O peso dos Funcionários Públicos

citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por pcnunes7

(...)
Oh Nthor, desculpa........mas o que eu me ri com o que está a bold[}:)][}:)][}:)]

Pois, que queres, eu sei que é dificil.
epá, não se deve dizer nunca, nem impossivel......mas estou tentado:D
Sim eu sei, é demasiado utopico, até para mim.

Há muitos lobys e tal :D :D
 
citação:Os neoliberais de serviço na nossa blogosfera apontam o funcionalismo público como um dos responsáveis pela situação do Pais, confundindo intencionalmente “peso do Estado” na economia com “peso do funcionalismo público”.
A Irlanda é um exemplo de paraíso e de política económica a seguir, amiúde invocada pelos neoliberais. O peso dos funcionários públicos na população activa na Irlanda é de 20,6%, enquanto que em Portugal é de 17,9%. Vejam aqui os números de outros países da EU.
Os ordenados (em média) praticados na função pública irlandesa são mais elevados que em Portugal, como todos sabemos. Os números não deixam dúvidas: arranjem outro bode-expiatório.

Assim sendo, como é que o “peso” global do Estado na economia é de 35% na Irlanda e de cerca de 49% em Portugal (corrijam-me se estiver errado nos números, mas a coisa anda lá muito perto)? Naturalmente que a função pública, per si, não pode ser responsabilizada pelo funesto resultado da performance económica do país. Donde vem esta discrepância dos números sobre a despesa pública?

As acções em Bolsa em Portugal valem mais do que o PIB português. O PIB per capita português é dos mais baixos da EU. Isto não significa necessariamente que o português trabalhe menos que um irlandês; significa que o seu trabalho não é tão valorizado quanto o dos irlandeses. Se o PIB é baixo, a incidência de qualquer despesa pública na economia aumenta. “As coisas valem o que dão por elas”, e o trabalho não foge à regra. Aumentar o PIB é também valorizar a nossa economia, actuando sobre a área psicológica dos portugueses, valorizando o que é nosso.
Os chineses trabalham que se fartam, e vejam quanto ganha um chinês médio. Se a relação trabalho / PIB fosse justa, a China seria a primeira potência económica do mundo, mas não é. Quando compramos “Made in China”, tem que ser barato; esta ideia entranhou-se na nossa mentalidade. Se tem que ser barato, a qualidade decresce, porque não há milagres. Se a qualidade baixa, ou temos capacidade para produzir em quantidade, ou desaparecemos do mercado. É o que está a acontecer a Portugal: está a desaparecer do mapa, porque tem qualidade que não é valorizada e não produz em quantidade para justificar um decréscimo da qualidade. Acontece que a qualidade de um produto nacional tem que, necessariamente, ser reconhecida em primeiro lugar pelos portugueses; se os próprios portugueses preferem comprar no estrangeiro qualidade inferior, como esperamos contribuir para a subida de valor do produto nacional? O anti-proteccionismo é óptimo como argumento quando queremos vender, e péssimo quando temos que comprar. Toda a gente sabe disso, com excepção dos neoliberais portugueses.

Dentro da EU, a Irlanda (tal qual a Espanha) agiu em três frentes: protecção (camuflada) da sua economia, abertura ao investimento estrangeiro e reforma do Estado (Impostos e administração pública). O anti-proteccionismo europeu é uma falácia em que só acreditam os ingénuos e os bandidos; os irlandeses, inteligentes, utilizaram a mobilização massiva da opinião pública para proteger a sua economia. O facto da Irlanda ser uma ilha, sob o ponto de vista psicológico, ajudou a que essa mobilização nacionalista tivesse sucesso.

A Irlanda baixou os impostos e reduziu a despesa pública face ao PIB sem mexer na proporção da FP em relação à população activa. Aumentou a eficácia na cobrança de impostos, taxou a Banca convenientemente, descentralizou eficazmente o Estado, apostou na educação.
Portugal aumentou os impostos, a Despesa Pública (gerada em grande parte em Lisboa e Vale do Tejo) aumentou, pretende arranjar bodes expiatórios culpando os funcionários da FP, inicia uma caça ao pequeno infractor enquanto deixa em paz os grandes tubarões que fogem sistematicamente aos impostos, taxa a Banca de uma forma escandalosa, a política e os políticos (da minha e de outras direitas) incentivam o fortalecimento do centralismo lisboeta.

