ferrari Enzo com 660cv faz 11s 0-400 metros. Um AX GT com 85cv faz 16.5s, apesar dos quase 600cv de diferença e de um relação peso potência MUITO superior.
 
Sim, eu sei que não é invenção tua, mas estas medidas têm conotações com carros mais possantes. [:D] [;)]

É verdade. E dá para ver que um carro 10 vezes mais potente que outro se calhar não é 2 vezes mais rápido.
 
Sem comentarios...

Sem comentarios...

Quando jornalistas automovies usam termos como "maralha" para se referir a carros da mesma gama...
Quando so viaturas de um certo Pais aparecem na capa de certas revistas...
Quando grande parte da analise escrita são as performances, comportamento (que para a grande maioria dos utilizadores não é o mais importante) ficando por falar de pontos importantes (algumas revistas nem tem as medições de CO2 algo que até nos stands é obrigatorio estar afixado)...
Quando se vê (como referido) que muitas vezes os artigos são traduções/Copy Paste (que às vezes corre mal) dos artigos estrangeiros ou dados fornecidos pelo fabricante...
Etc, etc, etc...
Chegamos à conclusão que o melhor é não dar muito credito ao jornalismo automovel e partir à descoberta de stands e test-drives quando queremos mudar de carro...
 
Chegamos à conclusão que o melhor é não dar muito credito ao jornalismo automovel e partir à descoberta de stands e test-drives quando queremos mudar de carro...

Eis uma grande verdade... munca vão pelo que diz a imprensa... pois tal como esse erro (Será que não é de propósito???) existem mais.

Como por exemplo numa publicação alemã ganhar o carro C, e em Portugal esse carro ficar em ultimo, num comparativo igual...

Ou a 4 anos, o carro B vencer sem apelo nem agravo o carro A, e agora, os mesmos carros sem alterações nem restylings, o Carro A derrotar o carro B, porque o que era bom à 4 anos agora já não é!

Realmente....

Ou então irem buscar as melhores versões do modelo A e as piores versões do modelo B e darem a vitória ao A por falta de equipamento do B, mesmo que a melhor versão do B seja mais barata que a melhor do A.

Fiquem bem.

TestDrive smpre!
 
Pode acontecer várias coisas:

Pode o jornalista não pescar nada do assunto ou simplesmente ser mau profissional.
Pode o jornalista ter-se enganado a escrever, apesar de ter dados correctos, e ao ritmo que alguns trabalham há sempre um ou outro erro porque não há muito tempo para rever e em alguns sitios não há revisores.
Pode o jornalista ter recebido os dados, até pode ter estranhado mas não é ele que vai emendar informação que alguma "entidade idónea" lhe enviou, até porque nem tempo poderá ter para isso.

Não sei se foi o caso aqui, mas no jornalismo assim como em muitas outras áreas, já lá vai o tempo em que as coisas eram feitas com a calma necessária para fazer sair uma coisa com a devida qualidade. Agora, um faz o trabalho de dois. Depois há erros... não há é milagres.
 
E nunca vos aconteceu, ler um texto e pela leitura parecer que o mais homogéneo e melhor é o carro X, e no fim quem vence é o carro Y?

Ou trocas que potuações, enganos nas somas... quantos erros desses eu já vi...

Enganos e erros até pode haver, mas alguns são intoleráveis! É o trabalho do jornalista e da revista, tem que ser cumprido a 100%!!!

Eu aqui, se calibrar mal um equipamento, ou reparar mal um equipamento, estou F#"%!#, e se não for detectado logo, pode armar um grande 31 no funcionamento dos equipamentos.

Portanto, se eu não posso falhar, um jornalista na sua área também não!
 
Li recentemente um comparativo entre 3 automóveis do segmento B com motores a rondar os 1.2 - 1.4 litros e pontências máximas entre os 70 e 90cv sensivelmente. Parecia um comparativo igual a tantos outros até à parte da analise das performances! Falam que o automóvel A (por sinal o mais potente) é muito mais rápido em acelerações, chegando até a ser 10s mais rápido que os outros 2 (muito identicos por sinal) na medição dos 0-400 metros. Assim por alto:

Automóvel A +- 18s 0-400m
Automóvel B +- 27s 0-400m
Automóvel C +- 28s 0-400m.

Mal vi estes valores pensei para comigo isto é impossível e ridículo. Nenhum carro no mundo com potencias naquela ordem /diferenças de potência tão baixas consegue ser 10s mais rápido que outro nos 0-400m. Eu que não sou expert dei conta disto. Agora pergunto: O jornalista que escreveu esta peça terá conduzido os carros? Se não e se apenas comentou os dados (errados pois claro) que lhe entregaram não deveria ter reparado que algo estaria errado? Que aqueles valores seriam impossíveis?

Só para terem uma ideia: Um Ferrari Enzo com 660cv faz 11s 0-400 metros. Um AX GT com 85cv faz 16.5s, apesar dos quase 600cv de diferença e de um relação peso potência MUITO superior.

Hum, tens a certeza desse tempo no AX?!
É que comparando o tempo do AX com os "carritos" de 70-90cv´s...é uma grande diferença.
 
Agora pergunto: O jornalista que escreveu esta peça terá conduzido os carros? Se não e se apenas comentou os dados (errados pois claro) que lhe entregaram não deveria ter reparado que algo estaria errado? Que aqueles valores seriam impossíveis?

É claramente mais um caso em que o "jornalista" não "tocou" no carro!

Exactamente como aquele que dizia o que o ponto fraco do carro X era ser FWD, quando na realidade era AWD! [:D]
E ainda por cima os dados técnicos estavam correctos, ou seja, nem sequer os leu!!! Pensou que sabia tudo... [:)]

Quando só se conhece o significado das siglas quando estas são de determinada marca ou grupo, dá nisto. :(
 
E nunca vos aconteceu, ler um texto e pela leitura parecer que o mais homogéneo e melhor é o carro X, e no fim quem vence é o carro Y?

Ou trocas que potuações, enganos nas somas... quantos erros desses eu já vi...

Enganos e erros até pode haver, mas alguns são intoleráveis! É o trabalho do jornalista e da revista, tem que ser cumprido a 100%!!!

Eu aqui, se calibrar mal um equipamento, ou reparar mal um equipamento, estou F#"%!#, e se não for detectado logo, pode armar um grande 31 no funcionamento dos equipamentos.

Portanto, se eu não posso falhar, um jornalista na sua área também não!

Exacto, temos que ser profissionais e ter brio naquilo que fazemos. Mas se na tua profissão te pedirem para fazeres o teu trabalho em metade do tempo que tu sabes que é necessário, consegues fazê-lo bem, como tu queres e desejas?
Estou eu a falar de situações que conheço, não estou a falar deste caso concreto.
A responsabilidade será mais da revista/jornal nesses casos do que propriamente do jornalista, mas é sempre o jornalista que paga as favas.
 
O tempo do Ax deve estar mal.

Se está correcto coitado do m3 e mais alguns[:D][:D][:D]

Olha que existem algumas surpresas, pois o meu Gt com apenas 1.4 cm3 tinha umas reprises superiores a um boxter. Já vi tanta coisa que ás vezes é melhor nem ateimar para não sermos surpreendidos [;)]
 
O problema é que normalmente estes testes ou são simples traduções de revistas estrangeiras do mesmo grupo ou então são escritos por um jornalista que não ensaiou o carro.
 
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