O Que Fazer Com Uma Testemunha Confundida?!!

Eliana Silva

New member
Pois é imaginem-se nesta situação:
Tiveram um acidente GRAVE, com consequências mto GRAVES, mas não tiveram a culpa...
No entanto há uma testemunha, que no meio da confusão, e porque estava bastante nervosa, acha que viu uma coisa (que realmente não viu)...
O processo avança e o próprio ministério público, pelos meios de investigação, e não estou a falar só das testemunhas e dos envolvidos no acidente, com o apoio de programas sofisticados chegam á conclusão que pela lei da física era impossível o acidente se ter dado como a testemunha refere...
A testemunha confrontada com estes dados todos... ao fim de bastante tempo de investigação, continua firme na posição ( a versão do dia do acidente) sem nunca se questionar se o estado de choque em que se encontrava quando deu o testemunho no local teria influenciado negativamente na visão do acidente...
Nova investigação... mais uma vez com o mesmo resultado...
O Ministério Publico chega à conclusão que afinal a testemunha só pode estar confundida... (por mtas coisas que entretanto se foram esclarecendo)...
Mas a testemunha mm assim continua firme na possição dela...
Mm que para isso CULPE UM INOCENTE!!!
As coisas são esclarecidas e felizmente a justiça demorou mas foi correcta... e agora?
Quem paga os danos morais causados pela confusão gerada? Quem vai esclarecer todo o mal entendido?

Felizmente nunca fui testemunha de nenhum acidente grave, mas parece-me que é de bom senso tomar consciência do que estamos a fazer para não prejudicar ninguem, mto menos um inocente...
 
Pois é imaginem-se nesta situação:
Tiveram um acidente GRAVE, com consequências mto GRAVES, mas não tiveram a culpa...
No entanto há uma testemunha, que no meio da confusão, e porque estava bastante nervosa, acha que viu uma coisa (que realmente não viu)...
O processo avança e o próprio ministério público, pelos meios de investigação, e não estou a falar só das testemunhas e dos envolvidos no acidente, com o apoio de programas sofisticados chegam á conclusão que pela lei da física era impossível o acidente se ter dado como a testemunha refere...
A testemunha confrontada com estes dados todos... ao fim de bastante tempo de investigação, continua firme na posição ( a versão do dia do acidente) sem nunca se questionar se o estado de choque em que se encontrava quando deu o testemunho no local teria influenciado negativamente na visão do acidente...
Nova investigação... mais uma vez com o mesmo resultado...
O Ministério Publico chega à conclusão que afinal a testemunha só pode estar confundida... (por mtas coisas que entretanto se foram esclarecendo)...
Mas a testemunha mm assim continua firme na possição dela...
Mm que para isso CULPE UM INOCENTE!!!
As coisas são esclarecidas e felizmente a justiça demorou mas foi correcta... e agora?
Quem paga os danos morais causados pela confusão gerada? Quem vai esclarecer todo o mal entendido?

Felizmente nunca fui testemunha de nenhum acidente grave, mas parece-me que é de bom senso tomar consciência do que estamos a fazer para não prejudicar ninguem, mto menos um inocente...


Para fazer ver que a prova testemunhal nem sempre é a mais credível.

Nada como factos concretos.

Testemunhos pessoais podem estar revestidos de subjectividade.

Um julgamento bem feito tem isso em consideração.

O que é estranho é ela continuar com a mesma teoria, mesmo após ser confrontada com os factos. Não haverá alguma relação de proveito com esse comportamento?[;)]
 
Fico bastante satisfeito em saber que o MP fez um bom trabalho, não se deixando influenciar por um testemunho menos correcto!!!

Quanto à pergunta em si, esses custos deveriam ser imputados a quem os criou, seja essa testemunha ou a alguém que ela represente, claro que isto é uma opinião meramente pessoal e sem qualquer valor juridico, direito civil não é mesmo a minha área [;)]

Não digo que seja o caso, mas quantas vezes ouvimos casos de testemunhas "falsas" que tudo fazem apenas para beneficiar certa pessoa que infelizmente utiliza todas as estratégias para se safar...

Tive um acidente de moto em que felizmente as testemunhas viram a realidade da situação, é que o "espertaço" que me mandou ao chão e me aleijou a sério tinha outra visão do acidente, felizmente a sua burrice também deixou perceber que o argumento dele não tinha "ponta por onde pegar", mas...

Enfim, boa sorte para a resolução da situação!!!
 
As pessoas t~em que ter cuidado! Um acidente de viação é um evento muito rápido. Para terem uma ideia, uma colisão frontal demora cerca de 3 décimas de segundo... Por isso, surgem muitas vezes dois tipos de testemunhas confundidas:

1- testemunhas que efectivamente viram o acidente, mas dada a gravidade do mesmo e a existência de feridos ou mortos, entram num estado de stress muito grave e baralham o que realmente viram;

2- o típico mirone, que estava de costas, ouve um estoiro e, quando se vira, olha para os carros na posição pós-impacto e diz que viu tudo! Estes são os piores, autênticos criminosos, pois a partir das posições pós-impacto, uma pessoa que não tenha fortes noções de dinâmica, nunca na vida há-de adivinhar o que aconteceu. [8b]

E já não vamos falar de testemunhas que foram compradas ou co-agidas. :sh)

Por isso, se presenciarem um acidente de viação, tomem as seguintes medidas: procurem sinalizar o local, se possível, recorrendo aos meios disponiveis nos vossos veículos (triângulo, etc.), mantenham a calma, prestem primeiros socorros somente se tiverem formação e chamem o 112. Ao chamarem o 112, dêem indicações precisas sobre o local onde estão (com o pânico é normal as pessoas baralharem-se), o número e gravidade dos feridos, perigo de incêndio, etc. Todas as pessoas envolvidas no acidente que se consigam deslocar pelo próprio pé, devem sair da estrada o mais rapidamente possivel, pois podem acontecer acidentes subsequentes, especialmente em vias de trânsito rápido e com más condições de visibilidade! Se forem testemunhas, dêem depoimentos de forma calma e clara às autoridades e não inventem o que não viram ou não têm a certeza!
 