Será que Portugal muda? Terá que mudar. Mas não será de forma pacífica, e é isso que temo. Quando começar a aparecer sangue, só aí, <s>Lisboa</s> o Terreiro do Paço acordará.


@ http://www.garfos.letrascomgarfos.net/archives/2006/03/27/temo-o-pior/

;)
 
citação:Originalmente colocada por pcnunes7

(...)
Oh mjm, não sei quantos estão a mais. Sei que estão, atendendo à realidade do nosso país. Repara, os FP's nunca podem ter o peso que têm no nosso PIB - 15%!!!![:0]
Estas a interpretar mal os numeros.

Como é que um fp que ganha meia duzia de € pesa tanto no pib?
 
citação:Originalmente colocada por pcnunes7

(...)
ao contrário do que dizes, muitos serviços há, onde o pessoal está em excesso[:p] e depois, dizem que nós é que não queremos ver as coisas:D
E baseias essa afirmação em quê, na propaganda do governo, ou na tua experiencia de frequentar os locais de atendimento na tua hora de almoço (que tb é a hora deles) e em que dás de caras com um aviso de fechado até as duas (raios parta os fp que tinham de estar fechados e não querem mesmo fazer nada) ou com um funcionario a atender 30 pessoas enquanto os outros comem umas sandes (mas eles deviam era estar a trabalhar hora de almoço ou não)?

Sabes isso tem um nome.
 
Pensamento: Gostava de saber qual era mesmo o peso real dos funcionários públicos. Por exemplo, iram todos à balança e obtia-se o peso total, a média, a mediana, a moda...
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Os neoliberais de serviço na nossa blogosfera apontam o funcionalismo público como um dos responsáveis pela situação do Pais, confundindo intencionalmente “peso do Estado” na economia com “peso do funcionalismo público”.
A Irlanda é um exemplo de paraíso e de política económica a seguir, amiúde invocada pelos neoliberais. O peso dos funcionários públicos na população activa na Irlanda é de 20,6%, enquanto que em Portugal é de 17,9%. Vejam aqui os números de outros países da EU.
Os ordenados (em média) praticados na função pública irlandesa são mais elevados que em Portugal, como todos sabemos. Os números não deixam dúvidas: arranjem outro bode-expiatório.

Assim sendo, como é que o “peso” global do Estado na economia é de 35% na Irlanda e de cerca de 49% em Portugal (corrijam-me se estiver errado nos números, mas a coisa anda lá muito perto)? Naturalmente que a função pública, per si, não pode ser responsabilizada pelo funesto resultado da performance económica do país. Donde vem esta discrepância dos números sobre a despesa pública?

As acções em Bolsa em Portugal valem mais do que o PIB português. O PIB per capita português é dos mais baixos da EU. Isto não significa necessariamente que o português trabalhe menos que um irlandês; significa que o seu trabalho não é tão valorizado quanto o dos irlandeses. Se o PIB é baixo, a incidência de qualquer despesa pública na economia aumenta. “As coisas valem o que dão por elas”, e o trabalho não foge à regra. Aumentar o PIB é também valorizar a nossa economia, actuando sobre a área psicológica dos portugueses, valorizando o que é nosso.
Os chineses trabalham que se fartam, e vejam quanto ganha um chinês médio. Se a relação trabalho / PIB fosse justa, a China seria a primeira potência económica do mundo, mas não é. Quando compramos “Made in China”, tem que ser barato; esta ideia entranhou-se na nossa mentalidade. Se tem que ser barato, a qualidade decresce, porque não há milagres. Se a qualidade baixa, ou temos capacidade para produzir em quantidade, ou desaparecemos do mercado. É o que está a acontecer a Portugal: está a desaparecer do mapa, porque tem qualidade que não é valorizada e não produz em quantidade para justificar um decréscimo da qualidade. Acontece que a qualidade de um produto nacional tem que, necessariamente, ser reconhecida em primeiro lugar pelos portugueses; se os próprios portugueses preferem comprar no estrangeiro qualidade inferior, como esperamos contribuir para a subida de valor do produto nacional? O anti-proteccionismo é óptimo como argumento quando queremos vender, e péssimo quando temos que comprar. Toda a gente sabe disso, com excepção dos neoliberais portugueses.

