Daí não poderes fazer queixa da dificuldade de poupar. Seguramente só a casa te está a dar um bom rombo.
Tens de fazer um estudo de 3 meses de gastos para perceberes para onde vai todo o dinheiro. Poupar é sempre possível, por pouco que seja.
A escolha da cidade onde comprei casa foi um misto entre manter-me perto da família e da família da minha esposa, com algumas poupanças que isso acarreta (por exemplo, o meu filho fica em casa dos meus sogros durante a semana) e ter sido o local onde consegui o meu emprego e as actividades extra que me permitem ter mais algum rendimento no final do mês.
A compra da casa (apartamento) foi mais por razões pessoais, mas era indispensável, pelo menos para manter a felicidade/estabilidades necessárias.
O custo da mesma foi ponderado tendo em conta o vencimento na altura, há cerca de 10 anos atrás.
Neste momento estou a tentar cortar onde é possível: os custos da factura da luz e gás, reduzi ao custo anual do seguro vida.
Estou em conversações há cerca de 3 semanas com o banco para redução do actual spread. A ver o que dá.
O nascimento do meu filho também trouxe gastos consideráveis, como toda a gente sabe, mas já andava a adiar há anos com a desculpa do juntar mais algum e maior estabilidade. Já expliquei as razões antes, desde cirurgias, a uma lesão grave numa perna, fui sendo impossibilitado de conseguir trabalhar de forma consecutiva durante alguns anos.
Friamente: neste momento a solução era vender o apartamento. Friamente, com uma mensalidade de 300€ de empréstimo habitação para um T3, neste momento, na minha cidade, alugam-se T2 por 800€.
A minha esposa tem um contrato sem termo certo, tem estabilidade profissional e encontra-se satisfeita no emprego onde está.
Os prós e os contras são diversos e ainda não me fazem ponderar que o custo da casa pese sobre todas as restantes possibilidades.
Mas posso estar a ser demasiado emotivo, face à realidade financeira, aceito.