O depoimento testemunhal é muito importante e muito valorado, mas ha outro meios de prova.

A testemunha acha que foi o que viu e, continua a afirmar tal facto, apesar de já estar demonstrado o contrário... é a vida, o juíz decidiu com base nos elementos que tinha e não valorou este depoimento. É o correcto.

A testemunha não pode ser penalizada por dizer o que viu, ou julga que viu, a não ser que o esteja a fazer dolosamente.
Já se ter dado como testemunha não é mau...
 
Já agora, a título de curiosidade, só um ponto que eu reparei:

com o apoio de programas sofisticados chegam á conclusão que pela lei da física era impossível o acidente se ter dado como a testemunha refere...

Que programas e estudos das leis da Física é que foram efectuados pelo MP?
 
No processo está referido que veio uma equipa de um instituto de Lisboa fazer simulações reais e atraves de programas sofisticados e provaram que pela lei da física era impossível o acidente ter sido da forma que a testemunha refere... mas não diz quais os métodos nem os programas usados...(num primeiro momento foi o ministério publico que pediu essas simulações e numa segunda fase foi mesmo a DGV), mais também não sei especificar :(

Mas o que interessa aqui é que ficou provado e chegou-se á versão real do acidente...
 
Quase de certeza que essa simulação tem a assinatura do JD [;)]

Quanto à testemunha não vejo porque podias querer acusá-la de uma coisa da qual, ao que parece ela não tem culpa. Se a testemunha acredita que viu uma coisa, é natural que não mude de ideias!? Tu estavas a ser acusada sem teres culpa e não era agradável, queres fazer o mesmo a outra pessoa?

Se a justiça portuguesa começa a cair no ridículo de processar as testemunhas da parte que perdeu o caso, daqui a pouco ninguém vai querer testemunhar!
 
Quase de certeza que essa simulação tem a assinatura do JD [;)]

Quanto à testemunha não vejo porque podias querer acusá-la de uma coisa da qual, ao que parece ela não tem culpa. Se a testemunha acredita que viu uma coisa, é natural que não mude de ideias!? Tu estavas a ser acusada sem teres culpa e não era agradável, queres fazer o mesmo a outra pessoa?

Se a justiça portuguesa começa a cair no ridículo de processar as testemunhas da parte que perdeu o caso, daqui a pouco ninguém vai querer testemunhar!
A mim só me parece incorrecto da parte da testemunha teimar numa coisa, quando lhe provam que é impossivel e nem sequer questionar se o estado em que se encontrava foi determinante para o que acha que viu...

De qualquer forma se estivesse numa situação em que leva com um carro de frente porque o outro condutor não estaria nas melhores condições para conduzir, se o seu carro fosse para a sucata ( um carro relativamente novo) e o mais IMPORTANTE de tudo, tendo havido uma vitima mortal, se passasse de vitima de acidente de viação, para culpado de homicidio involuntário, porque uma testemunha acha que viu o que não poderia ter visto, acho que não teria uma postura tão calma e correcta como a que diz... mas a justiça foi feita...

A minha intensão neste post foi só chamar a atenção para a importância das testemunhas e apelar ao bom senso das pessoas para só testemunharem se estiverem em condições para isso, para que no futuro estes mal entendidos não se repetirem... até porque é desgastante para uma pessoa que é envolvida num acidente, SEM CULPA NENHUMA, passar de vítima a culpado (de uma morte)...
 
As pessoas t~em que ter cuidado! Um acidente de viação é um evento muito rápido. Para terem uma ideia, uma colisão frontal demora cerca de 3 décimas de segundo... Por isso, surgem muitas vezes dois tipos de testemunhas confundidas:

1- testemunhas que efectivamente viram o acidente, mas dada a gravidade do mesmo e a existência de feridos ou mortos, entram num estado de stress muito grave e baralham o que realmente viram;

2- o típico mirone, que estava de costas, ouve um estoiro e, quando se vira, olha para os carros na posição pós-impacto e diz que viu tudo! Estes são os piores, autênticos criminosos, pois a partir das posições pós-impacto, uma pessoa que não tenha fortes noções de dinâmica, nunca na vida há-de adivinhar o que aconteceu. [8b]

E já não vamos falar de testemunhas que foram compradas ou co-agidas. :sh)

Por isso, se presenciarem um acidente de viação, tomem as seguintes medidas: procurem sinalizar o local, se possível, recorrendo aos meios disponiveis nos vossos veículos (triângulo, etc.), mantenham a calma, prestem primeiros socorros somente se tiverem formação e chamem o 112. Ao chamarem o 112, dêem indicações precisas sobre o local onde estão (com o pânico é normal as pessoas baralharem-se), o número e gravidade dos feridos, perigo de incêndio, etc. Todas as pessoas envolvidas no acidente que se consigam deslocar pelo próprio pé, devem sair da estrada o mais rapidamente possivel, pois podem acontecer acidentes subsequentes, especialmente em vias de trânsito rápido e com más condições de visibilidade! Se forem testemunhas, dêem depoimentos de forma calma e clara às autoridades e não inventem o que não viram ou não têm a certeza!
Exactamente!
 
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