Dentro da EU, a Irlanda (tal qual a Espanha) agiu em três frentes: protecção (camuflada) da sua economia, abertura ao investimento estrangeiro e reforma do Estado (Impostos e administração pública). O anti-proteccionismo europeu é uma falácia em que só acreditam os ingénuos e os bandidos; os irlandeses, inteligentes, utilizaram a mobilização massiva da opinião pública para proteger a sua economia. O facto da Irlanda ser uma ilha, sob o ponto de vista psicológico, ajudou a que essa mobilização nacionalista tivesse sucesso.

A Irlanda baixou os impostos e reduziu a despesa pública face ao PIB sem mexer na proporção da FP em relação à população activa. Aumentou a eficácia na cobrança de impostos, taxou a Banca convenientemente, descentralizou eficazmente o Estado, apostou na educação.
Portugal aumentou os impostos, a Despesa Pública (gerada em grande parte em Lisboa e Vale do Tejo) aumentou, pretende arranjar bodes expiatórios culpando os funcionários da FP, inicia uma caça ao pequeno infractor enquanto deixa em paz os grandes tubarões que fogem sistematicamente aos impostos, taxa a Banca de uma forma escandalosa, a política e os políticos (da minha e de outras direitas) incentivam o fortalecimento do centralismo lisboeta.

Será que Portugal muda? Terá que mudar. Mas não será de forma pacífica, e é isso que temo. Quando começar a aparecer sangue, só aí, <s>Lisboa</s> o Terreiro do Paço acordará.


@ http://www.garfos.letrascomgarfos.net/archives/2006/03/27/temo-o-pior/

;)
;)
 
citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por psantos

Para os que acham que temos demasiados FP, já estou a dar o meu contributo, apesentei à um mês a minha carta de rescisão. Estou a dar os 60 dias de pré-aviso, falta ainda um mês. Sempre é um funcionário publico a menos.

Para os que acham que temos poucos FP, fica aqui o meu pedido de desculpas por deixar a FP.
se sais, é porque encontraste melhor[:p]

Nunca podemos ter a certeza se vamos para melhor, infelizmente não consigo advinhar o futuro. Saio principalmente porque me cansei. Cansei-me de tanta coisa, que teria que estar aqui o resto do ano a enumera-las. Quem já trabalhou na FP, deve saber do que estou a falar.

Muito dos meus amigos acham que não estou a mudar para melhor, actualmente faço 30km+30km por dia, vou passar a fazer 100km+100km. Actualmente tenho que me desviar das ovelhas e dos velhinhos de bicicleta quando vou para o trabalho, vou passar a fazer a segunda circular. Deixo a FP, esse esterotipo de trabalho estável, para ir trabalhar para os privados, esse esterotipo de exploradores, mas enfim vou trabalhar naquilo que gosto. Como diz o meu pai, só precisamos de três coisas na vida para sermos felizes, saúde, trabalho e que eles paguem [}:)][}:)][}:)]
 
O texto seguinte, que circula por aí na net e é conhecido,levanta mais que vetustas e debatidas questões que, dizem, se multiplicarão "n" vezes por essas instituições e empresas cujas margens de lucro... mas cuja contribuição para a produtividade...:

citação:"PORQUE SERÁ QUE OS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL NÃO PUBLICAM ISTO?
DIVULGUEM O MAIS QUE POSSAM

A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e troca de Incompetentes.

Veja-se:

É inacreditável, mas é o país que temos ...
Era a manchete do Expresso de Sábado e custa acreditar.

Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004.

Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...

O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28
anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais.

Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.

Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000 euros/mês.

A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída),
pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.

Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP.
Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.

Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração.

Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças.

Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000
euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...

Outros exemplos avulso:

Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000
euros por mês;

A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês...

Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.

Com os novos aumentos Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais.

A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que
ocupam, à vez, a cadeira do poder.

É claro que esta atitude, emula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo.

Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de
um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo.

Assim, este dream-team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante.

Ou o pagamento de um qualquer favor político...

Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes vampiros!

E AINDA DIZEM QUE A CRISE É CULPA DA FUNÇÃO PÚBLICA !!!
E outros que mais…!!!!!

Que direito moral tem esta gente de criticar quem quer que seja, inclusive, o Homenzinho do sobretudo preto do “antes revolução dos cravos”.

Tenham vergonha nessa cara….!!!!"

Claro que este texto é mais do que especulativo e nada disto corresponde à verdade, pois a verdade é que é a função pública a única responsável do estado do país e é ela quem deve ser devidamente «ajustada» para acabar com este descalabro!...
 
Eu ainda me admiro ...

... de como passados 25 anos ainda continuam a comprar e a divulgar a mesma história.

- Nos idos anos das decadas 70/80 o dr. Mários Soares (ou alguem de um dos seus governos) vendeu a ideia que o peso da adminstração publica e dos militares - estes por sinal até pouco mencionados aqui no forum - eram o mal para os cofres do estado, que a economia não podia evoluir tendo de suportar a maquina administrativa do estado e um exercito adaptado ás realidade de uma guerrra colonial.

OU seja funcionários da FP em excesso e militares nos quarteis a coçar micoses.

Eram as palavras que se queriam ouvir, militares chulos, funcionários da FP malandros, bastava dar uma visita pelas aldeias e ouvir o pnsamento generalizado - 38 anos já me permitem poder relembrar esse tempo.

Lembro-me de debates bem acessos (eu como assistente e ouvinte) com familiares meus pseudo proletários empresários - sim trabalhavam de sol a sol para viver desafogadamente e gerar riqueza para a familia - que não investiam em nada, que não apresentavam soluções para os seus negócios ou dinamizavam a região onde moravam, a culpa era dos politicos comunistas (comiam criancinhas na altura)e que colocavam ideias na cabeça do povo, da FP e dos quarteis cheios de Sargentos barrigudos a comer á conta da intêndencia a levar para casa.


O advento da evolução com os governos do Dr. Cavaco Silva Decadas de 80 e 90.

A FP e militares continuam a chular e ser um peso morto desnecessário.
Os empresários continuam no mesmo de sempre.

2000 -> 2006 - Novidades !?

Já repararm que nesta equação nunca ponderam que se calhar o cancro, o real cancro do que começaram a construir (ou a destruir o pouco que existia ??) no pós 25 de Abril subsiste nalguma mentalidade empresarial, nas politicas ( consequentemente nos politicos) desenvolvidas, na lesgislação e na lei ??

Até existem jogos de computador com gestão e regras - socais e leis - mais eficazes que as que temos em Portugal, bastava copiar e optimizar. [8)]


Assim este pais irá a algum lado !?

Não será por adoptarem uma politica de numeros, de cifrões, gestores, economistas e tecnocratas que chegarão lá.


Será que os politicos, gestores e empresários já se questionaram se não serão eles a chave do problema !?
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

Até existem jogos de computador com gestão e regras - socais e leis - mais eficazes que as que temos em Portugal, bastava copiar e optimizar. [8)]
Copia o modelo Irlandes.
É mais fácil, até podes piorar um bocadinho.
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur
...Será que os politicos, gestores e empresários já se questionaram se não serão eles a chave do problema !?
Esta é das lapidares frases que a muitos continua a custar engolir, vá lá saber-se porquê...
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por Excalibur
...Será que os politicos, gestores e empresários já se questionaram se não serão eles a chave do problema !?
Esta é das lapidares frases que a muitos continua a custar engolir, vá lá saber-se porquê...
Essa é frase da Avestruz.
A culpa é dos outros, não é nossa.
Depois junta-se a pitadinha dos injustiçados pq nos toca a nós... e estamos a anos luz dos Irlandeses[:p][:p].
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por Excalibur
...Será que os politicos, gestores e empresários já se questionaram se não serão eles a chave do problema !?
Esta é das lapidares frases que a muitos continua a custar engolir, vá lá saber-se porquê...

Queres mesmo a resposta ...

;)

Quem não é por mim ... é contra mim ...

Altera o contexto.
 
Ora então vejamos,

4. Fondos Estructurales de la Unión Europea:
Los fondos de promoción regional y cohesión de la Unión Europea se han destinado a la inversión en educación y el fomento de innovación. Mientras que en España han financiado carreteras, hormigón y ladrillos, en Irlanda se han destinado a la creación de los importantes Institutos Tecnológicos, a la formación y educación. Se dice que no sólo los Fondos fueron beneficiosos en sí mismos, si no también la forma en que han sido gestionados así como el oportuno momento y contexto en que se han recibido (la política de recorte del gasto público ya había sido implementada.) La propia Bruselas señala en un informe de Cohesión que "el ejemplo irlandés certifica la importancia de que los fondos se gestionen en una política coherente, que mantenga unas condiciones macroeconómicas saludables y cuente con el consenso social." La planificación a la largo plazo supera ya a la miope visión cortoplacista.


Pois nós temos A8, A1, A40, A100 e por aí adiante... Vamos ter também TVG com Pendular... Pois a culpa é dos FPS

5. El "lobby" irlandés en Estados Unidos:

Ya hemos recordado que se cifra en 50 millones de americanos los que tienen un origen irlandés. El lobby irlandés es fruto de dos acontecimientos vitales en la historia de Irlanda: por un lado, la emigración que afectó a la Isla en el siglo XIX y, por otro, la no aceptación de la idea de partición de la Isla.

Este poderoso "grupo de presión" Ha sido fundamental a la hora de directizar no sólo las inversiones del gigante americano hacia la isla, si no también la domiciliación de varias multinacionales en Irlanda; como se ha hecho referencia a lo largo de las presentes hojas, algunos presidentes del Gobierno americano se han dejado seducir por los fines que el lobby perseguía.


Relembro que o Clinton influenciou directamente as empresas americanas a investirem na Irlanda e nós não temos nada disto... A culpa é dos FPs

6. Conciencia social de la mala y extrema situación económica:
Resulta oportuno señalar la conciencia social que se dio en los irlandeses sobre el estado en que Irlanda se encontraba mediados los años setenta. Son los propios irlandeses los que se dan cuenta que la cultura de dependencia de la subvención, de los subsidios y de los contratos implícitos, no sólo no es la solución al problema, si no que hasta lo mejor es la causa del mal.

Aqui a cultura empresarial é precisamente não fazemos nada até vir o subsídio... A culpa é do FP...
 
Sinatra[^];)
Minha afirmação noutro tópico sobre isso que tu leste:
NÓS, PORTUGAL, podemos ser algo diferentes e não ter estas condições todas, mas a IRLANDA, e não outras sociedades, é aquela que mais próximo estava de nós.

Se nós aplicássemos alguns destes factores.... podiamos não ser o 3º país em produtividade per capita da UE.... mas se fossemos o 7º ou 8º já era EXCELENTE.

Eu e tu temos a mesma opinião sobre muita coisa, não tudo, somos completamente CONTRA projectos megalómanos.
A prioridade Nacional deveia ser portos e plataformas logisticas e ferrovia de mercadorias.
Não a treta do costume que a IRLANDA e outros mais longe... lá no Norte Nórdico... não têm nem tiveram para se desemvolver.

O desemvolvimento é conseguido com isto referido ou parte no art. acima.
Mas todos nós, sindicatos, políticos, povo.... estamos muito atrasados.
Talvez o problema seja de educação... e atitude...
Talvez...
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Excalibur

Até existem jogos de computador com gestão e regras - socais e leis - mais eficazes que as que temos em Portugal, bastava copiar e optimizar. [8)]
Copia o modelo Irlandes.
É mais fácil, até podes piorar um bocadinho.

O JR... Não lê bem as coisas...;)

4.- ¿Es exportable el Modelo Irlandés?
Pocos autores se atreven a dar una respuesta a la pregunta planteada. En Irlanda se dan una serie de valores e instituciones culturales muy singulares, que hacen imposible la transferencia de una economía a otra de los aspectos necesarios para implementar la reforma llevada a cabo por Irlanda.
A lo mejor sería posible encontrar un país en circunstancias económicas similares a las de Irlanda de los años 70, pero nunca se encontrará a ese mismo país en las circunstancias sociales, ni mucho menos en las circunstancias temporales en las que se encontró Irlanda. De igual forma, la historia de un pueblo como el irlandés, es si no única, al menos tan peculiar como para dificultar aún más esa posibilidad.
 
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